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4 DIRETRIZES PROJETUAIS PARA ACESSIBILIDADE EM PRAÇAS 153

2.3 A ACESSIBILIDADE E O DESENHO UNIVERSAL

3.3.9 Análise complementares

Além das análises já realizadas, entende-se como necessário apresentar outras mais específicas de determinados elementos existentes na praça, tendo ainda como instrumento orientador o checklist realizado.

Quanto ao mobiliário urbano, percebe-se que existem diversas lixeiras distribuídas no interior do JSB, o que não se vê em toda a extensão de suas calçadas externas, assim como também não foram vistas no percurso realizado pela Praça da Igreja de São Benedito. Das existentes no interior do Jardim, algumas estão soltas e apoiadas no chão, mas a maior parte está fixada em postes, sendo que suas aberturas estão a 1,25m de altura em relação ao piso, altura esta que permite o alcance manual de uma pessoa em pé, com o braço estendido paralelamente ao chão, e de uma pessoa em cadeira de rodas, considerando que neste caso, a altura ultrapassa um pouco o limite do alcance confortável para os indivíduos que utilizam tal instrumento para seus deslocamentos, tendo como referência os parâmetros para alcance manual apresentados na NBR 9050/2020 (Figura 89).

Figura 89 – Parâmetros referenciais para alcance manual.

Fonte: Grifo da autora sobre imagens da NBR 9050/2020 (ABNT, 2020, p. 17 e 19).

Vale ressaltar que as lixeiras estão fora das áreas de circulação, ao se considerar que no JSB esta área é estabelecida principalmente por seu eixo central, já que no restante da praça não existem caminhos definidos. Com isto, percebe-se que elas não estão ao alcance de todos, pois, para se chegar até elas, é necessário o deslocamento sobre áreas instáveis e irregulares, recobertas, na maioria das vezes por areia, tornando difícil o acesso a pessoas em cadeiras de rodas e inviável a identificação de tais elementos por sinalização tátil (Figura 90).

Figura 90 – Posicionamento das lixeiras existentes no JSB.

Fonte: Moreira, 2021.

Quanto aos bancos, existem diversos distribuídos no interior do JSB, feitos de ferro e madeira, com encosto, mas sem braços, o que deveria ser incluído neste mobiliário, segundo recomendação da Norma 9050/2020. Na área externa da praça, em sua calçada voltada para a Rua Conselheiro Otaviano, onde fica a entrada principal, existem também alguns bancos em concreto, que configuram-se como blocos, não possuindo encosto e braços. Estes seguem o mesmo padrão dos existentes nas calçadas e nos caminhos internos da Praça da Igreja de São Benedito, sendo destes tipos de bancos os que se encontram próximos ao acesso principal da praça (Figura 91).

Quanto às dimensões, sendo o módulo individual considerado com medidas entre 0,45 e 0,50m de largura (ABNT, 2020), de forma geral, os bancos comportam até 4 pessoas sentadas lado a lado. Quanto à profundidade, os que ficam no interior da praça possuem a mínima dimensão recomendada quanto à profundidade, de 0,40m, não atendendo a pessoas obesas, que deveriam encontrar assentos com pelo menos 0,47m de profundidade. A este respeito, informa-se que não foi possível verificar a carga suportada nos bancos, que deve ser de 250kg.

Figura 91 – Bancos do JSB e de seu entorno – a) e b) bancos internos do JSB; c) e d) bancos distribuídos pela calçada da entrada principal do JSB, nas calçadas da Praça da Igreja de São Benedito e em seu interior.

Fonte: Moreira, 2021.

a) b)

c) d)

Vale ressaltar que a Norma 9050/2020 indica que deve haver um módulo de referência para pessoas em cadeira de rodas ao lado dos assentos fixos. No caso do Jardim São Benedito e seu entorno, os bancos estão dispostos de forma que sempre se percebe área livre a seus lados. Porém, no interior da praça, com os bancos estão implantados sobre as áreas recobertas por areia, o deslocamento autônomo e confortável, por pessoa em cadeira de rodas, até as áreas onde estão os bancos, torna-se inviável.

