6.3
dermos à satisfação de uma necessidade, ou seja, ao prazer.
No esquema psicanalítico, o Ego é aquela parte de nós que deveria equilibrar-se entre os impulsos do prazer (obtido mediante a satisfação das pulsões das necessidades, tias paixões e dos instintos) e os ditames interio - rizados das normas ensinadas pelos pais, por alguma autoridade e pela sociedade. O lítio deve escolher entre o prazer e o dever, saben- do que há vantagens e desvantagens nas duas escolhas, portanto, dois problemas: 1, apren- dera escolher, mas aprender também a acei- tar as conseqüências desagradáveis das pró- prias escolhas; 2. aprender a renunciar às vantagens da opção não escolhida, ou seja, aprendera tolerar a frustração. O Ego deveria chegar a autogerir responsavelmente sua liberdade de escolha e a autogerir livremente suas responsabilidades de escolha.
Esse equilíbrio ideal também é parle do denominado Ego Ideal. Também essa instân- cia interna parece ser sintetizada na metáfora do anjo da guarda, a qual indica a perfeição não só normativa (a indicada pelas regras ditadas pela autoridade), mas também a per- feição pessoal (isto é, que tipo de pessoa al- guém quer ser).
Em síntese, pode-se dizer que o Ego, o Ego Ideal e o Superego são instâncias psíquicas com tres (entre muitas) funções específicas referentes a si mesmos: a. manter-se no ca- minho reto", indicado pelas regras e normas; b. não se deixar levar pelas pulsões, mas pro- teger-se contra elas; c. desenvolver a racio- nalidade e a - t prudência pata ler desenvol- vimento correto.
Parece que essas (unções do Ego, do Ego Ideal e do Superego têm uma semelhança isomórfica com as três funções principais do anjo da guarda: a. iluminar (proporcionar a luz da razão e da prudência); b. guardar (manter no caminho reto); c. proteger (salvaguardar de tudo o que possa impedir o desenvolvimento pessoal).
O anjo da guarda tem a Iunção de ilumi- nar, guardar e proteger não só dos perigos internos (as pulsões), mas também dos peri- gos externos (amizades e ambientes), funções essas que são as mesmas (ou quase as mes- mas) que as do Ego, do Superego c do Ego Ideal. Nesse ponto põe-se um problema epis- temológico: como interpretar essa semelhança aparentemente real? O anjo da guarda é uma metáfora que exprime de modo sintético uma realidade psíquica subjetiva, ou o Ego, o Su perego e o Ego Ideal exprimem de modo analítico uma realidade metafísica e objeti- va-externa?
Na pesquisa esentíí ica não se pode ir além dessa pergunta, porque não há possibilidade de "demonstração racional", como já foi dito acima, a respeito das EPM: uma realidade metafísica não pode ser demonstrada pela ciência. A especulação e a pesquisa cientifica podem fornecer elementos que podem ser subjetivamente interpretados como "indícios", mas nem esses pretensos indícios, nem a ciência como tal poderão dizer a última palavra sobre uma verdade de fé.
III. A. e moral inconsciente. Uma das
originalidades de V. Frankl t<> 1 cuidador da logoierapia e da analise existencial) está cm sua teso da c hamada "moral inconsciente".?
A teoria da moral inconsciente se baseia no conceito bidimensional, consciente e in- consciente, não só dos instintos, necessida- des e motivações, mas também da consciên- cia moral. Podemos assim lalar de moral consciente c de moral inconsciente.
A consciência moral, enquanto instância de decisão, pertence ao ser humano e se ra- dica num fundamento inconsciente, no sen- tido de que a consciência, em sua origem, imerge no inconsciente. É nesse sentido que as grandes decisões são tomadas de modo ir- refletido e inconsciente. Disso decorre que, além da consciência da responsabilidade e da responsabilidade consciente, deve haver alguma coisa como uma responsabilidade in- consciente.
Frankl sustenta que a consciência moral pode ser percebida também, e às vezes de modo mais agudo, durante estados de cons- ciência diferentes do de vigília vigilante. Ele acena também ao estado de hipnose e de sono.
