Atendendo aos objetivos de realizar um estudo bibliométrico sobre a teoria da colaboração (TC)l, foi possível observar que a TC é uma teoria que pode se interligar a grandes teorias organizacionais para investigar fenômenos sob diferentes perspectivas: o estudo de Huxham e Vangen (2000a) abordou a Teoria da Contingência e influenciou Appleton et al. (2013) e Thomson et al. (2007); a Teoria da Dependência de Recursos embasou o estudo de Reuer e Koza (2000a) combinada com a Teoria dos Custos de Transação. Outros exemplos foram encontrados: Teoria da Dependência de Recursos em Jamal e Getz (1995); Aprendizagem Organizacional em Gajda e Koliba (2007); Redes Sociais em Woodland e Hutton (2012) e Inovação Tecnológica em Silic e Back (2016).
Os resultados mostraram a TC vinculada a áreas tais como Organizações/Empresas (ALONSO; BRESSAN, 2014; ARAM, 1976; BABAIAN et al., 2006; EBEL et al., 2016; PHILIPS et al., 2000; REUER; KOZA, 2000a; SILIC et al., 2014; SILIC; BACK, 2016; THOMSON et al., 2007; WOODLAND; HUTTON, 2012; WU et al., 2016a); e Turismo: Jamal e Getz (1995), Jamal e Stronza (2009), Selin (1994), Selin e Back (2016) e Taylor (1995). Nas Ciências Sociais gerais destacaram-se Appleton et al. (2013), Gajda (2004), Gajda e Koliba (2007), Gray e Wood (1991) e Huxham e Vangen (2000b) e na área da Sustentabilidade houve destaque para Selin e Chavez (1995) e Wu et al. (2016a).
Ao verificar que colaboração, cooperação, coordenação não são termos intercambiáveis, os achados permitiram concordar com Williams (2016) e afirmar que deverá haver mais esclarecimentos nesse sentido para o fortalecimento da Teoria da Colaboração no futuro. Somente um periódico continha a palavra colaboração: International Journal of e-Collaboration (SILIC; BACK, 2014). Tal evidência pode estar indicando caminhos promissores para avanços da TC por meio das pesquisas que envolvam tecnologia, plataformas colaborativas, usos de softwares e aplicativos (EBEL et al., 2016; SILIC et al., 2016).
A revisão da literatura evidenciou que a raiz da TC está plantada sobre outras raízes profundas das grandes teorias organizacionais e os modelos encontrados conduziram a estudos que tiveram por base a Teoria da Visão Baseada em Recursos (Barney, 1991), a Teoria da Dependência de Recursos (Pfeffer, 1981) e a Teoria dos Stakeholders (Freeman, 1984). Concluiu-se que a TC é uma teoria promissora, que
possui uma espinha dorsal com ramificações nevrálgicas a serem fortalecidas para sustentar rumos investigativos na área da gestão da cadeia de suprimentos sustentável.
A literatura em geral trata a colaboração adaptando-a às diversas áreas de estudo transdisciplinarmente ou isoladamente, mas foi encontrada uma linha comum a todas as áreas, que é a intangibilidade da dimensão humana na colaboração, ou seja, o desafio que os autores enfrentam para medir a aptidão das pessoas para colaborar. No presente estudo
O estudo bibliométrico sobre a gestão da cadeia de suprimentos sustentável guiou descobertas de autores tais como Linton et al. (2007), Seuring e Miller (2008), Krause et al. (2009), Gold et al. (2010), Beske (2012), Hassini et al. (2012), Seuring (2013), Meixel e Luoma (2015), Silvestre (2015), Wu et al. (2016a), Fiorini e Jabbour (2017), Petrudi et al. (2018) e Rostamzadeh et al. (2018), que utilizaram a expressão “sustentável”/sustainable, em suas pesquisas sobre a cadeia de suprimentos ecológica. A expressão “ambiental”/environmental foi também utilizada por Zhu et al. (2004b; 2008a; 2010a, 2011a), autor cuja obra identificada nas buscas bibliométricas, está resumida no Quadro 4 – Os Modelos de Qinghua Zhu, onde consta em 22 ocorrências green supply chain, a expressão mais utilizada pelos pesquisadores.
