A Escola de Ulm, fundada oficialmente na Alemanha no ano de 1955, foi concebida inicialmente para ser uma sucessora da Bauhaus. Esta escola, criou um departamento de constru- ção que logo deu ênfase a sistemas industrializados que no período moderno eram parte integran- te na construção de habitações mínimas.
Os sistemas pré-fabricados para produção em massa das mais variadas edificações predominavam na Europa no período logo após a Segunda Guerra Mundial, pelo que o departa- mento de Construção da Escola procurou actuar em conformidade com esse cenário.
Um dos professores da Escola, Bruce Martin (1917), dedicou-se neste período à constru- ção de escolas feitas na base da pré-fabricação. Baseado na Coordenação Modular, ele preocu- pou-se em defender o desenvolvimento de componentes produzidos em diferentes países para que se combinassem num sistema internacional modular.
O primeiro director da Escola de Ulm, Max Bill (1908-1994), abordava a edificação como uma obra total, ou seja, investia os seus estudos não tanto na pré-fabricação, mas na arquitectu- ra no seu conjunto e também no seu mobiliário. Nesta linha de pensamento, e orientados também por Herbert Ohl (1926-2012) docente do departamento de Construção, os alunos da primeira turma participaram na construção do prédio da Escola e do design dos vários elementos da edificação, tais como maçanetas, luminárias, esquadrias e também dos móveis.
O Departamento de Construção abrigou, por um lado, pesquisas que realizavam levanta- mentos metódicos sobre as necessidades dos usuários, utilizando para tal questionários e anali- sando as situações de habitação e por outro, realizou pesquisas na área de técnicas de planea- mento, principalmente através da modulação, como instrumento para transformar a edificação num produto resultante da montagem dos mais diversos elementos industrializados.
Estava claro, porém, que a posição do departamento de Construção Industrializada não era discutir sobre arquitectura como síntese artística correspondente às condições locais, mas sim, mostrar que a construção convencional não se adequava à lógica do modelo fordista de produção em massa de produtos tecnológicos. Ou seja, os docentes estavam focados no desenvol- vimento de sistemas construtivos, não existindo uma discussão sobre os efeitos desta produção em massa de edificações na realidade de um determinado local ou cultura. Logo, a preocupação era estritamente técnica, aproximando-se muito mais de uma formação destinada a um engenhe- iro do que propriamente a um arquitecto.
A Escola de Ulm, assim como a Bauhaus, surgida num período pós-guerra mundial, incorporou um espírito de mudança da sociedade através da razão, com uma única visão do mundo, livre da história e do lugar, característica do Movimento Moderno.
O encerramento da Escola, no ano de 1968, coincidiu com uma época em que a considera- ção pelas necessidades diferenciadas da sociedade e do meio ambiente começaram a falar mais alto.
31. Células habitacionais para estudantes de Herbert Ohl e Bernerd Meurer
3.1.4- A Escola de ULM
A Escola de Ulm, fundada oficialmente na Alemanha no ano de 1955, foi concebida inicialmente para ser uma sucessora da Bauhaus. Esta escola, criou um departamento de constru- ção que logo deu ênfase a sistemas industrializados que no período moderno eram parte integran- te na construção de habitações mínimas.
Os sistemas pré-fabricados para produção em massa das mais variadas edificações predominavam na Europa no período logo após a Segunda Guerra Mundial, pelo que o departa- mento de Construção da Escola procurou actuar em conformidade com esse cenário.
Um dos professores da Escola, Bruce Martin (1917), dedicou-se neste período à constru- ção de escolas feitas na base da pré-fabricação. Baseado na Coordenação Modular, ele preocu- pou-se em defender o desenvolvimento de componentes produzidos em diferentes países para que se combinassem num sistema internacional modular.
O primeiro director da Escola de Ulm, Max Bill (1908-1994), abordava a edificação como uma obra total, ou seja, investia os seus estudos não tanto na pré-fabricação, mas na arquitectu- ra no seu conjunto e também no seu mobiliário. Nesta linha de pensamento, e orientados também por Herbert Ohl (1926-2012) docente do departamento de Construção, os alunos da primeira turma participaram na construção do prédio da Escola e do design dos vários elementos da edificação, tais como maçanetas, luminárias, esquadrias e também dos móveis.
O Departamento de Construção abrigou, por um lado, pesquisas que realizavam levanta- mentos metódicos sobre as necessidades dos usuários, utilizando para tal questionários e anali- sando as situações de habitação e por outro, realizou pesquisas na área de técnicas de planea- mento, principalmente através da modulação, como instrumento para transformar a edificação num produto resultante da montagem dos mais diversos elementos industrializados.
Estava claro, porém, que a posição do departamento de Construção Industrializada não era discutir sobre arquitectura como síntese artística correspondente às condições locais, mas sim, mostrar que a construção convencional não se adequava à lógica do modelo fordista de produção em massa de produtos tecnológicos. Ou seja, os docentes estavam focados no desenvol- vimento de sistemas construtivos, não existindo uma discussão sobre os efeitos desta produção em massa de edificações na realidade de um determinado local ou cultura. Logo, a preocupação era estritamente técnica, aproximando-se muito mais de uma formação destinada a um engenhe- iro do que propriamente a um arquitecto.
A Escola de Ulm, assim como a Bauhaus, surgida num período pós-guerra mundial, incorporou um espírito de mudança da sociedade através da razão, com uma única visão do mundo, livre da história e do lugar, característica do Movimento Moderno.
O encerramento da Escola, no ano de 1968, coincidiu com uma época em que a considera- ção pelas necessidades diferenciadas da sociedade e do meio ambiente começaram a falar mais alto.