Há outros elementos que levariam a uma moral inconsciente; um deles é a interpreta- ção dos sonhos. "Também a respeito da in- terpretação dos sonhos continua válido que a consciência moral é o modelo mais utilizável para apresentar em si mesma a eficácia do inconsciente espiritual."6
Como confirmação disso, Frankl traz a análise de alguns sonhos, um dos quais é
uma
advertência
que a consciência faz àpessoa; outro sonho faz ver como o inconsciente espiritual se mostra em sua função de
au-iocensura.
É possível que um problema moral se mostre no sonho com propostas de solução. De fato, adormecendo com um problema na mente, é possível sonhar com a solução ou perceber indicações úteis para a solução. Se isso pode acontecer com problemas de vários gêneros, é possívelMaterial com direitos autorais
problemas morais ou para escolhas de vida. A mesma coisa pode acontecer com situações que, à pessoa desperta, parecem inexplicáveis ou muito corn-
ANJOS
plexas, mas depois são iluminadas de um sentido e de um signitiçado coerente num sonho ou logo depois do despertar.
Aquilo que, na solução dos problemas, se chama "intuição" nem sempre é um processo cognitivo do tipo lógico-racional. Muitas vezes é um insighl resultante de ou ajudado por processos e predisposições inconscientes. Por isso nos sonhos podem ser lidas mensagens da consciência moral paia a pessoa inteira. Podem dar-se sonhos que mostrem perigos morais e situações espirituais que durante o estado de vigília não são percebidos, pelo menos não com certa clareza de detalhes.
Outras vezes a consciência moral, através dos sonhos, pode impelir a sério exame de alguma situação, com mais objetividade e com uma autocrítica mais séria do que se possa lazer em estado despeito, quando é mais fácil racionalizar os erros. Os sonhos podem apresentar problemáticas morais não aceitas em estado consciente. Nesses casos a moral inconsciente tem todo o direito de sei tomada em consideração.
Mas que tem a ver com os a. tudo isso?
Trata-se mais uma vez de tomar em consi- deração o papel e a junção do anjo. Parece
novamente que ele seria uma metáfora da moral inconsciente, a qual se exprime de vá- rios modos; um dos modos privilegiados é o dos sonhos que contêm uma mensagem para a pessoa em sua globalidade. Os sonhos que contêm uma advertência, uma autocensura, uma "iluminação" sobre uma escolha a lazer ou sobre um problema a resolver, ou sobre o significado a dar a uma situação particular têm uma semelhança ou analogia surpreen- dente com as funções do (ou atribuídas ao) anjo.
Para concluir, podemos afirmar sintetica- mente que o anjo representaria uma intuição da antiga sabedoria da religiosidade popular: ele seria uma parte dt i homem que a psicolo
gia simplesmente rectiquetou com novos to- mos como "moral inconsciente" ou como sín- tese do ligo, do Superego e do ligo Ideal. Freud e Frankl disseram alguma coisa nova ou analisaram os papéis sintetizados na me- táfora do anjo? Alem disso, se o anjo tem I un- ção análoga à do sonho que mostra uma moral inconsciente, pode haver uma relação entre o anjo e o sonho?
IV, A. e sonhos no evangelho. Antes de considerar a correlação entre a. e sonhos no evangelho, é oportuna uma premissa con- textual.
64 Parece que por "anjo do Senhor" se possa entender em sentido amplo toda manifestação ou aparição divina (cl. Kx 3,2). Além disso, o anjo "aparece", mas dos textos sagrados não se deduz claramente e sempre quando se é visto como um objeto fem sentido psicológico) perceptível pelos órgãos dos sentidos ou se é percebido como uma "visão"; por exemplo, no caso de Gedeão (cf. Jz 6,11-12; 22); Elias (cf. IRs 12,5.7).
O anjo aparece como "guarda e protetor" (cf. Ex 23,20; Dt 32,8; 2Mc 10,29-31; SI 91,1 1-12; Dn 10,13; Mt 18,10); como "intérprete, mediador e intercessor" (cf. 1 Cr 21,15-17; Jó 33,23; Ez 40,3; Gl 3,19). O anjo intervém em relação a uma gravidez: ã futura mãe de Sansão (cf. Jz 13,3), a Zacarias, anunciando a maternidade de Isabel (cf. Lc 1,13), a -> Maria, anunciando sua maternidade (cf. Lc 1,26-38).
