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COMUNIDADE DE PRÁTICA DIGITAL NO ECOSSISTEMA COMUNICATIVO

No documento COMUNIDADE DE PRÁTICA DIGITAL (páginas 71-103)

“As palavras em si não possuem um significado fixo e recebem seu significado somente no contexto, numa área de pensamento”.

(Ludwik Fleck)

Este capítulo analisa elementos que evidenciam a comunicação mediada por tecnologias situando a Comunidade de Prática Virtual do Projeto SífilisNão como espaço coletivo para troca de ideias e construção do conhecimento. A análise e reflexão das ações para consolidação das práticas se constitui a partir das lives bate-papo na rede social do YouTube no canal do Projeto SífilisNão. As possibilidades interativas, comunicativas e dialógicas são apresentadas nesse percurso mediado por um ambiente virtual que tem como eixo norteador a troca de ideias, constituindo assim, um ecossistema comunicativo.

Os caminhos evidenciais para delinear com clareza a Comunidade de Prática Virtual do Projeto SífilisNão, suas ações e sua integração no espaço virtual apresentam elementos que se integralizam em um ambiente, um invólucro que transita no meio virtual, ou seja, pelas de redes sociais. No momento atual as redes sociais assumem um papel relevante em um cenário em que revela o aumento no consumo de informações, notícias, visualizações de vídeos nas redes sociais, especialmente durante a pandemia da COVID-19.

O ambiente que constitui a estrutura da CdP virtual do PSN transita em plataformas que possibilitam o acesso à informação, socialização e, ao mesmo tempo, favoreça a participação efetiva de suas ações nos territórios de abrangência. Esse é o contexto em que as plataformas virtuais têm sido uma grande aliada as redes sociais e espaços que interligam pessoas por demonstrarem interesses comuns em situações de envolvimento que acontecem no ambiente digital virtual por possibilitar a convivência com diferentes tecnologias.

Ao se inscrever e participar de uma rede social, o sujeito vira membro e, consequentemente compartilha ideias, pensamentos, expõem seus perfis que interagem com outros membros e, nessa teia de relacionamento virtual, criam um espaço/comunidade sobre assuntos de interesses. Assim, a diversidade de sites são os mais variados, como Facebook, Instagram, Twitter entre outros e sites de armazenamento de multimídia, como o YouTube, que se integram a teia interacional da CdP online do PSN e “como empresa de mídia, o YouTube é uma plataforma e um agregador de conteúdo, embora não seja uma produtora do conteúdo em si” (BURGUESS; GREEN, 2009, p. 21).

A CdP virtual do PSN ao integrar a plataforma de carregamento e compartilhamento de conteúdo audiovisual, o YouTube, consolida ações socializadas pela comunidade e será que pode possibilitar a efetivação de diálogos nas lives do bate-papo entre os apoiadores, e a interação dos inscritos no canal, já que essa interação se efetiva no chat? A informações apresentadas no chat irá contribuir para nossa análise, mesmo que a posteriori. A mediação, nesse processo, é fundamental para a interação síncrona da live e, quanto a assíncrona? Quais as possibilidades de contribuições efetivas mesmo que o participante retorne ao canal para assistir a live?

A diversidade contextual do ambiente atual propicia um efetivo de ações apenas para o momento presente, este independe deste cenário pandêmico pelo compartilhamento onde se espera respostas mais rápidas e intensas nos territórios de atuação. O território de atuação da comunidade de prática como já foi mencionado anteriormente se interliga na modalidade virtual por seus membros estarem reunidos pelos mesmos núcleos de interesses e apesar de “não-presente”, essa comunidade está repleta de paixões “ela reinventa, no gasto e no risco, velocidades qualitativamente novas, espaços-tempos mutantes”. (LEVY, 2011, p. 24).

Nesses espaços-tempos a informação e o conhecimento é um ciclo renovável de novas técnicas e novas configurações.

Na CdP virtual do Projeto SífilisNão o ciclo de renovação se consolida na relação espaço-tempo como território de atuação virtual, com as lives

bate-papo em espaços coletivos. Estas lives são organizadas pelo grupo de apoiadores que atuam, profissionalmente, na área da saúde, organizam e selecionam as temáticas das lives. A organização é um momento comunicativo e interativo. O coletivo de ideias forma fluxos de comunicação que possibilita a produção, contextualização e recontextualização das ações e práticas no ambiente que cria e recria novos instrumentos que favorece comunicação e cooperação no espaço digital virtual.

