ilho de Fé, sigamos avante em nossos estudos. No capítulo anterior, embora seu título anunciasse os "Planos de Evolução do Ser Espiritual", entramos propositadamente, e quase que o capítulo todo, no tema que cita as causas e efeitos do rompimento do Karma Causal. Como dizíamos no capítulo anterior, não fomos tabular, e também entendemos como Planos de Evolução não somente os "locais de habitação" de nossa Realidade no tempo-espaço. Citamos que o Ser Espiritual pode evoluir numa via independente de energia-massa, naquilo que já definimos como Reino Virginal ou Cosmo Espiritual. Também, fazendo uso de seu livre-arbítrio, pode evoluir nas imensas regiões onde a matéria ou energia-massa, em seus diversos graus de densidade, já interpenetrou, naquilo que também já definimos como Universo Astral ou Reino Natural.
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Neste presente capítulo, ao falarmos da Lei das Conseqüências ou Destinação Natural, também os Filhos sentirão que haverá profundo encadeamento com o tema "Planos de Evolução do Ser Espiritual". Assim, deixemos bem claro ao Filho de Fé, ao leitor estudioso, que em nossos capítulos temos a liberdade de entrar em vários temas que estão encadeados, não ficando estanques em prejuízo ao raciocínio básico central. Outrossim, a cronologia, ou tempo de apresentação dos temas, como vimos, nem sempre é seguida, tudo visando a um melhor entendimento e assimilação destes estudos pelos diversos Filhos de Fé. Esperamos ter deixado claro que não queremos solução de continuidade em nossos estudos, sendo portanto comum não ficarmos estáticos em nossos capítulos. Afinal, o livro é um TODO, e somente para facilidade de manuseio e estudo é que resolvemos dividi-lo em capítulos, os quais mais uma vez afirmamos não serem estanques.
As noções de Justiça, em toda a sua grandiosidade e plenitude, são os pontos fundamentais da Lei Divina. Essa Lei Divina se expressa sob a forma de LEIS REGULATIVAS, visando educar e aprimorar os Seres Espirituais, fazendo-os ascender aos planos mais elevados da vida espiritual.
Essa Lei é chamada de Lei das Conseqüências ou da Destinação Natural. Muitos Filhos de Fé, ainda ligados à vestimenta física, citam-na como LEI KÁRMICA. A palavra karma tem sua origem, praticamente, na primeira língua falada pelos Seres Humanos, o Abanheenga. No Abanheenga, tínhamos o vocábulo Kaarama. O fonema kaa, em sentido hierático, significa Vida; rama, também em sentido hierático, significa fluxo e refluxo ou ação. Assim, temos, na íntegra, a tradução como: VIDA EM AÇÃO ou AÇÃO DA VIDA. É claro que essas "ações na vida" geram suas reações, e entramos no ciclo incessante dos fluxos e refluxos da Lei para nós mesmos, criado em virtude de termos Leis que viessem fiscalizar e orientar nossas ações, em qualquer plano de manifestação do Ser Espiritual.
Mais recentemente, por corruptela do termo, vamos encontrá-lo nas margens do Ganges, através dos brâmanes e sua língua sagrada, o sânscrito, como karma, onde também lhe emprestam o significado de ação.
No capítulo anterior, vimos que, quando o Ser Espiritual se encontra PURO em suas Vibrações Virginais, isto é, isento de qualquer veículo que expresse no mundo da energia suas Afinidades Virginais, ele está na primeira Via Evolutiva ou Virginal, a qual é regida por Leis consubstanciadas no Karma Causal. Chama-se Causal, pois está envolto em suas origens, sendo de acesso exclusivo da Deidade e Seu Colegiado Divino, os quais, como Senhores do "Tempo Eternidade", sabem o porquê de assim o ser. Também entendemos, no
UMBANDA — A Proto-Síntese Cósmica
capítulo anterior, que no Cosmo Espiritual ou Reino Virginal, onde o Ser Espiritual evoluía segundo o Karma Causal, a não aceitação dessa via, ou rompimento desse Karma, fez com que as Hierarquias Virginais adaptassem LEIS E DIRETRIZES REGULATIVAS para essa nova situação, que era a do Reino Natural, surgindo assim o Karma Constituído. Repisemos: quando o Ser Espiritual desceu às diversas regiões do Universo Astral onde dominava a Substância Etérica ou energia em vários níveis de condensação, com o objetivo de regular essa descida e mesmo as ações nesse "outro modo de evoluir", foi criado um conjunto de Leis Regulativas inerentes ao Universo Astral ou Reino Natural, o qual foi chamado de Karma Constituído. Constituído, pois a partir do rompimento do Karma Causal, objetivamente, o Ser Espiritual começou a imantar sobre si certos fenômenos, gerando ou constituindo ações, as quais precisariam ser reguladas; e o foram através do Karma Constituído, gerando assim todo o séquito de reações conseqüentes às ditas ações. É a propalada DESTINAÇÃO NATURAL ou KARMA.