Os autores que emergiram diretamente do aprofundamento dos estudos sobre a expressão “cadeia de suprimentos verde”/green supply chain foram: Seuring (2001), Sarkis (2003), Hervani et al. (2005), Ninlawan et al. (2010), Thun e Muller (2010), Wooi e Zailani (2010), Eltayeb et al. (2011), Sarkis et al. (2011), Bose e Pal (2012), Lee et al. (2012), Min e Kim (2012), Shi et al. (2012), Diabat et al. (2013), Abdallah et al. (2013), Muduli et al. (2013), Sazvar et al. ( 2014), Tian et al. (2014), Cosimato e Troisi (2015), Fahimnia et al. (2015a; 2015b), Gunaserakan et al. (2015), Jabbour et al. (2015; 2017), Luthra et al. (2015), Mangla et al. (2015), Mathiyazhagan et al. (2016), Haq et al. (2017), Jayant e Azhar (2017), Scur e Barbosa (2017), Kaur et al. (2018), sendo que as expressões estão organizadas no Quadro 6 – Convergência entre os temas pesquisados.
O objetivo específico: identificar se existem barreiras/fatores inibidores para a adoção de práticas verdes nas empresas fabricantes de produtos plásticos, foi alcançado na medida em que somente 15% dos respondentes mencionou barreiras, tendo havido menções a obstáculos de custos e investimentos para implantação de
operações em prol do meio ambiente, na cadeia de suprimentos das fábricas do setor no sul do Brasil.
O objetivo geral da pesquisa foi investigar o papel específico das Capacidades da Cadeia de suprimentos na implementação de estratégias de operações verdes e verificar se o relacionamento entre as CCS é mediado pelo Engajamento Ativo na Colaboração. Tal objetivo foi atingido, resultando que o engajamento ativo na colaboração possui efeito (a) médio nas capacidades de Integração Externa, de Habilidades/conhecimentos e de Flexibilidade; (b) pequeno efeito na Avaliação do Fornecedor e no Apoio em TI/SI e (c) não possui efeito na Integração Interna para implementar as estratégias de operações verdes: design, compras e manufatura. As capacidades específicas da cadeia de suprimentos desempenham um papel importante, tendo ficado demonstrato que existem associações positivas significativas entre tais capacidades e a adoção de estratégicas de operações verdes.
O Engajamento Ativo na colaboração influenciou as capacidades da cadeia de suprimentos, com exceção da capacidade de Integração Interna, o que ficou demonstrado por meio da Modelagem de Equações Estruturais. A pergunta da pesquisa foi portanto respondida, uma vez que ficou constatado que as capacidades específicas relacionadas à logística/gestão da cadeia de suprimentos mantém relação com a implementação bem-sucedida das estratégias de operações verdes. O que se demonstrou menos condizente com a realidade das empresas pesquisadas foi a capacidade de Integração Interna (note-se que duas respostas abertas indicaram que as barreiras advêm da cultura da cúpula da empresa, que não tem uma mentalidade direcionada à sustentabilidade).
As descobertas do estudo fornecem mais uma validação empírica da importância das capacidades da cadeia de suprimentos, no nível das empresas pesquisadas, no efetivo desenvolvimento de estratégias de operações sustentáveis. Todas as hipóteses da pesquisa ficaram confirmadas, salientando-se que as empresas estão cooperando com fornecedores para atingir objetivos em prol da conservação do meio ambiente e estão fornecendo especificações de design para os fornecedores, inclusive provendo requisitos ambientais sobre os itens a serem comprados. Em relação ao Engajamento Ativo na colaboração as empresas declararam que estão engajadas com seus parceiros, compartilhando regras, normas e estruturas para agir ou decidir em matérias relativas à solução de problemas ambientais.
