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colaboração. A palavra colaboração significa trabalhar juntos ou trabalhar em comum com outrem na mesma obra ou atividade. Concorrer, cooperar para a realização de qualquer coisa. Escrever para periódicos ou dar aulas numa universidade, sem pertencer ao quadro efetivo dos seus empregados é também denominado, usualmente, colaborar.

Observamos nestas reflexões sobre a colaboração duas ideias-chave na compreensão deste tipo de trabalho coletivo. O trabalhar juntos pode dar uma primeira impressão de proximidade física, ou seja, realizar um trabalho lado a lado com outra pessoa, dividindo as tarefas. Por outro lado, a ideia de trabalhar em comum, com uma ou muitas pessoas, atualmente já não implica uma proximidade geográfica e abre espaço para o conceito de atuar juntos em separado, mais condizente com a noção de redes de colaboração suportadas por recursos tecnológicos.

As redes de colaboração já são muito comuns nas universidades, no contexto da produção científica.

O estudo de redes de colaboração científica tem suscitado grande interesse no meio acadêmico, observando-se a realização de pesqui- sas – publicadas em veículos de reconhecido mérito internacional– voltadas para o desenvolvimento de metodologias e análises que buscam melhor compreensão desse fenômeno social que se verifica em todas as áreas do conhecimento, com maior intensidade nas ci- ências naturais, embora venha ocorrendo um aumento progressivo na área das ciências sociais. (SOUZA; BARBETEFANO; LIMA, 2012, p. 671)

Este processo de trabalho colaborativo, praticado no meio acadêmico, é identificado como co-autoria. Nele os pesquisadores dividem a responsabilidade e o mérito pela publicação dos resultados de pesquisas desenvolvidas em parceria.

Esta prática já é comum nos dias de hoje. Souza, Barbestefano e Lima (2012 p. 671), em artigo publicado na revista Química Nova, afirmam que

A co-autoria tem se intensificado nas últimas décadas, sendo que esse aumento ocorre tanto em incidência (fração de artigos que apresentam co-autoria) quanto em extensão (quantidade de cultores nas publicações).

Concordamos com os autores ao afirmarem que “[...] aumento da realização de trabalhos em co-autoria pode ser explicado em função das novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), que favorecem o trabalho colaborativo à distância” (SOUZA; BARBESTEFANO LIMA, 2012, p. 671).

Além destas facilidades, proporcionadas pelos meios de comunicação em rede, outras razões são apresentadas pelos autores para justificar o aumento das publicações em coautoria, denotando uma ampliação do trabalho colaborativo no âmbito da pesquisa acadêmica. São elas:

[...] as políticas governamentais e das agências de fomento que estimulam a cooperação interinstitucional e internacional; os altos custos de P&D, que fazem com que pesquisadores compartilhem recursos e infraestrutura; a necessidade de especialização, principalmente nas áreas em que a instrumentalização é complexa, fazendo com que a colaboração ocorra em função da necessidade de divisão do trabalho e, da interdisciplinaridade da ciência que demanda pesquisadores advindos de diferentes áreas de conhecimento (SOUZA; BARBETEFANO; LIMA, 2012, p. 671).

Para ilustrar esta constatação dos autores citados, recorremos a Rocha (2008), que apresentou, em seu livro “A reinvenção solidária e participativa da universidade: um estudo sobre redes de extensão universitária”, a análise de três redes reais. Neste caso, três redes voltadas para a extensão universitária, em vez da pesquisa científica, tomadas propositalmente, para ampliar o espectro da análise, demonstrando a existência da cultura de redes no ambiente interno das universidades e também nas relações entre estas instituições.

