DIVULGA ESCRITOR
Lendas da Amazônia são destaques
internacionais em livros da amazonense -Irlen Leal Benchimol
Pág.12
Sumário
PORTUGAL
Carlota Marques Canha...20
Isabel Lago...26
Joaquim Machoqueira...32
Paula Laranjo...38
BRASIL Beatriz H. Ramos Amaral...44
Daniela Tertuliano...50
Florentino Fagundes...54
Julio Carlos Alves...58
Lorena Zago...62
Marisa Endruveit...69
Nato Matos – Adeus Adolescência...70
Nato Matos – Lírio é o meu nome...76
Rene Fernandes...80
Wellington Gonzalez...86
Participação Especial Ricardo Farias...18
Rosa Marques...24
Leia Livros...28
Livro “Flashes do Cotidiano”...37
Rosa Maria Santos...48
Gilmar Duarte Rocha...52
Rejani Luci...56
Edimilson Eufrásio...60
Niraildes Ferreira...64
Marta Maria Niemeyer...69
JackMichel a escritora 2 em 1...74
Tito Laraya...78
Revista Acadêmica Online...84
Vlademir Marangoni Filho...86
Christiane Couve de Murville...88
Colunas Poetas Poveiros – José Sepúlveda....40
Solar de Poetas – José Sepúlveda...42
Entrevistas
DIVULGA ESCRITOR
Revista Divulga Escritor Revista Literária da
Lusofonia Ano VII
Nº 42
Edição dezembro de 2019 Publicação
Bimestral Editora Responsável:
Shirley M. Cavalcante DRT: 2664
Imagem capa: Tássio Cruz Diagramação: EstampaPB
Para Anunciar smccomunicacao@
hotmail.com 55 – 83 – 9 9121-4094
Para ler edições anteriores acesse www.divulgaescritor.com Os artigos de opinião são de inteira responsabilidade
dos colunistas que os assinam, não expressando
necessariamente o pensamento da Divulga
Escritor.
ISSN 2358-0119
Shirley M. Cavalcante
(SMC) Editora Coordenadora do projeto Divulga Escritor www.divulgaescritor.com http://www.portalliterario.com/
www.revistaacademicaonline.com
Com sucesso, chegamos à 42ª edição, da Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. A última edição de 2019. E que venha 2020!
Composta por mais de 30 autores contemporâneas, divulgando os seus livros, por meio de entrevistas, textos em prosa e em versos... LITERATURA!
Hoje, a revista Divulga Escritor é uma das principais revistas literárias da lusofonia, com conteúdo exclusivamente literário. O editorial se destaca por sua qualidade e profissionalismo.
Distribuída gratuitamente para todos que acessam a internet, a revista tem alcançado um público leitor cada vez maior. Consolidada, vamos rumo a edi- ção 43.
Juntos, vamos ler e divulgar a revista literária da lusofonia e apoiar nossos escritores contemporâneos.
Muito obrigada, equipe Divulga Escritor, e administradores dos grupos:
Obrigada, José Sepúlveda, apoio em Portugal.
Obrigada, Amy Dine, apoio em Portugal.
Obrigada, Helena Santos, apoio em Portugal.
Obrigada, José Lopes da Nave, apoio em Portugal.
Obrigada, Rosa Maria Santos, apoio em Portugal.
Obrigada, Giuliano de Méroe, apoio no Brasil.
Obrigada, Ilka Cristina, apoio no Brasil.
Obrigada a cada um dos escritores que participam contribuindo com suas maravilhosas trajetórias literárias, apresentadas nas entrevistas.
Obrigada, colunistas, que mantêm o projeto vivo!
Muito obrigada por estarmos juntos divulgando literatura, e juntos poder- mos dizer ao mundo: EU SOU ESCRITOR, EU ESTOU AQUI.
Desejamos a todos nossos leitores um Feliz Natal e um próspero 2020.
Boas Festas!
Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia, uma revista elaborada por escritores, com distribuição gratuita para leitores de todo o mundo.
Boa leitura!
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Lendas da
Amazônia são destaques
internacionais em livros da amazonense Irlen Leal
Benchimol
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Irlen Benchimol e o Universo das Diferenças
Obra infanto-juvenil apresenta personagens amazônicos para uma nova geração de leitores
Em 2019 o mundo infanto-juvenil foi apresentado a um mundo completamente novo. O livro O Reino dos Encantados - Uma Mistura que Deu Certo dá ênfase a assuntos como preservação da natureza e limpeza dos rios enquanto nos apresenta histórias com um misto de amor e aventura entre um príncipe tucuxi chamado Yank e uma bota cor-de-rosa chamada Luara, vindos de reinos diferentes do subterrâneo do encontro das águas.
Neste primeiro livro de uma coleção começa uma batalha contra as diferenças entre o reino dos Salvadores (botos cor-de-rosa) e o reino dos tucuxis.
É uma aventura que conta com muitos personagens incríveis, como o peixe-bibliotecário Dom Bodó, a sucuri Juliet, o rei Rudá, a botinha Ayu, entre outros.
Todos à espera da concretização de uma profecia que determina o surgimento de um novo reino onde todo mundo poderá ser o que realmente é, livre de qualquer tipo de preconceitos. Um mundo onde to-
das as diferenças são aceitas conhecido como O Reino dos Encantados.
Entretanto esta não é a primeira vez que conhecemos um grupo de personagens ambientados na Amazônia. A aventu- ra dos botos na verdade é um produto derivado de outra obra que, desde 2014, apresenta histórias dos chamados Piratinhas do Bem, onde conhecemos uma brincadeira em que todos que participam acabam por entrar numa aventura inesquecível.
Nesse clube ser pirata não significa ser bandido, mas sim se tornar um aventureiro dedicado a várias atividades divertidas como caçar tesouros, plantar árvores, cuidar da natureza, salvar animais em perigo, ajudando sempre a quem precisa. Assim nos juntamos ao capitão Ilan e seu braço direito, Lord Arthur para navegar pelo rio Amazonas e encontrar pelo caminho persona- gens como Totyr, o menino peixe-boi, Linda Lee, a bota cor de rosa, a Bruxa Cabeça de Cupuaçú, a Bruxa Cabeça de Jacaré, entre outros, explorando situações que marcaram a estréia deste grupo de garotos e garotas dedicados a ajudar quem precisa.