A função especificamente moral do anjo (ou o anjo corno metáfora da consciência moral) aparece mais claramente na capaci- dade de distinguir o bem do mal (cf. 2Srn 14,17.20), quando confia uma tarefa ou um encargo (2Rs 2,3) e quando indica uma ca- minho a seguir (Jó 33,23-24).
Com essa premissa sobre as funções dos a. pode-se considerar melhoro aspecto mais específico da função e do significado do anjo nos sonhos mencionados nos evangelhos. Antes de tudo, esse aspecto específico mos- tra-o só Mateus, em quatro ocasiões:
1. Mt 1,19-20: "José, seu esposo, sendo
justo e não querendo denunciá-la
publicamente, resolveu repudiá-la ein segredo. Enquanto assim decidia, eis que o anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: 'José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua
mulher, pois...' ".
Desperta curiosidade a conexão "enquanto assim decidia - manifestou-se em sonho". Parece que —> José, enquanto pensava numa solução para seu problema, adormeceu, e então é o que dissemos acima: o insight cognitivo, a iluminação ou o clarão de gênio, a heureka ou a "descoberta certa" aparecem como solução de um problema num estado no qual as defesas lógico-racionais estão abai- xadas e se pode observar o problema de outro ângulo.
ANJOS
ai aterial com direitos autorais
6.3
Neste caso o problema de José era especi- ficamente moral: seguir a lei ou sua consciên- cia? Ele era justo, portanto, seguia a Lei de Moisés; por coerência com a Lei, deveria/po- deria repudiar Maria, e essa decisão teria sido de acordo com a Lei, mas havia um problema: era a coisa melhor também para Maria?
Seu dilema moral era justamente este: ele deveria repudiá-la, mas não queria expô-la à censura pública, Já eslava pensando num compromisso: repudiá-la em segredo. Parece que nem esse compromisso moral satisfazia a um homem justo como José, e talvez também ele pensasse que "o sono é bom conselheiro".
K possível que no ambiente semítico hou- vesse uni provérbio semelhante, uma vez que em muitas culturas há alguma coisa análoga. José segue as indicações do anjo em sonho, se bem que na Escritura haja um conceito diametralmente oposto: os sonhos são men- tirosos (cl. Dl 13,2-6; Eclo 34,1; Jr 23.25-32).
2. Mt 2,12; "(Os magos) avisados em so- nho que não voltassem a Herodes, regressa- ram por outro caminho para a sua região".
Neste sonho não é dito explicitamente que a indicação veio de um anjo, mas, dado o contexto, poder-se-ia supor que neste caso Mateus tenha subentendido a presença de um anjo. Este sonho, que previne contra um perigo, poderia ser posto em comparação com o da mulher de Pilatos, e este, por sua vez, poderia ser posto em paralelo com o da mulher de César na vigília dos Idos de março. Esses sonhos poderiam ser considerados como "sonhos premonitórios": Pilatos e César não deram ouvidos ao sonho premonitório das respectivas esposas; os magos, ao contrário, seguiram as indicações do sonho. Lina dife- rença substancial é que os primeiros se ba- seavam em sonho de terceiros (de suas espo- sas); os segundos se baseavam num sonho pessoal, mas não se sabe se essa mensagem foi sonhada pelos três magos, nem como Mateus teve conhecimento desse sonho, uma vez que os magos voltaram para o Oriente, e Mateus não se deslocou do ambiente judaico. Quanto ao sonho premonitório, ele motiva muito mais o comportamento ou a decisão da pessoa que sonha do que o de outros, mesmo que diretamente interessados. O sonho premonitório pode ser tão vivo e claro (ás vezes mais tio que o estado de consciência \ igilante) que constitua uma verdadeira e própria evidência por causa do íorte envol- vimento emotivo tia pessoa que sonha. As vezes o sonho premonitório não é claro, tendo necessidade de ser interpretado, como no :aso
dos sonhos do Faraó, interpretados por José (cl. Gn 15,12-21; 41.8).
