AGENDA DE INFRAESTRUTURA

No documento 1970 Bolívia (1970) Colômbia (1970) Equador (1970) Peru (1970) Venezuela (1970) (páginas 128-136)

A ação da CAF em infraestrutura foi direcionada principalmente para melhorar as condições de acesso e articulação territorial nos países acionistas, assim como in-tegrar os territórios em escala regional. Uma segunda dimensão que emerge cada vez com maior peso é o desenvolvimento da plataforma de infraestrutura básica nas cidades da região. Por meio destas dimensões, a Agenda de Infraestrutura da CAF faz parte tanto da agenda de crescimento econômico e inserção internacional dos países, como da agenda de desenvolvimento social e erradicação da pobreza.

Neste sentido, a Corporação trabalha na busca de mecanismos novos de financia-mento para os projetos de investifinancia-mento público e privado, apoiando com assessoria especializada e recursos de cooperação técnica o desenho, preparação e estrutura-ção de novos projetos. Este trabalho inclui a coordenaestrutura-ção com outros organismos fi-nanceiros para ações de cofinanciamento.

Além disso, realiza um conjunto de ações com a finalidade de fortalecer institucio-nalmente os organismos e entes públicos de planejamento, execução e manutenção de infraestrutura. Para isso, a CAF consolidou-se como um organismo de apoio téc-nico especializado em planejamento, preparação, avaliação, supervisão e assesso-ria técnica em projetos complexos de investimento em infraestrutura. Este é o caso, especialmente, de temas em engenharia rodoviária, processos de contratação, pro-jetos de transporte urbano, e geração e transmissão de energia. Em 2009, a CAF ampliou a cobertura de programas setoriais em alguns países acionistas, se posi-cionando como a principal instituição de apoio à formulação e preparação de proje-tos de investimento em infraestrutura na região. Neste trabalho, o Fundo de Promo-ção de Projetos de Infraestrutura Sustentável (PROINFRA) tem um papel especial, com USD 50 milhões destinados para o financiamento concessional de estudos de pré-investimento.

Para suprir as carências detectadas em disponibilidade de informação de qualidade, confiável e atualizada no setor de transporte e mobilidade na região, a Corporação colocou em curso o Observatóio de Mobilidade Urbana (OMU) para a América Latina e Caribe. Uma das atividades iniciais do programa foi a análise de 15 áreas metropo-litanas, de nove países da região. A elaboração do Banco de Dados 2007-2008, foi concluído em 2009, e os resultados desta iniciativa já estão sendo difundidos em fó-runs relevantes.

Da mesma forma, a Corporação desenvolveu uma nova linha de trabalho sobre apli-cação de tecnologias de informação e comunicações. O programa de apoio a tecno-logias de Informação e Comunicações (TICAF) ajuda os países da região a enfrentar os desafios da sociedade de informação e do desenvolvimento sustentável no século XXI. As ações da TICAF são desenvolvidas em sinergia com as de infraestrutura em transporte e energia, ao abordar a noção de rodovias com fibra. Isto consiste na

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Projetos de integração física financiados pela CAF na América Latina (em milhões de USD)

