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Laurel

N

a segurança de um quarto só seu, Laurel trancou a porta. A trava girou com um clique gratificante e ela não conseguia parar de tremer um pouco.

Sabia, no entanto, que não era medo que a estava fazendo tremer; pelo contrário, era excitação e ela não tinha noção do que fazer com isso.

Não tem como, de maneira alguma, eu querer... querer fazer isso depois do dia que tive.

Porém, havia outra parte que a desmentia. Depois de uma refeição e um banho, sentia-se imensamente melhor e isso já ocorria antes de Kazim beijá-la. Ou ela beijá-lo. Tudo estava bem borrado nesse momento.

Tudo que Laurel sabia era que, em um momento ela estava tentando se conter dentro do roupão imensamente grosso e luxuoso que estava usando, em outro momento ela estava olhando dentro dos olhos, escuros como a noite, sentindo de alguma forma a fome que crescia dentro dele. Ela teria se assustado bastante se não estivesse sentindo o mesmo.

Ela não era tão inocente assim. Havia se deitado com homens antes e se descobriu... bem indiferente à sensação. Estava tudo bem, ela supunha, mas no fim das contas não conseguia enxergar o motivo de toda a excitação ou por que as namoradas ficavam tão apaixonadas por um cara depois de vinte minutos de uma pegação desajeitada no banco de trás do carro.

Laurel se perguntava se ela era ligeiramente frígida, mas agora parecia que não era o caso. Agora, parecia que era exatamente o oposto.

Ugh, eu preciso parar de pensar nisso! Acabou e tenho que manter a cabeça no lugar, porque preciso voltar para casa. Não vou mais pensar nisso.

Estava decidida a não pensar em nada além de dormir, enquanto se arrastava pela enorme cama. Era provavelmente a coisa mais confortável em que ela já havia dormido e fechou os olhos...

Só para abri-los de novo alguns momentos depois.

De alguma maneira, apesar de tudo que havia acontecido, apesar de ter saído de um voo transatlântico naquela manhã, apesar de ter tido seu mundo inteiro virado de ponta cabeça, ela não conseguia dormir.

Faria mais sentido se ela fosse incapaz de parar de pensar em sua situação ou sobre como tinha sido nocautear um cara ou qualquer coisa do tipo. Em vez disso, tudo em que ela conseguia pensar era na boca de Kazim na dela, como deve ser o corpo dele pressionado o dela, como deve ser o gosto dele.

E tudo que ela conseguia pensar era em querer mais.

Bem... e se ele me disse para trancar a porta... mas não trancou a dele...

Era, tinha que admitir, uma lógica frágil, mas Laurel levantou-se da cama, deslizando a túnica luxuosa em volta dos ombros novamente. O corredor estava silencioso e o chão de azulejos estava gelado contra os pés descalços. Ainda assim, hesitou em frente à porta que sabia ser a dele.

Vamos lá. Você foi corajosa o bastante para atravessar o oceano na esperança de encontrar um emprego que pudesse alimentá-la.

Você é corajosa o suficiente para isso, não é?

A resposta acabou sendo sim e a maçaneta em sua mão girou silenciosamente. Ainda havia uma luz acesa, uma lâmpada pequena e adorável ao lado de uma cama enorme, que deve ser clássica.

Uma coluna esculpida de forma entrelaçada se erguia de cada um dos cantos, e Laurel podia ver Kazim no centro, ao seu lado, afastando-se dela.

Algo sobre a cena tocava um acorde profundo dentro dela.

Sentia como se fosse uma espiã entrando furtivamente nos aposentos de um príncipe, vendo algo que certamente não era para os olhos dela. Um misto de curiosidade e nervosismo fluía. Ela poderia ter se retirado, mas Kazim se sentou na cama.

Havia algo diferente sobre ele quando estava recém-acordando, algo vulnerável em sua boca linda, algo juvenil na maneira como os cabelos estavam amassados do travesseiro. Ele piscou para ela por um momento e, depois, estendeu a mão em sua direção.

"Laurel", disse ele, com a voz rouca. "Venha aqui."

Não havia nada nela que desejava recusar. Com mais confiança do que acreditava ser possível, ela atravessou o chão até a lateral da cama, mas lá os seus nervos tomaram conta.

"Eu... eu não sei..."

Laurel gaguejou as palavras por alguns momentos. Ela estava nervosa porque poderia irritar Kazim ou talvez fazê-lo rir dela, mas quando ela olhou na direção dele, a única coisa em seu rosto era um foco concentrado nela, na sua forma, nas suas palavras, em todo o seu ser.

