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Capítulo 5 Tipologias de empreendedorismo

No documento empreendedorismo (páginas 52-62)

O termo empreendedorismo está correlacionado a diversas instâncias de atuação. Para Pessoa (2005), o empreendedor vai além das tarefas normalmente relacionadas aos administradores, tem uma visão mais abrangente e não se contenta em apenas fazer o que deve ser feito. Em seu artigo intitulado “Tipos de empreendedorismo: semelhanças e diferenças”, a autora explica algumas nuances entre essas tipologias, como veremos a seguir:

• empreendedorismo corporativo: pode ser denido como sendo um processo de

identicação, desenvolvimento, captura e implementação de novas oportunidades de negócios, dentro de uma empresa existente. É um processo no qual o indivíduo vinculado à organização se propõe a fomentar ideias e projetos inovadores no interior da empresa. Para tais atitudes, o indivíduo seria um empreendedor com iniciativa, proatividade, criativo e inovador dentro da organização e não necessitaria criar seu próprio negócio para ser considerado empreendedor. Cabe ressaltar que ele seria um empreendedor de si no seu local de trabalho. Nessa perspectiva, podemos ressaltar esse perl como intraempreendedor e fazer o “encaixe” como aquele que também investe no seu local de trabalho;

• empreendedorismo social: poderia ser considerado como o redesenho de relações

entre comunidade, governo e setor privado, com base no modelo de parcerias. O resultado nal desejado é a promoção da qualidade de vida social, cultural, econômica e ambiental sob a ótica da sustentabilidade. Para Pessoa (2005), no empreendedorismo social, o foco seria nos problemas sociais, e o objetivo a ser

 Capítulo 5 

 Tipologias de empreendedorismo

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Gestão Empresarial e Empreendedorismo

alcançado é a solução a curto, médio e longo prazos destas questões. O objetivo nal é retirar as pessoas da situação de risco social e, na medida do possível, desenvolver-lhes as capacidades e aptidões naturais, buscando propiciar- lhes plena inclusão social. A comunidade é ao mesmo tempo, protagonista e beneciária dessas ações, em especial as comunidades menos privilegiadas. Para a autora, as principais características são: – cooperatividade; – a produção esta voltada para as necessidades do povo e da nação; – predomínio das “relações” da solidariedade; – foco no desenvolvimento integral dos potenciais materiais e espirituais do ser humano e da humanidade; – promoção de parcerias com organizações sociais, em especial aquelas representativas dos setores sociais mais oprimidos e com governos locais; – atua na dimensão indivíduo – grupo – coletividade – comunidade – sociedade; e – os membros da sociedade são os principais agentes ou sujeitos do desenvolvimento. Para Degen (2009) o empreendedorismo social pode ser congurado pelos agentes socializadores (escolas, universidades, etc.) que tenham interesse de alavancar projetos sociais de negócios, inclusão, sustentabilidade em sua região. Para exemplicarmos, podemos citar a ULBRA em que selecionamos algumas de suas ações sociais: Na Unidade de Gravataí, temos o Projeto Esfera Azul que impulsiona na região as questões ligadas ao meio ambiente e sustentabilidade, na Unidade de Canoas temos o Atelier Comunitário da Moda que se propõe a ensinar melhores práticas e iniciativas de empreendimento nesse segmento e o Projeto da Farmácia-Escola de Recolhimento dos Medicamentos vencidos e orientações à Comunidade, na Unidade de Palmas temos o CIM – Centro de Informações sobre Medicamentos. Podemos ainda citar a ONG Chicote Nunca MAIS, a única organização não governamental, que trabalha no recolhimento de equinos por maus tratos, sua recuperação e inserção através de aposentadoria em local credenciado (padrinhos e tutela supervisionada);

• empreendedorismo de negócios: o foco seria os imperativos da produtividade e

lucratividade acentuado pela alavancagem da criatividade (ideias) e da inovação. Nesse tipo de empreendedor seria aquele que reconheceria uma oportunidade e através disso abriria seu próprio negócio. Para o empresário André Senger, da empresa Reverse – Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos, situada na cidade de Novo Hamburgo/RS e com o foco no resíduo tecnológico, o empreendedorismo pode signicar uma oportunidade de negócio e investir com muita vontade antes que outro o faça. Ele relata que sempre acompanhou essas tendências e observou os rumos da legislação quanto aos resíduos e lançou a empresa antes da promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos que ocorreu em agosto de 2010. Com isso, largou na frente. Para ele o empreendedor de negócios assume riscos e deve aprender diariamente a fazer melhor para sobreviver em cercados que estão cada vez mais amplos e competitivos. A ideia surgiu nos tempos de faculdade e quando identicou essa oportunidade, abriu o seu negócio.