Apesar dessas contribuições, o estudo tem limitações. Foram coletados apenas dados de 54 empresas do setor dos plásticos, o que pode afetar a generalização para o conjunto das empresas e para empresas além desse setor. O estudo se concentrou apenas em três áreas-chave das Operações Verdes: Design, Compras e Manufatura, negligenciando, por exemplo, os transportes verdes. Foram usados alguns itens para medir a flexibilidade da cadeia de suprimentos em um nível bastante integrado e embora as descobertas possam fornecer informações úteis sobre a implementação da estratégia, o estudo pode não ser capaz de descrever os efeitos precisos da flexibilidade nas operações verdes da cadeia de suprimentos, devido à natureza multidimensional desse construto. Os resultados do estudo podem ser afetados pelo viés de método, devido à coleta de dados auto-relatados, de acordo com a percepção dos respondentes. Uma limitação final foi que apenas dados transversais foram utilizados para o estudo, sendo que o de dados longitudinais estenderia o escopo dos achados.
Embora o presente estudo tenha várias limitações, os resultados têm implicações importantes tanto para a teoria quanto para a prática. Os estudos futuros que testem a robustez do trabalho atual e sua extensão devem ser incentivados, como por exemplo, comparar e contrastar as diferenças regionais entre as empresas do Sul com as das demais regiões do Brasil. Aumentar o número de itens para medir a Flexibilidade representa uma oportunidade para um estudo mais aprofundado do construto. Também para fortalecer a Teoria da Colaboração são necessários novos estudos no futuro, visando propor uma métrica abrangente e ao mesmo tempo específica para medir com precisão o efeito da colaboração entre os participantes da cadeia de suprimentos.
Esta tese contribui para a literatura existente, sob a base da teoria da colaboração, concentrando-se nas capacidades - ligações estratégicas e sua aplicação específica à gestão ambiental. O estudo dos efeitos moderadores do engajamento ativo na colaboração confirma o importante papel da gestão estratégica no contexto das fábricas para a menor exploração e o mais eficaz desenvolvimento dos recursos e das capacidades da cadeia de suprimentos em prol do meio ambiente.
REFERÊNCIAS
ABDALLAH, T.; DIABAT, A.; RIGTER, J. Investigating the option of installing small scale PVs on facility rooftops in a green supply chain. International Journal of Production Economics, v. 146, p. 465-477, 2013.
ABDULLAH, M. et al. Barriers to green innovation initiatives among manufacturers: the Malaysian case. Review of Managerial Science, v. 9, May 2015.
ABOELMAGED, M. The drivers of sustainable manufacturing practices in Egyptian SMEs and their impact on competitive capabilities: A PLS-SEM model. Journal of Cleaner Production, v. 175, p. 207-221, 2018.
ACADEMIC JOURNAL GUIDE 2015. Chartered association of business schools. Disponível em: http://charteredabs.org/academic-journal-guide-2015. Acesso em 8 de abr. 2016.
AJIFERUKE, I.; BURRELL, Q.; TAGUE, J. Collaboration coefficient: A single measure of the degree of collaboration in research. Scientometrics, v. 14, n. 5, p. 421-433, 1988.
ALONSO, A. D.; BRESSAN, A. Collaboration in the context of micro businesses; The case of Terracotta artisans in Impruneta (Italy). European Business Review, v. 26, n. 3, p. 254-270, 2014.
ANGELES, R. RFID technologies: supply-chain applications and implementation issues. Information Systems Management, v. 22, n. 1, p. 51–65, 2005.
APPLETON, J. V.; TERLEKTSI, E.; COOMBES, L. The use of sociograms to explore collaboration in child protection conferences. Children and Youth Services Review, v. 35, n. 12, p. 2140-2146, 2013.
ARAM, J. D.; MORGAN, C. P. The role of project team collaboration in R & D performance. Management Science, v. 22, n. 10, p. 1127-1137, 1976.
AUTRY, C. W.; MOON, M. A. Achieving supply chain integration: connecting the supply chain inside and out for competitive advantage. New Jersey: Pearson Education, 2016.
AZEVEDO, S. G.; CARVALHO, H.; MACHADO, V. C. The influence of green practices on supply chain performance: a case study approach. Transportation Research Part E, v. 47, p.850-871, 2011.
BABAIAN, T.; LUCAS, W.; TOPI, H. Improving ERP usability through user-system collaboration. (Enterprise Resource Planning). International Journal of Enterprise Information Systems, v.2, n. 3, p.10-14, 2006.