A primeira rede analisada pelo autor foi a Rede Nacional de Extensão Universitária (RENEX), criada em 1998, no âmbito das universidades federais brasileiras com o propósito de fortalecer as ações de extensão no conjunto das instituições integrantes. A segunda foi a Ação Nacional em Extensão Universitária (ANEXU), uma rede de estudantes, que nasceu no 1º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU), caracterizada como uma rede virtual e presencial para debater as questões sobre a extensão universitária e as questões políticas relacionadas ao tema. A terceira rede analisada foi a Unicidadania (universidade +

cidadania), "[...] criada com o objetivo principal de aproximar as entidades de direitos humanos das universidades públicas brasileiras" (ROCHA, 2008. p. 209).

Em sua composição, a Rede Unicidadania envolveu universidades estaduais e federais da Paraíba, Pernambuco e Bahia, contando com o apoio do Movimento Leigo para a America Latina (MLAL), uma organização não-governamental italiana, coordenada pelo professor Enzo Melegari, que trouxe uma proposta de cooperação internacional, no campo da cidadania e dos direitos humanos, através do Ministério das Relações Exteriores da Itália.

Através do estudo destas redes citadas o autor afirma:

As redes e fóruns de extensão colaboram para a construção da cidadania e da democracia a partir da interconexão múltipla de seus membros e apresentam como um significativo recurso organizacional, tanto pelo ângulo das relações pessoais quanto pelo ângulo da reestruturação social, para superação dos obstáculos impostos a ela, sejam eles geográficos, hierárquicos, culturais, econômicos, políticos ou sociais (ROCHA, 2008, p. 221).

Estas práticas de colaboração na produção científica e extensão universitárias, com a criação de redes com diversos propósitos e formatos, como os descritos acima, já indicam a necessidade de estudos que possam desvendar o seu significado, caracterizá-las e buscar formas de torná-las mais evidentes e eficazes, nas mais diversas áreas e atividades acadêmicas. A compreensão do conceito de colaboração, neste contexto, por sua vez, poderá dar maior consistência a estes estudos, buscando, na literatura sobre o tema, os seus diversos sentidos ao longo do tempo e empreendendo um esforço de desvendamento do seu potencial com a utilização das tecnologias digitais que ampliam as possibilidades de compartilhamento através das redes.

Como ponto de partida para o estudo da colaboração como uma competência-chave para a educação e para a sociedade do século XXI, chamada por alguns autores de sociedade em rede (CASTELLS, 2000), recorremos aos trabalhos do grupo de pesquisa denominado Comunidade de Pesquisa sobre Aprendizagem Colaborativa (Colearners21), do qual fazemos parte, sediado na Open University, Reino Unido, mais especificamente no Knoweledge Media Institute

(KMI), onde realizamos, entre maio e novembro de 2013, um estágio de doutorado sanduíche, apoiado pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão ligado ao Ministério da Educação do Brasil.

O grupo é composto de vinte e cinco pesquisadores de vários países, principalmente o Brasil, Portugal, Espanha e Reino Unido, e estes estudos tiveram origem numa conferência, organizada pela Fundação Telefônica da Espanha, denominada Encontro Internacional de Educação 2012-2013 (Educared): Como deve ser a educação do século XXI?

Caracterizado como um evento online, aberto e massivo, o Educared teve início em abril de 2012 e se estendeu até novembro de 2013, realizando debates ao longo de 18 meses, visando a intercâmbio de atividades e oficinas em rede, para aprofundamento das discussões sobre o tema proposto. Além do diálogo online, a cada dois meses foi realizado um encontro presencial em uma cidade distinta, totalizando nove cidades, em diversos países e envolvendo mais de 50 mil pessoas, entre professores, diretores, coordenadores pedagógicos, estudantes, pais e profissionais do mundo da educação, especialistas ou interessados nos temas propostos.