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Pessoa (2005) enfatiza que as semelhanças entre o empreendedorismo corporativo e o empreendedorismo de negócios são: perseverança, a capacidade de reconhecer, avaliação, a explorar uma oportunidade, a criação de produtos, serviços, processo ou negócios. Enquanto que o empreendedor corporativo está preocupado em melhorar a imagem da marca da empresa, trabalha dentro de uma cultura existente, trabalha com regras claras e horizontes de médio e longo prazos dentro de uma burocracia já estabelecida, o empreendedor de negócios está voltado para a criação de riquezas, e cria as estratégias, num horizonte de curto prazo e a passos rápidos.

Nessa direção, a autora explica que seria difícil para o empreendedor corporativo

ter o mesmo grau de paixão pelo que faz que o empreendedor startup (empreendedor de

negócios ou que abre uma empresa) e o empreendedor social. O retorno do empreendedor corporativo passa a ser o reconhecimento, a promoção, a premiação, etc.

Cabe lembrar que o empreendedorismo social não produz bens e serviços para vender, e sim a solução de impactos sociais. O empreendedor social seria a gura de um líder que reconhece uma oportunidade social. Assim, Pessoa (2005) aponta que são pessoas que trazem aos problemas sociais a mesma imaginação que os empreendedores do mundo dos negócios trazem à criação de riqueza. Dessa forma, para Dornelas (2005), o empreendedor social tem como missão de vida construir um mundo melhor para as pessoas. Envolve-se em causas humanitárias com comprometimento singular. Tem um desejo imenso de mudar o mundo, criando oportunidades para aqueles que não têm acesso a elas. Suas características são similares às dos demais empreendedores, mas a diferença é que se realizam, vendo seus projetos trazerem resultados para os outros e não para si próprios.

Segundo Dornelas (2005), os empreendedores corporativos são geralmente executivos muito competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de ferramentas administrativas. Para ele,

Trabalham de olho nos resultados para crescer no mundo corporativo. Assumem riscos e têm o desao de lidar com a falta de autonomia, já que nunca terão o caminho 100% livre para agir. Isso faz com que desenvolvam estratégias avançadas de negociação. São hábeis comunicadores e vendedores de suas ideias. Desenvolvem seu networking dentro e fora da organização. Convencem as pessoas a fazerem parte de seu time, mas sabem reconhecer o empenho da equipe. Sabem se autopromover e são ambiciosos. Não se contentam em ganhar o que ganham e adoram planos com metas ousadas e recompensas variáveis. Se saírem da corporação para criar o próprio negócio, podem ter problemas no início, já que estão acostumados com as regalias e o acesso a recursos do mundo corporativo.

Dornelas (2004) aponta que o empreendedor serial (ou startup, conforme Pessoa)

é aquele apaixonado não apenas pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar um negócio e car à frente dele até que se torne uma grande corporação. Como geralmente é uma pessoa dinâmica, prefere os desaos e a adrenalina envolvidos na criação de algo novo a assumir uma postura de executivo que lidera grandes equipes.

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Dornelas (2005) e Pessoa (2005) mostram alguns tipos de empreendedorismo que estabelecem diferenciações entre um tipo de empreendedorismo e outro. Em uma

reportagem6, no site da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios veiculou sobre

vários tipos de empreendedores caracterizados pela motivação, pela atividade e até pela idade.

 Ainda nessa matéria, selecionamos alguns dos tipos elencados por Hashimoto:

Sidepreneuner  que seria conhecido como um “plano B” em que é colaborador numa

empresa, mas também teria um negócio paralelo. Assim, ele escolheria uma pessoa de conança para fazer a gestão, atuando nos bastidores sem comprometer o seu emprego.