Diante de toda a análise realizada, percebe-se que o Jardim São Benedito se configura como um espaço agradável, sendo uma praça que proporciona bem-estar aos seus usuários por oferecer espaços dedicados ao lazer contemplativo e esportivo, áreas dedicadas a atividades convivência e de diversão. Porém, não é um espaço que permite que todos usem e se apropriem do espaço de forma satisfatória, com conforto, autonomia e segurança, para a realização das atividades disponíveis, fortalecendo a segregação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida diante dos problemas apresentados quanto à acessibilidade. Tais comprometimentos do espaço, quanto à acessibilidade, são referência para a proposição das diretrizes projetuais a que se destina esta pesquisa, e são apresentados no quadro resumo a seguir:

Quadro 4 – Quadro resumo dos impedimentos identificados no Jardim São Benedito.

Elemento analisado Impedimentos do espaço

(Problemas de acessibilidade identificados)

Travessias Falta de clareza nas faixas de travessia.

Rebaixamentos de guias inadequados, quando existentes.

Desnível entre o rebaixamento de guia e o leito carroçável.

Nem todos os rebaixamentos de guia

existentes são alinhados dos dois lados da via.

Semáforos voltados somente para veículos, dificultando orientação dos pedestres.

Falta de piso tátil.

Passeio Existência de interferências que atrapalham ou

impedem o deslocamento (principalmente causadas por amplos canteiros).

Existência de vegetação impedindo uma altura livre de 2,10m nas áreas de circulação.

Superfícies irregulares e com buracos nas áreas de circulação.

Falta de piso tátil

Estacionamento Falta de uma rota acessível, das vagas de

estacionamento até a entrada da praça.

Organização das vagas para que aquelas destinadas a pessoas com deficiência, que estejam afastadas da faixa de pedestres,

contenham um espaço adicional de circulação.

Circulações internas Os pisos internos não são regulares, firmes e antiderrapantes (pedra portuguesa, areia e grama).

Não existe uma faixa livre de obstáculos que permita o acesso às Deslocamento Alcançar e usufruir dos diversos 157 principais atividades da praça.

Existência de desnível em um dos acessos da praça.

Circulações verticais Rampa com inclinação acima da indicada no desnível da calçada da Rua Marechal Floriano.

Guarda-corpo baixo e sem corrimão em duas alturas na rampa existente no passeio

Escada com degraus irregulares e guarda-corpo inadequado.

Ausência de sinalização tátil Falta de sinalização dos degraus

Ambientes Existem rampas para acesso em alguns

ambientes, porém são inadequadas quanto à inclinação, configuração, além da área de circulação adjacente não contemplar uma rota acessível.

Não existe espaço reservado para pessoas em cadeira de rodas junto ao mobiliário das áreas de pergolados – estar e jogos.

Toda a área de parque infantil é recoberta por areia e os brinquedos não garantem segurança para crianças com deficiência.

Existe alguma sinalização, porém insuficiente para orientar os usuários no espaço.

Nem todas os vãos e portas possuem largura suficiente para usuários de cadeira de rodas do tipo cambada, utilizadas em práticas esportivas na praça.

Sanitários Sinalização insuficiente para identificação dos

sanitários.

Falta de integração dos sanitários a uma rota acessível.

Porta com abertura para dentro do sanitário.

Barras de apoio insuficientes

Lavatório com coluna que atrapalha a

aproximação por pessoas em cadeira de rodas.

Torneira com acionamento manual, simples, sem alavanca.

Vegetação Raízes que comprometem o pavimento

Galhos a uma altura que se dispõem como obstáculo à circulação

Mobiliário As lixeiras existentes não estão ao acesso de

todos.

Os bancos existentes não atendem a toda a diversidade de usuários do espaço.

Fonte: Moreira, 2022.

4 DIRETRIZES PROJETUAIS PARA ACESSIBILIDADE EM PRAÇAS

O desenvolvimento de Diretrizes Projetuais voltadas para a promoção da acessibilidade no Jardim São Benedito (Quadro 5) tem o intuito de contribuir com a atividade dos planejadores urbanos do município de Campos dos Goytacazes que, com sua atividade, devem buscar atender as necessidades relacionadas à inclusão e participação de todos na vida urbana, que demanda por uma cidade sustentável, com espaços livres públicos que envolvam as dimensões sociais e ambientais e que sejam acessíveis.