As comunidades virtuais têm se projetado como um local de criação e difusão de conhecimentos, que advém da interação dos sujeitos, criadores, participativos e ativos na sociedade do conhecimento. Dessa forma o conhecimento é socializado, um produto acessível e utilizável sustentado por um processo dialógico e no mundo tecnológico se estimula novas formas, novas maneiras de se comunicar. Novas ferramentas são consideradas inovadoras, novas formas de fazer com que a informação e o conhecimento possibilitem processo comunicativo. Na comunicação mediada por tecnologias os sujeitos trocam informações sem a interação física, ou seja, em espaços virtuais e os novos ambientes virtuais oferecem a possibilidade de experimentar ações não-presenciais; possibilitam, portanto, estratégias que partem de coletivos e que permitem interação entre os envolvidos.

Aspectos práticos do ecossistema virtual da Comunidade de Prática do Projeto SífilisNão

O ecossistema virtual que compreende as estratégias de aproximação dos apoiadores da Comunidade de Prática virtual do Projeto SífilisNão (CdPV do PSN) se efetivou por meio do canal YouTube, nas lives bate-papo SífilisNão, conecta não só os apoiadores, mas a todos que demonstraram interesse na temática, pois ao se inscrever no canal, as pessoas passam a receber notificações do canal. Essas notificações não são restritas somente aos membros, mas a quem também se inscreve no canal.

No conjunto das práticas desenvolvidas de forma integrada pelo Projeto SífilisNão (PSN), CdP virtual do PSN e as lives no canal YouTube, sendo estas denominadas de bate-papo SífilisNão são ações em que as práticas da CdPV do PSN se afetiva. Desse modo, as instituições/órgãos parceiros são Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS, Sistema Único de Saúde (SUS), Ministério da Saúde, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (UFRN), Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC),Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Governo Federal, que viabilizam os processos que possibilitem a sistematização e acompanhamento das ações raiz no PSN e culmina nas práticas desenvolvidas pela CdP online do PSN, como mostra a Figura 6.

FIGURA 8. Tela de apresentação do Bate-papo SífilisNão.

FONTE: Disponível em: https://youtu.be/k3w94bLsGDU

As lives bate-papo SífilisNão representa a intencionalidade das ações e com a pandemia da COVID-19 os apoiadores se depararam como o grande desafio: dar continuidade as ações de combate a Sífilis nos territórios e ofertar apoio nas ações do enfrentamento ao longo do coronavírus (Chyrly Moura, apoiadora do PSN). No período de julho a outubro do ano de 2020, 38 lives foram realizadas e transmitidas pelo canal YouTube, com duração que varia entre uma hora a uma hora e vinte minutos. As lives compartilham as práticas desenvolvidas no território e a experiência temporal e atemporal a partir da sua singularidade.

Os materiais produzidos nas lives do bate-papo SífilisNão, aparecem como marcas da comunicação atual e essa produção envolve a superação de obstáculos onde possibilita que os apoiadores interajam de forma que a delimitação espaço-tempo não limite as ações da CdP, pois estes são espaços e tempos próprios da comunidade de prática, essência da atividade coletiva.

A cada acesso buscando respostas ao que tinha deixado a marca provocativa, maior era o rebuliço interno, contudo focalizando dois elementos essenciais: a comunicação e a troca de ideias. E na CdPV do

PSN, essa comunicação e troca de ideias ocorrem? É sob esse olhar que as observações nas lives bate-papo do Projeto SífilisNão, no YouTube se acentuam e, assim, o início da investigação.

Para o recorte utilizaram-se as lives do Projeto SífilisNão do ano de 2020.

Este ano contribuiu de maneira singular pois vivíamos um ano atípico marcado pelo isolamento social devido a COVID-19, e sob esse olhar, o salto interno do que antes tinha causado provocação, a busca de estratégias positivas na CdPVSN, mas ainda com a venda nos olhos pois apenas conseguia enxergar a comunidade de prática, na própria descrição de uma das ações desenvolvidas, foi exposto a live que me direcionou para novos olhares: o YouTube. O olhar, a partir desse redescobrir, foi ampliado, entendendo esse processo como um ecossistema virtual.

O momento de ampliação desse olhar, delineia-se também o percurso investigativo. Desse modo, organizar um roteiro para análise justifica-se, primeiramente, para o conhecimento devido a necessidade de se compreender a realidade e para esse contexto evidenciou-se a abordagem netnográfica, por ser uma pesquisa observacional participante baseada em trabalho de campo online (KOZINETS, 2014) e relacionar as comunicações mediadas pelas tecnologias.

