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SENTIMENTO E EMOÇÃO

No documento REPENSANDO O UNIVERSO (páginas 85-92)

2.3 - QUAIS SÃO AS NECESSIDADES HUMANAS?

2.3.2 – NECESSIDADES ESPIRITUAIS

1) SENTIMENTO E EMOÇÃO

A primeira necessidade espiritual é o sentimento cuja evidência está nas emoções. É claro que só faz sentido “racional” quando se admite a dualidade do ser vivo como orgânica e espiritual. A partir do dogma de fé da inteligência como atributo da própria matéria, estamos falando de enigmas insuperáveis, cuja existência, contudo, é apenas de ponto de referência como alguém que vê um elefante e outro alguém vê uma bicicleta numa mesma nuvem. Está-se apenas olhando para a mesma coisa, a nuvem, mas de pontos diferentes, e se imaginam coisas também diferentes! A literatura moderna da “inteligência emocional” (uma teoria do Dr. Goleman já vista) confunde efeitos sensoriais no cérebro, com causas mentais de emoções ou sentimentos.

Equívoco simples de entender quando se analisa através do conjunto “carro+motorista”

que é um ser vivo com a própria inteligência do homem. É possível admitir que apenas o automóvel veículo, possa ter algum sentimento? Mas o conjunto não age como tal? Imagine um carro conduzido por um bêbado, ou como pode atender um semáforo, tomar direções, seguir as

“vias sinalizadas”, andar mais rápido ou parar etc.? Por obra divina ou de um acaso? E podemos encontrar isso analisando apenas os sistemas mecânicos e elétricos ou até computatorizados do próprio carro?

O sentimento acompanha a evolução intelectual do próprio espírito. A evolução do espírito não se dá apenas pelo intelecto, mas também pela moral e ética, e quem se apega à exclusividade da ciência, perde de vista esse fato. Na “evolução das espécies”, não se observa de fato uma evolução orgânica compatível com a respectiva evolução espiritual de cada espécie. E isso já se mostrou claramente na evolução do próprio homem. Analisando os artefatos humanos é mais fácil entender isso, conforme já vimos no automóvel comum e um Fórmula 1, ou comparado com a antiga carroça ainda rodando por aí.

O homem se tornou “emotivo” e não há mais como viver sem as emoções da tristeza, da alegria, da dor, da satisfação etc., que estão muito além das meras dores ou satisfações orgânicas apenas. O cachorro de forma geral abana o rabo e parece alegre com seu dono ou com o alimento, pouco importa como é servido e o estado pessoal do próprio dono. Somente apresentará sintomas de tristeza quando está num estágio avançado de “dor física”. Mas com a influência do próprio homem, ATÉ OS ANIMAIS PODEM MUDAR SUAS EMOÇÕES, principalmente no que chamamos de “afeição”. É difícil encontrar “afeição” nos animais domésticos? E isso não existe de fato nos animais selvagens, exceto entre indivíduos de uma mesma espécie e em algumas circunstâncias apenas. A afeição é algo que também se aprende. O que acontece se uma abelha ou uma formiga se perderem e chegarem a colmeias ou formigueiros alheios? São consideradas “inimigas”? Uma abelha de uma colmeia é “espiritualmente” inimiga de outra colmeia, as abelhas sabem isso porque aprendem, como aprendemos a escrever nas escolas.

Mas o homem pode e está mudando até mesmo esse comportamento natural de outras espécies. É a questão do aprendizado, que demanda inteligência.

A história da humanidade é um vasto repertório de maldades. O livro “A ASSUSTADORAA HISTÓRIA DA MALDADE” (1993 – “A History of Sin” – Oliver Thomson) discorre esse aspecto se aventurando em análises arqueológicas e antropológicas do homem desde o Homo Erectus (1,5 mi de anos a.C.), mas o que interessa é de fato o homem

“registrado” que começa no livro em 3.000 a.C., algo já objeto da Bíblia. E toda a maldade decorre das “sociedades humanas” do Homem Adâmico, através das sociedades e seus respectivos governos. Destaca os fatos, mas não destaca o detalhe da maldade ligada ao sistema de governo, que desde Adão e Eva (ou o Homem Agrícola) foi do Cacique e seus Pajés, e ainda prevalece até hoje. As maiores atrocidades humanas aconteceram e ainda acontecem pelas formas de governos. O livro destaca o sentimento da Compaixão como um dos fatores de moralização do homem, mas que desaparece por completo quando esse mesmo homem é governo, ou elite em qualquer governo! Coisa inexistente nas demais espécies, que é outra causa de diferenciação do homem e outras espécies vivas.

