TÓPICO 1
INTRODUÇÃO E CONTEXTO HISTÓRICO DA SOCIOLOGIA
UNIDADE 21 INTRODUÇÃO
Neste tópico, você será apresentado à Ciência da Sociologia. O estudo terá início com a elaboração do contexto histórico desta tão importante disciplina para o bom entendimento e funcionamento da nossa sociedade.
2 CONTEXTO HISTÓRICO DA SOCIOLOGIA
O conceito de sociologia começou a ser moldado na época em que se iniciava a Revolução Francesa, no fim do século XVIII. Esta revolução e a revolução burguesa da Inglaterra no século XVII ajudaram a desenvolver o modelo de produção capitalista no mundo ocidental, dando apresto ao processo liberal.
Em seguida, o capitalismo se solidificou no mundo moderno, asseverando as suas condições de produção e reprodução. Pode-se afirmar, então, que a sociologia teve sua origem no colo da modernidade. Ela é consequência do mundo moderno. Ianni (1988) elucida que o mundo moderno depende da sociologia para ser desvendado. Sem ela, o mundo seria mais confuso, incógnito, desconhecido.
A sociologia é a ciência da sociedade. Busca compreender as características da sociedade capitalista, sistema econômico, político e social que vigora desde sua criação em meados do século XIX. Como ciência, a sociologia nasceu durante o percurso de criação do Estado Liberal. O capitalismo se encontrava em fase de adequação como a nova forma de organização da sociedade.
A nova forma de organização social teve como pilar as, também novas, relações de trabalho. Todas as novidades fizeram com que os pensadores da época virassem olhares para o dinamismo das relações sociais. Passaram então a criar teorias que explicassem tais dinâmicas diante de diferentes posicionamentos políticos e sociais.
UNIDADE 2 | CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA
A sociologia vem, desde então, procurando elucidar as composições e procedimentos políticos, econômicos, sociais e culturais da coletividade. Está ligada com todas as vertentes de relações sociais, procurando entender desde os mecanismos de produção e coordenação até os mecanismos de autoridade, controle e poder social.
Os mecanismos estão sob o olhar da sociologia, sejam eles institucionalizados ou não, uma vez que os tipos de interações sociais citados sempre resultam em algum grau de exploração ou igualdade, elementos que também fazem parte dos estudos sociológicos.
No seu contexto histórico, a sociologia é apresentada como uma ciência em construção. O fato facilita a compreensão de que a sociologia não está ilesa a entrar em contradições, uma vez que o próprio sistema capitalista inúmeras vezes se coloca em posições contraditórias.
É preciso lembrar que as relações interpessoais entre os membros de uma comunidade se desenvolvem de maneiras altamente complexas, desde suas formas de coordenação até o desempenho de seus meios de diálogo.
A sociedade globalizada, da maneira que se coloca nos dias de hoje, adquiriu tal enredamento que se apresenta através de incontáveis facetas. Assim, tem se tornado cada vez mais difícil estudar a Ciência da Sociologia, uma vez que a problemática social atingiu níveis de dinamismo e complexidade inundados de linhas tênues e paradoxos constantemente em andamento.
Tudo faz com que os estudos sociológicos se posicionem em constante risco a conclusões simplificadas, necessitando de grande agilidade e eficiência de seus cientistas para poderem desvendar todas as ligações da coletividade contemporânea.
É necessário compreender as modificações sociais, culturais, ecológicas, políticas e econômicas pelas quais o mundo está passando. As modificações impedem que se fundamentem explicações simplificadas ou parciais.
O objetivo da Ciência da Sociologia não pode se apropriar da verdade. Todavia, os fatores não podem ser elementos influenciadores para a intimidação de cientistas, mas elementos desafiadores para seus estudos, com cunho motivacional.