EIXO ANDINO Aporte da CAF Total investimento

1 Colômbia: Corredor Rodoviário Buenaventura-Bogotá 447.0 1,116.6

2 Equador: Conexão Amazônica com Colômbia e Peru (Rodovia Troncal do Oriente) 93.8 152.7

3 Equador: Projeto Ponte sobre o Rio Babahoyo 123.0 133.9

4 Peru: Reabilitação da Ferrovia Huancayo-Huancavelica 14.9 18.8

5 Venezuela: Conexão ferroviária de Caracas com a Rede Nacional 360.0 1,932.0

6 Venezuela: Apoio à navegação comercial no Eixo Fluvial Orinoco-Apure 10.0 14.3

EIXO DO ESCuDO GuAyANéS

7 Brasil: Interconexão Rodoviária Venezuela-Brasil 86.0 168.0

8 Brasil: Interconexão Elétrica Venezuela-Brasil 86.0 210.9

9 Venezuela: Estudos Ferrovias Cidade Guayana-Maturín-estado Sucre 2.6 2.6

10 Venezuela: Estudos Rodovias Cidade Guayana (Venezuela)-Georgetown (Guyana) 0.8 0.8

EIXO DO AMAzONAS

11 Equador: Conexão Transandina Central 33.7 54.5

12 Equador: Corredor Transandino do Sul 70.0 110.2

13 Equador: Porto de transferência internacional de carga no Porto de Manta 35.0 525.0

14 Peru: Corredor Rodoviário Amazonas Norte 110.0 328.0

15 Peru: Pré-investimento na região de fronteira com Equador 5.3 8.7

16 Peru: Corredor Amazonas Central (trecho Tingo María-Aguaytía-Pucallpa) 3.5 13.6

EIXO PERu-BRASIL-BOLíVIA

17 Bolívia: Rodovia Guayaramerín-Riberalta 42.0 45.5

18 Brasil: Programa Rodoviário de Integração, estado de Rondônia 56.4 134.2

19 Peru: Corredor Rodoviário Interoceânico Sul (trechos 2, 3 e 4) e garantias para estruturação privada 804.5 1,615.0 EIXO INTEROCEâNICO CENTRAL

20 Bolívia: Corredor Rodoviário de Integração Bolívia-Chile 138.9 246.0

21 Bolívia: Via Dupla La Paz-Oruro 250.0 265.1

22 Bolívia: Corredor Rodoviário de Integração Santa Cruz-Puerto Suárez (trechos 3, 4 e 5) 280.0 585.5

23 Bolívia: Corredor Rodoviário de Integração Bolívia-Argentina 314.0 642.0

24 Bolívia: Corredor Rodoviário de Integração Bolívia-Paraguai 135.0 285.6

25 Bolívia: Programa rodoviário o “Y” de Integração 70.0 102.4

26 Bolívia: Reabilitação rodoviária La Guardia-Comarapa 21.0 34.7

27 Bolívia/Brasil: Gasoduto Bolívia-Brasil 215.0 2,055.0

28 Bolívia: Programa de Apoio ao Setor de Transporte PAST IV 22.4 32.3

29 Bolívia: Gasoduto Transredes 88.0 262.8

30 Peru: Corredor Rodoviário de Integração Bolívia-Peru 48.9 176.6

EIXO MERCOSuL-ChILE

31 Argentina/Brasil: Centro de Fronteira Paso de los Libres-Uruguaiana 10.0 10.0

32 Argentina: Corredor Buenos Aires-Santiago (alternativa rodoviária Lagoa La Picasa) 10.0 10.0

33 Argentina: Corredor Buenos Aires-Santiago (alternativa ferroviária Lagoa La Picasa) 35.0 50.0

34 Argentina: Corredor Buenos Aires-Santiago (acesso ao Paso Pehuenche, RN40 e RN 145) 106.7 188.1

35 Argentina: Interconexão Elétrica Santa María-Rodríguez 400.0 635.0

36 Argentina: Interconexão Elétrica Comahue-Cuyo 200.0 414.0

37 Argentina: Programa de Obras Rodoviárias de Integração entre Argentina e Paraguai 110.0 182.0

38 Brasil: Programa de Integração Regional-Fase I. Estado de Santa Catarina 32.6 65.5

39 Uruguai: Megaconcessão das principais rodovias de conexão entre Argentina e Brasil 25.0 136.5

40 Uruguai: Programa de Infraestrutura Rodoviária Fase II e III 140.0 615.4

41 Uruguai: Programa de Investimento Público em Infraestrutura Rodoviária 100.0 141.7

42 Uruguai: Programa de Fortalecimento do Sistema Elétrico Nacional 150.0 621.0

43 Uruguai: Projeto Central Térmico Punta del Tigre 28.0 165.4

EIXO DE CAPRICóRNIO

44 Argentina: Pavimentação RN81 90.2 126.2

45 Argentina: Acesso ao Paso de Jama (Argentina-Chile) 54.0 54.0

46 Argentina: Estudos para reabilitação da Ferrovia Jujuy-La Quiaca 1.0 1.0

47 Bolívia: Programa Rodovia Tarija-Bermejo 74.8 200.0

48 Paraguai: Reabilitação e pavimentação dos corredores de integração RN10 e RN11 e obras complementares 19.5 41.9 EIXO DA hIDROVIA PARAGuAI-PARANá

