• Nenhum resultado encontrado

No início de 2009, os textos produzidos pela SETEC apontavam para a necessidade de criação de uma nova institucionalidade.

Para iniciar esse capítulo vamos utilizar alguns trechos que transcrevemos da apresentação da Dra. Maria Paula Dallari Bucci, realizada no auditório da Reitoria no dia 20 de agosto de 2014. Dra. Maria Paula Dallari Bucci é procuradora da USP e sua apresentação encontra-se disponível no site da TV IFSC.

“... Vamos focar dois pontos centrais: a questão da institucionalidade dos Institutos e a vida democrática. Há alguns dias vi uma entrevista com um dos fundadores do Google. O repórter perguntou para ele quais eram os valores responsáveis pelo sucesso da empresa. Ele respondeu que o maior valor que ele prezava era focar na criação das condições que vão gerar o futuro. O futuro não está pronto e é preciso criar condições para que ele aconteça. Pensando no século XXI é uma diretriz interessante: criar condições para que o futuro aconteça.

Falando dos Institutos Federais vamos pensar sobre a institucionalidade. Institucionalidade é a formalização de alguma coisa.

Podemos ter referências e vivências diferentes. Alguns estudaram em escolas técnicas e outros não. Mas quando entramos em uma instituição significa que estamos entrando em algo que está comprometido com esses objetivos e que está formalmente organizado para realizar esses objetivos.

Pensando no IFSC, a incumbência desse instituto é formar pessoas na área de educação profissional e tecnológica. E toda a organização do IFSC, suas

dinâmicas, suas relações precisam militar para atingir os objetivos que foram estabelecer as regras próprias sobre aquilo que é próprio. Aquilo que é tema do Instituto, é o instituto que sabe melhor.

Mas como diz o Supremo Tribunal Federal, “autonomia não é soberania”. Essa autonomia que se antes se aplicava somente às universidades e a partir de 2008 passa a se aplicar aos institutos também, precisa ser exercida dentro do contexto de regras que valem para o país todo. Há regras para se contratar pessoal e nessa área a instituição está sujeita à Lei 8.112/90. Há regras para se comprar equipamentos e nessa área a instituição está sujeita à Lei de licitações 8.666/93.

Essa autonomia é exercida nesse contexto. Se aplicam as regras da constituição e as regras da impessoalidade por exemplo.

Há uma série de dilemas e dificuldades para se tornar a autonomia uma realidade. Mas precisa se ter claro que a autonomia se exerce sobre algo que é próprio. Existem alguns temas que são muito vocacionados para a autonomia, desafios para se construir a institucionalidade dos centros incorporando esse valor da gestão democrática.

A gestão democracia tem dilemas e limites. É muito comum dizer que nossa posição está certa porque é democrática. Então a do outro está errado, então ele é autoritário. Omite-se a ideia de que a democracia é a expressão dessas posição muito diferente, que por sua vez carregava uma cultura de sucesso. Mas é uma cultura de sucesso de um lado e do outro de necessidade de construção de maior reconhecimento por outro. O problema cultural precisava ser vencido. É um país, que pela tradição ibérica nunca valorizou o trabalho e nem a formação para o trabalho, que era considerada uma atividade menor e reservada aos escravos. Isso precisa ser construído.

Há um teórico italiano do direito (Santi Romano) que se preocupou em definir as instituições. Ele dizia que falamos em Instituição para despersonalização de alguma coisa. E isso é muito importante na política. A institucionalização de alguma coisa é essa formalização com base nas regras jurídicas mas que opera o seguinte movimento: tira uma iniciativa que estava na cabeça de uma pessoa, de um gestor público, de um político e transforma essa iniciativa em alguma coisa que vai ser mais perene, mais permanente naquela organização.

Segundo Santi Romano, “ a instituição são as normas e o que põe as normas”. O IFSC está institucionalizado porque ele é a representação de uma ideia de valorizar a formação profissional no Brasil. De criar um universo de pessoas que cultivam a tecnologia, que cultivam os modos próprios de se fazer e disseminar a tecnologia, de formar pessoas que tenham condições de influir sobre o país.