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Aventuras Amazônicas
E as aventuras não pararam. No segundo volume, Os Piratinhas do Bem no Mundo da Imaginação, de 2016, o capitão Ilan recebe um e-mail de uns amigos que moram em Orlando que fala sobre uma casa mal assombrada, mas não dão mais detalhes. A primeira providência para sua nova missão no mundo da imaginação é transformar o navio em um navio fantasma voador. Com a ajuda da bruxa Cabeça de Jacaré e da feiticeira Trombosnélia usam o poder do pensamento positivo e partem para ajudar Think, Winnie e Belly a explorar os segredos que há na casa, que se revela um lugar mágico, misterioso e com um final emocionante.
O terceiro volume, Os Piratinhas do Bem no Mundo das Diferenças, também de 2016, introduz pela primeira vez o assunto das diferenças sociais contando a história de uma mansão chamada Paraíso onde vivia uma família cujo pai não sabia como se aproximar de seu filho especial como deveria. A mãe se preocupava em aproximar seu marido do filho Eugênio, de nove anos, com Síndrome de Down. Decidido a contatar os Piratinhas do Bem e a en- trar para o clube,
Eugênio envia um e-mail contando seu desejo ao Ca- pitão Ilan. Ao chegar com sua mãe ao clube e serem rece- bidos pelo Capitão e outros Piratinhas do Bem conhecem Daniela, uma borboleta que vira tartaruguinha; o índio
Ajuricaba Schiiiualcher; Isaac Moisés, o peixe boi, entre outros. Todos juntos resolvem embarcar em uma nova aventura e ajudar a preguiça Dona Trombinha a salvar sua irmã e sobrinha das garras do mago Preguição da Vila Mamão. Por meio de personagens cativantes, a obra abor- da questões como o preconceito e a inclusão das pessoas com Síndrome de Down. As diferenças voltariam ainda mais explicadas no recente O Reino dos Encantados.
Além das duas coleções citadas uma terceira vem se juntar a esse universo encantado para aumentar ain- da mais sua versatilidade. Lançada em outubro de 2017, Por Trás do Pôr-do-Sol - Os Anjos e Seus Amores traz um universo completamente diferente e ao mesmo tem- po relacionado: um romance entre o céu e a terra, onde descobrimos o que acontece por trás do pôr do sol na companhia de Luna, uma anjinha que acaba por quebrar uma regra importante da escola de anjos: não se envol- ver com seu protegido. Aqui conhecemos um pouco mais sobre a dinâmica desse estabelecimento onde todos têm uma função. E ficamos sabendo que há anjos na Terra que são humanos. E isso tudo era um grande segredo até o dia em que um anjo se apaixonou. E tudo isso come- çou com as perguntas incessantes do aluno Raphael, de 10 anos, na sua sala da escola, que nos leva a conhecer mais desse local incrível e do parque das árvores sagradas.
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A Autora
O universo dos Piratinhas do Bem, onde há um gran- de destaque para itens como diferenças sociais, respeito aos mais velhos, preservação do meio ambiente e outras atividades que visam iniciar tanto a criança quanto o jo- vem a ter consciência social, é a obra prima da escrito- ra amazonense lrlen Leal Benchimol. Nascida na cidade de Manaus, é servidora pública do Tribunal de Justiça do Amazonas, formada em Direito, pós-graduada em Direi- to Processual Penal com Curso de Aperfeiçoamento pela Escola da Magistratura do Amazonas.
A autora é membro da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto-Juvenil (AEILIJ), da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazô- nicos (ABEPPA) e da Associação de Escritores do Ama- zonas (ASSEAM).
Irlen possui como principal inspiração seu Filho Ilan, que inspirou o capitão de mesmo nome na turma dos Piratinhas. Poetisa, compositora, amante das artes e da natureza são outros aspectos de seu talento. Seu lema pessoal é “sem amor nada tem valor”. Todos os seus livros tratam sobre preservação da natureza, inclusão, solida- riedade, respeito, amizade e lealdade com lições de amor para vida toda.
“Devemos sempre incentivar a leitura e nunca desistir da educação de nossas crianças”, ressalta a autora em uma de suas muitas entrevistas online. “Pensarmos positivo e passarmos mensagens de amor, bondade e bom humor. O meu maior valor como escritora é saber que estou man- dando uma mensagem do bem e isso já é gratificante para mim. Meus livros ensinam as crianças a ajudarem aos ou- tros, lutar pelos seus sonhos e superar as adversidades”.
Escrever para autora pode ser resumido da seguinte forma: “A arte literária nos dá a oportunidade de vivenciar vários mundos e cativar o imaginário de crianças e adul- tos. Abre-se a porta do conhecimento, do aprendizado e da valorização do ser. Criamos asas quando lemos! Fica- mos sem limites para sonhar, aprender e vivenciar, mes- mo que por alguns momentos, vários mundos e mentes”.
E no final, o mais importante: passar uma mensagem para todos os que acreditam que o mundo pode se tor- nar um lugar bem melhor que o que conhecemos. Para a autora, devemos sempre ajudar quem precisa, com amor, compreensão e fé na vida. Também devemos valorizar as pessoas que amamos, acreditar e lutar pelos nossos sonhos. “Tudo é possível onde existe amor. E o amor é maior que qualquer preconceito”, ressalta ela.
Jornalista responsável: Sérgio Pereira Couto – SPC Assessoria [email protected]
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DESTAQUE ESPECIAL PARA LIVROS DO ESCRITOR
RICARDO FARIAS
Trilogia “Brasil fin-de-siècle”.
Ambiciosa tentativa de retratar
o amor em tempos difíceis da história brasileira.
Livros que retratam as três últimas décadas do século xx, na perspectiva de uma família de classe média que vive experiências amorosas fascinantes.
Drama, humor, erotismo e tragédia caracterizam a ação de personagens DINÂMICAS, que irão lhe proporcionar uma leitura agradável!
