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Análise exploratória dos dados

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Partindo dos dados apresentados pela pesquisa ECINF(2003), analisaram- se alguns pontos importantes, que se seguem.

Como premissas iniciais, mantiveram-se as condições de trabalhador por conta própria ou empregador em duas colunas para análises, buscando possíveis diferenciações.

Quadro 13 – Local Onde se Desenvolve a Atividade

Local onde desenvolve a atividade: (V4302)

Condição: Conta Própria Empregador Total

1 – No domicílio em que reside 627 57 684

3 – Fora do domic. em que reside 1480 336 1816

5 – No domicílio e fora dele 235 19 254

9 – Sem declaração 1 1

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 1 – Local onde Desenvolve Atividade

Predominantemente, nessas situações (conta própria ou empregador), desenvolvem suas atividades fora do domicílio em que residem. Na condição de empregador há maior probabilidade de a atividade ser fora do local de residência (81% contra 63% na condição de conta própria), indicando como uma das possibilidades ao empregador por possuir pelo menos um colaborador, o que tende a criar condições para atividade fora do local onde reside.

Quadro 14 – Local Destinado Exclusivamente à Atividade

Local Destinado Exclusivamente à Atividade: (V4303)

Condição: Conta Própria Empregador Total

2 – Sim 324 50 374

4 - Não 302 6 308

9 – Sem declaração 2 1 3

Não Aplicável 1715 355 2070

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Conforme Quadro 14, ambos (empregador e conta própria) concentram suas atividades em locais destinados exclusivamente à atividade.

Gráfico 2 – Local Destinado Exclusivamente à Atividade

Apesar de muitos entrevistados não terem respondido à questão ou não terem uma ação direta com o local da atividade, há uma tendência, de quem desenvolve a atividade por conta própria, de ter maior relação com a atividade que exerce, e o empregador, relação com a função do local, como, por exemplo, quando o proprietário muitas vezes mistura estas condições na busca da sobrevivência.

Quadro 15 – Utiliza Equipamento ou Instalações para Exercer a Atividade

Utiliza Equipamento e Instalação (V4313)

Condição: Conta

Própria Empregador Total

1 – Sim próprio 324 50 1901

3 – Sim, alugado ou cedido 302 6 260

5 – Não 2 1 588

9 - Ignorado 1715 355 6

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 3 – Utiliza Equipamento ou Instalações para Exercer a Atividade

Nos moldes da condição anterior, o empregador utiliza muito mais equipamentos e instalações próprios, em relação ao trabalhador por conta própria (apesar de predominar a mesma condição), há um acréscimo de atividades que não utilizam equipamentos ou instalações, utilizando o próprio empreendedor seu capital humano. Vale notar que os dados entre os quadros 14 e 15 são muito semelhantes, bem como que a condição de ignorado é consideravelmente alta, podendo ocorrer um ruído na interpretação dos respondentes.

Quadro 16 – Faixa de Valores de Bens

Faixa de valores de bens (V4314)

Conta

Própria Empregador Total

0 855 47 902 1 a 5.000 1096 111 1207 5.001 a 10.000 144 60 204 10.001 a 15.000 76 31 107 15.001 a 25.000 65 45 110 25.001 a 50.000 64 44 108 50.001 a 100.000 34 36 70 100.001 a 200.000 9 27 36 200.001 a 300.000 0 3 3 300.001 a 400.000 0 6 6 acima 500.000 0 2 2 Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Fonte: Elaborado pelo autor.

É perceptível que a distribuição de valores para os bens onde as atividades são por conta própria concentram-se nos menores valores, e não há continuidade para valores maiores, enquanto na condição de empregador há uma tendência de maiores valores ao longo da mesma distribuição, fato que indica uma tendência de os empregadores terem um maior valor em bens.

Quadro 17 – Investimento / Aquisição ao Negócio Valores de Bens

Investimento No Negócio (V4316)

Condição: Conta

Própria Empregador Total

2 – Sim 296 131 427

4 – Não 1234 240 1474

9 – Ignorado 5 1 6

Não aplicável 808 40 848

Total geral 2343 412 2755

Gráfico 5 – Investimento / Aquisição ao Negócio Valores de Bens

Fonte: Elaborado pelo autor.

Em geral, em ambos predominou o não investimento, porém percebemos que o empregador investiu mais que o trabalhador por conta própria. Parte deste resultado fora prejudicado, pois uma parcela dos respondentes por conta própria não tinha relação com o tipo de atividade, provavelmente por não utilizar equipamentos no negócio (34%). Das atividades que investiram, segue uma análise destes recursos.

