2.4 – QUAIS SÃO OS PARADOXOS DA HUMANIDADE?
2.4.4.1 – CLASSES E NAÇÕES RICAS OU POBRES
Para entender essas classes, é preciso identificar seus membros. Nas sociedades de fato não existem nem riqueza nem pobreza, o que existem são grupos de pessoas ricas e pobres, o comportamento da sociedade é que cria riqueza e pobreza.
Na antiguidade até a era capitalista, existia a classe rica, composta basicamente de um
“cacique-deus” e vários pajés mágicos ou militares, e uma corte de rêmoras hospedeiras como no tubarão. Faziam parte dessa elite, além da cúpula do cacique e pajé(s), todo um aparato de indivíduos religiosos, sábios, políticos, artistas, guerreiros, proprietários, ricos etc. A grande elite entre as elites era liderada pelo indivíduo que detinha o poder divinizado pelos pajés, e que se mudava no tempo. Mas cujo sistema de pajelança ainda prevalece praticamente até hoje. E quem trabalhava para sustentar essa “corte” era o povão ou massa, que se chamava classe pobre ou plebe, cujo sistema de escravatura era simples efeito dos caciques e pajés. A grande diferença entre as classes de nações estava nas respectivas condições de vida, de comando, de subordinação etc.
Nação rica era a que ganhava guerras ou tinha força para manter-se como tal. Na guerra se acumulavam áreas territoriais, e se transformavam povos em escravos e isso significava riqueza. Hoje já existe “jurisdição internacional” que melhorou, mas não resolveu de fato a questão, porque a pajelança continua mesma. Quando a razão falha existe ainda o poder militar da força que define as questões ou quem manda. Na prática ainda é exatamente assim que se governa no Mundo atual, como também se governava o mundo ancestral. A única diferença de fato são os avanços de produção da Era Capitalista, onde a riqueza está na posse monetária, não mais na propriedade apenas.
Do ponto de vista de classes, existia até a Era Capitalista, apenas duas, A DAS ELITES E A DO POVÃO, que seria hoje equivalente ao que se chama de Classe A e Classe D ou E de hoje.
Hoje já temos as classes B e C, algo subindo o morro para a Classe A. É essa classe intermediária que se chama aqui de Classe Média, que o texto focará os argumentos, como se verá.
Ancestralmente a grande corte do cacique e seus pajés era formada pelos militares, pelo o clero religioso e pelos artistas, em cada nação. Sendo os produtores, mercadores e as mulheres casos excepcionais admitidos nas cortes, que se tornavam ilustres e dignas de fazer parte, até
porque também sustentavam o luxo delas. Mas até final da Idade Média, mercador e produtor eram marginalizados pelas cortes.
No caso da mulher era uma “propriedade matrimonial” quando não, como meras concubinas dos membros das elites. São raríssimos os casos de mulheres que se tornaram lideres na corte, mas é evidente que a mulher tem espírito ou inteligência igual ao homem, as condições orgânicas e biológicas eram e são diferentes e isso não depende da evolução da inteligência, até pelo contrário, e se torna cada vez mais evidente à medida que o intelecto humano evolui, contudo sem que a própria sociedade entenda isso. As mulheres como meramente subalternas se organizaram também no sistema de pajelança de governos, e teve resquícios de origem no fato da caça e guerra se tornarem mais importantes à sociedade, do que a mera manutenção da Vida.
Da mulher do lar surgiu aos poucos a “mulher guerreira”, que nos dias de hoje não pegam em armas, mas na caneta e no computador.
Hoje se fala em “direitos iguais”, e novamente se falam em direitos, mas não em deveres!
Na realidade, as mulheres apenas estão procurando os direitos de serem iguais aos homens, QUE SEQUER DARIA SUSTENTAÇÃO À VIDA se fosse avante, como se argumenta a seguir.
Imagine se isso acontecesse também numa colmeia de abelhas! A diferença é que lá, todos são
“igualmente inteligentes” para se viver conforme projeto da natureza. Estranhamente, as mulheres que se formaram no grupo dito de “ativistas”, REINVINDICAM AS CONDIÇÕES DOS HOMENS, ao invés de ressaltar de fato a importância da mulher no contexto de projeto de Vida na Terra. Parece que a mulher se imagina liberta, tornando-se “mais macho” como direito, sem sequer identificar dever algum correspondente, como futuro da humanidade. Que futuro?