Foram nove temas que alimentaram o debate sobre o presente e o futuro da educação. Os debates, além dos encontros presenciais, foram mantidos no portal da conferência e se encontram disponíveis no endereço http://encuentro.educared.org/. O Colearners21, cuja coordenadora, Professora Dra. Alexandra Okada, participante da Conferência Internacional da Fundação Telefônica, decidiu aprofundar os estudos sobre as competências-chave para a sociedade e a educação para o século XXI, relacionando este tema com a sua área de concentração de estudos, que é a coaprendizagem e coinvestigação. Desta forma, os estudos do Colearn XXI foram organizados com a participação de investigadores interessados no estudo das competências, elaborando a sua pergunta de pesquisa: Quais as competências-chave necessárias que podem ser desenvolvidas tanto em ambientes de eventos massivos para coaprendizagem, como também em ambientes de coinvestigação? A pesquisa caracterizou-se como uma investigação exploratória sobre as “Competências-chave para educação do século XXI na Era Digital”.

(fórum e wikis) e síncrona (web conferência) das competências e habilidades desenvolvidas, durante o processo de coinvestigação e coaprendizagem em dois espaços virtuais.

Este estudo envolveu, além da análise das interações entre os participantes do Portal Encuentro.Educared, do “Encontro Internacional de Educação 2012-2013”, realizado pela empresa Telefônica, uma observação sistemática das interações entre os pesquisadores do Reino Unido, Brasil, Portugal e Espanha, através do ambiente de investigação Working Environment with Social, Personal and Open Technologies (WeSPOT), financiado pela Comissão Europeia.

Para fundamentar estes estudos, foram selecionados documentos produzidos por universidades, governos, organismos internacionais, empresas e fundações, num total de quatorze publicações, no quadro 02, abaixo, que foram estudados e debatidos pelo grupo entre abril e novembro de 2013.

Quadro 02 – Incidência das competências nos documentos e textos estudados

14 documentos analisados - Bibliografía

Dominios constitutivos T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8 T9 T1 0 T1 1 T1 2 T1 3 T1 4 Alfabetización Digital Alfabetización Informacional Alfabetización midiatica TIC Tecnologias Competencia Digital Comunicación- Colaboración Colaboración Comunicación Pensamento Critico-Creativo Pensamento Crítico Creatividad Alfabetizac ión Digital Comunic ación- Colabora ción Pesament o Critico- Creativo

T1 – NationalResearch Council - Washington(2012) - T2 – Government of Alberta (2010) - T3 – Hewlett (Finegold&Notabartolo,2010)- T4 - OECD (Ananiadou&Claro, 2009) - T5 - Cisco, Intel & Microsoft( Binkley, et al., 2010)- T6 - NationalResearch Council - Washington (2011)- T7 –

UNESCO (2011) - T8 – The Bill & Melinda Gates Foundation (Conley,2007) - T9 –Mc Graw Hill (Beers,2011) - T10 - OECD(2005) - T11 – QrEuEuropeanCommunites, 2007 T12 OECD PISA (2013) - T13 – T14 –EuropeanUnion(Ferrari, 2012)

Fonte: OKADA, 2013.

Das inúmeras categorias de competências apresentadas nestes diversos estudos, foram selecionadas quatro, consideradas mais importantes, de acordo com critérios definidos pelo grupo, que consistiram de identificar os textos que apresentaram uma relação direta com a coaprendizagem e a coinvestigação, abrangência conceitual e maior incidência nos documentos estudados. Dentre as diversas competências estudadas neste documentos, foram escolhidas a colaboração-comunicação, o pensamento crítico-criativo, as multiliteracias e o raciocínio ético-científico, sobre as quais os estudos foram aprofundados.

A minha participação neste grupo de pesquisa foi compatibilizada com os estudos do estágio de doutoramento, tendo em vista o meu interesse pelo aprofundamento dos estudos sobre a colaboração, tema importante para a minha pesquisa de tese. No Colearners21, dediquei-me à competência colaboração- comunicação, tendo em vista a sua relação direta com o tema gestão colaborativa em rede.

A base destas discussões partiu do conceito de competência adotado pelo grupo, a partir das leituras e discussões dos diversos documentos.

