sintetizando proteínas, dão formação e coloração à pele, à cor dos olhos, ao tipo físico, enfim, a tudo.
Mas a proteína é composta, em sua molécula, de unidades, que chamaremos aminoácidos. Os aminoácidos, para formar as proteínas, são carreados por genes específicos (os nucleotídeos seriam as unidades básicas do código, sendo que com eles se constrói tudo o que é vivo).
Com isso, afirmamos que há um "código" ou "Alfabeto da Vida". Até nossos dias, os eminentes cientistas da Biologia Molecular não conseguiram encontrar mais do que 20 aminoácidos, com os quais escrevem todo o misterioso processo da vida.
O "Alfabeto da Vida" em verdade é composto de 21 aminoácidos, sendo que o 21a , por ser muito
instável devido a processos de isomeria desconhecidos da Ciência oficial atual, ainda não foi identificado. São as 21 "letras da vida". E como letras, não podem ser alteradas em suas posições. Exemplo para o Filho de Fé: a palavra ATOR, mudando as posições de suas letras, colocando-as ao contrário, dará o vocábulo ROTA. Ou seja, as mesmas letras em posição diferentes, dão vocábulos diferentes. O mesmo se dá com o alfabeto da vida, em que os 21 aminoácidos terão que estar numa seqüência adequada para formar certa proteína. Por exemplo: 10 aminoácidos poderão formar várias proteínas, pois além deles dependerá a posição de cada um deles. E um alfabeto qualitativo e quantitativo. O alfabeto dos 21 aminoácidos, sem dúvida alguma, escreve a formação da vida no planeta Terra.
Interessante notar que o Alfabeto Sagrado ou Vatânico tem 21 sinais, embora queiram-lhe emprestar 22.
O mesmo acontece com os Princípios Filosóficos que foram velados no Tarô, o qual é composto de 78 arcanos, sendo 21 os maiores e 57 os menores, embora também façam-no como 22 maiores e 56 menores, fatos esses que provaremos cientificamente em futuros capítulos.
Bom, Filho de Fé, esperamos que lhe tenha sido útil nossa dissertação sobre a reencarnação, responsabilidade, mecanismos, etc. Só faltou falar algo sobre o reencarne frustrado. Tentemos pois.
Muitos Seres Espirituais em situação moral precária são internados na carne de forma compulsória,
sem todo aquele aparato técnico que descrevemos. Não escolhem nada, muitos não querem, outros desejam ardentemente, e pelas suas ações nefastas e mesmo pelo tônus mental, se afinizam com Seres encarnados inferiores, sem escrúpulos, infantis e irresponsáveis. Imaginem, por exemplo, um prostíbulo e nele um casal tendo apenas contato sexual. No orgasmo, é lançado na roda da reencarnação por CARCEREIROS DO ASTRAL o Ser Espiritual de que estamos falando. Tão logo a mulher sabe que está grávida, arruma meios de abortar, e aborta mesmo, infelizmente para o reencarnante não merecedor de maiores cuidados e infelizmente também para a pobre infeliz que faz de seu corpo um instrumento de trabalho. Nós, da Umbanda, acreditamos que cada um tem o direito de agir como bem quiser, mas aconselhamos que jamais venham a praticar o aborto. Primeiro por ferir o sentimento fraterno e cristão. Segundo, por ser crime tão doloso quanto outro homicídio qualquer.
Filhos de Fé que estejam nessa situação, ponderem bem. Por Amor a Oxalá, não exterminem a planta minada e doente, mas dêem-lhe o adubo da compreensão e da oportunidade do reencarne. Deixem as demais decorrências sob a supervisão do astral. Que Zamby de Preto Velho, Senhor da Sabedoria, os abençoe. Pois bem, após o nascimento ou reencarne, há o período de vida terrena, com seus seqüenciais de acontecimentos e fatos que atendem o karma individual de cada Ser Espiritual. Assim, temos a infância, a juventude, a maturidade, a velhice e fatalmente o desencarne. Não são para todos essas fases, uns desencarnam logo no início da infância, enquanto outros somente na senilidade. Seja como crianças, jovens ou velhos, todos desencarnam. Então, vejamos alguns detalhes do desencarne: embora nem todos desencarnem por motivo de doenças, todos sem exceção desencarnam quando lesam estruturas nobres do organismo, podendo-se dar o ocorrido repentinamente ou de forma lenta, como é o caso das doenças crônicas. Nobres patologistas terrenos em vão procurarão explicar a morte de forma a preencher as lacunas do coração e da mente. Não se sabe ainda as causas de muitas doenças e muito menos o tratamento eficaz que combata definitivamente essas causas.