3. Mt 2,13: "...Q anjo do Senhor manifes- Lou-se em sonho a José e lhe disse: 'Levanta- te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque I le - odes vai procurar o menino para o inata]-' ". Também este sonho de José pode ser inter- pretado como sonho premonitório. Nesse caso a figura do anjo é posta bem em evidência com o papel, confiado a ele por Deus, de "ilu- minar, guardar e proteger". O perigo evitado assegurou a José que ele agira bem em acre- ditar no que lhe tinha sido indicado antes pelo anjo, em sonho (que não temesse aceitar Maria, sua esposa); de fato, toi-lhe assegura- da proteção não só no presente, mas também no futuro: "...fica lá até que eu te avise...".
O ato inicial de confiança de José no anjo que lhe apareceu em sonho foi continuado e deu seus frutos; ele pode, portanto, conti- nuar confiando. Com efeito, José não hesita em seguir as outras indicações do anjo: "Quando Herodes morreu, eis que o anjo do Senhor manifestou-se em sonho a José, no Egito, e lhe disse: 'Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel...' " (Mt 2,19-20).
Entre Jose e o anjo há agora uma relação especial de entendimento recíproco. Notemos que as indicações e as mensagens do anjo não são dirigidas só ás necessidades de José, mas também á necessidade primária de sobrevivência de todo o núcleo tamiliat. Por isso, o papel do anjo não se restringe ás necessidades individuais, mas se alarga até as necessidades da família. Em particular, parece que o anjo tem a incumbência de proteger (crianças, adultos, famílias) nas ocasiões mais criticas de seu crescimento. O anjo parece intervir para ajudar a resolver uma emergência, mas, ao mesmo tempo, não
interfere na —* liberdade e na
responsabilidade individual.
4. Mi 2,22: "(José) tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galileia". Também aqui não se .sabe bem se houve uma intervenção explicita de um anjo no sonho, mas se poderia supor que sim, como já vimos cin Mt 2,12, mas, de fato, pata mais um ato de confiança no próprio inconsciente do que a acolhida de uma diretriz externa.
Como conclusão desse breve aceno ao pa- pel do anjo nos sonhos dos evangelhos para mostrar sua mútua con elação, podemos afir- mar que se poderia entrever uma proximidade tie funções com a moral inconsciente. Cer- tamente é arriscado e perigoso afirmar que se pode confiar acriticamente nos sonhos e
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seguir suas indicações, mas se poderia apren- der a ter confiança no próprio inconsciente e a ouvir a voz da consciência moral, a qual pi
>deria fazer-se ouvir também cm algum so- nho: ela poderia ser a dimensão inconsciente da conciência moral, que é muito mais pro- funda e rica do que a que é contaminada por racionalismos e mecanismos cie defesa supe- res! ru lurados no nível consciente.
Por enquanto não nos é dado saber como ou com qual técnica chegar a ter confiança na dimensão inconsciente da consciência moral, mas parece necessária ceita disposição psicológica e de fé. Se anjo e sonho têm urna relação de analogia luncional com a moral inconsciente, isso não signitica que o valor teológico do anjo seja diminuído, nem que o inconsciente seja divinizado.
V. .1. e místicos. Do que ficou dito, parece que o anjo (iode ser uma ajuda para o próprio crescimento, mas muito depende de como se entende isso. O critério mais importante é o da responsbilidade. Se o anjo for entendido de modo tal que desresp* msahilizc a pessoa, então ele não tem boa função no processo de crescimento psicológico e moral. Se a figura
do anjo não prejudica a própria
responsabilidade, põe diante das responsabi- lidades e ajuda a fazer escolhas com mais lu- zes, então ele é luncional para o crescimento edeve ser considerado como positivo, do p< >n-to de vista psicológico.
Como dissemos na premissa, não se dese- ja depreciar a crença nos a., nem se pode
provar cientificamente sua existência ou o contrário. Do ponto de vista psicológico, o mais importante é verificar o "modo" de crer e a "função" dessa crença - como de qualquer outra crença - num percurso evolutivo pessoal.