BAI, C.; SARKIS, J. Flexibility in reverse logistics: a framework and evaluation approach. Journal of Cleaner Production, v. 47, p. 306-318, 2013.
BARDACH, E.; LESSER, C. Accountability in human services collaboratives: For what? And to whom? Journal of Public Administration Research and Theory, v. 6, n. 2, p. 197–224, 1996.
BARDIN, L. Análise de conteúdo. Portugual, Lisboa: Edições 70 LDA, 1977. BARRETO, I. Dynamic Capabilities: A Review of Past Research and an Agenda for the Future. Journal of Management, v. 36, n. 1, p. 256-280, 2010.
BARNEY, J. Firm resources and sustained competitive advantage. Journal of Management, v. 17, p. 99-117, 1991.
BASF. Embalagens compostáveis: um futuro possível. Disponível em:
https://www.basf.com/br/pt/company/news-and-media/quimica_dia_a_dia/ecovio_pauta.html.Acesso em: 16 jan 2018. BESKE, P. Dynamic capabilities and sustainable supply chain management.
International Journal of Physical Distribution and Logistics Management, v. 42, n. 4, p. 372–387, 2012.
BING, X. et al. Global reverse supply chain redesign for household plastic waste under the emission trading scheme. Journal of Cleaner Production, v.103, n. 15, p.28-39, 2015.
BJORKLUND, M.; MARTINSEN, U.; ABRAHAMSSON, M. Performance
measurements in the greening of supply chains. Supply Chain Management: An International Journal, v. 17, n.1, p. 29 - 39, 2012.
BLOME, Constantin; PAULRAJ, Antony; SCHUETZ, Kai. Supply chain collaboration and sustainability: a profile deviation analysis. International Journal of Operations & Production Management, v. 34, n. 5, p. 639-663, 2014.
BORCHARDT, M. et al. Redesign of a component based on ecodesign practices: environmental impact and cost reduction achievements. Journal of Cleaner Production, v. 19, p. 49-57, 2011.
BOSE, I.; PAL, R. Do green supply chain management initiatives impact stock prices of firms? Decision Support Systems, v. 52, n. 3, p. 624-635, 2012.
BOWERSOX, D. J. et al. Gestão logística da cadeia de suprimentos. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
BRADY, H. E. Contributions of Survey Research to Political Science. Political Science and Politics, v. 33, p. 47-57, 2000.
BRAMWELL, B.; SHARMAN, A. Collaboration in local tourism policymaking. Annals of Tourism Research, v. 26, n. 2, p. 392-415, 1999.
BRITISH PLASTICS FEDERATION. Disponível em:
BROWN, S. A.; DENNIS, A. R.; VENKATESH, V. Predicting Collaboration Technology Use: Integrating Technology Adoption and Collaboration Research. Journal of Management Information Systems, v. 27, n. 2, p. 9-54, 2010.
CAI, Z.; HUANG, ; LIU, H; LIANG, L. The moderating role of information technology capability in the relationship between collaboration and organizational responsiveness. International Journal of Operations and Production Management, v. 36, n. 10 p. 1247 - 1271, 2016.
CAMARINHA-MATOS, L. M. et al. Collaborative networked organizations: Concepts and practice in manufacturing enterprises. Computers & Industrial Engineering, v. 57, n.1, p. 46-60, 2009.
CAO, M; ZHANG, Q. Supply Chain Collaboration: impact on collaborative advantage and firm performance. Journal of Operations Management, v. 29, p. 163–180, 2011.
CARTER, C.R.; CARTER, J.R., Interorganizational Determinants of Environmental Purchasing: Initial Evidence from the Consumer Products Industries. Decision Science, n. 29, p. 659–684, 1998.
CDP – Carbon Disclosure Project. Closing the Gap: Scaling Up Sustainable Supply Chains. Disponível em:
https://b8f65cb373b1b7b15feb-c70d8ead6ced550b4d987d7c03fcdd1d.ssl.cf3.rackcdn.com/cms/reports/documents/ 000/003/014/original/CDP_Supply_Chain_Report_2018.pdf?1518084325. Acesso em 02 fev. 2018.