UMBANDA — A Proto-Síntese Cósmica
Vimos ainda neste capítulo que a insubordinação e a revolta do Ser Espiritual foram as causas geradoras das doenças físicas, codificadas pelas Linhas de Força no ato generativo. Não estamos dizendo com isso que toda doença é kármica, mas todas provêm dos desequilíbrios da mente e do coração. Os desequilíbrios da mente e do coração, os desvarios da Alma, refletem-se vibratoriamente no corpo físico denso, desarmonizando as unidades da vida. Essas, por sua vez, alteram suas vibrações peculiares, alterando suas funções específicas, levando à desarmonia o órgão, o sistema e, por último, o organismo todo. Mas voltemos às alterações vibratórias celulares, as quais alteram suas funções diferenciadas, em vários graus, podendo culminar com a total indiferenciação. Em verdade, a célula perde sua identidade e controle, torna-se alienada, proliferando-se desordenadamente, levando a economia física ao caos total; é o chamado câncer, as neoplasias malignas tão bem conhecidas pelos patologistas.
Muitos Filhos de Fé, mesmo sem serem versados nas Ciências Médicas, devem estar lembrando dos tumores não malignos. Qual a explicação que os mesmos teriam, não é?
Pois bem, este Caboclo tentará responder sem precisar entrar em detalhes anátomo-fisiológicos complexos. Atente pois:
Se o câncer é o resultado da total alteração, autoritarismo e egoísmo celular, que na verdade reflete as condições psíquicas do Ser Espiritual encarnado, nos tumores benignos as células podem estar até alienadas, se tornando egoístas e já não solidárias, mas não invadem outros compartimentos que não são seus afins. Ou seja, numa neoplasia maligna, o câncer, ou as células cancerosas, se tornam ditadoras de todas as províncias orgânicas. Subjugam os "governos provinciários" e, por acharem-se melhores que os demais, querem realizar a função para a qual não estavam habilitadas e para isso se reproduzem de forma ostensiva e abusiva, mas mesmo assim não conseguem cumprir as funções que as originais cumpriam. Não satisfeitas, com voracidade atacam outros domínios. Mas tudo em vão, pois em verdade já não se prestam nem mais para a função que primitivamente desempenhavam, quanto mais para outras funções que não estavam e não estão habilitadas.
Nessa situação, as células ficam como que "deprimidas", e nessas depressões se "suicidam" (autólise ou autofagia) em massa, levando consigo a economia orgânica à falência completa, advindo a morte em total alienação. Nas neoplasias benignas, as células dão conta de seus desvarios, e após algum período retornam à linha justa.
Bom, Filho de Fé, demos o exemplo de um caso extremo em que a Medicina terrena, não obstante sua incansável e indômita luta, ainda não conseguiu debelar o câncer, sendo esse, em todas as formas, um grande flagelo para a humanidade.
O câncer em verdade reflete a desarmonia do corpo mental que desestrutura a forma do corpo astral. Quando o Ser Espiritual reencarna, traz consigo essas alterações no corpo astral, as quais são depuradas pelo filtro do corpo físico denso. Nem sempre isso acontece. Pode acontecer que, pela própria conduta, serenidade e harmonia interior, o Ser Espiritual consiga reestruturar o corpo astral sem precisar sofrer os impactos desse ajuste no corpo físico em forma de doença.
Não somos o mais versado para tratar da etiologia das doenças com vinculação na Alma e, mesmo que o quiséssemos, o momento pede outros caminhos e enfoques. Quem sabe em outra ocasião, em outros tempos...
Mas para terminarmos as doenças, as quais invariavelmente culminam com o desencarne do Ser Espiritual, lembre-se que:
O corpo mental doente pode trazer sérios distúrbios ao corpo físico denso, principalmente ao sistema nervoso central e glândulas endócrinas e, dentre elas, em especial à hipófise.
O corpo astral doente pode acarretar profundas alterações patológicas no sistema nervoso periférico (simpático e parassimpático), bem como em todo o sistema cardiovascular.
E claro que todas essas doenças refletir-se-ão no corpo físico denso, bem como outras doenças, as quais também têm explicações. Acreditamos já ter levantado alguns véus; o amanhã está aí, chegará. Esperemos, mas trabalhemos por nossa melhora...
Bem, falemos do desencarne propriamente dito, o qual ainda agride entendimentos e sentimentos na maior parte dos Seres encarnados no planeta Terra.
CAPÍTULO V