49 Estudos para o melhoramento da navegabilidade, gestão institucional e esquema financeiro 0.9 1.1

de operação da Hidrovia (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai)

50 Argentina: Programa de obras Ferroviárias de Integração entre Argentina e Paraguai Mesoamérica 100.0 166.0 MESOAMéRICA

51 Costa Rica: Programa de Investimento no Corredor Atlântico 60.0 80.2

52 Panamá: Programa de reabilitação e melhorias rodoviárias 80.0 125.6

53 Panamá: Ponte Binacional sobre o Rio Sixaola 5.5 13.4

54 Panamá: Autoridade do Canal do Panamá, programa de expansão 300.0 5,250.0

Outros 210.0 812.0

Total 6,310.9 21,379.3

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Legenda

Rodovia existente Rodovia projeto CAF Gasoduto projeto CAF Ferrovia projeto CAF

Interconexão elétrica projeto CAF Passagem de fronteira projeto CAF Ponte Boa Vista Lethem GUAYANAFRANCESA

SURINAME

Este mapa foi elaborado pela CAF em caráter exclusivamente ilustrativo. Portanto, as fronteiras, cores, denominações ou outra informação ilustrada não implica em nenhum juízo sobre a situação jurídica de algum território, nem em reconhecimento de fronteiras por parte da Instituição.

tenção de custos de construção e operação, ao incluir canos de fibra ótica ao longo das estradas ou linhas elétricas financiadas pela CAF. Desta forma, oferece aos as-sentamentos mais afastados não só recursos de estradas e luz elétrica, mas tam-bém a conectividade capaz de oferecer acesso universal à informação digital.

Por meio da TICAF, a Corporação também iniciou projetos pilotos em telemedicina e educação a distância em zonas rurais da Bolívia e Equador, com resultados muito positivos, contribuindo na melhoria da qualidade de vida de milhares de famílias de baixa renda na serra andina.

Programa de energia Sustentável

Este programa, iniciado em 2009, tem como objetivo manter o diálogo sobre a pro-blemática energética com os países acionistas para identificar barreiras e oportuni-dades para incentivar o desenvolvimento de sistemas energéticos sustentáveis, in-cluindo o uso de energias renováveis.

Os temas que a Corporação apóia são:

Análise e avaliação compreensiva dos marcos regulatórios, econômicos e técni-cos, associados ao desenvolvimento e implementação de projetos energéticos na-cionais ou binana-cionais.

Desenvolvimento de estudos sobre a matriz energética de longo prazo e de ofici-nas com atores relevantes ao país para a discussão das propostas.

Formulação e elaboração de políticas energéticas de integração.

Análise e avaliação da incorporação de novas fontes de energia.

Identificação e preparação de projetos de investimento para o desenvolvimento do setor.

Desenvolvimento de programas de ampliação da cobertura elétrica mediante me-canismos que incorporem soluções pragmáticas para as comunidades isoladas.

Fortalecimento institucional da gestão setorial.

Elaboração de documentos de análise setorial.

Estudos e avaliações para a incorporação de energias limpas e alternativas nos sistemas energéticos.

Em 2009, a CAF completou um levantamento sistemático de informação sobre a situa-ção do setor energético nos países acionistas, o que permite fazer análises compara-tivas sobre oportunidades e desafios para o desenvolvimento do setor em cada país.

Programa GeoSul

O planejamento de infraestrutura física para a integração e desenvolvimento da América Latina requer acesso adequado a informação espacial integrada, georefe-renciada e padronizada. A CAF desenvolveu o sistema de informação geográfica Condor, lançado em 2000, como a primeira ferramenta informática direcionada a identificar e prevenir os principais impactos ambientais e sociais associados a gran-des projetos de infraestrutura na região andina.