Quadro 18 – Origem dos Recursos dos Investimentos

Origem dos Recursos para Investimento no Negócio (V4318)

Condição: Conta

Própria Empregador Total

1 – Lucro de exercícios anteriores 210 87 297

3 – Empréstimos Bancários 21 19 40

5 – Outro tipo de empréstimo 23 8 31

7 - Outros 41 16 57

9 – Origem não declarada 1 1 2

Total geral 296 131 427

Gráfico 6 – Origem dos Recursos dos Investimentos

Fonte: Elaborado pelo autor.

Há uma predominância em ambos (empregador e por conta própria) de utilizarem lucros dos exercícios anteriores como forma de recursos para investimentos, porém, para o empreendedor por conta própria, empréstimos bancários tendem a ser maiores que no empregador (21,7% contra 19,1%).

Na categoria abaixo, houve um grande número de declarações que não foram apresentadas pelos entrevistados. Para se ter uma idéia, no contexto geral, uma parte das observações não foram declaradas por completo, portanto não serão utilizadas no estudo.

Quadro 19 – Valores Gastos com Salários e Comissões

Valor Pago em Outubro em Comissões e Salários

Faixa Conta

Própria Empregador Total

até 1.000 9 253 262 1.001 a 2.000 4 80 84 2.001 a 3.000 3 37 40 3.001 a 4.000 1 7 8 4.001 a 5.000 1 6 7 5.001 a 6.000 1 1 2 6.001 a 7.000 4 4 7.001 a 8.000 2 2 acima 10.000 2 2 ND 2324 20 2344 Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Visualiza-se que a maioria dos não respondentes foram os empreendedores por conta própria, e que nestes estão as menores taxas de remuneração. Os empregadores no geral declararam, e inclusive apontam, alguns ganhos superiores a R$ 10.000,00, acenando a tendência de os empregadores produzirem maiores remunerações que a condição de conta própria.

Da mesma maneira que a análise anterior, os declarantes por conta própria disponibilizaram menor informação do que os empregadores. Aparentemente, os empregadores declaram suas contribuições no INSS em maior número que os empreendedores por conta própria, conforme o Quadro 20.

Os empregadores apresentaram possibilidades de declarações em valores maiores ao INSS, comparados à condição de conta própria, fato também explicado pela teoria na qual os trabalhadores por conta própria podem trabalhar para a sua subsistência, não contribuindo ao INSS, ou, no caso de autônomo, com contribuições menores.

Ao comparar-se as duas situações, excluindo os não declarados, percebemos que o trabalhador por conta própria utiliza mais a faixa de pagamento do mínimo que a condição de empregador, porém ao analisarmos as outras faixas de remuneração há uma semelhança entre as condições.

Quadro 20 – Valores Gastos com INSS

Valor Gasto em INSS (V4327-V4) Faixa Conta

Própria Empregador Total

24 a 100 55 50 105 101 a 200 20 43 63 201 a 300 19 43 62 301 a 400 6 12 18 401 a 500 3 15 18 501 a 600 5 9 14 601 a 700 8 8 701 a 800 1 4 5 801 a 900 2 2 901 a 1.000 1 4 5 1.001 a 1.500 4 4 2.000 a 2.500 1 5 6 acima 3.000 5 5 ND 2232 208 2440 Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 7 – Valores Gastos com INSS

Fonte: Elaborado pelo autor.

Nesta análise, também, como nas anteriores, uma grande parcela de entrevistados não declarou pagamentos, fato este que pode estar ligado ao receio perante a fiscalização ou outro fator.

Na estratificação entre as duas condições (conta própria x empregador) o comportamento fora muito similar entre ambos. Maior concentração nos valores a menor gasto e no caso absoluto, maior quantidade de valores pagos a maior no

caso do empregador, provavelmente relacionado ao porte da empresa, que tende a ter maior volume produtivo que o individual e, portanto, maiores arrecadações e faturamento.

Quadro 21 – Valores Gastos com Impostos e Taxas

Gastos com Impostos e Taxas V4327-V12

Faixa Conta Própria Empregador Total

1 a 500 244 151 395 501 a 1.000 25 31 56 1.001 a 2.000 12 11 23 2.001 a 3.000 4 4 8 3.001 a 4.000 6 6 4.001 a 5.000 1 1 2 8.000 1 1 10.000 1 1 acima 10.000 6 6 ND 2.056 201 2257 Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 8 – Valores Gastos com Impostos e Taxas

Fonte: Elaborado pelo autor.