"Você não sabe se quer estar aqui?", ele perguntou, suavemente. Havia algo aveludado em suas palavras que ela nunca ouvira antes. Suas palavras eram gentis, mas foi o tom dele que a envolveu, despertando um calor profundo dentro de seu núcleo.

"Eu quero estar aqui", disse ela, baixando o olhar. "Eu quero estar com você. É só o resto...”

Kazim fez um barulho baixo em compreensão e deslizou para a beira da cama, sentando para que ela ficasse entre os joelhos dele.

Laurel perdeu o ritmo da respiração quando percebeu que ele dormia nu, mas Kazim estava tão incomodado com sua nudez quanto com a tinta nas paredes.

Você é muito bonita, Laurel. Você é uma bruxa que me enfeitiçou? Cada vez que a vejo, parece mais bonita...”

"Eu acho que você está exagerando um pouco", disse ela com uma risada nervosa, mas ele balançou a cabeça.

"Não. E cada vez que a vejo, fica um pouco mais difícil resistir...”

Ela ia começar a perguntar o que ele queria dizer, mas Kazim se debruçou, abrindo o roupão e descobrindo a faixa de pele que corria

entre os seios até a barriga.

"Oh!"

Kazim riu. "Ah, eu pretendo ir bem mais longe se você deixar, linda."

Ela pensou que ele tiraria o resto do roupão, mas, em vez disso, ele esfregava a faixa de pele nua revelada. Havia um tipo estranho de prazer em olhar para baixo e ver a cabeça escura dele pressionada tão perto dela, e ela sentiu calafrios quando os lábios dele se moveram da garganta para baixo entre os seios e depois para a parte de cima da barriga.

Uma dúzia de coisas surgiam em sua mente: todas as vezes que Laurel queria desviar a atenção de suas curvas, essa vergonha peculiar a acompanhava pelo fato de ser mais desenvolvida do que as outras meninas quando criança, um nervosismo que ninguém jamais desejaria passar. Os pensamentos a esmagavam por um momento e, em seguida, em um gesto tão simples como a queda de uma folha em um córrego, ela os deixou ir. Deixou tudo correr, com exceção da sensação doce, agradável e levemente delicada do que ele fazia com ela. Ele descia até o nó na cintura dela e, então, voltava, dessa vez subindo enquanto alcançava sua garganta e a lateral do pescoço.

Ela emitiu um som suave e choroso ao sentir os dentes dele naquela parte sensível. Laurel sabia que ele não era uma ameaça, mas não podia deixar de ficar ofegante quando sentia os dentes afiados contra o ponto do seu punho. Ele parou ali, como se estivesse encantado com a sensação da sua pulsação contra os lábios dele, e endireitou-se para olhá-la.

- Você é tão perfeita, Laurel, ele murmurou. Ela pensou em argumentar, apontar as miríades de imperfeições que lhe eram ditas desde a juventude. No entanto, antes que ela pudesse abrir a boca para fazê-lo, ele a beijou.

O beijo, assim como o de antes, deixava-a em chamas. Ela havia notado um calorzinho no fundo da barriga, mas, mais do que isso, era como se fogos estivessem se acendendo pelo corpo todo. Era como se ela fosse uma paisagem seca e murcha por toda a vida e agora um fogo estivesse inesperadamente rugindo por dentro. Nada

seria a mesma coisa e Laurel não tinha ideia do que poderia acontecer ou como a paisagem poderia ficar no fim de tudo.

"Kazim ...", ela murmurou contra os lábios dele, e ele passou a língua sobre o lábio inferior, quase provocando, antes de recuar.

"Ah, eu vou fazer você se sentir muito bem esta noite, pequena americana", ele sussurrou. "Você me permite? Só diga sim...”

Laurel assentiu, mas Kazim pegou o queixo na mão, fazendo-a olhar para ele.

"Diga." Sua voz ainda era suave, mas desta vez havia um ar de comando inconfundível. "Diga para mim." percebesse o que estava acontecendo, Kazim levantou-a em seus braços, virando-a. Laurel gritou enquanto ele a pressionava de volta para a cama, espalhada por aquela superfície enorme, como se ela fosse algum prêmio que ele ganhou.

Ele recuou um momento como se quisesse admirá-la e pegou o nó que mantinha o roupão preso. Laurel percebeu que o amarrou de forma descuidada, porque ele se abriu como água. Os lados da veste se abriram, deixando-a totalmente nua aos olhos de Kazim.

Seu olhar sombrio era quase excessivo. Sem pensar, Laurel levantou as mãos para se proteger do olhar, mas Kazim as puxou de volta para os lados. obedecer aqui. Kazim certamente não estava pedindo desculpas.