CENTOBELLI, P.; CERCHIONE, R.; ESPOSITO, E. Environmental sustainability in the service industry of transportation and logistics service providers: Systematic literature review and research directions. Transportation Research Part D, v. 53, p. 454–470, 2017.
CHAN, H.; HE, H.; WANG, W. Y. C. Green marketing and its impact on supply chain management in industrial markets. Industrial Marketing Management, v. 41, n. 4, p. 557-562, May 2012.
CHARTERED ASSOCIATION OF BUSINESS SCHOOLS. Disponível em:
https://charteredabs.org/academic-journal-guide-2015-view/. Acesso em: 23 maio 2017.
CHIN, W. W. The partial least squares approach for structural equation modeling. in Marcoulides, G.A. (Ed.). Modern methods for business research. London: Lawrence Erlbaum Associates, p. 295-236, 1998.
CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gestão da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operações. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2016.
CHRISTOPHER, M. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Cengage, 2011.
CNI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Disponível em:
http://perfilestados.portaldaindustria.com.br/estado/rs. Acesso em 14 jan. de 2018. COLLICHIA, C.; MELACINI, M.; PEROTTI, S. Benchmarking supply chain
sustainability: insights from a field study. Benchmarking: An International Journal, v. 18, n. 5, p. 705-732, 2011.
COUNCIL OF SUPPLY CHAIN MANAGEMENT PROFESSIONALS/CONSELHO DOS PROFISSIONAIS DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS. CSCMP Supply Chain Management Definitions and Glossary. Disponível em:
https://cscmp.org/supply-chain-management-definitions. Recuperado em 10 de fevereiro de 2016.
COOPER, D. R.; SCHINDLER, P S. Métodos de pesquisa em administração. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016.
COSIMATO, S.; TROISI, O. Green Supply Chain Management. TQM Journal, v. 27, n. 2, p. 256-276, March 2015.
COYLE, John J. et al. Supply chain management: a logistics perspective. 9 ed. Mason, OH, USA: Cengage Learning, 2013.
CRESPÓN, M. F. Diagnóstico ecológico y económico de la cadena de suministros para el reciclaje de plásticos en el contexto empresarial cubano. Estudios
Gerenciales, v. 31, p. 347–358, 2015.
DANESE, P.; ROMANO, P.; FORMENTINI, M. The impact of supply chain integration on responsiveness: the moderating effect of using an international
supplier network. Transportation Research Part E, Logistics and Transportation Review, v. 49, n. 1, p. 125-140, 2013.
DE ARAUJO, L. M.; BRAMWELL, B. Partnership and regional tourism in Brazil. Annals of Tourism Research, v.29, n. 4, p.1138-1164, 2002.
DE GIOVANNI, P.; VINZI, V. E. The benefits of the emissions trading mechanism for Italian firms: a multi-group analysis. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, v. 44, n. 4, p. 305-324, 2014.
DENISE, L. Collaboration vs. C-Three (Cooperation, Coordination, and
Communication). Innovating Reprint, The Rensselaerville Institute, v. 7, n. 3, 1999,
DE STEFANO, C.; MONTES-SANCHO, M.; BUSCH, T., A natural resource-based view of climate change: innovation challenges in the automobile industry. Journal of Cleaner Production, v. 139, p. 1436-1448, 2016.
DIABAT, A.; KHODAVERDI, R.; OLFAT, L. An exploration of green supply chain practices and performances in an automotive industry. The International Journal of Advanced Manufacturing Technology, v. 68, p. 949-961, 2013.
DOGAN, A.; SÖYLEMEZ, İ.; ÖZCAN, U. Green supplier selection by using fuzzy topsis method. Uncertainty Modelling in Knowledge Engineering and Decision Making, Part 6: advanced computations for sustainable development, p. 638-645, 2016.
DOMENEK, A. C. As capabilidades operacionais como fator mediador das relações entre a colaboração e o desempenho das cadeias de suprimentos. São Paulo: Mackenzie, 2016. Tese (Doutorado em Administração de Empresas), Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2016.
DOU, Y.; ZHU, Q.; SARKIS, J. Evaluating green supplier development programs with a grey-analytical network process-based methodology. European Journal of
Operational Research, v. 233, n. 2, p. 420-431, 2014.