A partir de 2007, com a Iniciativa IIRSA, a CAF passou a desenvolver o programa GeoSUL, formando uma rede descentralizada de instituições responsáveis por gerar e man-ter informações geográficas para a tomada de decisões estratégicas na região. Esta rede reúne os institutos geográficos nacionais, ministérios de infraestrutura,

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jamento e ambiente, e universidades e instituições regionais de pesquisa. O GeoSUL inclui um Serviço Regional de Mapa da América do Sul, que disponibiliza ao público mais de 40 mapas interativos da região com informação geográfica sobre todos os projetos da Carteira IIRSA. Desenvolvido em sociedade com o Instituto Panamerica-no de Geografia e História (IPGH) e com o apoio técnico do Serviço Geológico dos Es-tados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o GeoSUL já possibilita serviços básicos de informação, antes de seu lançamento oficial, no início de 2010.

Programa de apoio a Tecnologias de informação e Comunicações (TiCaf)

O programa TICAF acompanha os países da região na preparação para enfrentar os desafios da sociedade de informação e do desenvolvimento sustentável no século XXI, fazendo o maior uso possível de novas tecnologias de informação e comunica-ções (TIC). Estas tecnologias têm a capacidade excepcional de transformar a percep-ção de distância e tempo, aproximando comunidades e mercados distantes e facili-tando a articulação de atores diversos e a integração regional.

Para tal finalidade, a TICAF realiza um levantamento sistemático de informação so-bre as infraestruturas de TIC disponíveis, assim como de aplicações e indústrias de software que estão sendo criadas na região, para contribuir com o seu desenvolvi-mento e internacionalização.

O programa TICAF permite identificar novas oportunidades de negócios em tecnolo-gias de ponta no setor de telecomunicações, desenvolvidas por países em desenvol-vimento, tais como a tecnologia de desenho e operação de satélite e as tecnologias de radares, apoiando os países financeiramente e tecnicamente para enfrentar as bar-reiras de inserção a mercados regionais.

Em sinergia com as infraestruturas de transporte e de energia, o TICAF introduz o conceito de estradas com fibra, que consiste em aproveitar o princípio de contenção de custos de construção e operação ao incluir os tubos de fibra ótica em toda estrada ou linha elétrica, reduzindo assim o custo de provisão de serviços TIC (voz, internet e televisão digital) para as populações mais isoladas.

Para alcançar a meta de disponibilizar acesso universal a todos, o TICAF iniciou pro-jetos pilotos de telemedicina e educação a distância, em zonas rurais na Bolívia e Equador, com resultados muito positivos, melhorando a qualidade de vida de milha-res de famílias da região andina. O programa cumpre com o desafio de apoiar os paí-ses acionistas a enfrentar com sucesso o século XXI fazendo uso estratégico das no-vas tecnologias de informação e comunicação.

observatório de mobilidade urbana (omu)

Para suprir as carências detectadas na disponibilidade de informação de qualidade, confiável e atualizada do setor de transporte e mobilidade na região, a CAF colocou em curso o Observatório de Mobilidade Urbana (OMU) para América Latina e Caribe, que teve início com a análise de 15 áreas metropolitanas de nove países da região.

Em 2008, foram definidos os indicadores técnicos utilizados pelo Observatório, e se avançou na compilação e depuração de dados para as primeiras 14 cidades

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nadas. Em 2009, culminou na elaboração do Banco de Dados 2007-2008 e a CAF tra-balhou no desenvolvimento de mecanismos para sua difusão. Além disso, foi elabo-rado o primeiro informe do OMU e está em preparação o livro Mobilidade Urbana na América Latina e Caribe, publicações que oferecerão um amplo panorama das ca-racterísticas e condições de mobilidade das áreas metropolitanas analisadas. Em 2010, espera-se publicar e difundir os resultados e análises até hoje obtidos, desen-volver estudos sobre temas centrais, avaliar e consolidar as atividades realizadas, e analisar e disponibilizar a incorporação de novas cidades e indicadores.

Estes esforços buscam colocar a serviço da região uma visão mais ampla dos pro-cessos de mobilidade urbana nas áreas estudadas e elevar a qualidade do diálogo de políticas setoriais com governos, para permitir e melhorar a tomada de decisões so-bre a organização dos serviços de transporte e soso-bre novos investimentos.