De repente, Laurel sentia-se como uma cinza soprada do fogo, queimando e subindo cada vez mais alto no ar.

Ela choramingou quando Kazim plantou o joelho entre as pernas dela, erguendo-se para que pudesse beijá-la novamente. Ele a aninhou gentilmente e, dessa vez, não se limitou a uma faixa nua de

pele pelo torso dela. As mãos de Laurel subiram para percorrer os cabelos escuros e, quando sentiu os lábios dele se moverem sobre os seios cheios, ela reflexivamente apertou os dedos.

Ela quase se desculpou, porque certamente isso deve ter doído, mas ele só lambeu com mais força os seios em resposta, encontrando lugares sensíveis nas laterais e por baixo que ela nem sabia que existiam. Como diabos ele estava encontrando tantos lugares estranhos e secretos no corpo dela?

Quando ele finalmente se moveu um pouco mais para baixo, Laurel já estava tremendo. Parecia que as sensações que ele nutrira nela eram muito fortes para o corpo dela, simplesmente muito fortes para ela se conter. Sentia como se estivesse tremendo à beira de algo que não entendia e seu corpo começava a se apertar para lidar com isso.

Laurel ficou ofegante quando Kazim foi mais para baixo na cama, deitado entre as pernas abertas. Ela se sentia muito vulnerável e quase se cobriu novamente, mas lembrou-se do que ele havia dito. Em vez disso, ela engoliu em seco quando Kazim abriu suas pernas. Já que ela não ofereceu resistência, ele a beijou em volta das coxas como uma recompensa.

Era tão bom, mas ainda assim ela estava despreparada quando ele abriu ainda mais as pernas e abocanhou a carne sensível e íntima ali. Ela gritou de surpresa, tentando fechar as pernas, mas ele não permitia. Em vez disso, inclinou-se e abocanhou novamente, agora com os lábios e a língua. Laurel podia sentir quão surpreendentemente molhada ela ficava e quase podia sentir quanto Kazim gostava. Ele estava provando-a como se fosse algo requintado, e ela estremecia, necessitada dele.

Quando ele encontrou o clitóris, ela gritou, com a mão pousando no cabelo dele. Dessa vez, não conseguia parar de torcer os fios escuros, mais por autodefesa do que por qualquer outra coisa. Ela precisava de controle, precisava de algo para se agarrar, mas ao mesmo tempo que ele permitia que ela puxasse os cabelos dele e gritasse, ele também não parava.

Ele não vai parar a menos que eu diga para ele parar.

O pensamento foi um momento de clareza no meio de tudo o que eles estavam fazendo e a fez recuperar o fôlego, maravilhada.

Ela arqueou-se contra ele, torceu os quadris, mas não, ele não se se o corpo dela se apertasse cada vez mais. Laurel cravou as unhas nos ombros dele porque não tinha outra escolha. Precisava se agarrar a algo ou acabaria se perdendo no espaço, girando para sempre.

Laurel ofegou com o prazer de sua boca e, então, os dedos dele encontraram sua abertura escorregadia. A princípio, era estranho sentir os dedos dele lá, mas logo seus gentis toques de reconhecimento fizeram com que ela o desejasse ainda mais.

“Oh, oh, eu preciso de você, Kazim”, ela suspirou, e mais da metade de seu riso era um doloroso gemido de desejo.

"Você não terá que esperar mais, minha querida..."

Sem mais delongas, ele trocou de posição para se apoiar em cima dela, sobre ela, inclinando-se para beijá-la. Ela estava cercada por seu próprio perfume e pelo aroma único da própria excitação.

Laurel nunca tinha dado a mínima para tal coisa, mas agora percebia quão sexy ele era, quanto ele poderia excitá-la.

Ele transformou o corpo dela com prazer, e ela sentia como se fosse um campo em chamas, iluminada por desejos mútuos.

"Você me quer, linda pequena?" ele perguntou, apertando os quadris contra os dela. Laurel se engasgou quando sentiu sua virilidade pressionar contra sua carne macia. Parecia muito grande para o que ela sabia que viria a seguir. Parecia demais e, ao mesmo tempo, nada disso importava, porque era tudo o que ela queria.

"Sim, sim", ela murmurou, deixando os olhos se fecharem.

"Toque-me, por favor, Kazim!"

“Quando você pede assim, não acho que exista um homem em todo o mundo que poderia resistir.”

Ela começou a rir disso, porque era claramente mentira. Então, ele se abaixou para guiar sua masculinidade em sua abertura. Ela

choramingou um pouco ao sentir a ponta brusca contra ela, e, quase surpreendendo-a, ele a penetrou.