No conceito da OECD, competência é

[...] mais do que apenas conhecimentos e habilidades. Envolve a capacidade de atender às demandas complexas, desenhando e mobilizando recursos psicossociais (incluindo habilidades e atitudes) em um contexto particular. Por exemplo, a capacidade de comunicar de forma eficaz de um indivíduo é uma competência que pode se basear no conhecimento da linguagem, habilidades práticas e

Alfabetización científica investigação competencia académica Alfabetiza ción Científica

atitudes em relação aqueles com quem ele ou ela está se comunicando (OECD, 2005, p. 4).

A competência da Colaboração está classificada no grupo das competências interpessoais e relacionada com a capacidade de comunicação, de convivência com pessoas de diferentes origens e interesses, de solução de problemas em grupos, entre outras que podem ser vistas no texto.

Vista como competência-chave para a sociedade do século XXI, a colaboração pode ser contemplada com um conceito mais amplo, que requer habilidades eficazes de comunicação e também uma sensibilidade maior com os colegas de trabalho. Em um mundo cada vez mais interdependente, segundo o documento DeSeCo,"as pessoas precisam ser capazes de se envolver com as outras, uma vez que irão encontrar pessoas de uma variedade de origens, é importante que sejam capazes de interagir em grupos heterogêneos" (OECD, 2005, p. 5).

A colaboração está relacionada com o domínio da comunicação e é vista como uma necessidade para o sucesso no mercado de trabalho, independentemente do nível de ensino ou tipo de trabalho. Como se observa, a primeira competência-chave do projeto DeSeCo,

Refere-se ao uso efetivo de habilidades de linguagem falada e escrita, informática e outras habilidades matemáticas, em várias situações. É uma ferramenta essencial para funcionar bem na sociedade e no local de trabalho e participar de um diálogo eficaz com os outros. Termos como "competência de comunicação" ou "alfabetizações" estão associados a esta competência-chave. (OECD, 2005, p. 10)

Segundo Crebet (2004), uma pesquisa com estudantes de graduação australianos apontou o valor do engajamento com outros para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e colaboração. Com base nas entrevistas, observou-se que

O trabalho em grupo foi a opção preferida para o desenvolvimento da comunicação oral, resolução de problemas, trabalho em equipe, liderança, assumindo a responsabilidade e tomada de decisões e [em desenvolvimento] altos padrões éticos (CREBERT et al., 2004, p.

15).

Como Gittell (2001) argumenta, este resultado está em linha com o corpo maior de trabalho sobre a teoria pós-burocracia e que "[...] com níveis elevados de interdependência de tarefas, o desempenho deverá beneficiar significativamente um forte processo de grupo" (Idem, p. 468). O mesmo autor oferece uma extensa discussão sobre "[...] a gestão das interdependências de tarefas - realizado no contexto das relações com os outros membros do grupo” (Idem, p. 471), que descreve como segue:

A Coordenação relacional inclui um componente de comunicação, refletindo a frequência e pontualidade de comunicação entre os membros do grupo. Além disso, inclui um componente relacional, refletindo na força de resolução de problemas, ajuda, respeito mútuo, objetivos comuns e conhecimento compartilhado entre os membros do grupo envolvidos no mesmo processo de trabalho (GITTELL 2001, p. 471).

Para Beers, o conceito de Colaboração é "[...] trabalhar com os outros com respeito e de forma eficaz para criar, usar e compartilhar conhecimentos, soluções e inovações" (BEERS, 2011, p. 16).

Outros autores, buscando detalhar melhor este conceito, apresentam noções mais ampliadas, trazendo definições de habilidades, conhecimentos e atitudes a ela relacionadas. No documento Government of Alberta (2010), as habilidades inerentes à competência colaboração, agrupada e definida junto com a liderança, significa

[...] participar de forma significativa e efetiva na vida da comunidade. Construir relações de respeito e carinho, gestão de conflitos e diferenças, e construção de consenso. Aceitar a responsabilidade por suas ações. Reconhecendo e aproveitando os seus (dos alunos), pontos fortes e potencialidades. Trabalhar em conjunto para influenciar mutuamente, motivar e orientar o outro na busca de objetivos comuns (GOVERNMENT OF ALBERTA, 2010, p.26).

