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Com a leitura, você poderá perceber o que acontece dentro

No documento Dando um tempo (páginas 66-69)

de você e decidir sobre o que for

significativo.”

DIVULGA ESCRITOR

O que a inspirou a escrever “Duplo Espelho”?

Marisa Endruveit - Senti vontade de escrever sobre aspectos que per-meiam as relações familiares. Trazer para a reflexão condições muitas ve-zes veladas, dificuldades na comuni-cação, abusos, mentiras, desejos am-bíguos capazes de gerar culpa, causar rupturas, produzir doenças físicas e infelicidade.

Escrever sobre o que acontece quan-do acordamos quan-do “conto de fadas”, quando sofremos sozinhos e aceita-mos o que não deveríaaceita-mos. Seria uma forma de instigar o leitor a pensar sobre sua trajetória, seus sentimen-tos, suas escolhas. Revelar o trajeto do autoconhecimento e da autoacei-tação abrindo uma possibilidade de

do um espaço de reflexos, que nem sempre coincidem com o que vejo, sendo a imagem resultante de uma verdade da qual não se pode fugir.

Qual foi a sua inspiração para a ela-boração da capa?

Marisa Endruveit - A capa retrata a janela da alma. Jennifer olhando para os diversos personagens que fizeram e fazem parte da sua vida. O quanto alguns são mais nítidos, apresentan-do-se mais coloridos, vívidos, deno-tando uma presença mais evidente em sua vida. Alguns em pares, outros sozinhos; retratando a influência das relações, o convívio, ou aspectos úni-cos e peculiares de uma pessoa.

Foi escolhida uma foto de mulher com características mistas, trazendo construção de relacionamentos mais

felizes e duradouros.

Quais critérios foram utilizados para escolha do título?

Marisa Endruveit - Duplo Espelho além de ser um título que instiga a curiosidade, reflete os pensamen-tos de sua personagem protagonista Jennifer. O duplo revela a dualidade da nossa existência, o nosso querer e não querer, a realidade percebida e a subjetividade, a diferença do olhar, trazendo a brincadeira dos aspectos

“duplos” da vida, do existir e da pos-sibilidade do não existir, da vida e da morte sempre presentes, da comple-tude e da falta.

O próprio espelho traz o duplo, a mi-ragem de uma imagem,

representan-DIVULGA ESCRITOR

as diferenças de raças, como um sim-bolismo do quanto “os outros” parti-cipam na formação do nosso concei-to do “eu”. Ela tem um olhar reflexivo e triste, expondo o anseio por res-postas e o peso das consequências de suas escolhas não apenas em sua própria vida como na vida dos seus.

Trata-se de uma autobiografia ou autoajuda?

Marisa Endruveit - Não se trata de uma autobiografia. No livro eu retra-to a história de vida da personagem Jennifer, apresentando uma grande variedade de experiências, que a le-vam à muitas dúvidas, perguntas e reflexões, numa coletânea de infor-mações sobre a vivência e dramas de muitas pessoas, não especificamente as minhas.

Duplo Espelho não é um livro de autoajuda. Não tem a pretensão de apresentar fórmulas miraculosas para reduzir a complexidade dos re-lacionamentos interpessoais, sejam eles motivados nos convívios familia-res, sociais ou profissionais. Ele mos-tra uma personagem que, mesmo em busca do entendimento para seus vários conflitos emocionais, procura novos rumos e, com eles, redirecio-nar sua própria vida.

Por que ler “Duplo Espelho”?

Marisa Endruveit - Porque Duplo Espelho pode revelar algo ainda não pensado a respeito dos relacionamen-tos e sobre a jornada de autoconhe-cimento e aceitação. Pode despertar no leitor a iniciativa de agir proativa-mente se estiver num relacionamen-to tóxico que rouba as energias e a vontade de viver. Pode trazer insights para questões ligadas à morte, ao

sui-cídio e aos relacionamentos abusivos.

Pode revigorar a esperança de um re-começo apesar da idade e da jornada.

Com a leitura, você poderá perceber o que acontece dentro de você e deci-dir sobre o que for significativo.

Apresente-nos a obra.

Marisa Endruveit - Durante o pro-cesso de divórcio, Jennifer avalia suas escolhas ao longo do tempo. Identi-fica padrões repetidos da sua família de origem, revê suas crenças e en-frenta suas dores. Repensa seu pró-prio comportamento e o que sente falta na família. Percebe que o com-portamento do sistema familiar é in-terligado, que pode mesclar suicídio, abuso do uso das drogas e conflitos.

Legitima seu discurso na presença do outro e dos pais. Finalmente, encon-tra seu caminho ao se apropriar da própria vida, deixando de ser vítima e passando a ser autora.

Qual a sensação ao ver uma ideia sua materializada num livro?

Marisa Endruveit - É algo indescrití-vel. Uma experiência transformadora de dar forma e sentido a um enredo que vai se construindo aos poucos.

Já é emocionante pegar um livro nas mãos e essa sensação se torna ainda mais especial com Duplo Espelho, pois foi escrito por mim.

Onde podemos comprar o seu livro?

Marisa Endruveit - No site http://

margraphics.com.br/duploespelho/

os interessados podem encontrar os links para a compra do livro no Chiado Books, Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Editora Saraiva, Livraria Martins Fontes, Livrarias Curitiba e Livraria da Travessa.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Marisa Endru-veit. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Marisa Endruveit - Desejo que esse livro possa ajudá-lo a desfrutar de relacionamentos mais significati-vos, reconhecer e aceitar seu destino como parte de uma multiplicidade de escolhas. Aceitando quem é, sua sombra, suas limitações, você estará mais preparado para “desidealizar” o outro e viver efetivamente com ele, não mais se esforçando para mudar quem o outro é, para preencher ex-pectativas, carências, inseguranças e anseios. Que você leitor se lembre sempre, que nessa caminhada o que importa é a imagem que faz de si mesmo. Nem sempre o que falta, re-almente falta. E mesmo o que parece faltar, pode ser apenas no olhar. Boa leitura!!

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No documento Dando um tempo (páginas 66-69)