Só há um sentimento básico no ser-vivo como “organismo vivo”, o de viver e procriar.

Outros sentimentos que falamos surgiram de fato com o homem adâmico ou agrícola, se aperfeiçoaram no homem religioso, e está de fato tomando forma mais complexa ainda no homem capitalista. Emoção é a expressão do “sentimento” que apenas decorre do estágio mais ou menos elevado do “espírito” que atua no organismo material, que chamamos corpo. No conjunto da humanidade passamos isso para a respectiva sociedade, e até podemos interpretar

“sociedade mais ou menos realizada” do ponto de vista emocional. Sem se admitir o espírito no ser-vivo, entramos nos enigmas comuns da ciência reducionista, que sequer explica o que seja emoção ou até a própria Vida, e em vista disso, torna o ser-vivo simplesmente “inútil”!

Muito mais importante de saber o que é vida, é saber “para o quê” ela existe! A emoção está na base da vida e, portanto, decorre de sua razão de ser! A emoção dirige a sociedade humana, e não há emoção sem inteligência que se expressa pelo pensamento, que se aperfeiçoa pelo conhecimento! As duas grandes emoções dos seres-vivos é a “alegria de viver e o medo de morrer”, como já visto. O homem vive da alegria de fazer e do medo expresso em evitar algo, isso também garante a Vida.

2) CONHECIMENTO

O homem se tornou uma espécie ávida do conhecimento, ao ponto que “padrão de vida”

pressupõe a existência da “escola” para todos em qualquer nação. A escola do Éden era e ainda é apenas a escola maternal e do grupo familiar, enquanto o filhote se prepara para ser adulto. Hoje até o homem adulto desprovido de meios de ensino, se torna um “morto-vivo”, e isso é um fator de humanização na empresa para dispor de “ensino e treinamento”! Vai além da necessidade individual, mas se torna também “social”! O homem sem instrução e treinamento, “retorna” a ser um mero animal. Ser analfabeto é quase uma “deficiência mental”, o que de fato não é! Isso explicita o que seria a “classe média”, que será mais detalhada ainda.

Há, entretanto, espécies cujos filhotes carecem da assistência dos pais, o que só pode ter explicação no “aprendizado uterino ou germinativo”, que chamamos de instinto, mas na realidade é um aprendizado, como já se viu. A diferença é que apenas o “espírito” aprende alguma coisa, a matéria não aprende nada! No máximo pode agir como se tivesse “aprendido”, isto é, como se fosse inteligente. É o que vemos na automação, que confundimos com inteligência! Isso nos leva a uma consideração não feita até aqui. Um ovo de ave, que choca

“fora” do ser-vivo, COMO O ESPÍRITO APRENDE O FUNCIONAMENTO DO ORGANISMO, DURANTE A GESTAÇÃO? Claro que é uma ignorância, mas o que fica patente é a mãe na gestação, de fato não transfere “conhecimento” ao feto, apenas funciona como uma “fabrica” onde se 'confecciona' o organismo que será o ser-vivo. Por isso vários seres-vivos se formam “fora” dos úteros das respectivas “mães”, o espírito não é obra de ser-vivo algum, o ser-vivo sim, é obra do espírito. Por isso galinhas chocam e criam cisnes como se fossem pintinhos! Como não sabemos, mas que é assim é evidente e claro.

Em muitas espécies há o aprendizado uterino, que se confunde com o instinto, suficiente para o filhote “nascer adulto” para sua própria vida. A maioria, principalmente entre os mamíferos, isso é completado depois que “nasce”, portanto, o ser-vivo já nasce assim, mais ou menos desenvolvido uterinamente, conforme a respectiva espécie. Imagina-se que esse aprendizado seja obra de algum gene do DNA, que não passa de mera crença que sequer se pode provar.