A pesquisa tem como objeto de estudo a Comunidade de Prática do Projeto SífilisNão e conhecer as ações e práticas desenvolvidas nesta comunidade, conforme já mencionamos anteriormente, amplia o campo investigativo e apresentar quais as possibilidades interativas da própria comunidade e a sua operacionalidade. O olhar foi sendo desenhado, construído e toma forma visto que a pesquisa se trata de uma comunidade de prática virtual online e offline, síncrona e assíncrona, e neste contexto como a interação poderia acontecer? Este momento de descoberta inspirou aos fluxos comunicativos, ou seja, a ampliação dos novos instrumentos cooperativos de comunicação e para uma comunidade onde o virtual impera “a rede parece ser um verdadeiro e próprio ‘território”

(MALÍZIA, 2012, p.27).

Nas observações na Comunidade de Prática Virtual do Projeto SífilisNão (CdPV do PSN), na qual direcionava o olhar para um grupo, um coletivo e que interações ocorriam no espaço virtual e sob essa perspectiva passo a sondagem, momento inicial da pesquisa, buscar correlações necessárias entre o Projeto SífilisNão, a Comunidade do Projeto SífilisNão e o canal do YouTube. Este momento da pesquisa é o desenlace para o olhar na averiguação de como a interação, a troca de ideias na CdPV do PSN acontece.

Para conhecer mais afinco o acesso a Comunidade de Prática do Projeto SífilisNão, foi-se observando as relações entre a comunidade de prática e o canal do YouTube e a relação que ambos têm como estrutura um dos eixos do Projeto SífilisNão, a comunicação. Nesse processo investigativo, passo a considerar dois grandes momentos relacionais na pesquisa: antes e após essa visibilidade no canal do YouTube. Esse despertar relaciona-se com as ações e práticas socializadas na própria CdPV do PSN.

Até o momento tem-se apresentado a relevância do antes para nós, isso porque me incluo neste processo, para que possamos nos situar e compreender a relação na tríade: PSN, CdP SífilisNão, lives bate-papo SífilisNão no YouTube, por sentir a pertinência de conhecer os fatos que antecedem para se compreender os que sucedem, ou seja termos conhecimento da realidade e assim passar para o momento em que a visibilidade ao canal disponível no YouTube se evidencia.

As evidências para construção do caminho que direcionou para o YouTube, associam-se as ações e práticas da CdPV do PSN. Este é um momento que, enquanto pesquisadora e transeunte, busco as diferentes situações entre o Youtube e a Comunidade de Prática do PSN. Assim passo, primeiramente, a observar a estrutura organizacional do canal, já que sua organização dispõe de vídeos curtos, websérie e lives.

QUADRO 4. Estrutura organizacional do canal SífilisNão - YouTube.

Tipo de vídeo Total

Coneps 03

Web Série Sífilis Não 10

Vídeos de chamadas curtas 03

Lives Vídeos bate-papo SífilisNão 38

Vídeo – Apresentação dos apoiadores 01

Total 55

FONTE: Compilação da autora.

Os dados do quadro acima são de domínio público, não precisa ser membro da comunidade ou estar inscrito no YouTube para ter acesso e, consequentemente, inicia-se o processo exploratório da pesquisa no referido canal e dentre os formatos de vídeos que se molda a nossa pesquisa são as lives (A confirmação do moldar-se a pesquisa está diretamente relacionada as práticas que foram explicitadas na Comunidade de Prática (CdP) do Projeto SífilisNão e já descrita no capítulo anterior. Em uma das práticas socializadas mencionava uma live bate-papo SífilisNão. Dessa forma, reforçamos mais uma vez que explorar, nos conduz ao ato de conhecer em busca de elementos para fundamentação da pesquisa.

A exploração por este canal, participar de forma síncrona e assíncrona, observar e analisar se os padrões estruturais e formatos estabelecem correlações com as categorias essenciais que sustentam a pesquisa: comunicação, coletivo de ideias, interações e troca de ideias.