Procurou-se analisar se parte do produto era utilizado como consumo ou como pagamento; indiretamente seria uma forma de remuneração ou mesmo poderia correr o risco de não ser computado como resultado da empresa.

Como observado no Quadro 22, a grande maioria (85%) não utiliza o produto como parte de pagamento ou para consumo.

Tanto para o empregador como por conta própria, o comportamento fora similar. Um ligeiro aumento da não utilização na condição de conta própria podendo ser uma das explicações pelo fato de muitos trabalharem com serviços, não gerando um produto material que seja consumido de forma clara. Um exemplo disso é o empreendedor que exerce a atividade de pedreiro ou encanador, onde há a possibilidade de não se reconhecer quando faz esta tarefa em sua residência.

Quadro 22 – Parte do Produto/Serviço Utilizado como Consumo ou Pagamento

V4330- Parte do prod ou rev é para consumo próprio ou pgto empregados?

Condição Conta própria Empregador Total

1 – Sim 317 74 391

3 – Não 2018 327 2345

9 – Ignorado 8 11 19

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 9 – Parte do Produto/Serviço Utilizado como Consumo ou Pagamento

Nas duas condições, comportam-se como aspectos similares. Porém, ao compararmos os percentuais entre cada condição, notamos que o empregador dentro de seu universo tende a maior utilização do crédito, empréstimo, financiamento que o trabalhador por conta própria, sendo que no empreendedor há um acréscimo de 9%.

Quadro 23 – Utilização Empréstimo, Crédito, Financiamento para a Atividade

V4331- utiliz 08/03 a 10/03 empres/cred/financ para ativ

Condição Conta própria Empregador Total

1 – Não 2207 350 2557

3 - Sim, eventualmente 96 44 140

5 - Sim, Freqüentemente 37 16 53

9 – Ignorado 3 2 5

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 10 – Utilização Empréstimo, Crédito, Financiamento para a Atividade

Quadro 24 – Fonte de Recursos para Empréstimo, Crédito, Financiamento

V4332 - Fonte de recursos para obtenção de crédito

Condição Conta

própria Empregador Total

1 - Com amigos e parentes 17 2 19

2 - Em bancos públicos ou privados 78 48 126

3 - Com o próprio fornecedor 21 3 24

4 - Com outras empresas ou

pessoas 12 5 17

5 - Outra fonte 4 1 5

9 - Ignorado 1 1 2

Total geral 133 60 193

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 11 – Fonte de Recursos para Empréstimo, Crédito, Financiamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Nas duas condições (empregador ou conta própria), o recurso mais utilizado é o de bancos públicos ou privados. Os empregadores utilizam ainda mais esta

condição do que os trabalhadores por conta própria. A segunda fonte de recursos predominante é o próprio fornecedor, porém vale destacar a incidência de outras empresas ou pessoas. Neste ponto, pode existir um erro de interpretação no momento da pesquisa, onde o entrevistado pode entender fornecedor e outras empresas, mas não foram invalidados os dados.

O trabalhador por conta própria também utiliza muito os recursos emprestados de amigos e parentes, parte pela indisponibilidade de crédito ou acesso.

Quadro 25 – Possui Dívida que Esteja Pagando

V4334- Possui dívida que ainda esteja pagando

Condição Ct Própria Empregador Total

2 - Sim 361 127 488

4 - Não 1973 285 2258

9 - Não aplicável 9 9

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 12 – Possui Dívida que Esteja Pagando

Há uma predominância percentual do empregador ter mais dívidas do que o trabalhador por conta própria em 50%. De forma geral, o trabalhador por conta própria possui um número menor de dívidas, onde reflete-se sobre o acesso ao crédito ou não.

Quadro 26 – Possui Constituição Jurídica

V4338- tem const jurídica

Condição Ct própria Empreg Total

1 - Sim 300 264 564

3 - Não 2042 147 2189

9 - Ignorado 1 1 2

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 13 – Possui Constituição Jurídica

Aqui há uma diferença bastante importante entre o empreendedor por conta própria e o empreendedor. O primeiro, em sua grande maioria, não tem uma constituição jurídica (87% de seu universo), enquanto o empregador está nesta condição em 36% de seu universo.