Neste sentido, tomando como base as informações obtidas e as análises realizadas, relacionando-as à bibliografia que serviu de base conceitual para esta dissertação, estas diretrizes têm o caráter de recomendações para que sejam consideradas em possíveis reformas que venham a ser realizadas no Jardim São Benedito. Ressalta-se que as análises realizadas na praça identificaram características do espaço que configuram barreiras para a ação de pessoas que possuem determinadas restrições, envolvendo aquelas relacionadas a deficiências sensoriais ou mobilidade.

Considera-se importante retomar os quatro componentes, tidos como essenciais por Dischinger e Bins Ely (2012), nas intervenções e melhorias que visem à garantia da acessibilidade espacial, sendo eles a orientação espacial, a comunicação, o deslocamento e o uso. Estes componentes são associados aos elementos do espaço, avaliados no capítulo 3, evidenciando os principais problemas que devem ser tratados para que se garanta a acessibilidade no espaço.

Com isso, temos:

Quadro 5 – Diretrizes Projetuais para promoção da acessibilidade no Jardim São Benedito e seu entorno.

Ficha Temática 1 Elemento: TRAVESSIAS Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Falta de clareza nas faixas de

travessia.

Deslocamento Orientabilidade

Realizar a travessia entre as calçadas

Rebaixamentos de guias inadequados, quando existentes.

Deslocamento

Desnível entre o rebaixamento de guia e o leito carroçável.

Deslocamento

Nem todos os rebaixamentos de guia existentes são

alinhados dos dois lados da via.

Deslocamento

Semáforos voltados somente para veículos, dificultando orientação dos pedestres.

Deslocamento Orientabilidade

Falta de piso tátil Orientabilidade

Diretrizes Projetuais

 Definir as áreas de travessia, garantindo a pintura das faixas de segurança.

 Garantir a acessibilidade adequando o rebaixamento de guias.

Figura 92 – Rebaixamento de guia, com redução de percurso para a travessia.

Fonte: NBR 9050/2015.

 Determinar o nivelamento entre o término do rebaixamento da calçada e o leito carroçável.

Figura 93 – Nivelamento entre o término do rebaixamento de guia e o leito carroçável.

Fonte: Adaptado pela autora a partir da NBR 9050/2020.

 Caso a inclinação transversal da pista seja superior a 5 %, deve ser implantada uma faixa de acomodação ao longo da aresta de encontro dos dois planos, que tenha entre de 0,45 m a 0,60 m de largura, conforme Figura ____. Considerando que existe variação na inclinação transversal das vias do entorno do JSB, a faixa de acomodação será necessária em algumas das áreas de travessia, seguindo o padrão estabelecido na Norma 9050/2020 (Figura ___).

Figura 94 – Cuidado necessário na execução do nivelamento entre o rebaixamento de guia e o leito carroçável.

Fonte: Adaptado pela autora a partir de Plano Diretor de Maravilha/SC.

https://www.maravilha.sc.gov.br/uploads/196/arquivos/964136_PASSEIO_PADRAO_5.pdf

Figura 95 – Faixa de acomodação necessária em vias com inclinação transversal da pista superior a 5%.

Fonte: Grifo da autora sobre ABNT, 2020.

 Projetar a construção de rebaixamento de guia em ambos os lados da via, de forma que estejam alinhados entre si.

Figura 96 – Rebaixamentos de guias alinhados em ambos os lados da via.

Fonte: São Paulo São, 2017.

 Determinar a instalação da sinalização necessária para que todos possam atravessar a pista com segurança, através de semáforos com focos para pedestres com deficiência auditiva e com sinalização sonora ou vibratória para pessoas com deficiência visual, em ambos os lados da via. Ainda é importante a previsão, em projeto, da identificação das áreas de travessia por piso de alerta, integrado a toda a sinalização tátil do passeio (Figura 97).

Figura 97 – Piso tátil de alerta identificando as travessias.

Fonte: Composição da autora a partir de Reginatto, 2015; e Guia Prático de Calçadas para o Município de Natal, 2017.

Figura 98 – Sinalização visual para a travessia de pedestres.