A sociologia não aparece com intuito de solucionar os males ou os problemas de comunicação dos cidadãos. Ela surge como ciência e objetivando desvendar as relações sociais, fornecendo diferentes visões sobre a sociedade. A
TÓPICO 1 | INTRODUÇÃO E CONTEXTO HISTÓRICO DA SOCIOLOGIA
O objeto de trabalho de um analista social é, considerando as relações de classe com seus interesses e lutas, expor de maneira elucidativa como se dão e o porquê de elementos como a coordenação de um determinado Estado, os matizes de sua sociedade civil, a concentração de poder dentro de seu território e as modulações da exclusão social. Também deve estar atento aos fenômenos mundiais, como a globalização, capitalismo, neoliberalismo etc.
A construção da metodologia e a elaboração de elucidações para os fatos sociais são ocupações de um sociólogo. Dizem respeito às revelações extremamente imprescindíveis e essenciais para a percepção crítica da vida em sociedade.
É importante que os sociólogos exponham as percepções que são adquiridas através de um trabalho científico pela Ciência da Sociologia. Assim, a sociedade tem melhor visibilidade e compreensão de seus próprios atos, podendo optar por mudanças e evoluções em suas relações e formas de organização.
Assim como as distintas ciências sociais e históricas, a sociologia ambiciona a elaboração de alternativas para novos conhecimentos da realidade social. É através dela que os cidadãos podem repensar suas práticas sociais e políticas e, assim, facultam modificá-las ou não.
UNIDADE 2 | CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA
LEITURA COMPLEMENTAR
A PROIBIÇÃO DE INCESTO EM LÉVI-STRAUSS
Josefina Pimenta Lobato A proibição do incesto é sem dúvida um fenômeno universal. Não há sociedade alguma em que não haja uma norma que interdite o casamento entre pessoas situadas em um determinado grau de parentesco.
As pretensas exceções à condenação unânime ao incesto e ao casamento de irmãos nas famílias reais do Egito antigo, do Império Inca ou do Havaí não devem ser tomadas como um indício da inexistência da noção de incesto e de sua proibição, por exemplo, mas apenas da adoção de uma forma diversa de classificar as relações que se enquadram na categoria.
A constatação de que as relações incestuosas têm sido consideradas, nas mais diferentes épocas e lugares, como intrinsecamente perniciosas e condenáveis, não significa a universalidade de sua observância. Psicanalistas, sacerdotes, médicos e educadores sabem muito bem que as transgressões à proibição do incesto são uma realidade bem mais frequente do que geralmente se imagina.
Em busca das razões pelas quais o incesto tem sido tão veemente e extensivamente condenado, os cientistas sociais têm sugerido as mais diversas explicações. A proposta de Lévi-Strauss, a de que a proibição do incesto é universalmente imposta a fim de estabelecer a "troca de mulheres entre homens", condição indispensável à instituição do matrimônio, da família, do parentesco e da própria vida social, causou um grande impacto no contexto da reflexão antropológica, além de ter uma repercussão expressiva em outras áreas do saber. Antes de abordar as argumentações propostas por Lévi-Strauss, que são de difícil compreensão e aceitação devido à originalidade e estranheza, farei algumas ressalvas e críticas para duas outras explicações relativas à universalidade da proibição do incesto, facilmente acatadas pela maior parte das pessoas.
Uma das explicações mais comuns quanto à universalidade da proibição do incesto segue uma crença muito difundida entre nós, a de que o incesto foi proibido a fim de proteger a espécie humana das consequências genéticas nefastas do casamento entre parentes próximos.
A fragilidade da explicação, aparentemente sólida e inquestionável, deve- se ao fato de ela não levar em conta um fator inegável: o de que é sobre as relações
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Com efeito, em tais sociedades, a relação tida como incestuosa atinge certos parentes, como os primos paralelos (filhos de irmãos do mesmo sexo) que, do ponto de vista da consanguinidade, são idênticos aos primos cruzados (filhos de irmãos de sexo diferente).
Em tal relacionamento não há nenhuma interdição, uma vez que, de acordo com o sistema unilinear, eles não são parentes entre si, já que cada um deles pertence a um grupo de parentesco diferente.
Uma outra explicação se fundamenta na ideia de que haveria um horror natural ao incesto devido a fatores genéticos ou a tendências psíquicas ligadas “ao papel negativo dos hábitos cotidianos sobre a excitabilidade erótica”. Como contestação, basta considerar que, se houvesse um horror natural ao incesto e à falta de desejo de praticá-lo, não seria preciso proibi-lo, pois só se proíbe aquilo que se deseja.