A história tem início nos anos 1971 e 1972, quando o país vivia sob o jugo do Ato Institucional nº 5. A opressão políti- ca se fazia sentir no ambiente universitário, local em que se desenvolve boa parte do romance. A personagem Haydée é a responsável pela grande mudança de valores do professor Afonso e de sua esposa Celina. A liberdade sexual se torna o contraponto da falta de liberdade política do período. O final é trágico e surpreendente.
Volume 1. O amor nos tempos do AI-5
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Desenvolve-se a história da família no contexto de 1972 a 1982, quan- do teve início o processo de abertu- ra política que culminou com a re- vogação do AI-5. Os filhos do casal atravessam a adolescência e chegam à maturidade. Namoros têm iní- cio, Celina vivencia novos amores.
Grandes mudanças são esperadas no país e no mundo. A liberdade amorosa se fortalece como reflexo da verdadeira revolução sexual da década de 1960.
O período de 1982 a 2000 é o contexto dos romances das personagens cujas histórias fo- ram retratadas nos dois volumes anteriores.
Crescendo e se desenvolvendo, assumindo posturas relacionadas à afirmação femini- na, à conscientização política, à postura de defesa do meio-ambiente, Nelson e Bia pro- porcionam belos e emocionantes momentos, ao mesmo tempo em que amadurecem seus sentimentos sem abdicar da liberdade que o país voltava a viver.
Volume 2. Amor, opressão e liberdade
Volume 3 – Amor e liberdade... ainda que tardia.
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ENTREVISTA
CARLOTA MARQUES CANHA
Nascida e natural de Lisboa é licenciada em Tradução económica-jurídica na vertente francês e inglês pela Universidade Europeia e com uma Pós-graduação em Gestão Comercial e Marketing pelo ISTE Porto. Iniciou o seu percurso profissional em Assessoria de Direção em diversas empresas multinacionais onde se mantém em funções na área de legal no Grupo Jerónimo Martins.
É escritora com o lançamento do seu primeiro livro de poesia “Agarrar o Tempo” - Pensamentos sem tempo em Dezembro de 2018. Para além do género de poesia gosta de escrever prosa, crónicas, contos e letras originais de músicas.
Sentir e escrever sobre a vida, os outros, as aprendizagens e experiências recebidas são o que mais a movem na sua busca constante de evoluir como pessoa, como mulher.
“Esta obra reúne cerca de 100 poemas, todos muito diferentes, porque foram escritos em momentos diferentes e espelham a minha evolução na escrita de uma forma tímida para um estilo mais consistente, mais marcante.”
Boa Leitura!
DIVULGA ESCRITOR
Escritora Carlota Marques Canha, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Es- critor. Conte-nos, o que a motivou a ter gosto por textos poéticos.
Carlota Canha - O gosto e prazer pela poesia data dos tempos da mi- nha juventude e formação académica em letras e uma admiração muito forte pela obra de Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner. Desde cedo comecei a ler vários autores e os tex- tos que li com emoção, sensações tão belas destes autores foram cativando a minha percepção e um gosto muito presente que nunca mais parou.
Em que momento se sentiu prepa- rada para publicar o seu primeiro livro solo?
Carlota Canha - Publicar um livro esteve sempre nos meus planos, foi um projeto, eu diria um sonho adia- do que deixei fechado numa gaveta há cerca de 20 anos atrás e em 2018 derivado a uma situação pessoal foi o gatilho que precisava, a coragem e força que tinha que reunir para avan- çar com esse sonho. Penso que nunca estamos preparados para divulgar e mostrar aquilo que pensamos e, em consequência sentimos, mas o ape- lo interior ditou-me que seria nesse momento ou nunca mais. Arrisquei e avancei com toda a determinação e graças a Deus as coisas correram bem nesse sentido.
Apresente-nos a obra
Carlota Canha - A obra “Agarrar o tempo” é uma obra simples, mui- to intimista porque estão refletidos muitos textos da minha vivência pes- soal, mas uma obra humilde de um início, de um caminho a percorrer com autenticidade e disponível para receber e aprender neste mundo li- terário. Este livro foi a reinvenção e metamorfose que precisava de fazer
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Pensamentos sem tempo em ‘Agarrar o Tempo’
na minha vida que não estava bem a um certo nível e que eu precisava de redescobrir-me no meu eu mais pro- fundo e ir buscar desafios, acreditar no meu potencial. Tive a clara no- ção de que era capaz de escrever algo simples, direto e que o público leitor, seguidores se identificassem de uma forma positiva e não fosse apenas
escrever por escrever sem conteúdo.
Esta obra reúne várias temáticas des- de a amizade, o amor, natureza, famí- lia, o mar pelo qual sou uma apaixo- nada, a esperança e fé que temos que ter para continuarmos um caminho.
Enfim, escrevi sobre tudo um pouco, reproduzi sensações pessoais e emo- ções únicas, libertei a alma na escrita
DIVULGA ESCRITOR
_________________
Divulga Escritor: Unindo Você ao Mundo através da Literatura.
https://www.facebook.com/
DivulgaEscritor/
www.divulgaescritor.com de uma forma sensível, doce e, às ve-
zes até dura, mas nem tudo pode ser doce e o duro, acutilante é a forma de calar o silêncio da mente.
Esta obra reúne cerca de 100 poemas, todos muito diferentes, porque foram escritos em momentos diferentes e espelham a minha evolução na escri- ta de uma forma tímida para um es- tilo mais consistente, mais marcante.
Quais critérios foram utilizados para escolha do título?
Carlota Canha - A escolha do título surgiu numa pequena conversa com a editora responsável pelo processo e, como tinha escrito um poema de abertura da obra com o mesmo título considerámos que seria esse o título mais adequado para escolha e tam- bém porque o livro falava de pensa- mentos sem tempo.
Apresente-nos, um dos textos publi- cados em “Agarrar o Tempo – Pensa- mentos sem tempo”?
Dá-me tempo para não te esquecer Dá-me tempo
para aquele abraço sentido.
Dá-me tempo
para um querer estar junto.
Dá-me tempo
para caminhar a teu lado.
Dá-me tempo para te ouvir.
Dá-me tempo, tempo,
para te olhar, para te amar.