Para realizar este programa, a CAF estabeleceu parcerias estratégicas com institui-ções de pesquisa sobre transporte urbano na região, como a Associação Latino-americana de Transporte Público (ALATPU), o Centro de Transporte Sustentável do México (CTS) e a Associação Nacional de Transporte Público do Brasil (ANTP).

O Observatório de Mobilidade Urbana é um instrumento analítico que permitirá:

Melhorar a capacidade de gestão e formulação e acompanhamento de políticas de transporte urbano por parte de organismos locais de decisão, investimento, pro-dução e controle social.

Promover troca de informação e boas práticas entre sistemas e cidades.

Guiar os debates e permitir a participação ativa dos atores relevantes.

Programa Portos de Primeira

O Programa Portos de Primeira visa o melhoramento da qualidade dos serviços por-tuários como um elemento estratégico de apoio à integração regional e ao desenvol-vimento da competitividade dos setores produtivos exportadores. O programa está baseado em três pilares:

Os trabalhos prévios da CAF sobre logística, competitividade e transporte.

Os trabalhos de planejamento territorial da Iniciativa IIRSA.

O modelo de gestão portuária da Marca de Garantia aplicada com sucesso no porto de Valencia.

Em sua primeira fase, o programa trabalhou com os cincos portos andinos de maior tráfego de contêineres: Cartagena e Buenaventura, na Colômbia; Guayaquil, no Equa dor; El Callao, no Peru; e Puerto Cabello, na Venezuela.

Em cada porto foram realizados estudos de diagnósticos e foram criados Conselhos de Qualidade formados por representantes de todos os grêmios e coletivos da comu-nidade portuária, com a finalidade de direcionar o trabalho de engenharia dos pro-cessos críticos. Esta fase foi finalizada em 2007, dando início à fase seguinte, sem precedentes na região, com a criação da Associação Latino-americana de Qualidade Portuária (ALCP, na sigla em espanhol), entidade sem fins lucrativos que é titular da Marca de Garantia em toda a região e provê o marco institucional para o funciona-mento contínuo deste esquema de gestão portuária.

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A ALCP oferece garantias específicas de qualidade de serviço aos clientes de cada porto que obtém a certificação. Estas garantias atuam como incentivos para a me-lhora contínua dos processos de manejo de mercadorias e embarcações utilizadas pelos portos. A ALCP funciona por meio de capítulos nacionais em cada país, que ser-vem de respaldo para a operação dos portos afiliados.

Os benefícios deste processo ficaram evidentes por meio das melhoras efetuadas nos procedimentos críticos de cada porto. Por meio da ALCP, o programa se encontra agora em fase de expansão para incorporar outros portos da região.

Programa de apoio ao Desenvolvimento e à integração de fronteiras (PaDif) A CAF promove uma visão estratégica de integração de fronteiras que permite seus países acionistas realizar o planejamento adequado e articular programas e proje-tos para melhorar o aproveitamento do potencial compartilhado, das oportunidades de cooperação e do fortalecimento do diálogo bilateral e multilateral nas regiões de fronteira comum.

Por meio do PADIF, a Corporação estimula mais de 25 iniciativas para o desenho e re-alização de Planos Binacionais de Desenvolvimento e Integração de Fronteira e de criação de Zonas de Integração de Fronteira (ZIF), assim como políticas subregionais dos países da UNASUL, da CAN e do MERCOSUL, concebidas para promover a organi-zação territorial, o planejamento e prioriorgani-zação de projetos em matéria de integração física, econômica e produtiva, a promoção do desenvolvimento humano sustentável e o fortalecimento institucional e de teor comunitário, que fomenta o diálogo e a coo-peração nas regiões de fronteira.

Estas iniciativas foram concebidas com recursos de cooperação técnica não reem-bolsável do Fundo de Cooperação e Integração de Fronteira (COPIF), criado recente-mente pela CAF.

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Financiamento de infraestrutura educacional. Colômbia.

a Caf incorpora as dimensões social e ambiental como eixos transversais que impulsionam a adoção de serviços sociais básicos sustentáveis, principalmente aos setores mais pobres e marginalizados da sociedade.

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