Diferenças entre os 564 empreendimentos que possuem constituição jurídica, conforme o Quadro 27:

Quadro 27 – Formas de Constituição Jurídica

V4339 - Formas const Jurídica

Condição Ct

Prop Empr Total

1 - Firma Individual 98 60 158

2 - Socied em nome coletivo 9 3 12

3 - Soc em comandita Simples 6 6 12

4 - Soc em comandita por açoes 1 1

6 - Soc Civil 37 30 67

7 - Soc por quotas de respons Ltda 121 151 272 8 - Soc Mercantil em conta de participaçao 1 1

9 - Cooperativa 4 4

10 - Soc Anonima (SA) 6 7 13

11 - Outra 12 5 17

99 - Ignorado 5 2 7

Total geral 300 264 564

Fonte: Elaborado pelo autor.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Em todas as condições, as empresas predominantes são do tipo LTDA, seguidas por Firma Individual e depois por Sociedade Civil, com muita similaridade entre empregador e conta própria. Vale ressaltar que neste período não havia a condição do Simples, indicando aqui uma possibilidade muito diferente aos próximos estudos.

Em um universo de pesquisa de 2.755 empresas, apenas 564 possuíam CNPJ, representando 20,47%.

Nesta distribuição, 98% das 564 empresas possuem CNPJ.

Ao analisar toda as observações, na condição de empreendedor por conta própria, apenas 13% possuem CNPJ. Quanto ao empregador, 62% estão nesta condição, apontando que esta tende a ser mais formal.

Gráfico 15 – Possui CNPJ

Quadro 28 – Registro de Microempresa V4341- reg MPE Condição Ct prop Empreg Total 2 – Sim 218 199 417 4 – Não 80 65 145 9 – Ignorado 3 1 4 ND - Não respond 2042 147 2189 Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

No contexto geral, 80% não responderam e 5% declararam não possuírem registro de microempresa, que pode ser uma forma de legalidade.

Como conta própria, neste resultado, 87% não declararam e 4% declararam como não sendo microempresa.

Em relação ao empregador, 36% não responderam, 16% afirmaram não serem MPE e 48% declararam enquadrarem-se nesta condição.

Ao se cruzarem as informações de ter CNPJ e ser MPE, os resultados são:

Quadro 29 – Relação entre CNPJ e Microempresa

Empresas que tem CNPJ e reg MPE

Condição Ct prop Empreg Total

2 – Sim 216 197 413

4 – Não 79 57 136

9 – Ignorado 2 2

Total geral 297 254 551

Fonte: Elaborado pelo autor.

Portanto, dentro das empresas com CNPJ (551empresas declaradas sim), 75% se reconheceram como MPE.

Entre este número, das empresas por conta própria, 73% se vêem como MPE (216 empresas), e nas empregadoras 78% (197 empresas) também se vêem da mesma maneira.

Esta é uma maneira de perceber a informalidade dentro da empresa, pois, caso não seja preenchido o IRPJ, isso também pode apontar na direção da informalidade.

Quadro 30 – Preencheu a IRPJ em 2003

V4342 - Empresas que preencheu IRPJ

Condição Ct prop Empreg Total

1 – Sim 214 207 421

3 - Não 84 55 139

9 - Ignorado 3 3 6

ND 2042 147 2189

Total geral 2343 254 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

No contexto geral, 15,28% apresentaram IRPJ. Comparando-se com o número de empresas com constituição jurídica (V4338), que é de 564, tem-se 421/564 = 74,6% delas como realmente formais, pois declararam ter constituição e preencheram IRPJ. Porém, não se pode afirmar totalmente tal fato, pois parte delas podem ter se constituído no período anterior ao ano fiscal e, portanto, não ter feito tal declaração.

Gráfico 16 – Preencheu IRPJ em 2003

Ao se fazer um filtro somente das empresas com CPNJ, obtém-se:

Gráfico 17 – Preencheu IRPJ em 2003 (após filtro – somente com CNPJ)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Das empresas que possuem CNPJ, na média 75% preencheram IRPJ em 2003.

 Tipo de formulário de IRPJ:

Apresenta-se aqui o tipo de formulário de declaração dos entrevistados que o fizeram:

Quadro 31 – Tipo de Formulário de IRPJ em 2003

V4343- tipo form IRPJ

Tipo Ct prop Empr Total 2 - Lucro real 26 37 63 4 - Lucro Presumido 110 120 230 6 - Isento 78 48 126 9 - Ignorado 2 2 Total geral 214 207 421

Gráfico 18 – Tipo de Formulário de IRPJ em 2003

Fonte: Elaborado pelo autor.