Sabemos que cada texto tem um pe- dacinho da autora. Comente sobre o momento de criação deste texto.
Carlota Canha - Este poema foi es- crito na fase de um relacionamento pessoal vivido e que teve os seus pon- tos positivos e também menos po- sitivos como acontece em qualquer
relacionamento. Foi uma experiência de aprendizagem, de conhecimento e que fez-me ver que nem sempre conseguimos combater o tempo de querermos tudo viver nesse relacio- namento, queremos tempo para dar, dedicar, olhar, proteger, amar e tam- bém receber na mesma proporção. O mais importante é pensarmos que fa- zemos a nossa parte da melhor forma com erros, com responsabilidades e também com sucesso e que um dia teremos o retorno daquilo que plan- tamos e que vamos certamente colher um dia.
Onde podemos comprar o seu li- vro?
Carlota Canha - O livro pode ser ad- quirido através da:
Chiado Books: https://www.chiado- books.com/livraria/agarrar-o-tempo Fnac:https://www.fnac.pt/Agarrar- o-Tempo-Carlota-Marques-Canha/
a6345281#omnsearchpos=1
Bertrand Livreiros: https://www.ber- trand.pt/livro/agarrar-o-tempo-car- lota-marques-canha/22363359 Além de textos poéticos você escre- ve em outros segmentos?
Carlota Canha - Para além da poesia, escrevo também prosa, contos, cróni- cas e letras originais de músicas.
Quais os seus próximos projetos li- terários?
Carlota Canha - A médio longo pra- zo estará nos meus planos escrever uma narrativa de fição, um romance.
Para além deste ambicioso projeto, gostaria de continuar a escrever po- esia, participar em projetos de an- tologias com outros autores e quem sabe voltar a editar um segundo livro de poesia, mais maduro do que o pri- meiro e que espelhe essencialmente a minha evolução e consolidação a ní- vel de autora.
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Carlota Marques Canha. Agradecemos sua partici- pação na Revista Divulga Escritor.
Que mensagem você deixa para nossos leitores?
Carlota Canha - A mensagem que gostaria de deixar é que acreditem sempre em si mesmos, nos sonhos que guardam mesmo que vos pare- çam difíceis de concretizar é impor- tante mantermos a esperança e fé de um dia fazermos esse sonho aconte- cer. Façam reviver esses sonhos como pessoas e acreditem que não existem impossíveis mas possíveis e que nos sabotamos muitas das vezes pelas nossas inseguranças, medos de ar- riscarmos, de falharmos nos nossos objetivos e, um dia algo se altera e tomamos o comando da nossa vida e vamos viver esse mesmo sonho.
Sonhar é o poder de acreditar que pode ser diferente e a vida só faz sen- tido se acolhermos com determina- ção esses sonhos, esses projetos.
Finalizo com uma mensagem do no- bre autor Fernando Pessoa que me acompanha há muitos anos e que gostaria de citar: “tenho em mim to- dos os sonhos do mundo”.
Tenho sim e irei concretizá-los, sem dúvida, um de cada vez…
Obrigado
DIVULGA ESCRITOR
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
ESCRITORA PORTUGUESA ROSA MARQUES
No meu tempo de crian-
ça, o Natal era esperado e vivido com alegria, entusiasmo e também com alguma impaciên- cia… à medida que a data se aproxi- mava e começavam alguns preparati- vos. Todas as crianças guardavam no seu íntimo a esperança de ganhar um brinquedo, qualquer coisa nova que por vezes era mais imaginária do que real. No entanto, sempre havia algo novo por muito modesto que fosse:
uma peça de roupa, uns sapatos, uns lápis de cor ou uma pequena boneca.
Um simples balão colorido oferecido pelo senhor da mercearia naqueles dias próximos ao Natal era suficiente para proporcionar alegria e felicidade aos mais pequenos. Tudo era motivo de contentamento por ser novidade, e apesar de serem coisas singelas repre- sentavam muito para nós.
Numa época em que ainda não ha- via televisão nem luz eléctrica, era dessas pequeninas coisas que nos va- líamos para ocupar os tempos livres;
nelas concentrávamos a nossa aten- ção… delas extraíamos o incentivo necessário para viver o dia-a-dia. Im- provisando brincadeiras do nada…
partilhando os parcos brinquedos…
procurando pequenos retalhos de te- cidos coloridos para fazer roupa para as bonecas… lendo e tentando dese- nhar figuras iguais às que víamos nos livros de histórias requisitados na Bi- blioteca da Gulbenkian. A promessa de ir ver o circo, que se deslocava à
ilha pela altura do Natal e se instalava no antigo Campo do Almirante Reis, gerava euforia e também ansiedade…
pelo tanto que o tempo custava a pas- sar até chegar ao dia. Na última noite do ano, o tradicional espectáculo de fogo-de-artifício já então assinalava o momento de transição… do ano «ve- lho» para o ano «novo». Visto do alto e à distância, era e continua a ser mag- nífico. Mas quem o quisesse ver teria de ser forte para aguentar até à meia- -noite sem dormir... dizia-nos o meu pai… caso contrário ficava em casa.
Porque naquela idade o tempo custa- va muito a passar, lutávamos contra o sono para não perder a oportunidade de ver aquela beleza… e o convívio, a alegria das muitas pessoas que se jun- tavam no Mirador para ver… Depois de terminado o fogo-de-artifício, o apressado regresso a casa… pelo me- nos trinta minutos a andar a pé, e já no ano novo. Chegávamos sem sono e o meu pai preparava uma chávena de cacau quente e pão com queijo para todos e só depois de comermos íamos dormir… Na ilha é tradição antiga to- mar cacau feito com leite e açúcar na época de Natal… aliás, era um privilé- gio apenas dessa época… actualmente com a melhoria das condições de vida, já pode ser apreciado em qualquer al- tura do ano, principalmente no Inver- no, por ser muito agradável.
Nos dias a seguir à «festa» éramos confrontados com a inevitável pergun- ta das vizinhas:
__ O que foi que o Menino Jesus te trouxe?
Aproveitávamos aquela oportunida- de para mostrar e falar animadamen- te sobre o que havíamos recebido… e ninguém tinha muito, nem coisas ri- cas… porque as famílias eram nume- rosas e os tempos magros em dinheiro.