Ainda, as constantes violações da proibição são uma prova suplementar de que não há nenhum horror instintivo ao tipo de relação. É preciso observar também que se o incesto é interdito socialmente é porque ele ameaça, de alguma forma, a ordem social.
Após ter demonstrado que as razões apresentadas pelos dois tipos de explicação não se fundamentam em argumentações sólidas, Lévi-Strauss muda totalmente a forma de abordar a questão. Por um lado, ele se recusa a enfocar a proibição do incesto em termos biológicos ou psíquicos, pois o que realmente importa, no seu entender, são as razões que fazem do incesto algo socialmente inconcebível:
Nada existe na irmã, na mãe, nem na filha que as desqualifique enquanto tais. O incesto é socialmente absurdo antes de ser moralmente condenável (LÉVI-STRAUSS, 1976, p. 526).
Por outro, ele abandona qualquer espécie de explicação substantiva ligada à existência ou não de alguma coisa intrínseca às pessoas, cuja relação é dita como incestuosa, que justifique a proibição do casamento entre elas. Adota uma abordagem estruturalista, na qual o fator explicativo encontra-se não nos termos, mas nas relações entre eles.
Sob o novo ângulo eminentemente estrutural, o que se deve levar em conta é, antes de tudo, a posição ocupada pelas pessoas, cujo casamento é classificado como incestuoso em um determinado sistema de parentesco.
A questão central da razão de ser da proibição do incesto consiste assim, antes de tudo, em saber por que as pessoas, que estão na posição de pai e irmão, não podem reivindicar como esposa aquela que está na posição de filha ou irmã.
UNIDADE 2 | CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA
Uma primeira resposta é que o objetivo primeiro da interdição do incesto é: imobilizar as mulheres no seio da família, a fim de que a divisão delas ou a competição por elas seja feita no grupo e sob o controle do grupo, e não em regime privado.
A proibição do incesto obriga-os a estabelecerem uma série de normas através das quais se possa determinar a forma pela qual será feita a distribuição das mulheres, que estão imobilizadas no seio do grupo familiar.
A necessidade de se regular a distribuição das mulheres e não a dos homens decorre do fato de as mulheres, como esposas, constituírem um valor essencial à vida do grupo “tanto do ponto de vista biológico quanto do ponto de vista social”.
A obrigação por parte dos homens, que se situam na posição de paternidade e de fraternidade, de darem suas filhas e irmãs em casamento a outros homens, que estão submetidos ao mesmo tipo de situação, constitui, assim, a finalidade última da proibição do incesto, o ponto central onde se revela a verdadeira natureza da regra aparentemente negativa:
A proibição do incesto é menos uma regra que proíbe casar-se com a mãe, a irmã ou a filha do que uma regra que obriga a dar a outrem a mãe, a irmã e a filha. É a regra do dom por excelência (LÉVI-STRAUSS, 1976, p. 522).
Como ocorre com toda dádiva, a dádiva matrimonial cria naqueles que a recebem a obrigação de retribuir e assim sucessivamente. Através da constituição do circuito ininterrupto de dádivas recíprocas, a proibição do incesto estabelece a troca de mulheres como base inelutável de qualquer espécie de instituição matrimonial. FONTE: LOBATO, Josefina Pimenta. A proibição de incesto em Lévi-Strauss. Revista Oficina, Belo Horizonte, ano 6, n. 9, p.14-20, jun. 1999.
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• O conceito de sociologia começou a ser moldado no fim do século XVIII. • A sociologia teve sua origem no colo da modernidade. Ela é consequência do
mundo moderno.
• A sociologia é a ciência da sociedade.
• Busca compreender as características da sociedade capitalista, sistema econômico, político e social.
• Como ciência, a sociologia nasceu durante o percurso de criação do Estado Liberal.
• Teve como pilar as, também novas, relações de trabalho.
• A sociologia procura elucidar as composições e procedimentos políticos, econômicos, sociais e culturais da coletividade.