Eu nunca achei que seria assim, Laurel pensou maravilhada. Ela sabia o que era sexo, claro, mas a realidade disso, a intimidade de estar tão perto de outro ser humano, de tê-lo realmente entrando deslizando-se até a base em um único movimento.

Laurel abriu a boca para gritar, mas Kazim estava lá, selando a boca dela com a sua, absorvendo o prazer e a dor. Laurel se contorcia embaixo dele, chocada com a dor e como era vívida. Ela não se lembrava de alguma vez que havia sentido algo assim, mas, mesmo quando começava a absorver, a sensação começava a desaparecer.

Quando Kazim voltou a se mover um momento depois, a dor diminuiu e, em pouco tempo, desapareceu completamente, deixando-a com uma sensação de plenitude e prazer crescentes.

Era capaz de abraçá-lo e saborear quão bom era tê-lo do seu lado.

Os tons mais fracos da dor somavam algo agudo e perfeito ao prazer, algo que a deixava sem fôlego.

Era assim que os povos antigos das planícies faziam amor, pensou ela, maravilhada. Isso é o que toda mulher que veio antes de mim na minha família deve ter feito e todo homem também.

Estamos aqui por causa desse ato e, independentemente da forma que é feito hoje, ainda é perfeito.

Então, o corpo de Kazim se virou, inclinou-se para cima e de alguma forma isso mudou tudo. O prazer dentro dela, que vinha crescendo lentamente, disparou e ela agarrou-se a Kazim porque não sabia mais o que fazer. Era maravilhoso, era simplesmente maravilhoso. Era o corpo dele unido ao dela e o prazer fluindo, aquecendo-a até que ela certamente queimasse em cinzas, era quase aterrorizante.

Não há nada que eu possa fazer para impedir isso, Laurel pensou, com admiração. Este é o meu corpo, esta é a parte elementar de mim.

No momento em que pensava nisso, Kazim virou a cabeça para sussurrar em seu ouvido. “Goze para mim, querida. Eu me recuso a ficar sozinho nesse prazer.”

Era como se o corpo estivesse simplesmente à espera de permissão. Em um momento ela estava lutando por um objetivo desconhecido, no momento seguinte ela estava gritando, com toda essa necessidade e desejo queimando até a pressão acabar e, então, o alívio a inundou.

Laurel nunca havia se sentido tão plena no próprio corpo. Era esse o prazer que ela sentia falta esse tempo todo? Era por isso que outras mulheres estavam correndo atrás, lutando?

Quando o prazer diminuiu, ela sentiu o corpo de Kazim começar a acelerar. Seus impulsos tornaram-se menos constantes e ele a pressionava com mais necessidade. Por alguma razão, Laurel se chocava ao ver como podia deixá-lo tão desesperado, por ela ter algo que ele queria tão ferozmente. Ele se agarrou a ela, com seu corpo pesado por cima e os lábios ao lado de sua orelha.

Laurel percebia de uma forma vaga que ele estava falando com ela, cantando palavras suaves em inglês e árabe, sussurrando. Ela não conseguia entender a maior parte do que ele dizia, mas o significado era claro. Era um cuidado, paixão e necessidade. Então, ele empurrou uma última vez, o rosnado se encadeava pelo corpo, quase como se estivesse se imprimindo no núcleo dela.

Não existiam palavras nos momentos que se seguiram, nem faladas nem sequer na mente de Laurel. Havia apenas um tipo de paz esplêndida, um lugar no qual ela não precisava se preocupar com nada, não tinha nada a temer. Havia um mundo inteiro lá fora, mas ele poderia esperar. Naquele momento, havia apenas ela e Kazim.

A liberação física soltou algo nela, embora não pudesse dizer com certeza o que isso significava. Era parte alegria e parte dor, e Laurel sentia lágrimas escorrendo pelo rosto, sem nenhuma tristeza como responsável. Era simplesmente uma parte do que havia acontecido, sinalizando uma espécie de mudança. Ela ainda não

entendia. Talvez levasse anos para entender. Talvez nunca entendesse e, ainda assim, estaria tudo bem.

Kazim afastou-se dela lenta e gentilmente, mas a perda de sua presença e daquela conexão física íntima a fez ficar ofegante. Ela o ouviu fazer um som inquisitivo, e ele ligou uma segunda luz.

"Você está chorando", ele murmurou, e, envergonhada, Laurel derreteu-se em lágrimas.

No documento UMA VIRGEM PARA O SHEIK UM ROMANCE SHEIK (páginas 28-39)