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3 | Movimento Moderno

No documento Habitação mínima (páginas 58-64)

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illas em W

3 | Movimento Moderno

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illas em W

17. Um postal para a exposição da Bauhaus

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No panorama de industrialização e produção em série do século XVIII e XIX que se vivia na Europa, desenvolveu-se o período designado como Arquitectura Moderna, cuja fase promissora se concentrou nos anos 1920-30, bem distinta de uma concepção de arquitectura voltada para reali- zações individuais e preocupações artísticas.

A Arquitectura Moderna, tinha como um dos seus objectivos primordiais o estabelecimen- to de um novo modo de vida padronizado e racional, esurgiu com um ímpeto de grandes mudanças sociais, visando atingir o maior número de pessoas, facto que se comprovou pela sua preocupação com aspectos políticos e económicos e também pela importância que atribuiu aos objectos de uso e à questão habitacional. Neste período várias organizações unificaram-se, como a Werkbund alemã, a Escola Bauhaus de Walter Gropius ou a Escola ULM tornando mais claras as iniciativas dos arquitectos modernos e os seus contributos para o tema da habitação popular de dimensões míni- mas.

Tendo como base exactamente as questões referentes à habitação popular, surgiram várias ideias e discussões no que respeita à arquitectura e urbanismo modernos. Os CIAM, Con- gressos Internacionais de Arquitectura Moderna, são um incontornável exemplo desses debates. Segundo Frampton,

(...) os quatro primeiros congressos de arquitectura moderna foram dominados

pelas ideias dos arquitectos de língua germânica de tendência política socialista e defensores da Nova Objectividade (Neue Sachlichkeit), voltados para a discussão da habitação mínima (Die Wohnung Existenzminimum) e da pesquisa da racionalização

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da construção (Rationelle Bebauungsweisen) .

Neste período e contemporâneos dos CIAM, desenvolveram-se vários estudos e planos urbanísticos que foram ao encontro da questão da habitação popular mínima. Foi o caso do Plano Urbanístico de Frankfurt dirigido por Ernst May que envolveu várias pesquisas relativas ao redi- mensionamento dos cómodos das habitações e das actividades domésticas, das quais constitui um exemplo paradigmático a Cozinha de Frankfurt.

Foi ainda neste século que a habitação de dimensões reduzidas se tornava mais evidente. Isto porque a diminuição do tamanho da habitação estava relacionada com o direito da habitação a todos, reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1949 e na recomendação nº115 da Organização Internacional do Trabalho de 1961. O tamanho da casa relacionava-se pois com a preocupação de melhoria das condições de trabalho, no sentido em que, com as melhorias das condições de trabalho, com a emancipação da mulher e os planos de planeamento familiar, as famílias tendiam a ser cada vez menos numerosas, o que, aliado à necessidade de aproveitamen- to do espaço e de diminuição dos custos das habitações, justificava a diminuição de área das

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FRAMPTON, K. Storia dell'architectura moderna. Zanichelli, Bologna 1986. p. 319.

17. Um postal para a exposição da Bauhaus

No panorama de industrialização e produção em série do século XVIII e XIX que se vivia na Europa, desenvolveu-se o período designado como Arquitectura Moderna, cuja fase promissora se concentrou nos anos 1920-30, bem distinta de uma concepção de arquitectura voltada para reali- zações individuais e preocupações artísticas.

A Arquitectura Moderna, tinha como um dos seus objectivos primordiais o estabelecimen- to de um novo modo de vida padronizado e racional, esurgiu com um ímpeto de grandes mudanças sociais, visando atingir o maior número de pessoas, facto que se comprovou pela sua preocupação com aspectos políticos e económicos e também pela importância que atribuiu aos objectos de uso e à questão habitacional. Neste período várias organizações unificaram-se, como a Werkbund alemã, a Escola Bauhaus de Walter Gropius ou a Escola ULM tornando mais claras as iniciativas dos arquitectos modernos e os seus contributos para o tema da habitação popular de dimensões míni- mas.

Tendo como base exactamente as questões referentes à habitação popular, surgiram várias ideias e discussões no que respeita à arquitectura e urbanismo modernos. Os CIAM, Con- gressos Internacionais de Arquitectura Moderna, são um incontornável exemplo desses debates. Segundo Frampton,

(...) os quatro primeiros congressos de arquitectura moderna foram dominados

pelas ideias dos arquitectos de língua germânica de tendência política socialista e defensores da Nova Objectividade (Neue Sachlichkeit), voltados para a discussão da habitação mínima (Die Wohnung Existenzminimum) e da pesquisa da racionalização

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da construção (Rationelle Bebauungsweisen) .

Neste período e contemporâneos dos CIAM, desenvolveram-se vários estudos e planos urbanísticos que foram ao encontro da questão da habitação popular mínima. Foi o caso do Plano Urbanístico de Frankfurt dirigido por Ernst May que envolveu várias pesquisas relativas ao redi- mensionamento dos cómodos das habitações e das actividades domésticas, das quais constitui um exemplo paradigmático a Cozinha de Frankfurt.

Foi ainda neste século que a habitação de dimensões reduzidas se tornava mais evidente. Isto porque a diminuição do tamanho da habitação estava relacionada com o direito da habitação a todos, reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1949 e na recomendação nº115 da Organização Internacional do Trabalho de 1961. O tamanho da casa relacionava-se pois com a preocupação de melhoria das condições de trabalho, no sentido em que, com as melhorias das condições de trabalho, com a emancipação da mulher e os planos de planeamento familiar, as famílias tendiam a ser cada vez menos numerosas, o que, aliado à necessidade de aproveitamen- to do espaço e de diminuição dos custos das habitações, justificava a diminuição de área das

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casas.

A evolução da casa passava assim a relacionar-se com a evolução dos modos de vida do Homem e girava em torna da tecnologia e flexibilidade que ofereciam várias soluções e conceitos inesgotáveis.

A casa, relacionada com a arquitectura pré-fabricada e industrializada, funcionava por- tanto como um campo de estudo. Surgiam várias propostas de casas para o futuro onde eram expe- rimentados vários conceitos, expostos em várias exposições que confirmavam a experimentação tecnológica no doméstico em habitações mínimas. Foi o caso de várias propostas realizadas pela dupla de arquitectos Alison e Peter Smithson, Team X, Archigram, entre outros.

Seguidamente, será abordada a habitação mínima, padronizada e produzida em série, incidindo-se no seu processo de desenvoltura, um processo que, por sua vez, acompanhava as necessidades mais básicas do Homem, como também os processos tecnológicos mais inovadores da época.

casas.

A evolução da casa passava assim a relacionar-se com a evolução dos modos de vida do Homem e girava em torna da tecnologia e flexibilidade que ofereciam várias soluções e conceitos inesgotáveis.

A casa, relacionada com a arquitectura pré-fabricada e industrializada, funcionava por- tanto como um campo de estudo. Surgiam várias propostas de casas para o futuro onde eram expe- rimentados vários conceitos, expostos em várias exposições que confirmavam a experimentação tecnológica no doméstico em habitações mínimas. Foi o caso de várias propostas realizadas pela dupla de arquitectos Alison e Peter Smithson, Team X, Archigram, entre outros.

Seguidamente, será abordada a habitação mínima, padronizada e produzida em série, incidindo-se no seu processo de desenvoltura, um processo que, por sua vez, acompanhava as necessidades mais básicas do Homem, como também os processos tecnológicos mais inovadores da época.

No documento Habitação mínima (páginas 58-64)