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3.6 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS

3.6.3 Questionários

Os questionários foram elaborados com conteúdos diferentes para cada grupo de sujeitos, porém no mesmo formato de questionários online, utilizando-se o programa Survey Monkey, disponível na Internet, sob assinatura. O sistema de aplicação é diversificado, e optou-se nesta pesquisa pelo envio de um link para o email do sujeito, acompanhado de instruções para o preenchimento. A identidade dos sujeitos foi preservada, oferecendo-se a declinação do nome como resposta opcional e excluindo as eventuais identificações do processo de análise.

Aos cento e noventa e um coordenadores Uab e Adjuntos foram enviadas 16 questões de múltipla escolha, algumas com a opção de comentários abertos, versando sobre a sua atuação no âmbito do sistema e com foco principal no exercício da competência colaboração. O objetivo deste questionário, concebido como técnica de observação indireta (QUIVY; CAMPENHOULDT, 2013), foi obter dados sobre os processos colaborativos praticados pelos mesmos, e seus resultados foram analisados com o Modelo de Análise C, descrito acima.

Os dezenove coordenadores e vice-coordenadores de cursos da Uneb, também responderam um questionário no mesmo formato, cujo foco principal foi a sua atuação na função de coordenação, principalmente em termos da sua interação com as outras instituições que fazem parte do sistema, no sentido de prestar ou obter colaboração para a resolução das suas dificuldades relacionadas à gestão do conhecimento para a implementação dos projetos dos seus cursos. O questionário também teve 16 questões de múltipla escolha com algumas opções de comentários abertos.

3.6.4 Entrevistas

O procedimento adotado para esta etapa do levantamento de dados foi o da entrevista exploratória. Esta técnica, segundo Quivy e Camppenhouldt, tem

[...] como função principal revelar determinados aspectos do fenômeno estudado em que o investigador não teria pensado por si mesmo e, assim, completar as pistas de trabalho sugeridas pelas suas leituras. (QUIVY; CAMPPENHOULDT, 2008, p. 69)

Ainda segundo os autores, que recomendam a realização destas entrevistas na etapa inicial de elaboração do projeto de pesquisa, para nortear a definição da problemática e a construção das hipóteses de trabalho, a entrevista exploratória deve decorrer de forma muito aberta e flexível, sendo recomendado que o pesquisador evite perguntas precisas e em número demasiado. Este tipo de entrevista foi escolhido por se adequar muito bem aos interesses desta pesquisa, uma vez que se busca a construção de uma proposta inovadora de gestão do conhecimento, alicerçada na sistematização da percepção dos sujeitos da pesquisa sobre o fenômeno em estudo.

As entrevistas foram realizadas, também, com os dois grupos de sujeitos. Foram escolhidos intencionalmente seis Coordenadores UAB ou Adjuntos, tomando- se como critérios a diversificação das instituições de ensino superior que os mesmos representam no Sistema. Nesta seleção, procurou-se incluir representantes de Institutos Federais de Educação, Universidades Estaduais e Universidades Federais.

Outro critério de escolha foi o tempo de experiência destas instituições e, consequentemente, dos seus coordenadores com a educação na modalidade a distância. Foram incluídas instituições mais experientes, cujo papel no sistema é dar apoio às demais nas suas dificuldades e instituições com pouco tempo de experiência com a educação a distância, que buscam nas primeiras o suporte necessário para se integrar com êxito ao Sistema UAB.

Os critérios de escolha dos Coordenadores e Vice-coordenadores de cursos da Uneb para a concessão de entrevistas foi parecido, sendo neste caso considerada a experiência na coordenação dos cursos. Foram também seis coordenadores ou vices, sendo três fundadores de seus cursos, ou seja, sujeitos que participam da coordenação desde a elaboração dos projetos e permanecem até o período considerado para coleta de dados, em dezembro de 2012, num grupo, e outros três sujeitos que assumiram a coordenação depois dos cursos iniciados.

A duração de cada entrevista foi estimada em trinta minutos, e foram elaboradas cinco questões abertas apenas para servir de roteiro e de provocação, deixando-se os sujeitos à vontade com o tempo e com os temas, abordando em suas respostas os conteúdos das perguntas apresentadas ou outros de acordo com a sua percepção do fenômeno, permitindo-lhes responder pelo tempo que entenderem que fosse necessário.

A análise dos dados levantados com estes procedimentos e de acordo com as opções metodológicas adotadas, descritas acima, está contida na seção seguinte.

4 ANÁLISE DOS DADOS

De acordo com os princípios epistemológicos e procedimentos metodológicos descritos, buscou-se a análise da gestão do conhecimento no Sistema UAB observando-se a seguinte ordem e combinação de processos. Inicialmente, representou-se o Sistema através do mapeamento cognitivo, visando a apresentar a sua dinâmica e utilizando para isso os princípios de rede, enquanto um conjunto de unidades interligadas, em formato de pontos ou nódulos e linhas ou arcos, indicando uma relação entre estes pontos e revelando uma ordem característica.

Para além desta representação gráfica, no dizer de Mance (1999), a rede é uma articulação entre diversas unidades que, através de certas ligações, trocam elementos entre si e, neste sentido, valendo-se dos princípios da cartografia cognitiva (OKADA, 2000), foram construídos mapeamentos conforme descritos adiante, os quais serviram de base para este processo-análise.

Após esta representação através dos mapas, foram feitas as análises, utilizando-se os modelos criados para este fim. Foram criados e aplicados modelos de análise, conforme descritos acima: um quadro de referência para a análise documental, um modelo de análise da gestão do conhecimento (Modelo IMCC) e um modelo de análise das competências (Modelo de Análise C), destinados à análise das competências reveladas pelos sujeitos da pesquisa em sua atuação como gestor no Sistema UAB.

Nesta sequência, são apresentados os dados colhidos no exercício da pesquisa e as análises realizadas com base nos mesmos.

4.1 O MAPA DO CONHECIMENTO SOBRE O PROCESSO DE OFERTA DE