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ASPECTOS PROCEDIMENTAIS DA DESTITUIÇÃO E SUSPENSÃO DO PODER

Os procedimentos de perda e suspensão do poder familiar estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, mais precisamente no Título VI, Do Acesso à Justiça, entre os dispositivos 141 ao 224. Na visão de Venosa “trata-se de processo, pois há que se assegurar ao réu o princípio do contraditório e da ampla defesa”. 25 Assim, aduz o artigo 24 do Estatuto da Criança e do Adolescente, in verbis,

Art. 24. A perda e a suspensão do pátrio poder serão decretadas judicialmente, em

procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação civil, bem como na

hipótese de descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a que alude o art. 22. (grifado) 26

Tais procedimentos se perfazem por iniciativa do Ministério Público ou ainda de quem tenha legítimo interesse, como prevê o artigo 155 do mesmo diploma, tal qual “o procedimento para a perda ou a suspensão do pátrio poder terá início por provocação do Ministério Público ou de quem tenha legítimo interesse.27 (grifado)

O inciso III do artigo 201 do referido Estatuto também dispõe tal prerrogativa, no que refere o processo de suspensão e destituição do poder familiar, tal qual “Compete ao Ministério Público: [...] III – promover e acompanhar as ações de alimentos e os procedimentos de suspensão e destituição do pátrio poder [...]” 28 (grifado)

25 VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito de família. In: _____, 2004, p. 383. 26 BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

27

BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

Contudo, segundo Veronese, “a legitimidade ativa para ação de perda do poder familiar é, concorrentemente atribuída ao Ministério Público ou a quem tenha legítimo interesse familiar, moral ou jurídico em ver desconstituída a relação” 29.

A competência para as ações de destituição e suspensão do poder familiar será do Juízo da Infância e do Adolescente, conforme prevê a letra “b” do parágrafo único do artigo 148 do Estatuto da Criança e do Adolescente, in verbis,

Art. 148. A Justiça da Infância e da Juventude é competente para: [...]

Parágrafo único. Quando se tratar de criança ou adolescente nas hipóteses do art. 98 é também competente a Justiça da Infância e da Juventude para o fim de:

[...]

b) conhecer de ações de destituição do pátrio poder, perda ou modificação da tutela ou guarda;30

Por força do parágrafo segundo31 do artigo 141 do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações da Vara da Infância e da Juventude são isentas de emolumentos, com exceção das ações em que se identifica a litigância de má-fé. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, em seu título dos Direitos e Garantias Fundamentais, também garante através da letra ade seu inciso XXXIV32 do artigo 5º, tal isenção.

A criação das varas especializadas exclusivas da Infância e Juventude se perfazem conforme o número de habitantes de cada região; tal prerrogativa está prevista no artigo 14533 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo Ishida “a necessidade de plantões justifica- se pela competência dos atos infracionais que exigem envio do adolescente ao representante ministerial no prazo de vinte e quatro horas.” 34

Mister destacar que o Código de Organização Judiciária do Estado de Santa Catarina dispõe em seu artigo 7º que,

A comarca constituir-se-á de um ou mais municípios, recebendo a denominação daquele que lhe servir de sede.

29 VERONESE, Josiane Rose Petry et al. Poder familiar e tutela: à luz do novo código civil e do estatuto da

criança e do adolescente. Florianópolis: OAB/SC, 2005. p. 193.

30 BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit. 31

“[...] §2º As ações judiciais da competência da Infância e da Juventude são isentas de custas e emolumentos, ressalvada a hipótese de litigância de má-fé”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

32 “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos

estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: [...] XXXIV – são todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra a ilegalidade ou abuso do poder; [...]”. Cf. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 14 abr. 2010.

33

“Art. 145. Os Estados e o Distrito Federal poderão criar varas especializadas e exclusivas da infância e da juventude, cabendo ao Poder Judiciário estabelecer sua proporcionalidade por número de habitantes, dotá-las de infra-estrutura e dispor sobre o atendimento, inclusive em plantões”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de

julho de 1990, loc. cit.

34

ISHIDA, Válter Kenji. Estatuto da criança e do adolescente: doutrina e jurisprudência. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009. p. 224.

§1º - Quando o movimento forense o exigir, a comarca poderá ser subdividida em duas ou mais varas.