Passei a ser uma transeunte, contudo agora mais vívido sobre o que buscar:

se é como acontece, ou se possibilita a construção coletiva e colaborativa a partir da troca de ideias. Para essa compreensão fiz um mapeamento dos meses de julho a outubro de dois mil e vinte. Alguns critérios essenciais foram adotados:

1. Observar o formato do Card e o formato da live em todas as lives e se mantinham o mesmo padrão;

2. Identificar o Mediador, Convidados, Debatedor e o chat em cada live, como também a participação de cada categoria. Aqui na observação também se identifica a região e a dimensão e o alcance;

3. Verificar se as perguntas e questionamentos no chat eram respondidos no momento da live; conferir também os comentários no chat no momento da live.

Ao iniciar como o mapeamento onde apresenta a ação, ou seja, o título da live, a data da exibição síncrona, o horário que foi exibido e total de visualizações até o momento da elaboração do quadro, sendo que esse valor será modificado a cada pessoa que vai ao canal em busca de conteúdo. Reforçando o exposto no cenário da pesquisa, mapeamos trinta e oito lives nesse período.

A relevância de cruzar essas informações, está na aferição dos conteúdos cuja abordagem será destacada posteriormente, tendo em vista que o foco desta análise é em como ocorrem a troca de ideias em um projeto de abrangência nacional e o caminho que nos instiga a análise são as lives na série bate-papo “SifilisNão” no Youtube.

Após o mapeamento das 38 (trinta e oito) lives, selecionei 08 (oito), utilizando os seguintes critérios: a) as lives inicial e final, por considerar relevante verificar se a estrutura organizacional permaneceu a mesmas, entre a primeira e a última live; b) as demais foram sorteadas aleatoriamente. Estas lives correspondem a aproximadamente vinte por cento das lives bate-papo Sífilis no canal do Projeto Sífilis Não no YouTube Sífilis Não.

QUADRO 5. Lives selecionadas.

LIVE TÍTULO

LINK DE ACESSO AO YOUTUBE DATA

HORÁRIO DURAÇÃO 1 “Sífilis Não” e seus impactos no território: a pesquisa-ação.

https://www.youtube.com/watch?v=SQZvnej4OTc&t=697s 13/07/2020

19H 1:34:55 2

Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do Projeto “Sífilis Não”.

4

Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do Projeto “Sífilis Não”.

https://www.youtube.com/watch?v=ww-kQEjDii8&t=334s

15/09/2020

19h 1:11:05

5

Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do Projeto “Sífilis Não” – Ecossistema do Projeto “Sífilis Não”.

https://www.youtube.com/watch?v=Bb-C-Vaq830

28/09/2020

19h 1:12:10

6

Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do Projeto “Sífilis Não” – Cuidado à Sífilis na Atenção Primária à Saúde: desafios e possibilidades.

8 Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do Projeto “Sífilis Não”. pesquisa seguindo uma sequência linear das lives e dessa forma sistematizar as ideias a partir do observado, me questionando: por onde começar? Eis o desafio... O ponto inicial: assistir as lives selecionadas na perspectiva de verificar se as interações online contribuem para um ambiente dialógico das experiências profissionais socializadas como espaço coletivo a partir da troca de ideias. Contudo cabe acrescentar informações relevantes, mesmo que a pesquisa não faça uma análise quantitativa, é importante destacar as lives mais visualizadas e as menos visualizadas.

QUADRO 6. Ações e títulos das lives mais visualizadas.

FONTE: Compilação da autora, visualizações atualizadas em junho de 2021.

QUADRO 7. Ações e títulos das lives menos visualizadas.

AÇÃO: LIVE-VÍDEO

TÍTULO

DATA/ANO

2020 HORÁRIO VISUALIZAÇÕES 1 Bate-papo - Ações e estratégias

comunicacionais e educacionais do

Projeto “Sífilis Não”. 24/08 19h 190

2 Bate-papo: A função do apoio no

contexto do Projeto "Sífilis Não". 28/08 11h 179 3 Bate-papo com apoiadores de controle social no enfrentamento da

sífilis. 25/09 11h 175

6

Bate-papo com apoiadores de pesquisa e intervenção do projeto "Sífilis

Não". 29/09 19h 195

FONTE: Compilação da autora, visualizações atualizadas em junho de 2021.

Os quadros 6 e 7 apresentam uma leitura quantitativa, sem análise mais detalhada que investiguem os possíveis motivos que conduzissem a pormenores de umas lives terem tido mais visualizações que outras. Isso não quer dizer que sejam menos significativas, contudo, acredita-se que fatores internos, pessoais e profissionais que gerasse obstáculos ou impedimentos no horário que a live estivesse ao vivo. O que não impede de ter sido visualizada em momento posterior e da mesma forma ocorre com todas as lives.