O comportamento para ambos tende a ser similar em relação ao tipo de declaração.

 Possui licença estadual ou municipal para exercer a atividade:

Uma forma de legalização pode estar relacionada à utilização de licença estadual ou municipal, como um trabalhador autônomo; dessa forma, este indicador apresenta alguns aspectos:

Quadro 32 – Possui Licença Estadual ou Municipal para Exercer a Atividade

V4345- tem licença est/ munic para exercer atividade

Condição Ct prop Empreg Total

1 - Sim 575 264 839

3 - Não 1679 90 1769

9 - Não aplicável 89 58 147

Total geral 2343 412 2755

Fonte: Elaborado pelo autor.

A grande maioria dos empreendedores por conta própria não possui licença, enquanto há uma maior regularidade no empreendedor.

Gráfico 19 – Possui Licença Estadual ou Municipal para Exercer a Atividade

Fonte: Elaborado pelo autor.

Por estes dados, pode-se indicar que há uma maior tendência de o empregador ser mais formal que o trabalhador por conta própria. Fato este que se pode entender por diversos motivos, dentre eles parte está na atividade, que não necessariamente é o próprio empreendedor que faz e, portanto, sofre maior pressão por parte do empregado para ser legalizado. Outro aspecto se deve ao fato de que o trabalhador por conta própria muitas vezes monta sua atividade como alternativo, temporário ou complemento, não se prendendo à formalização.

Quadro 33 – Número de Pessoas que Exercem Atividade

V4349- num pessoas trab (dono junto)

Qtd Ct prop Empr Total

1 2021 2021 2 558 254 812 3 90 324 414 4 36 292 328 5 5 225 230 6 6 180 186 7 14 147 161 8 32 32 9 36 36 Total geral 2730 1490 4220

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 20 – Número de Pessoas que Exercem Atividade

Fonte: Elaborado pelo autor.

Nas duas situações, a maioria está com um colaborador, ou seja, o próprio empreendedor. A atividade por conta própria, em uma pequena parcela, chega a ter 3 colaboradores e, no caso do empreendedor, até 8 colaboradores.

Gráfico 21 – Número de Pessoas que Exercem Atividade (por condição)

Fonte: Elaborado pelo autor.

 Questionado-se a percepção do proprietário em relação ao desempenho do negócio entre 11/02 e 10/03:

Quadro 34 – Percepção do Desempenho pelo Empreendedor

V4354- desempenho neg 11/02 a 10/03

Percepção Ct prop Empr Total

1 - crescimento 319 93 412

-1 - Decréscimo 1044 174 1218

0 - Inalterado 972 142 1114

NS 8 3 11

Total geral 2343 412 2755

Gráfico 22 – Percepção do Desempenho pelo Empreendedor

Fonte: Elaborado pelo autor.

No contexto geral, houve uma retração nas empresas segundo o ponto de vista do empreendedor.

Gráfico 23 – Percepção do Desempenho pelo Empreendedor (tipo atividade)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Na condição de conta própria foi um pouco pior que no caso do empregador, indicando que o empreendedor por conta própria tende a ter maiores dificuldades que o empregador.

Em relação às dificuldades do negócio, foi feita uma série de perguntas relacionadas a recursos como crédito e fiscalização, sendo:

Quadro 35 – Dificuldades de Crédito Afetam o Desempenho

V4355_3- princip dificuld afeta desenv negocio - falta crédito

Condição Ct prop Empr Total

0 - Não 1676 297 1973

1 - Sim 245 64 309

9 - Ignorado 4 1 5

Total geral 1925 362 2287

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 24 – Dificuldades de Crédito Afetam o Desempenho

Fonte: Elaborado pelo autor.

Com relação à condição de conta própria x empregador, o último alegou 5% a maior (13% para 18%).

 A fiscalização e a regularização afetam o desempenho:

Quadro 36 – Fiscalização e Regularização Afetam o Desempenho

V4355_6- princip dificuld afeta desenv negocio - fiscal ou regulariz

Ct prop Empr Total

0 - Não 1884 352 2236

1 - Sim 37 9 46

9 - Ignorado 4 1 5

Total geral 1925 362 2287

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os valores apontam que poucos colocaram este fator como não sendo importante, talvez pela falta de fiscalização, ou mesmo pela forma como exercem a atividade.