DOU, Y.; ZHU, Q.; SARKIS, J. Green multi-tier supply chain management: An enabler investigation. Journal of Purchasing and Supply Management, In Press, 2017.
DOW JONES SUSTAINABILITY INDICES. 1999. Disponível em: http://www.djindexes.com/sustainability. Acesso em 8 de abr. 2016.
EBEL, P., BRETSCHNEIDER, U., LEIMEISTER, J. M. Leveraging virtual business model innovation: a framework for designing business model development tools. Information Systems Journal, v. 26, n. 5, p. 519-550, 2016.
EGGHE, L. Theory of collaboration and collaborative measures. Information Processing & Management, v. 27, n. 2-3, p. 177-202, 1991.
EISENHARDT, K. M.; MARTIN, J. A. Dynamic Capabilities: What Are They? Strategic Management Journal, v. 21, p. 1105‐1121, 2000.
ELLRAM, L. M. Supply chain management: the industrial organizational perspective. International Journal of Physical Distribution and Logistics Management, v. 21, n. 1, p. 12–22, 1991.
ELSEVIER SCIENCE DIRECT. Disponível em: http://www.sciencedirect.com. Acesso em: 8 de abr. 2016.
ELTAYEB, T. K.; ZAILANI, S.; RAMAYAH, T. Green supply chain initiatives among certified companies in Malaysia and environmental sustainability: Investigating the outcomes. Resources, Conservation and Recycling, v. 55, n. 5, p. 495-506, March 2011.
EMERSON, R. E. Power-dependence relations. American Sociological Review, v. 27, n.1, p. 31-41, 1962.
EMERY, F.; TRIST, E. The causal texture of organizational environments. Human Relations, v. 18, p. 21-32, 1965.
FAHIMNIA, B.; SARKIS, J., ESHRAGH, A. A tradeoff model for green supply chain planning: a leanness-versus-greenness analysis. Omega, v. 54, p. 173-190, 2015a. FAHIMNIA, B.; SARKIS, J.; DAVARZANI, H. Green supply chain management: A review and bibliometric analysis. International Journal of Production Economics, v. 162, p. 101-114, 2015b.
FARAJ, S.; JARVENPAA, S. L.; MAJCHRZAK, A. Knowledge collaboration in online communities. Organization Science, v. 22, p. 1224–1239, 2011.
FAWCETT, S. E. et al. Peeking inside the black box: toward an understanding of supply chain collaboration dynamics. Journal of Supply Chain Management, v. 48, n. 1, jan. 2012.
FAWCET, S. E. et al. Information technology as an enabler of supply chain collaboration: a dynamic-capabilities perspective. Journal of Supply Chain Management, v. 47, n. 1, jan 2011.
FAWCETT, S. E. et al. Information sharing and supply chain performance: the role of connectivity and willingness. Supply Chain Management: An International
Journal, v. 12, n. 5, p. 358-368, 2007.
FETTERMAN, D. M. Empowerment evaluation: Building communities of practice and a culture of learning. American Journal of Community Psychology, v. 30, p. 89-103, 2001.
FIERGS - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Disponível em: https://www.cadastroindustrialrs.com.br/. Acesso em: 10 de out. 2017.
FIORINI, P. C.; JABBOUR, C. C. Information systems and sustainable supply chain management towards a more sustainable society: Where we are and where we are going. International Journal of Information Management, v. 37, p. 241-249, 2017. FORSTL, K. et al. Managing supplier sustainability risks in a dynamically changing environment – Sustainable supplier management in the chemical industry. Journal of Purchasing and Supply Management, v. 16, p. 118-130, 2010.
FOSTER-FISHERMAN, P. et al. Facilitating Interorganizational Collaboration: The Contributions of Interorganizational Alliances. American Journal of Community Psychology, v. 29, n. 6, p. 875 – 906, 2001.
FRANKEL, R.; MOLLENKOPF, D. A. Cross-functional integration revisited: exploring the conceptual elephant. Journal of Business Logistics, v. 36, n. 1, p. 18-24, 2015. FREEMAN, R. E. Strategic Management: A stakeholder approach. Londres:
Pitman, 1984.