É claro que estamos prestigiando o vício ou a tara do sexo como direitos. No fundo, melancolicamente se trata da mulher se autodesvalorizando, como se ser “mulher macho” fosse melhor do que ser “mulher fêmea” e vice-versa no caso do homem como “gay”! Para o homem parece claro que ser gay é uma exceção a ser evitada, o mesmo não acontece para mulher
“lésbica”. Do ponto de vista da “tara” são iguais, ainda que haja de fato algumas questões
“orgânicas ou fisiológicas”, que poderiam ser consideradas mais como meras deficiências do que
“direitos”. Sexo existe apenas para procriação, o resto é o homem que faz com “direitos sem deveres”.
Não há macho ou fêmea entre os espíritos, BASTA QUE SE ENTENDAM ESSA QUESTÃO ÓBVIA E CLARA, EXPOSTA EM TODAS AS RELIGIÕES. Por isso parece lógico que no futuro da humanidade, desapareça o sexo, como um organismo que além das vicissitudes dos atuais, bastaria se resolver a questão tecnológica da procriação. Mas estamos ainda longe de entender o que poderia ser um “novo homem” na Terra. Claro que isso merece melhores estudos e considerações. Algo interessante é que a gestação volta à moda, um mero resquício do valor da mulher no contexto de Vida na Terra. O grande motor disso é o amor que decorre do nascimento de um ser-vivo, tanto no humano como em qualquer outra espécie. A satisfação de qualquer necessidade, como já se mostrou, é fator de alegria e de felicidade, isso é projeto de Vida. A mulher tem o lugar que ela mesma valorizar, o homem a acatará com absoluta certeza. Isso resume os direitos sem deveres do machismo e feminismo!
Os romanos davam grande importância aos ricos, que se isolavam em “famílias gentis”
que de fato formavam o “senado parlamentar” desde praticamente sua fundação como monarquia. E isso é exatamente assim até hoje na Era Capitalista. O “empresário” que iniciou produzindo como mercador algo usando “trabalhadores” na mera condição de povão, não fazia parte necessariamente das cortes de nobres e um grande equívoco foi a nova elite de capitalista do dinheiro e executivo do negócio, que seriam hoje o que entenderíamos por “empresariado”, procurou se enquadrar nas velhas cortes da pajelança feudais, a invés de criarem sua própria elite que tem como fundamento, a produção para satisfazer as necessidades de uma sociedade, de onde se originou de fato o capitalismo! Vamos dizer que uma tendência clara seria que o
“empresário” se tornasse a elite da “classe média” como tese na Terceira Parte. Que assumisse função de comando, muito mais pela autoridade do que pelo poder, ao invés de se tornar apenas mais um membro da elite podre de caciques e de pajés. Não foi isso que aconteceu, e distorceu o
sistema capitalista de produção. Marx viu esse fato, mas não o entendeu, fala-se, contudo, de sua obra não de sua pessoa. O empresário tem optado por se tornar “nobres da corte”, e não ser uma
“elite de nova classe”, e o empresário banqueiro se apresenta como a elite da nova nobreza que é tão fétida pela corrupção, como a anterior de reis e rainhas abençoadas por algum clero religioso!
A classe dos pobres era formada do restante do povão, onde eventuais diferenciações existiam, mas eram pequenas. Mas se tornaram acentuadas na Era Capitalista principalmente entre nações. Os agricultores e os artesãos se diferenciavam basicamente dos pobres miseráveis, mas por uma condição de vida apenas um “pouco melhor”, exceto quando se enriqueciam e se promoviam a membros da “corte” e passavam a fazer parte das “rêmoras”. A verdade é que até mesmos os escravos, com exceção dos maus-tratos gratuitos físicos e morais, viviam melhor do que os “trabalhadores”. Smith os classificou como mão de obra cara e ruim quando falou do capitalismo.
Não há muito mais o que dizer sobre os membros das sociedades ancestrais que vão praticamente até final da Idade Média, mas se pode dizer mais sobre as sociedades tidas como modernas da ERA CAPITALISTA, mormente hoje.
Nas sociedades modernas existem nações tidas como DESENVOLVIDAS; NAÇÕES TIDAS COMO EMERGENTES; NAÇÕES TIDAS COMO ATRASADAS; E SOCIEDADES TIPICAMENTE TRIBAIS OU AINDA SELVAGENS, como já vistas anteriormente. As últimas sociedades selvagens e tribais ainda sobrevivem no velho sistema pré-histórico. Mas que mudam ao simples contato com as novas sociedades humanas, com a disponibilidade das FACILIDADES DE PRODUÇÃO, e que vivem como que por “benesse” de uma sociedade onde exista, formando “povo sui-gêneris” dentro de cada respectiva nação, como se fossem “animais de estimação ou em extinção”, isolados nas tais “reservas”, uma imoralidade social da modernidade. A função do governo é gerar oportunidades iguais para todos, cabendo a cada um sua opção de como viver, o que não acontece nos zoológicos.