Vigorava ainda a ditadura Salazarista, eram raras as mulheres que trabalha- vam fora de casa e para fazer face às despesas havia apenas o ordenado do pai. Ajudava-nos e muito a fazenda que, trabalhada com esmero e sabe- doria, dava de «tudo», graças a Deus!
A terra cultivada palmo a palmo… as árvores de fruto cuidadas para que os frutos fossem sãos e suculentos… e eram. Quanto ao pouco dinheiro que havia, era necessário saber geri-lo…
para comprar o essencial, de forma a que o Natal fosse agradável em todos os sentidos; providenciar um brinque- do ou uma peça de roupa para cada um dos filhos, caiar a casa e compor algumas faltas, assim como melhorar a alimentação nesses dias…
O presépio era a atracção principal do Natal… a sua preparação começava com alguma antecedência e envolvia todos. Quando ficava pronto ilumina- va toda a casa, emprestando-lhe um brilho novo, que para nós, crianças, ti- nha naquela época um sentido autênti- co e verdadeiro. Desenhar as casinhas na cartolina, pintar, recortar e colar…
era um trabalho que requeria alguma mestria e paciência, supervisionado pelos irmãos mais velhos, que outorga- vam a si próprios autoridade para fa- zê-lo. Era necessário solidez para que
NO MEU TEMPO DE CRIANÇA
DIVULGA ESCRITOR
DIVULGA ESCRITOR
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
ESCRITORA PORTUGUESA ROSA MARQUES
depois nenhuma casinha se desman- chasse ou ficasse a destoar das outras...
Por fim, compensava vê-las nos seus diversos tamanhos e cores subindo as íngremes encostas do presépio, disper- sas umas, outras agrupadas imitando as aldeias reais. Pequenas obras de arte ricas nos pormenores e muito elogia- das pelos tios e por quem as via. Cores vistosas, portas e janelas simples ou mais complexas, com e sem tapa-sóis, conforme a criatividade do artista. As searas verdes, também designadas por
«searinhas do Menino Jesus», eram se- meadas em cântaros pequeninos e ca- rinhosamente cuidadas para que per- manecessem verdes e bonitas durante toda a época natalícia; regularmente regadas e colocadas em local onde pu- dessem apanhar um pouco de Sol… e à medida que cresciam demais, eram aparadas cuidadosamente com uma tesoura, para que não tombassem para o lado. Embelezavam o presépio em harmonia com as ovelhas e seus pas- tores… com os músicos… com as ca- sinhas e muitas outras figuras que fa- ziam parte do quotidiano. Os três Reis Magos; o velho Melchior, Baltasar e o jovem Gaspar…que após vários dias andando por caminhos incertos final- mente tinham chegado…montados nos seus camelos, cada um com a sua devoção, transportando ouro, incen- so e mirra, preciosas oferendas para o Menino recém-nascido. Tinham vin- do de muito longe, seguindo sempre a ditosa estrela… descido a encosta, e encontravam-se agora à entrada da gruta onde Nossa Senhora e São José contemplavam embevecidos o Menino Jesus, deitado nas palhinhas. Também o burrinho e a vaquinha, numa atitude benta e protectora, aqueciam e vigia- vam de perto o sono do Menino, que sereno dormia…
Rescendiam as apetitosas frutas ma- duras… guardadas do Verão ou com- pradas no mercado do Funchal, propo- sitadamente para enfeitar a mesa onde um Menino Jesus maior permanecia durante o ano inteiro. Vestido com uma túnica branca ornamentada com rendas ou então bordada pelas mãos hábeis da minha mãe, no caracterís-
tico Bordado Madeira, e um cordão também branco a ajustar na cintura.
A toalha branca espalhava suavidade e pureza, contrastava com as belas cores das laranjas, das tangerinas, das maçãs vermelhas e outras frutas da época, e com o verde magnífico das searas.
Ao dispor a fruta sobre a mesa, de uma forma decorativa, minha mãe ia avisando:
__ A fruta que está na mesa do Meni- no Jesus não é para mexer… Ou, então, uns dias depois do Natal, ao notar al- guns espaços vazios entre elas:
__ Já tiraram fruta da mesa do Me- nino Jesus...__Vou saber quem foi!
Mas não ia além disto… dizia e con- tinuava calmamente a bordar… não averiguava nem questionava sobre o culpado ou culpados. Ouvíamos ca- lados e entre os irmãos ninguém fala- va… ou acusava…e nesta cumplicida- de silenciosa sabíamos que à medida que os dias passavam nenhum de nós resistia a surripiar uma tangerina ou uma bela maçã vermelha da mesa do Menino Jesus… E Ele, criança como nós, não se importava, dizia-nos a sua expressão sorridente e feliz…de tal forma que em nós não sobrava nem a sombra do remorso. Todos os anos acontecia a mesma coisa… a fruta da mesa do Menino Jesus ia misterio- samente desaparecendo no decorrer dos dias entre o Natal e o primeiro do ano… O misticismo da lamparina de azei- te mantida acesa dia e noite dava um ar de mistério, transfigurando todas as coisas à volta… colocando sombras tranquilas nas paredes do quarto. Não era de bom-tom deixar a luz divina apagar-se, ditava a crença… e repetia minha mãe… pois com ela extinguir- -se-ia também a fé das pessoas que moravam na casa. Ainda que parecesse débil, a magia daquele fulgor sagrado enchia toda a habitação, anulando o escuro da noite…afastando os medos e os fantasmas que povoavam o imagi- nário das crianças… De repente tudo ganhava um simbolismo diferente, que ia muito para além das imagens do presépio… era algo belo que nos ligava ao transcendente, ao desconhecido…
Iluminava-nos os sonhos e guiava-nos por esses lugares remotos da Palesti- na…onde o Menino Jesus nascera…
por esses árduos caminhos cheios de tropeços e dificuldades trilhados por Nossa Senhora e São José, mas ainda assim belos e atractivos para nós, que os vislumbrávamos apenas com a ima- ginação. Podíamos então, ver clara- mente o burrinho chegando a Belém…
já cansado, sob um céu resplandecente de estrelas…calcorreando penosa- mente a vereda estreita, esforçando-se por chegar até à porta do estábulo com Nossa Senhora e São José em cima. A visão dos animais, surpreendidos pela intromissão àquela hora tão tardia, le- vantando a cabeça e olhando ensona- dos… no entanto, pacíficos e acolhe- dores… protegendo o Menino.