§2º - O tribunal de Justiça, para efeito de comunicação de atos processuais, realização de diligências e atos probatórios, poderá reunir duas ou mais comarcas que constituam uma ‘comarca integrada’, desde que próximas às sedes municipais, fáceis as vias de comunicação e intensa a movimentação populacional entre as comarcas contíguas. 35

Com relação à elaboração da petição inicial, assim como aduz o Código de Processo Civil em seu artigo 28236, o Estatuto da Criança e do Adolescente também estabelece seus requisitos no artigo 156, in verbis,

Art. 156. A petição inicial indicará:

I – a autoridade judiciária a que for dirigida;

II – o nome, o estado civil, a profissão e a residência do requerente e do requerido, dispensada a qualificação em se tratando de pedido formulado por representante do Ministério Público;

III – a exposição sumária do fato e o pedido;

IV – as provas que serão produzidas, oferecendo, desde logo, o rol de testemunhas e documentos.37

Cumpridos os requisitos da petição inicial, o requerido, após ser citado pessoalmente, possui 10 dias para oferecimento de resposta indicando, portanto, as provas que irá produzir assim como o arrolamento de testemunhas e documentos, conforme artigo 158 e parágrafo único do Estatuto da Criança e do Adolescente, in verbis,

Art. 158. O requerido será citado para, no prazo de dez dias, oferecer resposta escrita, indicando as provas a serem produzidas e oferecendo desde logo o rol de testemunhas e documentos.

Parágrafo único. Deverão ser esgotados todos os meios para a citação pessoal.38 No que confere ao contexto da citação do requerido, Ishida considera que,

Seguindo tendência do CPC, o estatuto, a fim de garantir princípios do contraditório, exige o exaurimento de todas as diligências, visando à citação pessoal. [...] Na hipótese de não-localização, o procedimento contraditório é feito com a citação editalícia, posto que esgotadas as diligências. 39

Caso o requerido não puder constituir um advogado por conta própria, sem prejuízo de seu sustento e ainda de sua família, deverá requerer a nomeação de um advogado dativo, sendo que o prazo para sua resposta, neste caso, começará a contar a partir do

35 SANTA CATARINA. Lei n. 5.624 de 9 de novembro de 1979. Código de Divisão e Organização Judiciárias

do Estado. Disponível em: <http//www.tj.sc.gov.br/institucional/normas/cdoj/CDOJSC.pdf>. Acesso em: 24 abr. 2010.

36

“Art. 282. A Petição Inicial indicará: I – o juiz ou tribunal, a que é dirigida; II – os nomes, os prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu; III – o fato e os fundamentos jurídicos do pedido; IV – o pedido, com as suas especificações; V – o valor da causa; VI – as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; VII – o requerimento para citação do réu”. Cf. BRASIL. Lei n.

5.869 de 11 de janeiro de 1973. Código de Processo Civil. Disponível em:

<http//www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEI/L5869.htm>. Acesso em: 24 abr. 2010.

37 BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit. 38 BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit. 39

ISHIDA, Válter Kenji. Estatuto da Criança e do Adolescente: doutrina e jurisprudência. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2004. p. 285.

despacho da referida nomeação, conforme artigo 15940 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Cabe ao juiz, em caso de necessidade, conforme artigo 16041 do Estatuto da Criança e do Adolescente, requerer de ofício, a pedido das partes ou do Ministério Público, documentos pertinentes à causa a qualquer repartição pública.

No que confere a suspensão do poder familiar e o artigo 15742 do Estatuto da Criança e do Adolescente aduz Drebes,

Caberá ao juiz suspender o poder familiar pelo tempo que achar conveniente adotando também as medidas necessárias, como determinar a busca e apreensão e a guarda provisória dos menores a terceiros ou a estabelecimentos idôneos, enquanto transcorre o processo. [...] se a autoridade judiciária estiver convencida do desaparecimento da causa que a motivou, poderá rever sua decisão, possibilitando aos pais o retomo do poder familiar 43

O Código de Processo Civil dispõe entre as medidas cautelares o depósito por determinação ou até mesmo autorização judicial, através de seu artigo 888, inciso V, o seguinte: “O juiz poderá ordenar ou autorizar, na pendência da ação principal ou antes de sua propositura [...] o depósito de menores ou incapazes castigados imoderadamente por seus pais, tutores ou curadores, ou por eles induzidos à prática de atos contrários à lei ou à moral.”

