maneira atraíram a atenção de muitos. Restabelece-se assim a existência do TEMPLO, que havia sido destruído. A par do Templo, ensinamentos de ordem geral pública, também são ministrados. Havia-se, é claro, perdido as facilidades de comunicação com o plano astral, a qual só poderia ser feita através do mediunismo dos médiuns. Com isso, teve início uma reforma do pensamento humano vigente na época. Vários fatores sociais, políticos e mesmo de ordem moral, foram mudados, visando atender aos novos tempos e nisso os médiuns tiveram um papel de suma importância. O médium foi o sacerdote que precisou ir ao encontro das massas aflitas e desesperadas, que muitas vezes necessitava de fenômenos espetaculares para acalmar-se e encontrar forças para evoluir. Durante muito tempo, os médiuns precisaram também ser os instrutores da massa humana sem rumo, que aos poucos, graças ao mediunismo de uns e outros, foi encontrando forças para caminhar em direção a novos rumos.
Assim, a pura Raça Vermelha havia conseguido sanar o desvio que os marginais do universo haviam levado à população terrena. Sanaram os desvios através do mediunismo, que seria a ESTRELA- GUIA da massa humana em especial dos marginais do universo, os quais, como Seres Espirituais, teriam oportunidades benditas de reencontrar o rumo um dia perdido. De início, a Raça Vermelha trouxe Seres Espirituais para serem veículos de suas palavras. Eram os seus próprios integrantes reencarnados. Com o passar dos tempos, foi havendo uma seleção entre aqueles que faziam parte da população terrena para atuarem como médiuns, que iriam ajudar a si e à coletividade afim. E assim foi feito.
Esses médiuns, antes de encarnarem, passaram por uma preparação toda especial, tanto no que era concernente aos aspectos morais como aos aspectos especiais sobre suas constituições astrofísicas. Os técnicos do astral ajustaram-lhes os Núcleos de Força, ou Núcleos Vibratórios, fazendo-os vibrar de acordo com as freqüências dos Seres que iriam, por meio deles, se comunicar com a grande massa humana. Ao mesmo tempo, energizaram todo o sistema astral dos futuros médiuns e envolveram-no em verdadeiro escudo magnético, pois enfrentariam grandes obstáculos, tanto de ordem moral, como
astral e mesmo o constante assédio de Seres encarnados, que poderiam exaurir suas energias e tornar o médium inútil à função que se havia proposto. Assim, tudo era minuciosamente ajustado.
Muito importante o que dissemos a respeito das freqüências vibratórias em determinados núcleos vibratórios do corpo astral, as quais se assimilariam com os de seu mestre astral, que atuaria através do mecanismo mediúnico.
No início do mediunismo, houve essa necessidade de ajuste vibratório, pois só um "instrutor" é que se comunicava com seu médium. E por que isso? Em virtude do plano físico ser muito vulnerável às influências do submundo astral, que como vimos enviava grandes contingentes de marginais, visando atuar na massa humana então decaída. Assim, eles, os médiuns, ficariam isentos de ser veículos das Sombras e das Trevas e assim foi por muito tempo aqui no planeta Terra. Mais uma chance havia sido dada à grande massa humana. Mais uma vez havia ela sido preservada contra o verdadeiro assalto das Sombras, mas a invigilância e a imprudência não demoraram, e...
Mas queremos que fique claro aos Filhos de Fé que, naquela época, como hoje também, nem todos eram veículos das mensagens do astral, ou seja, médiuns. A MEDIUNIDADE ERA UMA CONDIÇÃO ESPECIAL, dada ao Ser Espiritual que encarnava com o compromisso de ser o porta-voz vivo do astral superior para os Seres encarnados. Sendo assim, suas constituições ou veículos eram diferentes. O corpo mental, o astral e o físico tinham recebido acréscimos em seus centros vitais, que os faziam vibrar e sentir as coisas diferentemente de outros Seres Espirituais não médiuns. Eram possuidores da tela atômica, a qual não era rompida, como muitos podem pensar. Essa tela atômica era como que afrouxada, para que houvesse o processo de ligação fluídica ou casamento vibratório entre o médium (Ser encarnado) e o seu instrutor astral (Entidade Espiritual). Esse ajuste era feito em 3 Núcleos Vibratórios, ou seja, a tela atômica era afrouxada, ou suas malhas eram dilatadas e não rompidas, em 3 regiões do complexo etéreo-físico do médium. Obviamente comandados pelo comando central do corpo mental, que enviava impulsos em forma de mensagens, veiculadas pelas
UMBANDA — A Proto-Síntese Cósmica
Linhas de Força (condutores vibratórios) ao corpo astral e esse, através dos Núcleos Vibratórios principais, vibrava em consonância com os Núcleos Vibratórios de ordem etérica, que no corpo físico denso equivalem aos plexos nervosos (conjunto de nervos) ou glândulas endócrinas (que produzem ou armazenam hormônios, os quais são indispensáveis ao funcionamento de todo o organismo). Vejamos se conseguiremos simplificar ao Filho de Fé os circuitos dos Núcleos Vibratórios do corpo astral ou de ordem astral, os Núcleos Vibratórios do corpo etérico ou de ordem etérica e os plexos, glândulas e nervos no corpo físico denso propriamente dito.