• No seu contexto histórico, a sociologia se apresenta como uma ciência em construção.
• É necessário compreender as modificações sociais, culturais, ecológicas, políticas e econômicas que o mundo está passando.
• O objetivo da Ciência da Sociologia não pode se apropriar da verdade.
• A sociologia surge como ciência e objetivando desvendar as relações sociais, fornecendo diferentes visões sobre a sociedade.
• A construção da metodologia e a elaboração de elucidações para os fatos sociais são ocupações de um sociólogo.
• Assim como as distintas ciências sociais e históricas, a sociologia ambiciona a elaboração de alternativas para novos conhecimentos da realidade social.
AUTOATIVIDADE
1 Explique o que é a Ciência da Sociologia, exibindo quais são seus objetos de estudo e seus objetivos.
2 De acordo com o que você estudou, disserte sobre a importância do olhar sociológico dentro de uma sociedade.
TÓPICO 2
ESTRUTURA DO CONHECIMENTO EM SOCIOLOGIA
UNIDADE 21 INTRODUÇÃO
Neste tópico, você encontrará a estruturação do conhecimento na Ciência da Sociologia. Será analisada a ideia central deste estudo, conceituando elementos importantes para sua organização, como historicidade, senso comum e comunidade.
2 O SENSO COMUM
Ao falarmos de sociologia, é importante observarmos os elementos principais acerca do conceito dessa ciência social tão dinâmica. Ao pensarmos os seus elementos separadamente, torna-se mais fácil a compreensão da estrutura que dá base à sociologia como um todo.
O primeiro elemento a ser observado deve ser o senso comum. Cabe aqui começarmos destacando os pontos que diferenciam um conhecimento de senso comum de um conhecimento científico.
Quando falamos em senso comum, estamos falando em um conhecimento fundamentado nos experimentos habituais dos cidadãos. São as certezas cotidianas, oriundas da experiência de vida de cada um.
Determinado tipo de sabedoria se difere do conhecimento científico, uma vez que o segundo é elaborado através de uma preparação metódica rigorosa. O senso comum pode tanto se fundamentar em experiências individualizadas de cada pessoa, como em experiências compartilhadas por todos ou pela maioria dos membros de uma determinada sociedade. Para aprender a tomar banho, usar roupas e outras práticas simples do cotidiano, ninguém precisou realizar algum tipo de investigação científica. Bastou a experiência de vida, além das recomendações e advertências dos mais velhos etc.
UNIDADE 2 | CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA
Já quando falamos em conhecimentos sobre física, por exemplo, números como a velocidade da luz, o tempo de duração que cada planeta leva para completar a volta em torno do Sol etc., estamos lidando com conhecimentos científicos. Ninguém aprendeu tais números apenas vivendo a vida cotidianamente.
Pode-se afirmar que o senso comum é o modo de conhecimento extraído de maneira não organizada, sem estudo prévio. O conhecimento científico é a extração de experiências tentadas propositalmente e de maneira estudada, com a finalidade de obter algum resultado determinado.
O senso comum se refere à simples noção pública, é um código cultural hegemônico dentro da comunidade. É o código de conduta da vida coletiva e individual para a vida naquele território. São opiniões concretas, passadas de cidadão para cidadão em formato de sugestões, conselhos, advertências etc.
Pode-se também nomeá-lo como princípios. São princípios de comportamento moral que acabam por se tornar normativos quando se acham estruturados na tradição e costumes de uma sociedade em questão.
O senso comum é legitimado através da vivência das pessoas. Os cidadãos desenvolvem práticas sociais e, por meio destas, defendem sua maneira de vida ou, ainda, percebendo uma má vivência, propõem novas práticas sociais.
Pode-se afirmar então que, de maneira generalizada, o senso comum é um saber sem precisão, pois é adquirido sem critérios e exercido sem exatidão. Ainda assim, é um dos elementos para a compreensão plena dos fatos sociais.
Importante destacar que o conhecimento de senso comum também possui um papel importante na evolução social, uma vez que é um elemento de fácil acesso para as massas populacionais excluídas socialmente e, assim, norteia as ações dessa parte da comunidade.