Fonte: Blog da Sinalização Viária, 2017.

Figura 99 – Sinalização sonora para a travessia de pedestres.

Fonte: Mobilize, 2017.

 Indicar a instalação de piso tátil nas áreas de travessia, em que se tenha o piso tátil de alerta paralelamente à faixa e o direcional transversalmente à calçada.

Figura 100 – Sinalização de rampa nas áreas de travessias.

Fonte: NBR 16637/2016

Ficha Temática 2 Elemento: PASSEIO Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Existência de interferências

que atrapalham ou impedem o deslocamento

(principalmente causadas por amplos canteiros).

Deslocamento Orientabilidade

Deslocar-se sem a

necessidade de desviar de obstáculos.

Existência de vegetação impedindo uma altura livre de 2,10m nas áreas de circulação.

Deslocamento Percorrer o entorno da praça em segurança, sem risco de colisão com obstáculos aéreos.

Superfícies irregulares e com buracos nas áreas de

circulação

Deslocamento Deslocar-se com conforto, segurança e autonomia, sem risco de acidentes e

necessidade de desvios.

Falta de piso tátil Deslocamento Orientabilidade

Compreender a área a ser percorrida e identificar os obstáculos para um deslocamento seguro.

Diretrizes Projetuais

 Determinar a setorização da calçada através das faixas de uso, para que se tenha definida a área destinada ao passeio, enquanto caminho livre para a circulação de

pedestres, sendo eliminado qualquer elemento que venha a provocar interferências, como equipamentos e mobiliários urbanos (Figuras 101 e 102).

Figura 101 – Setorização de calçadas quanto às faixas de uso.

Fonte: NBR 9050, 2020.

 Indicar a construção de rebaixamento de guias nos acesso de veículos à praça de forma que estes fiquem limitados às faixas de serviço, de forma que não interfiram no passeio.

 Garantir que se tenha, como dimensão mínima, a largura de 1,20m nos trechos mais estreitos do passeio, ponderando entre a necessidade de ajuste nos tamanhos dos canteiros e a possibilidade de recuo da grade da praça.

Figura 102 – Exemplo de setorização da calçada.

Fonte: Mobilize, 2017.

 Indicar a necessidade da manutenção da poda da vegetação que apresenta galhos impedindo a altura livre necessária à rota acessível, de 2,10m de altura.

Figura 103 – Indicação da altura livre necessária para caminhos acessíveis.

Fonte: Adaptado de Guia Prático de Calçadas para o Município de Natal, 2017.

 Especificar piso com acabamento regular, firme, estável, não trepidante e antiderrapante.

 Especificar piso, para a faixa destinada ao passeio, com acabamento regular, firme, estável, não trepidante e antiderrapante, de forma que se tenha um deslocamento seguro e confortável, sem trepidações ao uso de equipamentos com rodas e sem riscos de escorregamento. Indica-se a utilização de concreto moldado in loco ou placas de granito com acabamento áspero (Figura 104). Necessário também garantir que sejam realizados, periodicamente, serviços de manutenção do pavimento, para corrigir deteriorações e desgastes.

Figura 104 – Calçada com piso, regular, firme e estável.

Fonte: Manual de Projeto e Execução – Calçada Certa, 2018.

Figura 105 – Revestimentos de piso adequados à acessibilidade.

Fonte: Manual de Projeto e Execução – Calçada Certa, 2018.

 Determinar a instalação de piso tátil no passeio, para orientação das pessoas com deficiência visual a respeito dos trajetos e obstáculos.

Figura 106 – Sinalização tátil de faixa livre – calçada.

Fonte: NBR 16537/2016.

Ficha Temática 3 Elemento: ESTACIONAMENTO

Impedimentos do espaço (Problemas identificados na

praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Falta de uma rota acessível,

das vagas de estacionamento até a entrada da praça.

Deslocamento Acessar a praça a partir do estacionamento.

Organização das vagas para que aquelas destinadas a pessoas com deficiência, que estejam afastadas da faixa de pedestres, contenham um

Uso

Deslocamento

Garantir o desembarque de pessoas com deficiência com conforto e segurança.

espaço adicional de circulação.

Diretrizes Projetuais

 Definir caminho livre de obstáculos que seja integrado às vagas de estacionamento, permitindo o acesso à praça.