Gráfico 25 – Fiscalização e Regularização Afetam o Desempenho

Fonte: Elaborado pelo autor.

 A rotatividade de mão-de-obra afeta o desempenho:

Com relação à mão-de-obra, não houve manifestação significativa quanto a este impacto. Um dos motivos está relacionado ao fato de a grande maioria ser composta pelo próprio empreendedor, mostrando assim que este não impacta tanto quanto na literatura apresentada.

Quadro 37 – Rotatividade de Mão-de-obra Afeta o Desempenho.

Condição Contar de V4355_9 rotatividade Mao de obra

0 – Não 2263

1 – Sim 19

9 - Ignorado 5

Total geral 2287

Fonte: Elaborado pelo autor.

Gráfico 26 – Rotatividade de Mão-de-obra Afeta o Desempenho

Com relação às dificuldades que o empreendedor considera mais importantes dentro da pesquisa do IBGE, segue a tabulação para análise:

Quadro 38 – Dificuldades que o Empreendedor Considera Importantes

Condição Contar de V4356- dific cons

mais import

2 – Falta clientes 831

3 – Falta de Crédito 80

4 – Baixo Lucro 346

5 – Abast água / energia 6

6 – Fiscaliz e/ou regulariz 14

7 – Falta MO qualificada 27

8 – Escassez ou qualidade Mat Prima 9

9 – Rotatividade MO 2

10 – Concorrência 519

11 – Falta Instal adequadas 32

12 – Falta Capital Próprio 241

13 – Treinamento gerencial 15

14 – Outras 157

99 - Ignorado 8

Total geral 2287

Fonte: Elaborado pelo autor.

Analisando-se a falta de capital próprio e falta de crédito, detecta-se que isso pode ser significativo, mas isoladamente não são os fatores mais importante, bem como a fiscalização ou a regularização são pouco expressivas. Os principais pontos relatados referem-se, principalmente, à condição de mercado, como falta de clientes e concorrência.

Gráfico 27 – Dificuldades que o Empreendedor Considera Importantes

Fonte: Elaborado pelo autor.

 Analisando-se os planos de negócio dos empreendedores, ou seja, suas intenções perante suas atividades, obtiveram-se como respostas:

Quadro 39 – Plano de Negócio (opinião dos entrevistados)

V4357- planos para negócio

Condição Ct

prop

Empreg Total

1 - Aumentar 735 219 954

2 - Continuar mesmo nível 620 87 707

3 - Mudar atividade e cont independ 226 42 268

4 - Abandonar ativid e procurar emprego 453 27 480

5 - Não sabe 198 24 222

6 - Outro 102 12 114

9 - Ignorado 9 1 10

Total geral 2343 412 2755

Gráfico 28 – Plano de Negócio (opinião dos entrevistados)

Fonte: Elaborado pelo autor.

A tendência do empregador em ampliar o negócio é muito maior que a do empreendedor por conta própria, sendo que um está na faixa de 53%, enquanto o outro em 31%.

 Se no início teve dificuldade para a regularização da atividade:

Quadro 40 – Dificuldade de Regularização (opinião dos entrevistados)

V4601- Inicio dificuld regularizar

Condição Ct prop Empreg Total

1 - Sim 200 39 239

3 - Nao 374 72 446

5 - Nao tentou regularizar 1769 301 2070

Total geral 2343 412 2755

Gráfico 29 – Dificuldade de Regularização (opinião dos entrevistados)

Fonte: Elaborado pelo autor.

Apesar dos poucos respondentes, na questão V4602, referente ao principal problema que teve para regularizar o negócio, a maioria não apontou o motivo de impostos como principal, mas a burocracia, seguida dos custos com registro, como reflexo na atualidade. Na tentativa de minimizar tal problema, para autônomos, por exemplo, há uma facilidade de custeio para a regularização (Sebrae 2009).

Quadro 41 – Dificuldade de Regularização (motivos)

Condição Contar de V4602- Qual princip

problem

1 - Alto custo registrar negócio 87

2 - Falta Informação 27

3 - Não queria pagar impostos 4

5 - Burocracia 109

6 - Outros 12

Total geral 239

Fonte: Elaborado pelo autor.

 Na questão V4732-7, se o fator crédito é considerado importante para a

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