É justamente a parcela populacional mencionada que se encontra distante do acesso ao conhecimento científico. Logo, pauta suas práticas sociais apenas no senso comum que foi transferido por meio dos costumes de seu meio.
É possível citar muitos exemplos de situações dentro de uma comunidade que, ao se transformarem em episódios sociais não resolvidos, não serão apenas estudados pelos cientistas sociais, mas também vivenciados, percebidos e compreendidos pela massa social excluída.
Como exemplo de tal tipo de fenômeno social, temos problemas como desemprego, mortalidade infantil, marginalização, tráfico de drogas, tráfico de
TÓPICO 2 | ESTRUTURA DO CONHECIMENTO EM SOCIOLOGIA
3 A HISTORICIDADE
Como já vimos, existem alguns elementos para a construção do pensamento em sociologia, além do senso comum. Um elemento igualmente importante e necessário para tal construção, o que chamamos de historicidade.
Para compreendermos os fenômenos estudados na Ciência da Sociologia, é essencial a observação da historicidade dos fatos sociais a serem estudados. É imprescindível que os cientistas sociais tenham em consideração a historicidade do objeto de seu estudo.
Caso contrário, estarão perdendo o ponto central da ciência social e deixando de analisar quais movimentações sociais fizeram o fato social em questão se tornar atualmente tão relevante a ponto de chamar atenção dos cientistas sociais para que produzissem pesquisas sobre ele. Lembremos que toda pesquisa científica traz a necessidade de fundamentação/justificativa/relevância para que seja elaborada.
Para que se obtenha a historicidade de determinado fato social, é fundamental que o cientista observe as relações que existem entre os componentes do processo de criação do fato, sua historicidade. É preciso que se descubra a relação entre os sujeitos do fato e o todo que integra seu processo.
São partes integrantes de um processo, além dos sujeitos e o problema detectado, o lugar e o tempo em que tal fenômeno ocorreu. Resumindo, os fenômenos sociais são, antes de tudo, eventos históricos. São a consequência de processos históricos.
Assim, os fatos sociais, para serem estudados como processos, precisam ser compreendidos historicamente. É necessário que se leve em consideração o que ocorria na determinada comunidade na época em que o fato social em questão teve início. Importante ressaltar que quando falamos em historicidade, estamos abrangendo também o presente. Na historicidade, temos o encontro das questões do passado com o presente.
Ao analisarmos os históricos de um fato, desde sua criação até o momento presente, adquirimos compreensão dos porquês de tal fato social, além de obtermos também perspectivas para possíveis mudanças sociais necessárias.
4 COMUNIDADE
O último elemento a ser visto neste tópico é a comunidade, um componente de imprescindível relevância para o estudo da sociologia como ciência a partir do século XIX. A comunidade apresenta aspectos sociais diversificados ao longo da
UNIDADE 2 | CONCEITOS E FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA
Em suma, podemos afirmar que a comunidade é formada por diferentes grupos sociais que se encontram ligados por laço afetuoso. A afetividade entre os cidadãos de uma comunidade ocorre, primeiramente, pelo fato de que se encontram próximos fisicamente uns dos outros, dividem o mesmo território.
IMPORTANTE
Para reconhecer, através da perspectiva sociológica, uma comunidade, é preciso então que se identifique um território geográfico com limites determinados em sua extensão e um contato social básico entre os indivíduos ali coabitantes (este último podendo ser caracterizado simplesmente pela proximidade física).
Ainda, a fim de reconhecimento do conceito de comunidade, é possível identificar, respectivamente:
• Nitidez: no que se refere aos próprios limites territoriais já mencionados. As
comunidades são detentoras de espaço geográfico delimitado.
• Pequenez: a comunidade é um todo formado por vários núcleos de menores
dimensões. Aqui pode-se reconhecer um ou mais grupos formadores da comunidade.
• Homogeneidade: no que se refere ao conjunto de atividades praticadas pela
comunidade. Percebe-se as atividades exercidas por grupos de mesma faixa de idade, gênero, dentre outras características que comumente proporcionam