Para que venhamos a entender muito bem o Karma Constituído, teremos que voltar ao Reino Virginal e estudar certas particularidades que vieram se consubstanciar no Karma Constituído.
Quando do rompimento do Karma Causal por diversos Seres Espirituais, nem todos estavam em um mesmo plano evolutivo. Os Seres Espirituais que, provenientes de planos evolutivos diferentes, desceram ao Universo Astral, fazendo uso de seu livre-arbítrio, foram direcionados a planos afins à sua evolução no Reino Virginal. Com isso, afirmamos que certos Seres Espirituais foram enviados para uma determinada galáxia, outros Seres para outras, e dentro delas, para os sistemas solares afins.
Em nosso caso, confinados no sistema solar em que gravita nosso planeta, cumprimos, segundo as necessidades de cada um, nosso Karma Constituído.
Em verdade, devemos entender a "Lei de Ação e Reação" ou das Conseqüências como se fosse uma "contabilidade" aplicada pelos SENHORES DO KARMA a cada um de nós, vistos como Individualidades, no Karma Constituído Individual, ou quando formos colocados em um determinado grupo ou coletividade, no Karma Constituído Coletivo.
A contabilidade pressupõe "créditos e débitos", e é exatamente assim que a Lei Kármica contabiliza nossos acertos (créditos) e erros (débitos) na tão falada BALANÇA KÁRMICA, a qual penderá para um dos lados até o instante em que, resgatando nossas dívidas, teremos os braços na horizontal, mostrando o equilíbrio entre nossos débitos e créditos.
Assim, como em uma instituição lucrativa terrena, se nossos débitos forem intensos, não teremos mais créditos e seremos levados à falência, situação essa dificílima perante os Tribunais Kármicos, pois, se estamos na falência, isso se deve aos nossos próprios desatinos, às "aquisições catastróficas" que fizemos, principalmente relativas a nós mesmos, pois, quando a alguém ferimos, o primeiro a se ressentir dessa violência somos nós mesmos.
Assim, nossos gastos em ações deletérias ou más aumentam nossos débitos, e a Balança Kármica penderá para o pagamento deles.
Tal qual a balança comercial que contabiliza os débitos e créditos, a Balança Kármica, com seu fiel, contabiliza nossos acertos e nosso erros. Os débitos deverão ser sanados ou eliminados através do resgate ou da corrente de créditos. Muitas vezes, assim como na Terra, para saldarmos determinados débitos, fazemos uso do empréstimo de verbas, as quais também são contabilizadas em nosso passivo, para serem resgatadas após determinado tempo. Seria como uma pausa para que, com nossa balança praticamente equilibrada, conseguíssemos retornar à linha justa e acumular créditos, ou seja, acertos, e nos desvincular do erro, do mal.
Normalmente, quando recebemos empréstimos, os mesmos são superiores aos nossos débitos, sobrando — nos algo. Após o pagamento de nosso passivo, se soubermos espalhar bênçãos com essa sobra de nossos empréstimos, teremos "rendimento de juros". Se soubermos guardar esses juros, na forma de bem-estar a nós e a todos que nos cercam, teremos condições de, na época aprazada, pagar ou saldar os empréstimos a nós conferidos pela MISERICÓRDIA DIVINA e Sua Corte de Emissários do Bem.
Em boa hora é necessário frisar que nossos benfeitores, aqueles que nos fizeram o empréstimo, se tornam nossos credores. Somos devedores pois, mas de amigos, e não de Seres rigorosos, inflexíveis e
CAPÍTULO IV