Ao começar, é bom lembrarmos que o Ser Espiritual possui 7 veículos que expressam sua Consciência, ou seja, são veículos da Consciência Espiritual. Para facilitarmos, já que citamos os 7 veículos em outro capítulo, falaremos sobre os três organismos de que se utiliza o Ser Espiritual encarnado, pois, como já ficou claro, quando ele desencarna perde um organismo, o organismo físico.
Bem, esses 3 organismos são: o organismo mental, o organismo astral e o organismo físico. Expliquemos suas formações:
O organismo mental, através do Núcleo Vibratório Propulsor Intrínseco (1a concretização da
Consciência em percepção, vontade, inteligência, noção de existência) do Ser Espiritual, envia certos impulsos-mensagens através das Linhas de Força, que veiculam a matéria mental, e fazem-na transforma-se em matéria astral, ou seja, as Linhas de Força concentram a matéria mental e essa se consolida nos Centros de Força ou Núcleos Vibratórios do corpo astral. Assim, queremos que fique claro que os NÚCLEOS VIBRATÓRIOS ou CHACRAS se formam pela condensação da matéria mental em certas regiões do organismo astral; é como se no organismo astral, nesses locais, estivesse o próprio corpo mental. Entendido o processo de formação dos Núcleos Vibratórios de ordem astral, veremos que o organismo astral projeta e condensa seus Núcleos Vibratórios através de um processo de transformação de energia, fazendo com que fiquem assentados, através de um circuito oscilatório eletromagnético, no corpo etérico, que faz parte, como vimos, do organismo físico. Do corpo etérico, as Linhas de Força que dão
condições à formação do organismo físico denso penetram em todo o seu processo embriogênico e presidem, como equivalentes astrais e etéricos, toda a formação das glândulas endócrinas, sistema nervoso central (encéfalo — medula) e sistema nervoso periférico, com seus plexos e feixes nervosos. Esperamos ter sido claro e objetivo num assunto em que a maioria dos Filhos terrenos ainda não está muito habituada ou desconhece completamente. Assim, de forma esquemática, teremos uma figuração como a que se vê na página seguinte.
Já que citamos os 3 organismos da Consciência Espiritual e seus órgãos nobres, os Núcleos Vibratórios, dissertemos e mostremos aos Filhos de Fé como são esses órgãos nobres do organismo astral e etérico.
Já estudamos que tudo parte do corpo mental, até concretizar-se no corpo físico denso.
E como se tivéssemos idéias (corpo mental), essas gerassem os desejos (corpo astral) e esses gerassem a ação (corpo físico). Para que fique mais claro nosso objetivo, falemos, não de forma definitiva (nada é definitivo), sobre os órgãos do sentido ou sensoriais, como transdutores das percepções externas e como transdutores entenderemos um "conversor de energia". Com exemplo, alguns cientistas terrenos já falam de estímulos que excitam os órgãos dos sentidos e dão nomes a esses estímulos. Assim, temos os FÓTONS que incidem sobre o orgão da visão dando a sensação de luz, os FÓNONS, que estimulam a audição, os ÓSMONS, que estimulam o olfato, os GÊNSONS, que afetam ou estimulam o paladar e os ÁFENONS, que afetam ou estimulam o tato.
Todas essas sensações são eletricamente transdutadas em nosso complexo bionervoso através de complicadíssimo conjunto de circuitos bioelétricos e cibernéticos, nos quais, por fugir completamente desta singela demonstração, não nos aprofundaremos, embora queiramos dar a idéia de que todos os fenômenos de recepção (exteroceptivos) como de interação (interoceptivos) são complexos de ordem mental, astral e física, e que têm a participação ativa dos órgãos nobres, como vimos, dos organismos mental, astral e físico (etérico e denso).