Segundo a reportagem isso seria muito comum no Brasil; Adventurepreuner seriam tidos

como empreendedores aventureiros na busca por negócios inovadores, de alto impacto e diferentes do que existe. Esse perl precisaria da adrenalina da incerteza, adoram ser desaados e possuem aquela “capacidade” de adaptação e improvisação, características do perl empreendedor. Segundo a matéria, quanto maior o patrimônio que acumulam

mais alto costumam voar em suas aventuras empreendedoras; Socialpreuner  seriam os

empreendedores sociais com visão de negócio na atividade social que geraria receita

autossustentável o que difere do outro tipo de empreendedor, chamado Ecopreunerque

são empreendedores ambientais, mas com foco no impacto ambiental concentrando-

se no impedimento de ações que prejudiquem o ambiente e por m, o Etnopreuner 

que seriam os empreendedores das minorias que montam seus negócios para tender a necessidades de uma comunidade étnica ou cultural fechada. Como exemplo, temos a Faculdade Zumbi dos Palmares de São Paulo que foi destaque no Programa Cidades

e Soluções da GloboNews. Destacamos abaixo, algumas informações7 que apresentam

o vanguardismo e a transversalidade com a nalidade de apresentar um dos tipos de empreendedores que abrem um negócio para atender uma demanda especíca e que

podemos chamar de Etnopreuner:

VANGUARDISMO - A Instituição Zumbi dos Palmares é a primeira faculdade do Brasil e da América Latina que visa à inclusão e manutenção do negro no ensino superior do País, e, com este perl, uma das poucas no mundo.

TRANSVERSALIDADE - Em seu currículo, a Instituição apresenta o seu grande diferencial – a transversalidade focada na história, cultura e economia do negro no Brasil, considerando suas raízes africanas.

Cabe ressaltar que nessa reportagem continha outros exemplos, mas selecionamos alguns tipos para que possam ampliar a reexão que podemos ir além dos tipos que conhecemos se pensarmos na atividade, na motivação, na idade, nas ideias, no local em que estamos, nas necessidades, etc. Dentre categorias clássicas dos tipos de empreendedores, podemos ter ainda subcategorias.

6 Reportagem de autoria do colunista Marcos Hashimoto no site da Revista PEGN. 7 Informações retiradas do Site da Faculdade Zumbi dos Palmares.

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Gestão Empresarial e Empreendedorismo Condições de demanda

A demanda pode ser entendida com relação à quantidade de um bem ou serviço em que seus consumidores desejam adquirir por um preço denido em um mercado. Pode ser considerada como a procura, mas não necessariamente como consumo, pois é possível querer/desejar e não consumir por muitos motivos. Cabe ainda ressaltar que a demanda é o desejo ou necessidade sustentada pela capacidade e intenção de comprar e isso somente poderá ocorrer se o consumidor tiver um desejo ou a necessidade e ainda possuir condições nanceiras para concluir seu desejo e necessidade em posse.

Nesse sentido, Porter8  (1979) argumenta que o microambiente apresenta um

conjunto de demandas que se constitui, em grande parte, em oportunidades de negócios para tipos especícos de organizações e que as possibilidades que se manifestem seriam tão amplas que se tornariam necessárias à delimitação de espaço para expressão e canalização de cada um desses conjuntos.

Ainda neste cenário, lembramos que a demanda pode ser latente quando referenciamos as demandas já identicadas/mapeadas e pode ser reprimida quando nos reportamos àqueles produtos ou serviços que ainda não são ofertados ao mercado e já teria consumidores na intenção de compra.

É considerado fundamental o empreendedor investigar/garimpar as condições de demanda e conhecer o tamanho do seu mercado.

Para isso, Baron e Shane (2006, p.42) explica que,

“Condições de demanda” é a expressão que os pesquisadores usam para explicar as características da preferência dos consumidores por produtos e serviços em um setor. Os consumidores podem apresentar uma demanda fraca ou forte por produtos. Tal demanda pode estar crescendo ou diminuindo; pode ser estável ou variável; pode ser homogênea ou heterogênea.

Para uma demanda há três pontos fundamentais:

• tamanho do mercado;

• crescimento do mercado;

• segmentação do mercado.