FREEMAN, R. E.; MCVEA, J. F. A stakehorlder approach to strategic management. Social Science Research Network, 2001.
FU, X.; ZHU, Q.; SARKIS, J. Evaluating green supplier development programs at a telecommunications system provider. International Journal of Production
Economics, v. 140, p. 357-367, 2012
GAJDA, R. Utilizing Collaboration Theory to evaluate strategic alliances. The American Journal of Evaluation, v. 25, n. 1, p. 65-77, 2004.
GAJDA, R. Safe schools through strategic alliances: How assessment of
collaboration enhances school violence prevention and response. Journal of School Violence, v. 5, p. 63-79, 2006.
GAJDA, R.; KOLIBA, C. Evaluating the imperative of intra organizational
collaboration: A school improvement perspective. American Journal of Evaluation, v. 28, n.1, p.26-44, 2007.
GESTRING, I. Life cycle and supply chain management for sustainable bins. Procedia Engineering, v. 192, p 237–242, 2017.
GETHA- TAYLOR, H.; MORSE, R. S. Collaborative leadership development for local government officials: Exploring competencies and program impact. Public
Administration Quarterly, v. 37, n. 1, p. 72–103, 2013.
GETZ, D.; JAMAL, T. The Environment-Community Symbiosis: A Case for
Collaborative Tourism Planning. Journal of Sustainable Tourism, v. 2, n. 3, 1994. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. GIUNIPERO, L. C.; HOOKER, R. E.; DENSLOW, D. Purchasing and supply
management sustainability: drivers and barriers. Journal of Purchasing and Supply Management, v. 18, n. 4, p. 258–269, 2012.
GLOBAL REPORTING INITIATIVE. Sustainability Reporting Guidelines on Economic, Environmental and Social Performance, Global Reporting Initiative. Disponível em: https://www.globalreporting.org. Acesso em 12 out 2017.
GOLD, S.; SEURING, S.; BESKE, P. Sustainable supply chain management and interorganizational resources: a literature review. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, v.17, p. 230–245, 2010.
GOSLING, J. et al. The role of supply chain leadership in the learning of sustainable practice: toward an integrated framework. Journal of Cleaner Production, v. 137, p. 1458-1469, 2016.
GRANT, D. Gestão de logística e cadeia de suprimentos. São Paulo: Saraiva, 2013.
GRANT, D. B.; TRAUTRIMS, A.; WONG, C. Y. Sustainable Logistics and Supply Chain Management: Principles and Practices for Sustainable Operations and Management. United Kingdom: Kogan Page, 2017.
GRAY, B. Conditions facilitating interorganizational collaboration. Human Relations, v. 38, n. 10, p. 911-936, 1985.
GRAY, B. Collaborating: Finding common ground for multiparty problems. San Francisco: Jossey-Bass, 1989.
GRAY, B.; WOOD, D. Collaborative Alliances: moving from practice to theory. The Journal of Applied Behavioral Science, v. 27, n. 3, 1991.
GREEN, K.; MORTON, B.; NEW S. Green purchasing and supply polices: do they improve companies’ environmental performance? Supply Chain Management, v. 3, p. 89-95, 1998.
GOVINDAN, K.; MANGLA, S. K.; LUTHRA, S. Prioritising indicators in improving supply chain performance using fuzzy AHP: insights from the case example of four Indian manufacturing companies. Journal of Production Planning and Control, The management of Operations, v. 28, 2017.
GREKOVA, K. et al. How environmental collaboration with suppliers and customers influences firm performance: evidence from Dutch food and beverage processor. Journal of Cleaner Production, v. 112, p. 1861-1871, 2016.
GROSZ, B. J.; KRAUS, S. Collaborative plans for complex group action. Artificial Intelligence, v. 86, n. 2, p. 269-357, 1996.
GU, F. et al. From waste plastics to industrial raw materials: A life cycle assessment of mechanical plastic recycling practice based on a real-world case study. Science of the Total Environment, v. 601–602, p. 1192–1207, 2017.
GUNASERAKAN, A.; PATEL, C.; McGAUGHEY, R. E. A framework for supply chain performance measurement. International Journal of Production Economics, vol.