É claro que se está criticando uma sociedade cínica, e uma elite mais cínica ainda das comunidades que se submetem a isso. Trata-se de mais um viés dos interesses imorais das próprias elites que governam. Assunto encontrado vastamente no noticiário e literatura de cada nação, mormente no Brasil. Hoje confundimos com as civilizações que vivem “miseravelmente”
como antes dos descobrimentos, mas que se consideram modernizadas porque seus caciques e pajés andam de “pick ups” importadas, têm radio de pilha, usam óculos de sol, celular etc; todos importados da China, e um imenso território chamado “reserva” onde deitam e rolam os espertalhões da Era Capitalista. Um equívoco de “modernidade” que confundimos com
“sociedade moderna” de direitos humanos! Se a sociedade se obriga a vastas áreas como direitos de alguns índios gatos pingados “antiquados”, quais são os seus deveres para essa mesma sociedade? Que o digam os ideólogos de tamanha idiotice no século XXI. Ser contrário a isso se torna hoje objeto de “racismo”, mero viés da justiça totalmente comandada pelo dinheiro.
A título de ilustração, existe uma região diamantífera na divisa do Estado de Rondônia com o Mato Grosso, que se transformou em imensa “reserva indígena” chamada Roosevelt, não se sabe porque. Em particular da “tribo dos Cintas Largas”, onde a mineração é “proibida por lei nacional”, que não atinge os índios que tem suas próprias leis e fazem a exploração por elas!
Numa reserva há como que uma “federação de tribos”. ENTÃO, SE FAZEM PARCERIAS
“ILEGAIS” COM EMPRESÁRIOS DE GARIMPO PARA EXTRAÇÃO DO DIAMANTE, que uma vez extraído, entra no rol das ilegalidades “de contrabandos”, além de lavagem de dinheiro.
O diamante extraído no Brasil nas reservas é, por lei, ILEGAL. O “empresário” monta um aparato caro de exploração, faz um acordo com o cacique da tribo, onde há a potencialidade de diamantes. “Enterra” todo o sistema e pessoal por um tempo determinado dentro da tribo, digamos 6 meses, e nesse ínterim passa a ser “controlado” pela “lei da tribo”, NEM ENTRA NEM SAI NINGUÉM SEM A PRESENÇA DO CONTROLE DO ÍNDIO ARMADO. A produção é “repartida” meio a meio e só sai da área a parte do empresário quando termina a
“prospecção”, e o investidor e sua gente sai de lá com a “roupa do corpo”, largando tudo que construiu no local, que se torna propriedade do cacique da tribo. A montagem de um garimpo é
algo que envolve centenas de milhares de dólares, que são largados para os índios quando termina a prospecção. Essa é a lei do índio, pouco importa a lei do “branco”. Diz-se na região, que nem o exército interfere nisso!
A constituição do país que se lixe, e claro que a “mina de diamante” acaba desaparecendo, pois índio que se preze, não “trabalha” e para encontrar diamante é preciso trabalho duro. Enquanto a mina funcione, a única função do índio é acompanhar a “catança” e recolher a parte do cacique, equipado com armas de diversos calibres. O cacique é um rico possuidor de diamantes, os índios meros animais selvagens que vivem de comer raízes e caça.
Assim é a lei nos garimpos indígenas, garantidos pela Constituição de 88, a que se submetem os empresários do ramo, pelo simples fato de que o interesse é apenas no lucro dos diamantes, pouco importa se ilegal ou não. No caso do diamante que fica com o índio, há um artifício oficial, O ÍNDIO TEM UMA INSTITUIÇÃO LEGAL QUE SE CHAMA “OSCIP”
(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que pode negociar com outras Oscips civis também legais. E aí se forma uma grande rede OFICIAL de “contrabando e lavagem de dinheiro”, onde o diamante se torna moeda de troca. Tudo oficialmente mantido por um governo corrupto, cínico e “democrático” pelo sufrágio dos votos de cabresto. Existe até uma tal de FUNAI que conforme informações na região, NÃO ATENDE NEM O BRANCO E MUITO MENOS O ÍNDIO, uma excrescência burocrática digna de qualquer regime ditatorial ou comunista. O governo hoje está se propondo a acabar com isso, mas é preciso esperar para ver.
+Noticia-se a descoberta de uma sucata de aviões da SUNAI mantida num galpão “alugado”!