Além de simbolizar o nascimento do Menino Jesus, o Natal significava a passagem de mais um ano, o surgi- mento de um novo ciclo, e até mesmo quando os dias eram de chuva, as noi- tes escuras desprovidas de estrelas ou luar, com vento a uivar lá fora, havia na época de Natal um brilho especial.
As visitas dos tios e dos primos que, por vezes, se prolongavam até Janei- ro... Os almoços de domingo em famí- lia, as histórias contadas pelos adultos, as brincadeiras e correrias a ver se já havia laranjas maduras… Retribuir as visitas aos tios e ver o presépio das vi- zinhas, o sabor das comidas próprias da época, dos bolos e broas de mel, dos licores diversos que ocasionalmente nos deixavam provar… tudo tinha um sabor especial, de novidade, por serem feitos apenas na época natalícia. Ape- sar de não haver a fartura e a varieda- de de géneros que há hoje em dia…
foi um tempo que deixou saudades…
porque tínhamos a segurança, o cari- nho da família unida… e essa união e entreajuda tornava-nos fortes para a vida. Um tempo marcado pela apro- ximação entre as famílias… saudoso pela amizade dos que moravam perto e pelo valor, pela beleza que encontrá- vamos até nas coisas mais simples…
Está como saiu na antologia: Luz de Natal, 2018
DIVULGA ESCRITOR
ENTREVISTA
ESCRITORA ISABEL LAGO
Sou portuguesa e vivo em Matosinhos, Portugal, uma cidade junto ao mar. Nasci e estudei no Porto, uma cidade aqui ao lado, e que é a segunda cidade portuguesa. Sou casada e tenho duas filhas e três netos. Licenciei-me em Filosofia, em História e sou Mestre em História Medieval. Desde criança sempre gostei de ler e por isso aprendi rapidamente a escrever para poder contar histórias só minhas. Fui professora a maior parte da minha vida. Com a aposentadoria passei a escrever sobre a história da minha cidade de que foram publicados 15 livros. Posteriormente, por um desafio que me fizeram, passei a escrever sobre a Devoção ao Bom Jesus de Matosinhos no Brasil. Desse trabalho nasceu um livro, publicado em Portugal que é o único trabalho conhecido sobre o assunto e que se chama “Uma rota de fé “ A devoção ao Bom Jesus de Matosinhos no Brasil .
Boa Leitura!
Ao procurar o título lembrei-me de que na gramática a primeira forma dos verbos era o Presente do Indicativo. E Presente do Indicativo teria de ser o meu livro. Porque o Presente indicava-me um Futuro a ser…”
DIVULGA ESCRITOR
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Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
O amor sempre presente em textos da autora Isabel Lago
Escritora Isabel Lago, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Con- te-nos, o que a motivou a ter gosto pela arte de escrever textos poéti- cos?Isabel Lago - Shirley, desde criança que achava piada a rimar e jogava com isso. À medida em que fui cres- cendo e com os primeiros amores passei a perceber que era sobre eles que gostava de escrever. E por isso dediquei-me à poesia de amores fei- tos e desfeitos. Nem sempre a gente acerta .
Em que momento se sentiu prepa- rada para publicar “Presente do In- dicativo”?
Isabel Lago - O “Presente do Indi- cativo” está escrito há anos. Como não tinha ambiente familiar para o publicar fui deixando passar o tempo.
Quando ultrapassei os 70 anos dei o
“grito de Ipiranga” e decidi arranjar um editor que me editou o primeiro livro de poesia “Voos”. Mas como es- tou muito ligada ao Brasil pela minha
“Rota de Fé”1 pensei em partilhar a minha poesia com essa gente do ou- tro lado do Atlântico que me trata tão bem e de cujo intercâmbio poderei ti- rar alguns frutos e amizades.
O Presente do Indicativo nunca foi editado em Portugal. É um projecto de livro
Quais critérios foram utilizados para seleção dos textos poéticos pu- blicados na obra?
Isabel Lago - Os meus são marcados pelo gosto/não gosto do que escrevo.
Toda a minha escrita tem um critério base: o Amor. E escrever para mim é muito fácil. A partir de um som, de uma palavra perdida ou de uma frase que me emocione, a poesia sai.
1 Livro que publiquei em 2003 sobre a Devo-
Como foi a escolha do título para o livro?
Isabel Lago - Ao procurar o títu- lo lembrei-me de que na gramática a primeira forma dos verbos era o Presente do Indicativo. E Presente do Indicativo teria de ser o meu li- vro. Porque o Presente indicava-me um Futuro a ser…
Compõe-se de 36 textos todos de te- mática sobre o amor.
Apresente-nos um dos textos publi- cados em “Presente do Indicativo”?
Quando acordei do amor
senti de novo o apelo do teu corpo que pouco antes se tinha descolado do meu.
Procurei-te entre os lençóis.
A minha mão encontrou a tua e atraíste-me com doçura
afogando-me de novo num longo abraço.
Mais uma vez perdemos a noção do tempo,
do dia e da noite, da aurora e do ocaso
Sabemos que cada texto tem um pe- dacinho da autora. Comente sobre o momento de criação deste texto.
Isabel Lago - “Foi um momento de entrega a um amor plenamente cor- respondido”
Quais os seus próximos projetos li- terários?
Isabel Lago - Publicação no próximo Dezembro em Matosinhos de um novo livro : “No mesmo silêncio”
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhe- cer melhor a escritora Isabel Lago.
Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que men- sagem você deixa para nossos leito- res?Isabel Lago - “Vale a pena ler ler po- esia… mas escrevê-la é muito mais alucinante.“
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Foi durante o processo de amadurecimento na carreira literária que a escritora Téia Camargo constatou que enfrentava as mesmas dificulda- des que muitos outros autores para impulsio- nar a venda de seus livros.