Contudo, o aprendizado é um exercício conjugado da mente e do organismo material cujo centro, entende-se ser o cérebro, que é apenas um órgão, como nosso computador em qualquer artefato humano. Podemos utilizá-lo de forma melhor ou não. É preciso que o ensino contemple a “tecnologia” do cérebro ou sistema nervoso, que também tem suas limitações, muito maiores nos demais animais do que no homem. O grande período de “infância” do homem em relação aos demais animais está em “aprender” como usar o cérebro! Mas cérebro não é inteligência, é apenas um órgão material similar ao nosso computador! É claro que aprender usar uma máquina de calcular é muito mais simples e rápido do que usar um computador. Isso mostra a lógica do

tempo relativo maior de “infância e adolescência” do homem do que outras espécies, e se faz mister diferenciar outros dois conceitos que são a “educação e a formação”. Leva a outro tema análogo de “treinamento e formação”, tratado no Anexo I, que são de fato coisas praticamente iguais, mas que demandam “tecnologias” diferentes.

A mecânica do conhecimento reside na “repetição”, que é a forma como a “mente consciente transfere a ação para a mente inconsciente”, que de fato realiza o comando da máquina, e que se resume no funcionamento do nosso cérebro como mero órgão! Parece que o mecanismo lógico é o seguinte. O homem “pensa como espírito”, transforma isso em “memória”

ao cérebro ou computador como “arquivo” na memória, e pela repetição, transforma o pensamento memorizado, EM AÇÃO DO ESPÍRITO. É exatamente assim que aprendemos quando criança na escola e depois no trabalho. Transformamos pensamento consciente do espírito, através do subconsciente pela ação repetida dessa ação. É assim que se aprende a andar de bicicleta e depois praticamente nunca se esquece, apenas se perde o “treino”. Não se trata de novidade alguma, mas apenas argumento para um entendimento melhor sobre a Vida. O automóvel como mera máquina, não aprende nada, nem sequer por repetição, por que o espírito é do ‘motorista’.

Exatamente como acontece com nosso computador, que apesar de parecer coincidência, é mera consequência das “mesmas leis”. O computador “não aprende pela repetição”, quem aprende é o operador do mesmo. Cérebro não aprende nada apenas pela repetição, mas quem comanda o cérebro, que é o espírito, é que aprende como comandar seu próprio organismo, de forma automática quando se torna inconsciente! O próprio homem aprende a dominar seu computador, PELA REPETIÇÃO que parece ser a fórmula espiritual da evolução pelo aprendizado. A repetição da “reza” é uma forma de aprendizado do espírito para a moral e ética individual pregada nas religiões, que a ciência aos poucos começa a encarar com mais seriedade.

Principalmente na área da medicina, que retorna aos poucos às velhas práticas até do velho curandeirismo, nada mais do que repetir procedimentos simples, como reza, benzeção etc. A reza é sempre uma “repetição linguística” de alguma moral e ética, que se aprende pelo “treino ou repetição”. Sabe-se que palavras repetidas também acionam comandos no cérebro, e até existem experiências de jogadores de basquetes que ‘treinaram arremessos’ mentalmente, tratando-se na realidade de “acionar” músculos adequados para os arremessos. Um dia o sábio religioso e o sábio cientista irão entender que religião e ciência se complementam, e não se contradizem e se opõem! Sem moral e sem ética, o intelecto evolui apenas parcialmente.

É mais difícil a evolução moral do que a evolução intelectual, ainda que não seja mais complexa. É como nas gincanas, onde subir num pau de sebo, tarefa simples, porém extremamente difícil de ser cumprida. É EXATAMENTE ISSO QUE EXPÕE QUALQUER RELIGIÃO, muito diferente do que se encontram nas igrejas, de forma geral como templos materiais. Presume-se que isso demanda a “lei da entropia”, onde para destruir, basta que não se faça nada! Moral e ética conforme as religiões demandam trabalho mais profícuo e árduo do que o próprio intelecto, que demanda apenas conhecimentos. A matemática parece extremamente difícil, mas apenas para quem “não treina” a matéria, tanto como jogar tênis ou vídeo-game.

As questões da educação e da formação estão relacionadas com a continuidade de formação do organismo humano, desde que nasce. É incompleto no nascimento tanto na formação orgânica, como principalmente, na mental e intelectual. A “educação” é tida como o

“treino” para uso do corpo, além da iniciação nas “regras do jogo”, que significam na realidade, o conceito de sociedade humana. Isso é feito no seio da família como lei natural, como qualquer outro animal, que nasce “sabendo” funcionar seu organismo, mas ainda não “sabe usá-lo”.