Esse contexto inicial corresponde ao que passo a observar e considerar no ato de conhecer e socializar em um provável ambiente dialógico, ao atribuir a relação de trocas de ideias entre sujeitos e ao que se passa a ser conhecido, antes não concretizadas, e nas lives o conhecimento pode ser materializado e assim as:

Relações históricas e estilísticas dentro do saber comprovam a existência de uma interação entre o objeto e o processo do conhecimento: algo já conhecido influencia a maneira do conhecimento novo; o processo do conhecimento amplia, renova e refresca o sentido do conhecido.[...] Por isso, o processo do conhecimento não é o processo individual de uma ‘consciência em si’ teórica; é o resultado de uma atividade social, uma vez que o respectivo estado do saber ultrapassa os limites dados a um indivíduo. (FLECK, 2010, p. 81-82).

É sob essa perspectiva que a análise das lives vídeos bate-papo SífilisNão no YouTube como uma das ações da Comunidade de Prática do Projeto SífilisNão impulsiona os procedimentos investigativos a partir da troca de ideias que possibilite a construção coletiva. Se conhecemos algo é com base em algum conhecimento, é por fazer parte de um círculo de um determinado meio cultural, é baseado em um determinado estilo de pensamento que está inserido em um coletivo de pensamento. (FLECK, 2010).

Nesta pesquisa em que situamos a Comunidade de Prática Virtual do Projeto SífilisNão, segmento de uma das ações do Projeto Sífilis Não, que focaliza-se para as lives no YouTube como uma de suas ações em que podem constituir estratégias comunicativas e um espaço para a troca de ideias. O segmento dessa lógica, será apresentado com a exposição de pontos relevantes. Me refiro aos trechos que se referem ao discurso dos mediadores, debatedores, convidados e participantes, via chat estão em itálico, valorizando suas falas para o contexto de análise da primeira live com transmissão em 13 (treze) de julho de 2020 (dois mil e vinte) às 19 (dezenove) horas. As informações gerais estão na imagem que mostra os cards das lives selecionadas.

FIGURA 9. Cards das lives selecionadas.

Live 1 Live 2

Live 3 Live 4

Live 5 Live 6

Live 7 Live 8

FONTE: Compilação da autora

A figura 8 favorece a uma leitura rápida das lives selecionadas, situando-nos a realidade do espaço e mesmo em um campo aparentemente subjetivo que permeia caminhos delineados que estão para além das vivências presenciais, mas que se busca verificar as interações

comunicativas virtuais e online possibilitam por meio da troca de ideias das experiências profissionais socializadas em um espaço coletivo de conhecimento. A primeira live teve como mediador Ricardo Valentim, o qual, justifica na primeira live o processo e organização para o bloco das 38 (trinta e oito) lives Bate-papo SífilisNão no canal Sífillis Não no YouTube:

(...) Essa primeira Live foi na verdade um insight que eu tive Caó, que eu tava esse final de semana em casa me lembrando do Podcast da Vania, né! Eu vou convidar a Vania e Chyrly que trabalham conosco, é pesquisadora do LAIS, tem feito um trabalho muito bonito aqui no Rio Grande do Norte e aí eu queria juntar essas duas personalidades junto com o Professor Carlos Alberto de Oliveira e a gente bater um papo pra poder ver o que que a gente tem avançado, qual a importância desse projeto pra o território e como essas ações dos apoiadores tem sido é fundamental para imprimir uma agenda de gestão pública e política pública na questão da Sífilis. (...) E depois qualquer um pode fazer perguntas. (Ricardo Valentim. Grifo meu).

(...) Essa primeira Live foi na verdade um insight que eu tive Caó, que eu tava esse final de semana em casa me lembrando do Podcast da Vania, né! Eu vou convidar a Vania e Chyrly que trabalham conosco, é pesquisadora do LAIS, tem feito um trabalho muito bonito aqui no Rio Grande do Norte e aí eu queria juntar essas duas personalidades junto com o Professor Carlos Alberto de Oliveira e a gente bater um papo pra poder ver o que que a gente tem avançado, qual a importância desse projeto pra o território e como essas ações dos apoiadores tem sido é fundamental para imprimir uma agenda de gestão pública e política pública na questão da Sífilis. (...) E depois qualquer um pode fazer perguntas. (Ricardo Valentim. Grifo meu).

No documento COMUNIDADE DE PRÁTICA DIGITAL (páginas 71-103)