44

Caso o pedido não seja contestado45 o magistrado dará vistas ao Ministério Público por cinco dias, salvo, quando este for o requerente. Conforme o parágrafo primeiro do artigo 16146 do Estatuto da Criança e do Adolescente, se, por ventura, surgir a necessidade de se realizar um estudo social do caso, o juiz poderá ordenar tal prerrogativa, assim como também uma perícia técnica e ainda a ouvida de testemunhas.

40 “Art. 159. Se o requerido não tiver a possibilidade de constituir advogado, sem prejuízo do próprio sustento e

de sua família, poderá requerer, em cartório, que lhe seja nomeado dativo, ao qual incumbirá a apresentação de resposta, contando-se o prazo a partir da intimação do despacho de nomeação”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069,

de 13 de julho de 1990, loc. cit.

41 “Art. 160. Sendo necessário, a autoridade judiciária requisitará de qualquer repartição ou órgão público a

apresentação de documento que interesse à causa, de ofício ou a requerimento das partes ou do Ministério Público”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

42 “Art. 157. Havendo motivo grave, poderá a autoridade judiciária, ouvido o Ministério Público, decretar a

suspensão do pátrio poder, liminar ou incidentalmente, até o julgamento definitivo da causa, ficando a criança ou adolescente confiado a pessoa idônea, mediante termo de responsabilidade”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de

13 de julho de 1990, loc. cit.

43 DREBES, loc. cit.

44 BRASIL. Lei n. 5.869 de 11 de janeiro de 1973, loc. cit. 45

“Art. 161. Não sendo contestado o pedido, a autoridade judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o requerente, decidindo em igual prazo”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de

13 de julho de 1990, loc. cit.

46 “[...] §1º Havendo necessidade, a autoridade judiciária poderá determinar a realização do estudo social ou

perícia por equipe interprofissional, bem como a oitiva de testemunhas”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de

Neste sentido, o caso que importe em modificação da guarda torna-se obrigatória a ouvida da criança ou do adolescente, porém, se dá somente nos casos em que seja possível e razoável tal conduta, é o que aduz o parágrafo segundo47 do artigo 161 do supracitado diploma.

Nos pedidos em que há apresentação de resposta, o magistrado dará vista ao Ministério Público, também por cinco dias, caso não for o requerente da ação. Dar-se-á a designação da audiência de instrução e julgamento, quais estarão presentes as partes e o promotor de justiça; a referida instrução seguirá com a oitiva de testemunhas e apresentação de parecer técnico, caso este não tenha sido aludido por escrito, “manifestando-se sucessivamente o requerente, o requerido e o Ministério Público, pelo tempo de 20 minutos cada um, prorrogável por mais 10” 48.

Quando a decisão do magistrado não for proferida em audiência, em casos excepcionais, poderá proferi-la em outra data, num prazo máximo de cinco dias. Tudo conforme artigo 162 do Estatuto da Criança e do Adolescente, in verbis,

Art. 162. Apresentada a resposta, a autoridade judiciária dará vista dos autos ao Ministério Público, por cinco dias, salvo quando este for o requerente, designando, desde logo, audiência de instrução e julgamento.

§1º A requerimento de qualquer das partes, do Ministério Público, ou de ofício, a autoridade judiciária poderá determinar a realização de estudo social ou, se possível, de perícia por equipe interprofissional.

§2º Na audiência, presentes as partes e o Ministério Público, serão ouvidas as testemunhas, colhendo-se oralmente o parecer técnico, salvo quando apresentado por escrito, manifestando-se sucessivamente o requerente, o requerido e o Ministério Público, pelo tempo de vinte minutos cada um, prorrogável por mais dez. A decisão será proferida na audiência, podendo a autoridade judiciária, excepcionalmente, designar data para sua leitura no prazo máximo de cinco dias. 49

Após proferida a decisão do magistrado, Diniz aduz que, “a sentença que decretar a perda ou suspensão do poder familiar será averbada à margem do registro de nascimento do menor (arts. 16350, 26451; Lei n. 6.015/73, art. 102, n. 6º).” 52

Considerando as prerrogativas ora mencionadas, será conferida a regularização do registro civil da criança ou do adolescente, conforme o que dispõe o artigo 102 da Lei de Registros Públicos, in verbis,

47

“Art. 161, §2º Se o pedido importar em modificação de guarda, será obrigatória, desde que possível e razoável, a oitiva da criança ou adolescente”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

48 DINIZ, Maria Helena. Direito de família. In: ______, 2005, p. 528. 49 BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

50

“Art. 163. A sentença que decretar a perda ou a suspensão do pátrio poder será averbada à margem do registro de nascimento da criança e do adolescente”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, loc. cit.