Exatamente como um motorista que participasse da fabricação de seu próprio automóvel, e depois de pronto, teria que aprender a dirigi-lo na sua própria sociedade. No homem a coisa é mais complexa, porque além do organismo material, também seu cérebro não está completamente terminado como órgão assim que nasce, vai-se formando aos poucos, o que entendemos por infância e juventude. Parece que isso se evidencia cientificamente na formação e

nas ligações dos neurônios. É coisa de especialidade de cientistas, mas entender é apenas coisa de evolução mental.

A educação que se faz no lar como algo “natural e mais adequado”, e se completa na

“formação” onde surge a figura da “escola”, que praticamente não se encontra em nenhuma outra espécie. A escola não tem, portanto, a finalidade de “educar”, mas de FORMAR E INFORMAR, complementando tanto o desenvolvimento físico, como principalmente, o desenvolvimento mental. É algo que se procurou fazer na questão do trabalho humano na empresa, conforme o Anexo I. Essa confusão de conceitos tem levado a conceitos equivocados de “educação escolar”, ditos pedagógicos, delegando como segundo plano, a EDUCAÇÃO FAMILIAR e exigindo das escolas, educação para a qual não foi criada. Na família se aprende ou não o respeito às leis!

Isso parece ser fundamental na formação “básica” do indivíduo humano. Há toda uma questão de afeição pessoal entre o educador “pai ou mãe”, que não existe equivalente entre o informador “professor” onde a questão da “autoridade” que significa ascendência pelo “saber”

também faz toda a diferença. Os filhos respeitam os “pais” por natureza, os professores apenas pelo saber de cada um, coisa que também envolve a questão administrativa e de governos como já se viu. Autoridade não significa “mando”, os pais têm autoridade natural, os professores autoridade “conferida” por sua função. SEM AUTORIDADE, NÃO SE ADMINISTRA SABER, e sem administrar saber, NÃO SE APRENDE DE FORMA CORRETA. No início do capitalismo isso foi estupidamente ignorado nas fábricas, e aquele filme de Chapplin “Tempos Modernos” mostra quanto a indústria andou rastejando enquanto não se entendia coisa tão óbvia.

Hoje se exige responsabilidade do professor, sobre coisas que sequer foi preparado como é o caso da educação, sem nenhum suporte de autoridade. O pai leva o filho para escola para “ser educado” por alguém que não é pai do garoto, e se exige que o professor proceda como se fosse o pai, SEM AUTORIDADE ALGUMA. Não se deve confundir autoridade com capacidade de mando. Estamos no auge da pedagogia demagoga, baseada no socialismo marxista.

A disciplina estabelece a autoridade como forma de ensino e de aprendizado. Em qualquer quartel se sabe disso e se aprende a ferro e fogo! Por isso mesmo, em qualquer sociedade ou nação humana, a SOCIEDADE MILITAR É RELATIVAMENTE DE LONGE A MAIS BEM PREPARADA, ainda que em geral, muito mal usada pela pajelança de governo que ainda impera no Mundo. Como se diz na gíria, em geral os “milicos” se tornam lambe-botas de ditaduras, confundindo disciplina com submissão, os militares se transformam em “milicos”

como mera corruptela de linguagem militar.

Como síntese, o lar “educa”, a escola “informa” e hoje pedagogicamente por influência da doutrina equivocada marxista, se espera que o Estado tanto eduque como informe. Na realidade de forma porca e imoral na velha fórmula de pajelança de MENTIR PARA GOVERNAR! No Brasil além de pouca ou quase nenhuma atenção do governo à educação, é toda contaminada por ideologias baratas além da corrupção endêmica nos governos, onde a disciplina se tornou coisa do antanho, como mera ilustração de livros pedagógicos. Sem disciplina não se aprende, e a disciplina se forma na educação que acontece no lar. E se chega ao cúmulo de pensar que “verbas públicas” significam educação, na realidade puramente alimenta a imoralidade da corrupção.

Há até a discussão idiota e supérflua se é preciso nas escolas ensinar evolucionismo ou criacionismo, e pior ainda, um eliminaria o outro, como se isso de fato estivesse querendo ensinar “ciência ou religião”. Essa demagogia é defendida pelos fanáticos dessas correntes cujos equívocos aparecem em toda a argumentação no texto. Costuma-se se chamar essa estultice nas escolas, de “pedagogia”.