Está comprovado que novas empresas possuem melhor resultado em grandes mercados por estes serem mais lucrativos. Os custos xos decorrentes das novas empresas podem mais rapidamente ser recuperados com um grande volume de vendas. Dessa forma, quando se trata de crescimento de mercado, as novas empresas atingem um desempenho com maior resultado em mercados de rápido crescimento (nomeados

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de “gazelas”, segundo Dornelas). Para Dornelas9 há estudos que mostram empresas em

rápido crescimento, as chamadas gazelas, que atingem resultados consideráveis com até cinco anos de atividade.

Em certos mercados, passa ser necessário ter um crescimento rápido e também de inovação, com incremento contínuo de tecnologia. Em outros mercados, a maturação de uma empresa pode levar muitos anos. Cabe ressaltar que essas empresas de rápido crescimento são nomeadas de “gazelas” por se tratarem de tipos de negócios que atendem alguns requisitos (velocidade, tecnologia, globalização, inovação).

Os mercados segmentados estão mais propícios para novas empresas. Possibilitam entrar no mercado e conquistar espaço.

Ciclos de vida do setor

Todos os setores nascem, crescem e morrem. Estes fatos são chamados de Ciclo de Vida dos setores.

Por que é importante este aspecto?

Para os empreendedores estes ciclos são fundamentais, pois permitem decidir quando há necessidade de abrir novas empresas e atuar em outras áreas.

No mercado as empresas novas, normalmente, possuem um melhor desempenho. Através de pesquisas apresenta-se que quando os setores existem há muito tempo se direcionam para projetos dominantes. Exemplo: o motor de combustão interna, pois empresas modernas não utilizam mais os motores a vapor.

9 Professor, palestrante e escritor de vários livros sobre empreendedorismo. Mensagem eletrônica recebida em 4 de março de 2011. Site: www.josedornelas.com.br. Excerto retirado da Dissertação de Mestrado, disponível em: www.ulbra.br/ppgedu.

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Recapitulando

Podemos denir de forma clássica que existem 3 tipos de empreendedores:

Empreendedorismo corporativo:  pode ser denido como sendo um processo de identicação, desenvolvimento, captura e implementação de novas oportunidades de negócios, dentro de uma empresa existente.

Empreendedorismo social: poderia ser considerado como o redesenho de relações entre comunidade, governo e setor privado, com base no modelo de parcerias.

Empreendedorismo de negócios:  o foco seria os imperativos da produtividade e lucratividade acentuadas pela alavancagem da criatividade (ideias) e da inovação. Nesse tipo de empreendedor seria aquele que reconheceria uma oportunidade e através disso abriria seu próprio negócio.

É importante lembrar que temos outros tipos de empreendedores que vem ganhando notoriedade e que constam em nossos materiais de aula.

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Atividades

1. Segundo Baron (2006, p.42),

“Condições de demanda” é a expressão que os pesquisadores usam para explicar as características da preferência dos consumidores por produtos e serviços em um setor. Os consumidores podem apresentar uma demanda fraca ou forte por produtos. Tal demanda pode estar crescendo ou diminuindo; pode ser estável ou variável; pode ser homogênea ou heterogênea.

Para uma demanda há três pontos fundamentais. Marque abaixo um dos pontos fundamentais da demanda:

a) Tamanho do mercado.

b) Demanda reprimida.

c) Previsão de vendas.

d) Ciclo de vida do produto.

e) Demanda latente.

2. Compete a frase:

Para os empreendedores estes ciclos são , pois permitem decidir

quando há necessidade de abrir novas empresas e atuar em outras áreas.

a) Essenciais.

b) Básicos.

c) Raros.

d) Fundamentais.

e) Intrínsecos.

3. Complete a frase: O empreendedor corporativo: pode ser denido como sendo

um , desenvolvimento, captura e implementação de

novas oportunidades de negócios, dentro de uma empresa existente.

a) Processo decisório.

b) Processo de identicação.

c) Processo de intermediação.

d) Processo de implantação.