É por isso é que foi institucionalizado. Houve uma decisão política, afinal é uma lei que foi aprovada pelo poder legislativo. Essa lei foi iniciativa do poder executivo. Houve a decisão de alguém que foi institucionalizada pelos caminhos normais que conduzem a institucionalização dessas leis. Existia uma intenção e vontade por trás da lei que foi corporificada na instituição. Mas a lei é fria. É

preciso dar vida à expressão da lei. Quem vai dar vida a essa instituição para que não se dependa de cada uma das pessoas? O movimento de institucionalizar é o movimento de despersonalizar. A instituição não pode depender da pessoa que tomou a iniciativa. Não pode depender somente das boas ideias do Reitor.

Com o passar do tempo e isso é próprio da democracia, existe um ciclo de troca de pessoas que vão tomar as decisões.

É importante essa troca de comando, que é própria do processo da democracia.

Mas essa preocupação já existia antes da democracia. No período dos reis federal, que comemorava 100 anos de existência. Porque uma vez aprovado o projeto, teve início uma fase de elaboração de projeto de lei e sua consequente tramitação no Congresso Nacional (PL 3775/2008).

Pouco mais de 20 dias após envio do Projeto de Transformação, foi publicado o resultado da Chamada Pública 02/2007 por meio da Portaria 116/2008 da SETEC:

“SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA propostas aprovadas no processo de seleção de que trata o item 6 da Chamada Pública MEC/SETEC n.º 002/2007, e que pautarão a elaboração do Projeto de Lei de constituição dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Art. 2º Os Institutos Federais do Acre, do Amapá, de Brasília, do Mato Grosso do Sul e de Rondônia serão implantados a partir da transformação das

respectivas Escolas Técnicas Federais, criadas nos termos da Lei n.º 11.534, de 25 de outubro de 2007.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ELIEZER PACHECO”

Durante os meses de abril e maio a equipe da SETEC se concentrou na elaboração do Projeto de Lei de Transformação dos Institutos Federais a partir do Decreto 6.905/2007, da Chamada Pública 02/2007 e a partir das discussões com o CONEAF, CONDETUF e CONCEFET.

No dia 19 de junho de 2008, o ex-Ministro da Educação, prof Fernando Hadadd, encaminhou para o presidente Lula a Exposição de Motivos (EM) Interministerial nº 00118/2008/MP/MEC:

“ Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

1. Submeto à elevada consideração de Vossa Excelência a anexa minuta de Projeto de Lei que promove o reordenamento da atual rede de instituições federais de educação profissional e tecnológica mediante a instituição da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e, como ação de maior relevo, a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, como entidades jurídicas de natureza autárquica, vinculadas ao Ministério da Educação.

2. A presente proposta tem o objetivo de oferecer ao país um novo modelo de instituição de educação profissional e tecnológica, aproveitando o potencial instalado nos atuais Centros Federais de Educação Tecnológica - CEFETs, Escolas Técnicas Federais - ETFs e Escolas Agrotécnicas Federais - EAFs, para estruturar um conjunto de Institutos que respondam de forma mais ágil e eficaz às demandas crescentes por formação de recursos humanos, difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos e suporte aos arranjos produtivos locais. Trata-se, Senhor Presidente, de um arranjo educacional que articula, em uma experiência institucional inovadora, todos os princípios que informaram a formulação do Plano de Desenvolvimento da Educação. Esse arranjo pode abrir

excelentes perspectivas para o ensino médio, hoje em crise aguda. Por meio de uma combinação virtuosa do ensino de ciências naturais, humanidades e educação profissional e tecnológica, os Institutos Federais podem colaborar para recompor a espinha dorsal do ensino médio público.” (HADADD, 2008)

Nesse extrato da mensagem, Observa-se que havia a preocupação de se combinar o ensino de ciências naturais, humanidades e educação profissional e tecnológica, a partir de um novo desenho para a rede, com vistas a atuar no ousado objetivo de contribuir para a melhoria do ensino médio público brasileiro.

Em julho de 2008, o presidente Lula enviou ao Congresso Nacional a Mensagem 513/2008, a seguir demonstrada na Figura 6.1, encaminhando o Projeto de Lei 3.775, que daria uma nova conformação à rede federal e criaria os Institutos Federais.

Figura 6.1- Mensagem 513 do Presidente Lula encaminhando o Projeto de lei para o Congresso.

Esse importante documento e todas as propostas dos congressistas podem ser acessados no Portal da Câmara dos Deputados.