Aproveita-se a oportunidade para tratar um pouco sobre a questão da “leitura e da escrita”, que é a maior evidência da inteligência do homem. Ler e escrever, além de atividades mentais, são atividades físicas de muitos outros órgãos do corpo, e muito cansativas quando há pouco treinamento, por deficiência no ensino da leitura. A escrita se está resolvendo pelo

“teclado”. Quando lemos ou escrevemos utilizamos a vista, a fala, movimentos do corpo, dos braços, das mãos etc., e evidentemente, do cérebro, principalmente por causa da forma

equivocada como aprendemos a ler. Conforme diz a ciência, o homem se tornou carnívoro pelo grande consumo de energia quando usa o cérebro, e a leitura e escrita são tipicamente uso intensivo do cérebro. Anedoticamente, o burro que não lê, pode viver muito bem comendo apenas capim. O grande paradoxo humano é ser “herbívoro”, concluindo que o “burro” não precisa comer carne, como piada apenas! A questão, contudo, é meramente humana de virtude e vício no que se refere ao alimento em particular. O cavalo só come ervas, o tigre só carne, e ambos bem alimentados, são belos e saudáveis.

Portanto, o grande problema da leitura, e também da escrita, é, antes de tudo, o treino físico e mental para ela. Tanto menor é o esforço quanto melhor seja a tecnologia utilizada. A escola “fundamental” teria que começar pelo “exercício da leitura” que não é exatamente a

“pedagogia da leitura”, mais ou menos o que todo “atleta” faz na sua especialidade de competição, onde o treinamento básico de todos, é CORRER. Treino é “exercitar” seus músculos e órgãos, antes até mesmo de “competir”. Presume-se aqui que a metodologia escolar principalmente fundamental ou de alfabetização, está equivocada, quando deixa o simples exercício físico de ler e escrever, que na infância deveria ser tratado como mera brincadeira, por ensinamentos pedagógicos que na realidade tendem a “satisfazer” mais a ideologia do mestre, do que a necessidade do aluno.

Nossos pedagogos andam na contramão do resto da natureza, em geral, numa pedagogia meramente ideológica de vícios de doutrinas de governos, que se acentuou com o comunismo socialista e se vulgarizou no término da Guerra Fria! Fala-se em “pedagogia do ensino”, e não na

“necessidade dele”, e o Estado entra como o todo “poderoso educador”! Não que a “pedagogia”

dos pajés religiosos fossem muito melhores, mas se está apenas expondo a evolução da sociedade humana. Nenhuma leoa “coloca” seu filhote na escola para aprender a viver, simplesmente “ensina” a coisa prática! O homem tem desvirtuado essa “lei natural” que não muda por causa de nossas próprias crenças dogmáticas, apenas que o órgão cérebro no homem é muito mais complexo e complicado do que nos demais animais! O cérebro é um enorme

“computador” comandado por um “espírito” muito mais inteligente, e por isso sua formação mental precisa ser mais elaborada! O treino começa no lar e vai terminar na sociedade para que uma criança se torne um adulto, e nisso entra a necessidade da escola e depois das empresas como trabalho! Nosso desconhecimento está em não entender como isso acontece, ainda que as revelações ao longo dos milênios estão por aí nos dando as dicas, que preferimos esquecer ou ignorar, sempre saímos “reinventando” a roda.

A natureza ainda é a melhor enciclopédia que os cientistas costumam deixar de lado, por obra e graça do dogmatismo “matemático” de que a ciência já “resolve” tudo! Temos hoje práticas de leituras, escritas, memórias, concentração etc. excelentes, QUE APENAS SE ENSINAM AOS ADULTOS, JÁ VICIADOS EM PRÁTICAS EQUIVOCADAS desde criança, e que não se as aplicam pelo menos de forma comum, na idade infantil da criança, muito mais fáceis de aprender, assimilar e colocar em prática. Culpa da criança? Não, dos pedagogos e do

“mestre cheio de vícios ideológicos”! Está-se falando de técnicas de “leitura dinâmica, concentração etc.” que se ensinam apenas aos adultos, E DEVERIAM ESTAR JÁ NOS

“mestre cheio de vícios ideológicos”! Está-se falando de técnicas de “leitura dinâmica, concentração etc.” que se ensinam apenas aos adultos, E DEVERIAM ESTAR JÁ NOS

No documento REPENSANDO O UNIVERSO (páginas 85-92)