51 “Art. 264. O art. 102 da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, fica acrescido do seguinte item: “art.

102...§6º a perda e a suspensão do pátrio poder”. Cf. BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de

1990, loc. cit.

Art. 102. No livro de nascimento, serão averbados:

§1º As sentenças que julgarem ilegítimos os filhos concebidos na constância do casamento;

§2º As sentenças que declarem legítima a filiação; §3º As escrituras de adoção e os atos que a dissolverem;

§4º O reconhecimento judicial ou voluntário dos filhos ilegítimos;

§5º A perda de nacionalidade brasileira, quando comunicada pelo Ministério da Justiça;

§6º A perda e a suspensão do pátrio poder. 53 (grifado)

No que concerne ao procedimento de recursos pertinentes as ações da Vara da Infância e da Juventude, o Estatuto da Criança e do Adolescente, frui, subsidiariamente do Código de Processo Civil54, aludindo, portanto, algumas considerações, como por exemplo, a dispensa de revisor e a preferência de julgamento perante outras demandas recursais, entre outros, expressamente elencados no artigo 198 do referido Estatuto.

Nesse diapasão, segundo Ishida, “são cabíveis todos os tipos de recurso: apelação, agravo de instrumento, embargos infringentes, embargos de declaração, recurso ordinário, recurso especial e recurso extraordinário” 55

Dispõe o artigo 198 do Estatuto da Criança e do Adolescente, in verbis,

Art. 198. Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e Juventude fica adotado o sistema recursal do Código de Processo Civil, aprovado pela Lei n. 5.869, de 11-1- 73, e suas alterações posteriores, com as seguintes adaptações:

I – os recursos serão interpostos independentemente de preparo;

II – em todos os recursos, salvo o de agravo de instrumento e de embargos de declaração, o prazo para interpor e para responder será sempre de dez dias;

III – os recursos terão preferência de julgamento e dispensarão revisor;

IV – o agravado será intimado para, no prazo de cinco dias, oferecer resposta e indicar as peças a serem transladadas;

V – será de quarenta e oito horas o prazo para extração, a conferência e o conserto do translado;

VI – a apelação será recebida em seu efeito devolutivo. Será também conferido o efeito suspensivo quando interposta contra sentença que deferir a adoção por estrangeiro e, a juízo da autoridade judiciária, sempre que houver perigo de dano irreparável ou de difícil reparação;

VII – antes de determinar a remessa dos autos à superior instância, no caso de apelação, ou do instrumento, no caso de agravo, a autoridade judiciária proferirá despacho fundamentado, mantendo ou reformando a decisão, no prazo de cinco dias; VIII – mantida a decisão apelada ou agravada, o escrivão remeterá os autos ou o instrumento à superior instância dentro de vinte e quatro horas, independentemente de novo pedido recorrente; se a reformar, a remessa dos autos dependerá de pedido expresso da parte interessada ou do Ministério Público, no prazo de cinco dias, contados da intimação.56

Contudo, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê dentre outras ações e ainda subsidiariamente ao Código de Processo Civil brasileiro, a possível decretação da

53 BRASIL. Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973. Dispõe sobre os registros públicos. Disponível em:

<http//www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6015compilada.htm>. Acesso em: 24 abr. 2010.

54 Id., Lei n. 5.869 de 11 de janeiro de 1973, loc. cit. 55

ISHIDA, 2004, p. 346.

destituição e suspensão do poder familiar, conferindo as partes envolvidas o direito ao contraditório, a ampla defesa e ao duplo grau de jurisdição, como aduz o que fora exposto no presente item.

4 RUPTURA DO VÍNCULO CONJUGAL E SUA ABORDAGEM PSICOLÓGICA

O presente capítulo objetiva explanar de maneira sucinta as formas legais de vínculos conjugais existentes no ordenamento jurídico brasileiro, sobretudo, seu processo de ruptura sob os aspectos afetivos e psicológicos das partes envolvidas, ou seja, dos pais e filhos.

Salienta-se ainda, a preponderância da psicologia nos casos de direito de família sob o prisma dos prejuízos emocionais decorrentes das separações conjugais, invocando, contudo, uma reflexão sobre a complexidade de assuntos que permeiam o direito e a psicologia. Nesse compasso, caracteriza-se ainda, breves comentários sobre o papel dos operadores de direito nas referidas situações judiciais.