E como esta, há outras imensas fontes de ilegalidades “legais” sustentadas pelos governos, através das tais “reservas indígenas” onde outra grande reserva está no Estado de Roraima (Terra Indígena Raposa Serra do Sol). Instalou-se um reserva indígena “internacional”
com grande aparato de “presidente do Brasil e rainha da Inglaterra” na Guiana Inglesa, e com outros países vizinhos, cuja grande obra por baixo dos panos, parece ser o contrabando de minérios, em particular, de nióbio, que é outra história do folclórico contrabando oficial nacional. Como dizem os militares, os índios de qualquer forma continuam sem assistência pública alguma, e se contentam em se “avizinhar” dos quartéis militares como segurança e meio de vida. E os políticos brasileiros rasgam os peitos dizendo que se trata de uma nação democrática e civilizada!
Vamos dizer que sociedades tribais como a dos índios no Brasil ou negros pirambolas (deveriam ser quilombolas) nas sociedades modernas, são meros “hobbys” da própria sociedade, que pouco tem a ver com a condição de vida do índio ou do negro primitivo. Mas com os interesses de quem os promovem, como se fossem zoológicos onde se apreciam os “animais selvagens” no seu habitat natural! Uma imensa demagogia de cultura imoral, e mais
“desenvolvida” nas nações tidas como “ricas”, o Brasil e até mesmo os EUA também com seus
“índios”, entre as 10 mais! Está-se apenas ressaltando o sistema de caciques e pajés tendo o Brasil como ilustração desse arcaísmo.
Nas modernas sociedades desenvolvidas, as elites que podemos chamar de “Classe A”, inclui ainda toda a cúpula da antiga classe rica das sociedades ancestrais. Não se mudou muito, exceto o sistema de vida, que se adequou cada vez mais ao sistema capitalista de produção.
Assim, os reis e presidentes de hoje dessas nações vivem exatamente como viviam os reis e imperadores da época dos egípcios ou romanos ou os “ditadores africanos de hoje”, apenas se mudaram as facilidades materiais proporcionadas pelo sistema capitalista de produção, com raríssimas exceções que se tornam folclóricas como o atual e folclórico presidente do Uruguai (março de 2015) com seu Fusca da década de 70. Os palácios são “tecnologicamente” outros, mas continuam palácios como os ancestrais. As “rêmoras” continuam as mesmas, mudando apenas o aparato tecnológico que também acompanha a cúpula. E o grande status de riqueza hoje não é mais a “propriedade de terras”, mas a quantidade de dinheiro acumulado por indivíduo, ainda que o ranço de “proprietário de terras” continue vivo na sociedade humana, ainda feudal.
Apenas as regalias aristocráticas hoje são outras graças à produção capitalista de bens e serviços.
Mas surgiu a tal “classe média” que será o futuro das nações, como presunção do texto.
Por outro lado, as classes pobres se diferenciam muito pouco entre as nações ricas e pobres, mas a bem da verdade, o pobre de hoje, vive como se fosse um quase rico das sociedades ancestrais, principalmente nos centros urbanos mais avançados. Se considerarmos que os pobres praticamente saíram da área rural, somente os miseráveis esmoleres que também existiam na antiguidade, são iguais, mas os pobres de hoje vivem melhor do que os pobres da Idade Média, por exemplo. Mas não se pode dizer que os pobres de hoje vivem como a elite da ancestralidade, vivem muito pior, ainda que lhes sejam também disponibilizados avanços da Era Capitalista que não existiam antes. Nesse aspecto, não se faz a justiça adequada ao sistema capitalista, ressaltam-se as coisas que não estão melhores, mas não ressaltam-se alinham aquelas que de fato melhoraram, e apenas se está fazendo justiça ao sistema capitalista de produção no texto. Os pobres de hoje vivem melhor dos que os de antigamente, apenas por obra e graça do sistema capitalista de produção, e não pela própria gestão pública dos governantes, e em qualquer parte do Mundo. O capitalismo entre outras melhorias, tornou a produção disponível também ao povão, antes exclusiva da elite!
Como síntese, as classes ricas de hoje vivem exatamente como viviam as classes ricas de ontem, EXCETO PELAS FACILIDADES DA ERA CAPITALISTA que melhoraram muito o padrão de vida. As classes pobres de hoje também são parecidas com as da antiguidade, principalmente quando se comparam com suas respectivas elites, mas evidentemente no seu conjunto, também vivem melhor, graças ao capitalismo.
Destoam dessas duas ainda vigentes as classes médias de algumas nações. Como balanço, apesar da imoralidade ainda vigente, o capitalismo como sistema de produção tem feito muito mais pela humanidade do que os sistemas de governos, que ainda são os ancestrais de caciques e pajés. Está-se mostrando fatos, e não filosofias. Mais abaixo se voltará sobre o conceito de classe média na circunstância do texto, que, aliás, parece ser objeto dos grandes problemas ambientais através do consumismo, outro equívoco da pajelança dos governos. Por isso mesmo o Meio Ambiente merece comentários à parte e primeiramente.