Para Binkley e outros (2010, p.27), as habilidades relativas à competência Colaboração são as seguintes:

do público e finalidade; ouvir com cuidado, paciência e honestidade; comportar-se de maneira profissional e respeitável; trabalhar eficazmente em equipes diversas; aproveitar as diferenças sociais e culturais para criar novas ideias e aumentar a inovação e a qualidade do trabalho; gerenciar projetos; priorizar, planejar e gerenciar o trabalho para alcançar o resultado pretendido pelo grupo; orientar e conduzir os outros; usar a capacidade interpessoal para resolver problemas, influenciar e orientar os outros para um objetivo; alavancar os pontos fortes dos outros para realizar um objetivo comum; inspirar outros a alcançar o seu melhor através de exemplo e abnegação; demonstrar integridade e comportamento ético na utilização de influência e poder.

Os mesmos autores definem os conhecimentos inerentes a esta competência afirmando que são:

[...] trabalhar eficazmente em equipes diversas; conhecer e reconhecer os papéis individuais de uma equipe de sucesso e conhecer seus pontos fortes e fracos, reconhecendo e aceitando-os em outros; gerenciar projetos saber como planejar, definir e atingir metas; monitorar e re-planejar à luz de acontecimentos imprevistos. (BINKLEY et al., 2010, p. 31)

Quanto às atitudes, Binkley e outros (2010, p.32) afirmam que aquelas ligadas ä Colaboração são:

Interagir eficazmente com os outros; saber quando é apropriado ouvir e quando falar; comportar-se de maneira profissional respeitável; trabalhar eficazmente em equipes diversas; mostrar respeito pelas diferenças culturais e estar preparado para trabalhar de forma eficaz com pessoas de uma variedade de origens sociais e culturais; responder com a mente aberta a diferentes ideias e valores; perseverar para atingir metas, mesmo em face de obstáculos e pressões de concorrentes; ser responsável com os outros; agir de forma responsável com os interesses da comunidade maior em mente.

Colaboração-comunicação. Nos estudos de documentos sobre as competências para a educação do século XXI, observou-se que a colaboração e a comunicação estão presentes em todos os textos que foram utilizados como referência pelo grupo. Elas são consideradas competências-chave para a era digital e estão classificadas entre as habilidades interpessoais. A Colaboração é definida ainda como "[...] a capacidade de trabalhar em equipe, de se envolver com outras

pessoas de diferentes origens e trabalhar ou estudar com grupos heterogêneos" (FINEGOLD; NOTABARTOLO, 2010, p. 13).

A colaboração também é associada à liderança e ao trabalho em equipe e é definida como a habilidade de construir relações interpessoais respeitáveis e carinho, gerenciar conflitos e diferenças e construir consenso (GOVERNMENT OF ALBERTA, 2010).

A comunicação, por sua vez, é definida como a capacidade de compreender e comunicar de forma eficaz, manifestando-se claramente em uma variedade de formas para transmitir um significado, ouvir e interagir respeitosamente com os outros, ler a informação, falar e escrever com clareza e consenso (GOVERNMENT OF ALBERTA, 2010).

A associação da colaboração com comunicação, neste estudo, deu origem a uma competência híbrida, denominada colaboração-comunicação, estabelecendo uma conexão entre as duas. Esta competência indica que o indivíduo está preparado

[...] para ser capaz de se comunicar eficazmente com os outros e trabalhar bem, como parte de um grupo ou equipe inclusive respeitando as habilidades dos outros e cooperando para atingir objetivos comuns (UNESCO, 2011).

Na sociedade atual, o avanço das tecnologias de informação e comunicação e a economia globalizada, as habilidades de comunicação e colaboração devem ser mais finamente afiadas, tornando-se rápidas, concisas e conscientes das diferenças culturais. (BINKLEY et. al., 2010, p. 42)