Toda crença ou atitude pode ser "sintô- nica" e "funcional" para o crescimento, se ajudar a amadurecer uma autogestão res- ponsável da própria liberdade e a aulodctcr- minar-sc, escolhendo livremente as próprias responsabilidades. Uma crença, conforme sua modalidade experiencial, pode ser "dis-tônica" e "disfuncional", à medida que retarde ou
bloqueie percurso evolutivo para o
amadurecimento da pessoa e do sistema no qual ela vive.
O estudo da função c do papel do anjo na vida do místico poderia levantai- informações
muito úteis sobre o perfil de sua personali- dade. No campo da mística é necessária mui- ta prudência antes de fazer um juízo de valor sobre os fenômenos além do normal, em cor- relação com a personalidade do místico. Teo-
ricamente, uma vez que se pode admitir que Deus é livre para criar seres intermediários entre o humano e o divino, inteligentes e es- pirituais, m i e colaborem em seu piojeto, pode-
se admitir também que ele se sirva deles para manifestar-se a um místico.
Muitas vezes os a. estão presentes na vida normal dos místicos ou em algumas ocasiões cruciais de sua vida: durante a —> oração, na impressão dos -> estigmas, na proximidade de uma aparição da Virgem e em muitas ou- tras ocasiões.
Para darmos alguns exemplos, lemos os casos de santa Joana d'Arc (t 1431), que rece- beu do arcanjo M igucl o encargo de resgatar a pátria. Um anjo preanunciava eventos futu- ros a santa Rosa de Viterbo (tc. 1252), entre os quais a morte de Frederico I I (t 1237). —> São Francisco de Assis recebeu os estigmas de um querubim alado. Pe. Pio de Pietralcina recebeu os estigmas de um anjo guerreiro. Teresa Neumann teve muitas visões de a. Teresa Palmiota (por muitos considerada mística, falecida em Roma em 1934) con- versava muitas vezes com seu anjo da gualda, numa fenomenologia exlra-sensorial. As aparições de Fátima foram precedidas e pre- paradas pelas de um anjo. A mesma coisa se deu em outras aparições. Há muitos outros casos de místicos que falam de aparição de a. a eles, c muitos outros fiéis relatam alguma coisa parecida.
Fm numerosos casos - especialmente de não-crentes — se fala da visão "de um ser de luz" que, em ocasiões de perigo ou na proxi- midade da morte, aparece de improviso com a intenção de ajudar.
Em todos esses casos, de místicos e não- místicos, de um ponto de vista psicológico, não basta observar a tipologia fenomênica, mas c muito importante destacar a estrutura psíquica <la pessoa que diz ter visto um anjo e a função que esse anjo exerceria. E neces- sário manter' aberta a porta para o absoluto, mas é também oportuno que ninguém seja impelido a entrar por ela.
Por todos esses motivos, não se pode afir- mar a priori que se trata sempre de —* aluci- nações ou de processo de metaforização de processos psíquicos. Cada caso deve ser ana- lisado levando em conta todas as explicações possíveis, sendo importante sublinhar que a experiência de um místico não pode ser in- terpretada só com critérios psicológicos.
NOTAS: 1 J. Jovanovic, hiehiesta sidlesistenza
degfian-geli custodi, Casale Monferrato (AL) 1996,95;1 Ibid., 94; 3 Cf. K. Osis - E. Heraldson. Quello cite videro nellora delia morte, Milão 1979;4
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ai aterial com direitos autorais
6.3
Ciniselo Bálsamo 1995; 5 Cf. V. Frankl, Dio nelVinconscio, Brescia 1980'; A. Pac-ciolla,
Religiosità, spiritualità e morale uiconscia, Pádua
1982, 211-219; 6 Ibid, 48.
BIBI..: P. Dinzelbacher.s.v., in WMy, 137-138; J. Duhr S.v., m DSAM I, 580-625; A. Marranzini,
Material com direitos autorais
67 ANJOS ANO l.m.KGICO
demovi, in DTI 1, 351-364; M. Mc Ken na, AngeÜ, Ciniselo Bálsamo 1997; K. Rahiicr, Angeli, in Id. (org.), Sacramentam mimtli \,
Brescia, I 974, 11 D-119; J. Ri es - H. Limei,
Anges et demons. Louvai n-Ia-Neuve 19S9; P.L.
Wilson, I-ngel, Stuttgart 1981.