Desta forma, a autora vislumbrou a criação de uma plataforma colaborativa de autores, na qual cada um pu- desse colocar à venda suas publicações e ao mesmo tempo divulgar o trabalho de outros, unindo esforços no melhor estilo “juntos somos mais fortes”.
Surgiu assim a livrosemaislivros.com.br, um site de venda de obras autorais, facilitador da visibilidade do tra- balho daqueles que se tornam parceiros por adesão e que têm o desejo de estender a comercialização de suas obras a públicos que não alcançariam sozinhos.
O site aceita quaisquer tipos de publicações: roman- ces, crônicas, acadêmicos, poemas, etc., o próprio autor pode fazer o cadastro, inserir suas publicações, decidir o valor de venda, gerenciar o estoque e receber aviso quan- do a venda é realizada.
Hoje a plataforma tem um custo mensal de R$15,00 para cobrir as despesas de administração e mais 5% sobre a venda de cada livro, valor este revertido para incremen- tar a publicidade.
O autor-parceiro ao receber o aviso de venda fica res- ponsável pela remessa do livro ao leitor que o adquiriu, recebendo o valor da venda após quinze dias úteis, já des- contado o percentual pactuado.
Trata-se de um projeto originário de um sonho, exe-
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM A LIVROS E MAIS LIVROS
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cutado sem patrocínio e custeado apenas com recursos próprios.
Em fase de ampliação e consolidação, a livrosemais- livros.com.br está captando novos autores-parceiros que estejam interessados numa alternativa de venda de suas obras, sem burocracia, com liberdade para lançamento de seus títulos e dividindo de forma econômica os cus- tos da propaganda que atende a toda a coletividade.
O site conta com a supervisão de um escritório es- pecializado em Direito Digital que elaborou termos de uso e política de privacidade em consonância com a legislação pertinente além de manter controle sobre as atividades.
A mais recente conquista da plataforma é a partici- pação na Bienal Internacional do Livro no Rio de Janei- ro, de 30 de agosto a 8 de setembro de 2019, no Pavilhão do Riocentro, em um estande localizado no Pavilhão Verde, Rua P.
Os escritores que se associarem a este novo conceito de comércio de livros até o dia 22 de agosto 2019 pode- rão usufruir do espaço por duas horas gratuitas, em dias consecutivos ou alternados, para lançamento de livro ou sessão de autógrafo, sujeitas à disponibilidade na grade de horários.
Para maiores informações, visite a livrosemaisli- vros.com.br
Conheça e acompanhe o projeto pelas redes sociais:
Facebook: Livros e Mais Livros Instagram: @livrosemais.livros
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DIVULGA ESCRITOR
Por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Meu pai é Artur Maurício Machoqueira e minha mãe Arminda Marques Luis e na Terra Preta, Montargil, Portugal quis Deus(a) que eu nascesse, não na Machoqueira.
Terra preta, terra de horta, muito trabalharam meus pais para me livrarem de seus ais, eu não ficar com coluna torta.
Por causa dos estudos à guerra não fui e se da enxada me livrei
do Ministério da Agricultura não, onde muito tempo a «servir» fiquei.
Pregador fui, pregador não sou, eterno estudante sou. Meu pai, terno,
me dizia até que meu pensar
era só estudar! Mas gosto de cozinhar!
ENTREVISTA
ESCRITOR JOAQUIM MACHOQUEIRA
DEUS faz quando quer o que ninguém pode fazer, para que até incrédulo possa crer
Casei, tenho um filho, nora e netas, Sou vegetariano, fui operado ao coração, Não faço milagres, creio em Deus(a) PAIMÃE com toda a devoção!
Não creio em sacrifícios,
creio no carma e na reencarnação, creio até que posso ter sido rei, cigana de grande bailação!
E agora sou isto: um teu igual,
Um milagre de Deus(a), pais, cirurgião Arruda Pereira, eu, Dr. Paulo de Setúbal...
Que sabe o que é o pecado original.
Boa leitura!
DIVULGA ESCRITOR
Escritor Joaquim Marques Macho- queira é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divul- ga Escritor. Conte-nos, o que o mo- tivou a ter gosto pela arte de escre- ver?Joaquim Machoqueira - Prazer meu também. Apesar de letras, pa- lavras serem mais do que sua escrita, são pelo menos também som, poder e vida, escrita existe, vê-se. Há vários alfabetos e há quem diga que existem três mais sagrados: o sânscrito, o gre- go e o hebraico. Gostar da escrita é gostar portanto da palavra mais con- creta. Se é que vista é mais concreta do que som e do que Deus. E arte, beleza não é sem utilidade, sem com- pletude. Gosto portanto de escrever porque aprendi/me ensinaram a es- crever.
Em que momento se sentiu prepa- rado para publicar o seu primeiro livro solo?
Joaquim Machoqueira - O primei- ro livro que publiquei: “contributo para a Monografia de Montargil” foi de facto em co-autoria. E não estava totalmente preparado: lembro-me de ter pedido ao padre Francisco Bento para transcrever para português atual um texto antigo que era mais latim do que português. Se só fizéssemos algo, a sós ou acompanhados, quando esti- véssemos totalmente preparados, não fazíamos nada.
Em 2018, você publicou três livros.
Apresente –nos as obras publicadas.
IMORTALIDADE
Constituído por 96 itens, o presen- te livro, com o título Imortalidade, na sua maior parte em verso, de- bruça-se não propriamente sobre a imortalidade no sentido do não esquecimento, da grande durabi- lidade histórica de nomes, vidas e obras mas no sentido da longevidade.
Assim, começa com uma identifi- cação/ligeira preocupação com o tempo eterno, seguindo-se-lhe a primeira das várias e repetidas re- ferências à respiração profunda, prática taoísta ancestral tão benfa- zeja da saúde como da longevidade.
Aborda a interdependência: ou nos tornamos - todos os seres - imortais, ou continuarão a ser pouquíssimos os imortais, se é que há algum(a).
Faz também referência à Inter- net, esse incrível instrumento de divulgação da verdade, de comu- nicação, de ensino, de orientação.