 Reposicionar as vagas para pessoas com deficiência e para idosos, de forma que aquelas que são destinadas a pessoas com deficiência tenham o espaço adicional junto à vaga.

Figura 107 – Vagas para pessoas com deficiência.

Fonte: Contran, 2007.

Figura 108 – Vagas para idosos.

Fonte: Contran, 2008.

Ficha Temática 4 Elemento: CIRCULAÇÕES INTERNAS Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Os pisos internos não são

regulares, firmes e antiderrapantes (pedra portuguesa, areia e grama).

Deslocamento Deslocar-se com conforto, segurança e autonomia.

Não existe uma faixa livre de obstáculos que permita o acesso às principais atividades da praça.

Deslocamento Alcançar e usufruir dos diversos ambientes e atividades da praça.

Existência de desnível em um dos acessos da praça.

Deslocamento Garantir que todos possam entrar na praça a partir de qualquer um dos acessos.

Diretrizes Projetuais

 Estabelecer caminhos no interior da praça, para que seja possível alcançar todos os seus ambientes, com pavimentação adequada e dimensões que permitam o

deslocamento de, pelo menos uma pessoa caminhando ao lado de outra se deslocando em cadeira de rodas (mínimo de 1,20m de largura), garantindo um deslocamento seguro e confortável a todos pelos os ambientes do interior da praça.

 Prever a criação de rampa, com a inclinação máxima de 8,33%, para vencer desnível do acesso à praça, voltado para a Rua Saldanha Marinho.

Figura 109 – Rampa para superar desníveis existentes na praça.

Fonte: ABNT, 2020.

 Determinar a instalação de sinalização tátil, com pisos direcionais e de alerta.

Ficha Temática 5 Elemento: CIRCULAÇÕES VERTICAIS Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Rampa com inclinação acima

da indicada no desnível da calçada da Rua Marechal

Deslocamento Deslocar-se com conforto e autonomia, exigindo maior esforço ou o suporte de

Floriano. outros indivíduos para a superação do desnível.

Guarda-corpo baixo e sem corrimão em duas alturas na rampa existente no passeio

Deslocamento Uso

Garantia do conforto e da segurança para todos os indivíduos, em sua diversidade, para o

deslocamento e superação de desníveis.

Escada com degraus irregulares e guarda-corpo inadequado

Deslocamento Uso

Subir escada com segurança.

Ausência de sinalização tátil Deslocamento Orientabilidade

Identificação de desníveis por pessoas com deficiência visual.

Falta de sinalização dos degraus

Orientabilidade Identificação dos limites dos degraus por pessoas com baixa visão.

Diretrizes Projetuais

 Adequar a inclinação das rampas, de forma que fiquem com inclinação entre 6,25% e 8,33%. (NBR 9050/2020).

 Substituir o guarda-corpo existente por modelo adequado, com corrimão integrado, em duas alturas, sendo elas: 0,70m e 0,92m. (NBR 9050/2020 e NBR 14718/2001).

Figura 110 – Referência de guarda-corpo com corrimão em duas alturas.

Fonte: Flagon, 2021.

 Uniformizar os degraus da escada que permitem acesso ao coreto.

 Prever a instalação de piso tátil de alerta, indicando o início e o fim da rampa e da escada para pessoas com deficiência visual.

Figura 111 – Exemplo de piso tátil para identificar início e fim de escadas e rampas.

Fonte: Guia de rodas, 2020.

 Sinalizar as bordas dos degraus, sendo aplicada aos espelhos e pisos, de forma contrastante ao seu revestimento e que seja, de preferência, fotoluminescente ou retroiluminada.

Figura 112 – Sinalização de degraus.

Fonte: ABNT, 2020.

Ficha Temática 6 Elemento: AMBIENTES Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Existem rampas para acesso

em alguns ambientes, porém, são inadequadas quanto à inclinação, configuração, além da área de circulação adjacente não contemplar uma rota acessível.

Deslocamento Acesso te todas as pessoas a todos os ambientes da praça.

Não existe espaço reservado para pessoas em cadeira de rodas junto ao mobiliário das áreas de pergolados – estar e jogos

Uso Realização de todas as

atividades possíveis na praça, por todas as pessoas.

