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4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.4 AFE dos Ganhos de Competitividade e Desenvolvimento

4.4.2 Construto Escala e Poder de Mercado

O construto escala e poder de mercado é formado por seis variáveis, conforme demonstrado no Quadro 15.

Quadro 15: Variáveis que formam o construto Escala e Poder de Mercado.

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

No que tange ao KMO para o construto escala e poder de mercado, observa-se que o valor se apresenta como moderado, isto é, com um grau de explicação dos dados a partir dos fatores de 0,667. Tal resultado indica que o KMO encontrado descreve de forma moderada as variações dos dados originais (Tabela 37). Quanto ao teste de esfericidade de Bartlett, observa- se que, no construto escala e poder de mercado, o nível de significância foi 0,05.

Tabela 37: KMO e o teste de esfericidade de Bartlett do construto Escala e Poder de

Mercado.

Medida de Adequação da Amostra 0,667

Teste de esfericidade de Bartlett

Qui - quadrado 388,561

Df 15

Sig. 0,000

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

O resultado encontrado no teste de esfericidade de Bartlett (Sig. menor que 0,05) indica a aceitação da hipótese alternativa de que as correlações entre as variáveis são significativamente diferentes de zero, ou seja, são suficientes para se continuar a AFE do construto escala e poder de mercado.

Construto - Escala e Poder de Mercado Variável Código

Estar inserto nesse APL permitiu a seu negócio obter maior poder de

negociação com fornecedores e parceiros. V28 EPM1 Estar inserto nesse APL permitiu a seu negócio ampliar o potencial de barganha

com parceiros no arranjo produtivo. V29 EPM2 Estar inserto nesse APL possibilitou a seu negócio realizar acordos comerciais

com os demais parceiros em condições exclusivas. V30 EPM3 Estar inserto nesse APL possibilitou a seu negócio ampliar seu poder de

mercado. V31 EPM4

Estar inserto nesse APL permitiu a seu negócio receber maior crédito e

reconhecimento por parte do público. V32 EPM5 Estar inserto nesse APL influenciou o nível de competitividade do seu negócio. V33 EPM6

Tabela 38: Matriz Anti-imagem do construto Escala e Poder de Mercado. V28 V29 V30 V31 V32 V33 Correlação Anti-imagem V28 ,685ª -0,634 0,028 -0,089 -0,070 0,004 V29 -0,634 ,614ª -0,265 -0,230 0,272 -0,223 V30 0,028 -0,265 ,803ª -0,308 -0,317 -0,003 V31 -0,089 -0,230 -0,208 ,779ª -0,290 0,177 V32 -0,070 0,272 -0,317 -0,290 ,564ª -0,561 V33 0,004 -0,223 -0,003 0,177 -0,561 ,609ª

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

A matriz anti-imagem (Tabela 38) para o construto escala e poder de mercado evidenciou que a variável V32 apresentou o menor valor, uma vez que as demais registraram valores acima de 0,60; a variável V30 é a mais bem representada, pois apresenta índice acima de 0,80.

Considerando-se os valores de forma geral, observa-se que o resultado apresentado na tabela anti-imagem indica o MSA para cada uma das variáveis analisadas, e todos os valores registram-se dentro do limite aceitável (0,50). Tais valores são considerados pequenos, no entanto aceitáveis de acordo com o que sugere Bezerra (2009, p. 102).

Tabela 39: Comunalidade do construto Escala e Poder de Mercado.

Inicial Extração V28 1,000 0,760 V29 1,000 0,820 V30 1,000 0,571 V31 1,000 0,515 V32 1,000 0,829 V33 1,000 0,653

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

A tabela Comunalidade (Tabela 39) evidenciou que as variáveis V30 e V31 apresentam baixo poder de explicação com valores de 0,571, 0,515 respectivamente. Em relação às demais variáveis, o poder de explicação destas é considerado aceitável, pois apresentaram valores acima de 0,60, considerados satisfatórios, como sugerem Hair Jr. et al. (2009) e Prearo et al. (2011), uma vez que atendem as premissas.

Tabela 40: Variância total explicada do construto Escala e Poder de Mercado.

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

No que tange à variância total explicada, nota-se a existência de dois fatores: o fator um apresenta fraca relação entre algumas variáveis explicando apenas 37,6% da variância. O fator dois também apresenta moderada relação, explicando apenas 69% da variância. Apesar desse valor, o resultado do fator dois atende a premissa, segundo o que postulam Prearo et al. (2011), pois é maior que os 60% indicados pela teoria.

Segundo Hair Jr. et al. (2009, p. 119), a rotação ortogonal Varimax concentra-se na simplificação das colunas da matriz fatorial. Ela busca maximizar a soma de variâncias das cargas exigidas da matriz fatorial. Assim, Tabela 41 registra uma separação mais clara dos fatores, em que o fator um é formado pelas variáveis V28, V29 e V31. O fator dois, por sua vez, é formado pelas variáveis V30, V32 e V33. A variável V30, que se divide entre os dois fatores, isto é, que explica 0,517 do fator um e 0,551 do fator dois, foi classificada no fator dois por apresentar valor superior ao encontrado no fator um.

Tabela 41: Matriz de componentes rotacionados do construto Escala e Poder de Mercado.

Componentes 1 2 V28 0,902 V29 0,870 V30 0,629 V31 0,907 V32 0,799 V33 0,517 0,551

Fonte: A Autora, com dados da pesquisa (2015).

Neste caso, o ideal seria a realização de uma nova tentativa (rodada), mas, ao se fazer isso, percebeu-se que o resultado das demais matrizes, como KMO, passaram a apresentar

valores ruins. Como os valores estão dentro do limite aceitável, uma vez que a variável com o menor valor é aV33, optou-se por manter esse resultado.

Com a divisão dos fatores analisados, as variáveis V28, V29 e V31 ficaram posicionadas no fator um – tendo sido renomeado de subconstruto poder de barganha - e as variáveis V30, V32 e V33 posicionadas no fator dois –renomeados de subconstruto competitividade.

4.4.2.1 Considerações sobre o construto Escala e Poder de Mercado

Para Verschoore e Balestrin (2008), quanto maior o número de empresas-membros atuantes no arranjo, maior a capacidade do grupo de obter ganhos de escala e poder de mercado. O fator escala e poder de mercado refere-se a ganhos referentes ao crescimento do número de participantes na rede de negócios.

Com o elevado número de participantes, as empresas associadas aproveitam-se da necessidade, em termos de volume, e passam a ter, em decorrência dessa, maior poder de negociação para as compras. As ações uniformizadas da rede permitem a adequação do arranjo ao ambiente competitivo, pois possibilitam ganhos de escala sem perder a flexibilidade por parte das empresas associadas.

A estrutura em rede busca a eficácia por meio da otimização de investimentos em recursos produtivos, visando ao aumento da competitividade das empresas pertencentes a um mesmo setor ou ambiente de negócio. Tal poder de mercado permite a essas empresas realizarem acordos comerciais em condições diferenciadas (VERSCHOORE; BALESTRIN, 2008).