Figura 6.2- Ilustração da página da Câmara dos Deputados - PL 3.775/2008

Durante a fase de tramitação, o Projeto de Lei (PL) 3.775/2008 recebeu 14 propostas de emendas. Curiosamente, uma delas foi a do ex-Ministro da Educação (1995 – 2002) do Governo FHC, prof. Paulo Renato de Souza ( falecido em junho de 2011), então deputado federal à época da tramitação do PL 3775/2008. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, fora aprovada a Lei número 9649 (27/5/1998 – Artigo 47) que impedia o governo federal de construir novas escolas técnicas federais. Essas escolas somente poderiam ser construídas em parceria com os estados, municípios, distrito federal, setor produtivo ou ONGs, que deveriam ser responsáveis pela manutenção e gestão delas. Essa lei foi alterada no ano de 2004 pelo Congresso Nacional. O deputado Paulo Renato apresentou um substitutivo ao PL com a seguinte justificativa:

“Tanto os CEFET quanto as ETF e as EAF são instituições largamente conhecidas da população, testadas e aprovadas na missão de oferecer educação profissional de qualidade. É salutar que se organize a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, mas seria extremamente temerário desmontar tudo o que existe, submetendo as instituições a um infindável processo de inventário e reconstrução. Da mesma forma, não é de

interesse da sociedade que instituições com larga tradição na oferta de ensino técnico e tecnológico sejam compelidas a copiar os modelos acadêmicos das universidades federais, lançando-se à oferta de ensino superior, inclusive no nível de pós-graduação, desviando vocações, recursos e energias tão necessários no segmento da educação profissional. Também não se justifica a outorga a tantas instituições de prerrogativas que a Constituição reserva apenas às universidades, tais como a autonomia para a criação e extinção de cursos. Conquanto não se defenda a tutela estatal sobre todo o sistema de educação superior, é indispensável que o Ministério da Educação exerça um papel de coordenação de sua própria rede... Além de preservar a identidade das instituições atualmente existentes, a Emenda Substitutiva Global introduz duas modificações voltadas a promover a interação entre elas e o setor produtivo das respectivas regiões. A primeira é a inclusão de representantes de entidades empresariais atuantes na área de concentração da instituição no Conselho Superior, de modo a trazer a visão dos potenciais parceiros e futuros empregadores dos egressos para dentro do processo decisório. A segunda, mais ousada, é a possibilidade de nomeação de cidadão brasileiro não integrante do respectivo quadro para o cargo de dirigente máximo, desde que possua notória experiência na área de atuação do Instituto. Esta possibilidade deverá constar do estatuto de cada Instituto Federal, a ser aprovado pelo Ministério da Educação.”(SOUZA, 2008)

Uma das preocupações do ex-ministro era com a perda de identidade das tradicionais escolas técnicas, agrotécnicas e centros federais. Essa foi uma das 14 propostas de emendas ao PL discutidas entre os meses de julho e dezembro de 2008. A tramitação do PL foi acompanhada de diversas audiências e de uma intensa discussão no Congresso Federal.

No dia 29 de dezembro de 2008 foi sancionada pelo presidente Lula a Lei nº 11.892/2008, que reorganizou as escolas técnicas, agrotécnicas, CEFETs e escolas vinculadas em 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Esta é mais uma data histórica para a rede federal de educação profissional e tecnológica, tal qual foi o dia 23 de setembro de 1909.

Um mês depois, no dia 29 de janeiro de 2009, ocorreu em Brasília a solenidade conjunta de posse dos 38 Reitores dos Institutos Federais, que assumiram em caráter pró tempore. A nomeação dos Reitores em Diário Oficial da União já havia sido publicada nas primeiras semanas de janeiro de 2009.

Figura 6.3- Notícia publicada sobre posse dos novos Reitores.

O momento era festivo, mas na Lei 11.892/2008 foi estabelecido um prazo máximo de 180 dias para que os novos Institutos Federais elaborassem seus novos Estatutos e Planos de Desenvolvimento Institucional. No IFSC, iniciamos a discussão sobre qual a estrutura de reitoria era necessária para atingir as finalidades e objetivos institucionais previstos na Lei 11.892/2008.

Passamos a estudar diferentes formas de organização de reitorias de universidades e de outros institutos brasileiros e americanos tais como o da UFSC, UNESP, UDESC, ITA, IME e MIT (EUA).