Toda a área de parque infantil é recoberta por areia e os brinquedos não

garantem segurança para crianças com deficiência.

Deslocamento O acesso e a utilização do espaço por pessoas,

especialmente crianças com deficiência ou mobilidade reduzida.

Existe alguma sinalização, porém, insuficiente para orientar os usuários no espaço.

Orientabilidade Compreensão do espaço como um todo e o reconhecimento dos ambientes

Nem todos os vãos e portas possuem largura suficiente para usuários de cadeira de rodas do tipo cambada, utilizadas em práticas esportivas na praça.

Uso Limite no acesso às quadras

e aos sanitários.

Diretrizes Projetuais

 Garantir que todos os desníveis entre os ambientes e as áreas de circulação sejam vencidos por rampas adequadas à acessibilidade dos ambientes, segundo padrão da Norma 9050/2020 (Ver Figuras 109 e 111).

 Definir espaço para usuário de cadeira de rodas junto aos bancos, assim como espaço para encaixe de cadeira de rodas nas mesas de jogos.

Figura 113 - Espaço para pessoa em cadeira de rodas junto aos bancos.

Fonte: ABNT, 2020.

Figura 114 – Layout de mobiliário incluindo espaço para pessoa em cadeira de rodas.

Fonte: Montenegro et al., 2009.

Figura 115 - Espaço para encaixe da cadeira de rodas para o uso de mesas.

Fonte: ABNT, 2020.

Figura 116 - Dimensões adequadas para mesas de jogos acessíveis.

Fonte: ABNT, 2020.

Figura 117 – Área de aproximação em mesas.

Fonte: Montenegro et al., 2009.

 Especificar revestimentos que tornem o piso mais firmes e estáveis na área de parque, e ainda seguros, para o caso de quedas de crianças, como placas de piso

emborrachado.

Figura 118 - Piso emborrachado, que garante um pavimento firme, estável e seguro em parques infantis.

Fonte: Ecopex, 2021.

 Prever a instalação de brinquedos que permitam a interação de crianças com ou sem deficiências.

Figura 119 - Brinquedos com design inclusivo.

Fonte: Guia de Rodas, 2021.

 Planejar a sinalização da praça que permita a compreensão do espaço a partir do portão de acesso.

 Identificar os ambientes e as atividades ali realizadas, considerando a orientação através de, no mínimo, dois sentidos - visual e tátil, ou visual e sonoro.

Figura 120 - Exemplo de Mapa Tátil em uma praça de Joinville.

Fonte: JOINVILLE - Cidade Acessível é Direitos Humanos, 2012.

 Adequar os vãos das quadras e as portas dos sanitários acessíveis, para que fiquem com 1,00m de largura (Ver Figura 76).

Ficha Temática 7 Elemento: SANITÁRIOS Impedimentos do espaço

(Problemas identificados na praça)

Componente de acessibilidade (caráter da restrição)

Atividades restringidas Sinalização insuficiente para

identificação dos sanitários

Orientabilidade Ter autonomia para

identificar a localização e o tipo dos sanitários.

Falta de integração dos

sanitários a uma rota acessível.

Uso

Deslocamento

Acessar, com autonomia e segurança, os sanitários.

Porta com abertura para dentro do sanitário

Uso

Deslocamento

Uso dos sanitários de forma que haja espaço para o posicionamento dos usuários em boxes comuns e

para a realização de

manobras com a cadeira de rodas, para transferência nos sanitários acessíveis.

Barras de apoio insuficientes Uso Uso do sanitário, com segurança e autonomia, por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Lavatório com coluna que atrapalha a aproximação por pessoas em cadeira de rodas

Uso

Deslocamento

Uso do lavatório, manobras e transferências de pessoas em cadeira de rodas.

Torneira com acionamento manual, simples, sem alavanca

Uso Abertura da torneira com

facilidade por pessoa com deficiência.

Diretrizes Projetuais

 Prever a localização dos sanitários em pontos estratégicos da praça.

 Sinalizar os sanitários acessíveis com placa sobre as portas, complementada por informação tátil ou sonora em faixa de alcance acessível na parede adjacente ou no batente.

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