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CONTROLO E INFLUÊNCIA DOS CONTRATADOS E FORNECEDORES

No documento GUIA ISO 14001:2015 (páginas 130-132)

BREVE NOTA SOBRE OS ANEXOS

CONTROLO E INFLUÊNCIA DOS CONTRATADOS E FORNECEDORES

Para decidir o tipo e extensão de controlo sobre contratados ou fornecedores exter- nos, requerido nos seus processos de Procurement para controlar os contratados ou fornecedores externos, a Organização deverá obter o conhecimento suficiente sobre os fatores que lhe permitem decidir sobre as práticas de controlo mais eficazes.

Recursos requeridos, incluindo o conhecimento e as competências para contro- lar o processo, quer do contratado, quer da Organização: Quem detém os recur- sos necessários, as condições, o conhecimento e a competência para assegurar o controlo adequado, a Organização, o contratado ou uma combinação dos dois?

GESTÃO DAS ALTERAÇÕES

CONTROLO E INFLUÊNCIA DOS CONTRATADOS E FORNECEDORES

Os riscos do produto ou serviço fornecido no alcance dos resultados pretendi- dos do SGA: Qual o potencial impacte ambiental que queremos prevenir e qual sua gravidade, incluindo um incumprimento de uma obrigação de conformidade? As oportunidades de melhoria possíveis de obter: Que oportunidades de melhoria de desempenho ambiental podemos obter?

A medida em que o controlo do processo é partilhado entre a Organização e o fornecedor externo: O que nós e os nossos fornecedores fazemos para controlar este processo? Quais as nossas responsabilidades no mesmo? Podemos partilhar riscos e assegurar controlos em conjunto, criando sinergias?

A capacidade de obter o controlo necessário através dos processos globais de compras: Conseguimos ter impacto através do processo de compra e contribuir para os resultados pretendidos? Ou temos de assumir que não é exequível nas condições atuais (a serem revisitadas no âmbito da gestão da mudança)? Na medida apropriada e possível, a Organização poderá selecionar:

Os seus fornecedores de bens ou serviços, incluindo atividades temporárias contratadas ou em regime de prestação de serviços, como por exemplo obras, manutenção, serviços de limpeza, vigilância, logística, serviços médicos, serviços de catering;

As pessoas que trabalham em seu nome;

Com base nas suas capacidades técnicas e organizativas, para que estes respei- tem não só os requisitos definidos pela Organização no SGA, como também as obrigações de conformidade.

Alternativamente, poderá considerar a possibilidade de dotar os seus fornecedores externos ou as pessoas que trabalham em seu nome das competências requeridas, qualificando-as. Esta é, de resto, uma medida que se constitui como uma melhoria de desempenho já que contribui para uma maior consciência ambiental na socie- dade e reveste-se de um caráter menos discriminatório, sendo por isso mais inclu- siva. A opção por uma ou por outra é uma decisão da Organização que depende da sua análise de contexto, dos riscos e das oportunidades determinados.

Em suma, a Organização deve analisar o modo como os seus contratados e forne- cedores podem afetar a sua capacidade de gerir os seus aspetos ambientais signifi- cativos, o alcance dos objetivos ambientais, o cumprimento das obrigações de con- formidade e determinar o modo como poderão ser controlados ou influenciados. Os controlos operacionais determinados como necessários, sejam de controlo ou influência, tais como informação documentada, comunicação com o fornecedor, contratos ou acordos com os fornecedores e contratados devem ser integrados no SGA e deverá ser verificada a sua implementação eficaz.

No caso dos serviços contratados diretamente pela Organização, as formas de con- trolo operacional a exercer podem ser mais diretas, por exemplo, através do uso de critérios ambientais na seleção e avaliação de fornecedores, definição de requisitos contratuais, exigência de registos de comprovação do cumprimento de requisitos,

monitorização do desempenho do fornecedor, auditorias e outras formas de con- trolo que a Organização considere.

Ao determinar os aspetos ambientais significativos, a Organização deve considerar a perspetiva de ciclo de vida para determinar o grau de controlo e influência que pode ter nas diferentes fases do ciclo de vida. Consistente com o que determinou nessa fase (6.1.1), deverá estabelecer os controlos adequados.

O SGA não se deve centrar apenas no controlo dos aspetos ambientais significativos controlados diretamente pela Organização, classicamente associados a obrigações de conformidade, tais como a gestão de resíduos, emissões, efluentes, consumos de recursos, etc. Deve também existir a preocupação de controlar e influenciar o impacte ambiental a montante e a jusante da Organização, na medida em que Organização puder atuar diretamente ou influenciar.

A Organização deverá considerar, na medida apropriada, processos como compras, vendas, marketing, design e desenvolvimento, produção, prestação do serviço, manutenção, monitorização dos produtos e serviços, embalamento, armazenagem, transporte, distribuição e atividades pós-entrega para determinar em que medida é necessária a implementação de critérios de operação nesses processos. A Organiza- ção possui autonomia para determinar os critérios e controlos, podendo determi- nar prioridades de atuação.

Esta versão da norma refere a necessidade de serem estabelecidos controlos, consistentes com a perspetiva do ciclo de vida do produto, tanto relacionados diretamente com as caraterísticas dos produto e serviços, como com o conjunto de atividades com ele relacionadas, desde a exploração, colheita e produção de matérias-primas e subsidiárias, transporte e cadeia de abastecimento, recursos uti- lizados na sua produção, até à armazenagem, distribuição, venda, transporte, uso e fim-de-vida do produto.

Na perspetiva de ciclo de vida, as Organizações que são responsáveis pelo design e desenvolvimento dos seus produtos e serviços, seja para novos produtos ou altera- ção dos existentes, devem considerar no seu processo de design e desenvolvimento o levantamento das entradas associadas a requisitos ambientais para os produtos e serviços. Em função da natureza do produto e do grau de controlo e influência, a Organização deverá considerar os requisitos ambientais ao nível de cada fase do ciclo de vida do produto.

No documento GUIA ISO 14001:2015 (páginas 130-132)