Um organograma de transição, que começou a ser elaborado ainda no ano de 2008, foi aprovado pelo Conselho Diretor em reunião realizada no dia 11 de fevereiro de 2009 até que a discussão sobre o Estatuto e o Regimento Geral fosse realizada com a participação da comunidade.

Figura 6.4 – Organograma de transição do IFSC

No dia 19 de fevereiro de 2009 foram empossados os novos pró-reitores, a Diretora Executiva, os Diretores sistêmicos e os Diretores-Gerais dos câmpus, inclusive os diretores da fase II do plano de expansão da rede EPT.

A Lei 11.892/2008 trazia que os Institutos Federais teriam a Reitoria como órgão executivo e composta por um Reitor e 5 pró-reitores. Não houve especificação de quais seriam as pró-reitorias, mas houve um entendimento entre os reitores e o MEC de que 4 pró-reitorias seriam iguais em todas as instituições, o que facilitaria o trabalho em rede: Ensino, Extensão e Relações Externas, Pesquisa e Administração. A quinta reitoria seria de livre escolha de cada Instituto Federal. Procuramos sensibilizar outros dirigentes da importância da quinta pró-reitoria ser também igual em toda a rede, para facilitar a articulação nacional. Todos estavam fazendo algo inédito e por isso todas as boas práticas eram bem-vindas. Esse movimento foi se fortalecendo e

aos poucos a maioria dos Institutos optou pela proposição da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional. Dessas conversas preliminares surgiu o embrião do atual FDI – Fórum de Desenvolvimento Institucional, estratégico para a rede federal.

Em conjunto com a estruturação do novo organograma, com a elaboração do novo Plano de Desenvolvimento Institucional e o do Estatuto, passamos a acompanhar o trabalho dos novos Diretores-Gerais que foram empossados no dia 19 de fevereiro de 2009.

Em maio de 2008, ocorreu uma primeira mudança estratégica na rede EPT com a mudança da carreira dos docentes. Isso se deu por meio da Medida Provisória 431/2008 (MP 431).

A MP 431 foi transformada posteriormente na Lei 11.784/2008. Essa Lei, que em 2012 foi modificada pela Lei 12.772/2012, reorganizou a carreira docente, resolvendo uma das preocupações dos professores durante os debates sobre a transformação em IFET. A carreira dos docentes até então era: “professor de ensino de 1º e 2º graus”. A Lei 11.784/2008 garantiu a transformação da carreira para magistério do ensino básico, técnico e tecnológico. Também criou uma diferenciação entre as retribuições de titulação (RT) dos graduados, dos especialistas, dos mestres e dos doutores. A nova tabela indicava claramente uma valorização da titulação de doutorado, tendo em vista a nova institucionalidade que se apresentava. A Lei 11.784/2008 trouxe estabilidade institucional evitando a ocorrências de greves anuais entre os anos de 2008 a 2010.

No entanto, trouxe também um grave problema na estruturação da progressão funcional, que foi resolvido somente no ano de 2012.

Do prazo previsto na Lei 11.892/2008 de 180 dias para elaboração do novo Estatuto e do PDI, 30 dias foram perdidos em decorrência das férias do início de 2009. Uma comissão foi criada para elaboração do novo Estatuto. Uma minuta foi elaborada e encaminhada para apreciação de todos os servidores e estudantes. Diversas apresentações foram realizadas nos câmpus. A comunidade acadêmica pôde fazer propostas de alteração, de supressão ou de inclusão de artigos.

Após o período de recebimento das propostas foi agendada uma Audiência Pública no mês de maio de 2009, quando servidores e estudantes puderam votar sobre a aceitação ou não das propostas apresentadas pela comunidade. Esse importante processo de discussão foi documentado pela equipe de Jornalismo do IFSC (Fonte – site do IFSC):

“Começa na quarta-feira, dia 8, a apresentação da Minuta do Estatuto do IF-SC pelos campi. Araranguá foi o primeiro Câmpus a discutir o documento, elaborado por uma comissão formada por representantes docentes, administrativos e dos alunos. Também compõem a comissão três ex-diretores de unidades (atuais campi). Após ser aprovado pelo IF-SC e enviado para o Ministério da Educação (MEC), o estatuto funcionará como documento base da instituição. enviar sugestões que serão analisadas, e posteriormente votadas em audiência pública”, explica o professor Jesué Graciliano da Silva, presidente da comissão de elaboração do estatuto.