A ideia/prática da plenitude e da atenção, distinta da não menos im- portante concentração estando tam- bém muito presentes. Assim como a do Zazen, o sentar à maneira de Buda, sem pensar, acompanhando a respiração mais ou menos profunda.
Também fala por duas ou três vezes de política para lembrar que os honestos não a podem abandonar, de tão im-
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portante que é, às mãos dos desones- tos, mentirosos e mal intencionados.
O fazer sofrer injustamente, seja qual for o ser, é apontado como a causa do sofrimento. Referindo como causa da morte física a morte espiritual, a desi- dentificação com Deus, a Totalidade.
E logo, como causa da Longevidade a sempre crescente identificação com Deus(a), a Verdade, a Totalidade.
A Ideia/prática da Justiça é apon- tada como fundamental. Solu- ção não está no amor|compai- xão incondicionais, contrários à correcção, ao aperfeiçoamento.
Sexo dá vida física e pode matar.
Muito dificilmente, defende o livro, um(a) abusador(a) do sexo, grande desperdiçador(a) de energia, cujo be- nefício, se é que o tem, em nada com- pensa o prejuízo, terá vida longa ! Esforço a mais, sacrifício a mais, du- alidade (divisão), tensão, obsessões, dificuldade em viver o momento, medo, de ser feliz ou da dor, impru- dência, agressividade, demasiada ambição, estupidez, que é falta de atenção, nenhuma ambição também sendo referidos como muito prejudi- ciais à saúde, à longevidade, à imor- talidade…
NÃO DUALISMO
Se este Livro levasse outro título seria:
Espírito(a). Porque mundo perdido é mundo sem ou com muito pouco Es- pírito(a). Espírito com (a) porque Es- pírito(a) também é Deus-Deusa que é Tudo, Totalidade com excepção do mal. Porque salvação vem! É Agora!
E volta, à semelhança do livro:
IMORTALIDADE, também da Ar- telogy, com mais clareza, aos magnos assuntos: da verdadeira Respiração profunda, serena porque é através da Respiração que podemos e deve- mos não só inconsciente mas acima de tudo conscientemente, não fra- quinha, dualisticamente, ligar-nos à força vital superior divina curativa,
Prana (Índia), Pneuma (Grécia), Lung (Tibete), Baraka (Islão), Ruah (Israel) e Chi/ki (China); e, do peca- do, maldade original e seus deriva- dos, os vícios e de como nos vermos livres deles(as) de uma vez por todas voltando ao paraíso/nirvana.
Fala da(o):
- Não necessidade da dor, do sofri- mento: basta, no seu lugar, um menor bem estar… quanto bastar!
- Possibilidade do Bem, do Bom, do Nirvana/Paraíso mesmo quando não está/não parece estar tudo Bem.
- Vero ganhar; grande realidade Espí- rito(a) de que corpos, matéria é som- bra!; carma; perfeição; Absoluto(a);
reencarnação; equilíbrio; momento, Agora; confiança e humildade; devo- ção; sonho; reciprocidade; UNIDA- DE com o(a) verdadeiro(a), imutável, original DEUS(a), o vero não-dua- lismo; igualdade; grande atenção/
concentração; não medo; genuíno;
imparcial; liberdade; eternidade mo- mento; sermos nós próprios; coo- peração; respeito; beleza; perfeição;
vera iluminação experimental; do sentido e do não sentido; compati- bilidade; não fixação; não apego; não saudade, não esperança…
É:
- Originalidade e repetição (tudo é novo e repetido a cada momento!);
milagre; simplicidade (lei resume-se nisto: não fazermos nem deixarmos sofrer injustamente nenhum ser, aju- darmos todos os seres a salvarem-se);
VERDADE: DEUS(A) É NÃO SÓ A BOA TOTALIDADE, COMO IN- DIVIDUALIDADE!; não dualismo (Bem vence sempre o mal)!; Graça;
Kundalini; comunicação; cura, preo- cupação quanto basta; zazen; mente/
corpo; lapidação; não competição;
intemporalidade; aprendizagem; não idealismo; repentismo quanto basta;
silêncio; prosa, poesia; presença; co- erência…
DEUS(A)
DEUS(A) BOA TOTALIDADE IN- DIVIDUALIDADE
ACIMA E FORA DELA: SE- NHOR(A), CRIADO(A), CRIADOR(A), JUIZ(A), (NÃO) JULGADO(A)!
DEUS(A) VIDA, DOADOR(A) DA VIDA, TIRADORA, TIRADOR DE VIDA… DEUS(A) COMPAIXÃO!
SENHOR(A) RE-CRIADOR(A), CORRETOR(A), TODO(A) PODE- ROSA(O),
TODO FORMOSA(O),
UM(A) FINITA,O INFINITO(A) COM CRIAÇÃO!
DEUS(A) INSTANTE; NÃO MIRA- BOLANTE, O INCRÍVEL, INAU- DITO EVENTO; RESPIRAÇÃO PROFUNDA; SERENA DE GIGAN- TE! Meditação!
DEUS(A) RAINHA PRESIDENTE REI MENINA(O)
PRESIDENTA MAGA(O) PRESEN- TE SORRIDENTE
NÃO TENTADOR, LIBERTA- DOR(A), NÃO TENTADORA.
E OMNISCIENTE. EVENTUAL- MENTE AUSENTE.
UNIGÉNITO(A) DEUS,A ME- NINA(O) NÃO GULOSO(A), PORTUGUÊS(A), APÁTRIDA, JUDAICA(O), INDIANO(A), CIGANA(O), ALEMÃ(O), VEGE- TARIANO(A), MUI PRECOCE, BRASILEIRA(O), EXTRA-TERRES- TRE, SEBASTIÃO/SEBASTI-ANA, CHINES(A), MANUEL(A), KRISH- NA, BUDA, REENCARNAÇÃO OU… NÃO…
S(A), SUA DIVINDADE CONSIS- TINDO EM LEÃO/LEOA ATEN- ÇÃOCORDEIRA CORDEIRO PAS- TOR(A) JUIZ, JUIZA, PRUDÊN- CIA,MÚSICO(A), POETA, POETISA, MUSA, NÃO DOR, FELICIDADE