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4. Pensando nos tipos de empreendedores que vimos nesse capítulo, assinale a alternativa correta:

a) Empreendedorismo de negócios: pode ser denido como sendo um processo de identicação, desenvolvimento, captura e implementação de novas oportunidades de negócios, dentro de uma empresa existente.

b) Sidepreneuner :  poderia ser considerado como o redesenho de relações entre

comunidade, governo e setor privado, com base no modelo de parcerias.

c) Empreendedorismo corporativo: o foco seria os imperativos da produtividade e lucratividade acentuado pela alavancagem da criatividade (ideias) e da inovação

d) Empreendedorismo social que seria conhecido como um “plano B” em que é colaborador numa empresa, mas também teria um negócio paralelo. Assim, ele escolheria uma pessoa de conança para fazer a gestão, atuando nos bastidores sem comprometer o seu emprego.

e) Etnopreuner   que seriam os empreendedores das minorias que montam seus

negócios para tender a necessidades de uma comunidade étnica ou cultural fechada.

5. Complete: aponta que o empreendedor serial (ou startup,

conforme Pessoa) é aquele apaixonado não apenas pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar um negócio e car à frente dele até que se torne uma grande corporação. Como geralmente é uma pessoa dinâmica, prefere os desaos e a adrenalina envolvidos na criação de algo novo a assumir uma postura de executivo que lidera grandes equipes. De quem é essa frase?

a) Maximiano b) Dornelas c) Dolabela d) Pessoa e) Possoli Gabarito: 1. a / 2. d / 3. b / 4. e / 5. b

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Gestão Empresarial e Empreendedorismo

Referências comentadas

Na construção desse capítulo, destacamos os autores principais que permeiam o mesmo:

DEGEN, R. O empreendedor: empreender como opção de carreira. – São Paulo: Pearson

Prentice Hall, 2009. O autor nesta obra explana o empreendedorismo como uma opção de carreira e por isso fazemos uso dessa obra nesse capítulo porque há explanações sobre o perl empreendedor.

DORNELAS, José Carlos Assis.Empreendedorismo corporativo: como ser empreendedor,

inovar e se diferenciar em organizações estabelecidas. Rio de Janeiro: Elsevier, XII, 2005. Em suas obras, Dornelas enfatiza a importância do perl e potencial empreendedor.

PORTER, Michael. Como forças competitivas moldam a estratégia. Harvard Business

Review, 1979. Nesse capítulo, Porter comenta em uma frase a importância do microambiente e a questão da demanda como um fatos relevante na canalização de cada conjunto destes em prol do mercado e da competitividade.

PESSOA, Eliana10. Tipos de empreendedorismo: semelhanças e diferenças. www.

administradores.com.br/informe-se/artigos/tipos-de-empreendedorismo-semelhancas- e-diferencas/10993/. Acesso em 23 abr. 2013. É um artigo que fala sobre os tipos de empreendedores e semelhanças entre si. Está publicado no site dos Administradores. Em seu texto, Pessoa (2005) argumenta as diferenças e disponibiliza informações interessantes sobre como se articulam no mercado esses tipos de empreendedores.

10 Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília – UCB, com especialização em Administração de Recursos HumanosMestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília – UCB, com especialização em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP/SP e bacharelado em Administração de Empresas pela Universidade Católica de Goiás - UCB. Também é Professora de Empreendedorismo e Consultora educacional no SEBRAE Nacional em Educação.

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EMPREENDEDORISMO E PLANEJAMENTO

Este capítulo aborda o empreendedorismo como um processo: reconhecimento de uma ideia, busca de recursos para implantar, lançamento de novos produtos, colheita dos resultados, entendendo as ideias e o mercado.

Espera-se que ao nal deste capítulo você seja capaz de:

• entender o conceito de geração de ideias;

• aplicar os conceitos de empreendedorismo como um processo;

• identicar os cenários de mudanças.

Empreendedorismo numa perspectiva processual

A tomada de decisão de tornar-se um empreendedor poderá acontecer ao acaso. Entretanto, sempre questionamos ao empreendedor como se deu essa escolha. Para Dornelas (2005), essa decisão pode se dar devido a fatores externos, ambientais e sociais, a aptidões pessoais ou a um somatório de todos esses fatores, que são críticos para o surgimento e o crescimento de uma nova empresa. O processo empreendedor inicia-se quando um evento gerador desses fatores possibilita o início de um novo negócio.

Desse modo, a escolha de ser um empreendedor parece se estabelecer entre esses fatores ambientais e pessoais que estão vinculados a inovação, evento inicial, implementação e crescimento.

O termo empreendedorismo é tido como um processo dividido em algumas fases como destacaremos a seguir:

No documento empreendedorismo (páginas 52-62)

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