As propostas de alteração do estatuto poderão ser enviadas até 28 de abril, via formulário. A audiência pública será em 8 de maio, e contará com 20 delegados por segmento (alunos, docentes e administrativos). Os delegados serão definidos pela diretoria-geral de cada Câmpus e terão prioridade os candidatos que comparecerem às reuniões de apresentação do estatuto. “É muito importante que todos participem da elaboração do documento, para que ele represente a vontade da comunidade e a identidade da nossa instituição”, ressalta o professor.

A minuta do estatuto já pode ser encontrada no site do IF-SC. Também foi criado um e-mail para que alunos, professores e funcionários possam entrar em contato com a comissão responsável pela elaboração do estatuto:

[email protected]

Qui, 09 de Abril de 2009 15:36 - (JORNALISMO, 2009).

Neste ponto da narrativa, há que se destacar o surgimento de algumas dificuldades na fase final de discussão das propostas. Apesar de terem sido aprovados no Colégio de Dirigentes os

percentuais de estudantes e servidores de cada Câmpus que participariam da Audiência Pública, os delegados do Câmpus Florianópolis solicitaram ampliação do quantitativo de seus representantes.

Essa solicitação foi encaminhada para a Audiência Pública, mas a maioria dos delegados dos demais Câmpus rejeitou a proposta. Em desacordo com o fato, os delegados representantes do Câmpus Florianópolis retiraram-se da Audiência Pública. Contudo, considerando que havia quórum, a maioria dos presentes decidiu pela continuidade das discussões, que foram realizadas sem nenhum incidente e sem deixar de analisar nenhuma proposta encaminhada pelos servidores e estudantes do próprio Câmpus Florianópolis, que já não se fazia representado na Audiência. Sobre esse fato, entende-se não só que a presença dos representantes de Florianópolis teria tornado o debate mais rico, tendo em vista que os seus delegados representantes eram os mais experientes na matéria em debate, mas também que os percentuais em Audiências Públicas devem ser aprovados previamente no Conselho Superior e devem respeitar exatamente a proporcionalidade do número de estudantes e servidores de cada Câmpus. O cronograma para realização das audiências era estreito e isso dificultou uma ação no sentido de mediar o impasse antes do mesmo ter se estabelecido.

Após a apreciação de todas as propostas na Audiência Pública, a minuta de Estatuto foi apresentada ao Conselho Diretor no dia 16 de junho de 2009, tendo sido aprovada. A ata completa da reunião está disponibilizada no link: http://transformacaodocefetscemifsc.wordpress.com.

Uma mensagem foi enviada para a comunidade acadêmica, após a aprovação do novo Estatuto:

“Caros servidores, informamos que o Estatuto do IF-SC aprovado pelo Conselho Diretor de 17 de junho de 2009, foi encaminhado para apreciação do MEC, conforme os prazos previstos na Lei 11.892/2009. O processo de elaboração do documento contou com a participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica. Houve dezenas de propostas avaliadas na Audiência Pública.

O Conselho Diretor aprovou praticamente na íntegra o documento oriundo da Audiência. No entanto, o MEC – por meio de comissões nomeadas para tal – encaminhou Ofício Circular número 123 apresentando Relatório de observações em relação ao documento apresentado. Praticamente todas as orientações não alteram o teor do documento aprovado na Audiência Pública. O MEC solicitou que o CRH e CEPE façam parte do Regimento Interno do IF-SC. Apesar dessa

mudança temos a garantia de que estes dois importantes fóruns consultivos terão seu papel garantido no Regimento Interno e, portanto, essa solicitação não trará nenhum prejuízo a gestão participativa do IF-SC. Além disso houve a solicitação de que no Conselho Superior, os Diretores dos Campi tenha a representação de 1/3 do número de campi, sendo o mínimo de 2 e o máximo de 5

mudança temos a garantia de que estes dois importantes fóruns consultivos terão seu papel garantido no Regimento Interno e, portanto, essa solicitação não trará nenhum prejuízo a gestão participativa do IF-SC. Além disso houve a solicitação de que no Conselho Superior, os Diretores dos Campi tenha a representação de 1/3 do número de campi, sendo o mínimo de 2 e o máximo de 5

Documentos relacionados