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Gabarito: E [FCC - 2015 - MPE-PB - Técnico Ministerial] Viviane é viúva e tem quatro filhos e todos a ajudam financeiramente. Ronaldo, 17 anos, trabalha como empacotador no supermercado “Bom Amigo”, Rodineia, 16 anos, trabalha como garçonete na lanchonete “Mais cinco”, Kassia, 14 anos, é aprendiz de cozinheira e Linda, 13 anos, trabalha como aprendiz de corte e costura. Considerando que nenhum dos trabalhos é noturno, perigoso ou insalubre, a Constituição Federal está sendo respeitada para:

a) Ronaldo e Kassia, apenas.

b) todos os filhos.

c) Ronaldo e Rodineia, apenas.

d) Ronaldo, Rodineia e Kassia, apenas.

e) Kassia, apenas.

Comentário:

Percebeu a repetição? Vamos, então, responder a algumas perguntas a respeito dos quatro filhos da viúva para acharmos a resposta certa:

(1) Algum deles não poderia trabalhar? Linda, pois é menor de 14 anos e não está autorizada sequer a ser aprendiz.

(2) Kassia pode ser aprendiz? Sim, pois é maior de 14 anos.

(3) Ronaldo e Rodineia podem ser empregados? Sim, pois são maiores de 16 anos e não desempenham trabalho noturno, perigoso ou insalubre.

Concluímos que a Constituição Federal está sendo respeitada para Ronaldo, Rodineia e Kassia, apenas. A alternativa ‘d’ é nossa resposta.

Gabarito: D

(iii) Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias (art.

7º, XVIII).

Obs.1: Atenção! De acordo com o STF, a mulher também tem direito a gozar dos 120 dias de licença maternidade pela adoção de filhos, não importando a idade do adotado. Esse é o entendimento firmado pela Corte em 2016, no julgamento do RE 778.889 em que se decidiu também que a legislação não pode prever prazos diferenciados para concessão de licença-maternidade para servidoras públicas gestantes e adotantes. Veja um trecho da emenda do acórdão:

1. A licença maternidade prevista no artigo 7º, XVIII, da Constituição abrange tanto a licença gestante quanto a licença adotante, ambas asseguradas pelo prazo mínimo de 120 dias.

Interpretação sistemática da Constituição à luz da dignidade da pessoa humana, da igualdade entre filhos biológicos e adotados, da doutrina da proteção integral, do princípio da prioridade e do interesse superior do menor. (RE 778889, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, julgado em 10/03/2016)

Obs.2: Novamente Atenção! Segundo decidiu o Plenário do STF (na ADI 6327, em abril de 2020), considera-se a data da alta da mãe ou do recém-nascido como marco inicial para o início da contagem da licença-maternidade. De acordo com nossa Corte Suprema, a medida deve se restringir aos casos mais graves, como internações que excederem o período de duas semanas. Ainda consoante firmou o STF, como não há previsão em lei de extensão da licença em razão da necessidade de internações mais longas, especialmente nos casos de crianças nascidas prematuramente (antes de 37 semanas de gestação), tal medida é a forma de suprir essa omissão legislativa. Ademais, consoante asseverou o ministro Fachin (relator da ação direta), essa omissão resulta em proteção deficiente às mães e às crianças prematuras, que, embora demandem mais atenção ao terem alta, têm o tempo de permanência no hospital descontado do período da licença. Ele lembrou que, no período de internação, as famílias são atendidas por uma equipe multidisciplinar, e é na ida para casa que os bebês efetivamente demandarão o cuidado e a atenção integral de seus pais, especialmente da mãe.

Também destacou que não se trata apenas do direito da mãe à licença, mas do direito do recém-nascido, no cumprimento do dever da família e do Estado, à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar.

(iv) Licença-paternidade, nos termos fixados em lei (art. 7º, XIX).

Obs: Vale recordar que o art. 10, § 1º do ADCT determinou que até que a lei venha a disciplinar o disposto no inciso em comento o prazo da licença-paternidade é de cinco dias.

(v) Aposentadoria (art. 7º, XXIV).

Questões para fixar

[FGV - 2021 - TJ-PR - Juiz Substituto] João, filho de Maria, professora, nasceu prematuro e precisou ficar internado na UTI Neonatal por trinta dias. Como a licença-maternidade de Maria era de cento e vinte dias, ela precisaria retornar ao trabalho noventa dias após a alta hospitalar de seu bebê. Maria conversou com seu advogado para saber se teria direito a passar mais tempo com seu filho, fora do hospital, antes de retornar ao ofício. Considerando a situação de Maria e os direitos sociais previstos na Constituição da República de 1988, é correto afirmar que:

A) em atenção ao princípio da vedação do retrocesso, aplicável aos direitos sociais, pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Maria pode pleitear que o início do prazo da licença-maternidade ocorra na data da alta de João;

B) em atenção ao princípio da proibição de proteção deficiente, aplicável aos direitos sociais, pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Maria pode pleitear que o início do prazo da licença-maternidade ocorra na data da alta de João;

C) em atenção ao princípio da razoabilidade, pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, Maria deve retornar ao trabalho cento e vinte dias após o nascimento do filho João, pois o interesse coletivo prevalece em relação ao direito social, e a reserva do possível não seria aplicável ao caso;

D) em razão da ausência de regra que garanta a Maria o benefício desejado, ela deve retornar à função cento e vinte dias após o nascimento de João, já que o mínimo existencial, quando violado, não garante a proteção do direito prestacional face à omissão estatal;

E) as garantias constitucionais em voga são normas programáticas, desprovidas de densidade normativa e insindicáveis e, por essa razão, Maria não tem direito a estender a licença-maternidade pelo período em que João ficou internado na UTI.

Comentário:

Vamos assinalar a letra ‘b’ como resposta! Segundo decidiu o Plenário do STF (na ADI 6327, em março de 2020), considera-se a data da alta da mãe ou do recém-nascido como marco inicial para o início da contagem da licença-maternidade. De acordo com nossa Suprema Corte, como não há previsão em lei de extensão da licença em razão da necessidade de internações mais longas, especialmente nos casos de crianças nascidas prematuramente (antes de 37 semanas de gestação), tal medida é a forma de suprir essa omissão legislativa.

Ademais, consoante asseverou o ministro Fachin (relator da ação direta), essa omissão resulta em proteção deficiente às mães e às crianças prematuras, que, embora demandem mais atenção ao terem alta, têm o tempo de permanência no hospital descontado do período da licença. Ele lembrou que, no período de internação, as famílias são atendidas por uma equipe multidisciplinar, e é na ida para casa que os bebês efetivamente demandarão o cuidado e a atenção integral de seus pais, especialmente da mãe. Também destacou que não se trata apenas do direito da mãe à licença, mas do direito do recém-nascido, no cumprimento do dever da família e do Estado, à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar.

Gabarito: B [Quadrix - 2018 - CRM-DF - Assistente Administrativo] Julgue o item seguinte a respeito do princípio da igualdade na Constituição Federal de 1988 (CF):

A vedação de tratamento discriminatório entre homens e mulheres evidencia a dimensão formal do princípio da isonomia, enquanto as distinções constitucionalmente asseguradas, como o prazo da licença-maternidade, conservam a isonomia em seu aspecto material.

Comentário:

Perfeito! De fato, a consagração constitucional da igualdade entre homens e mulheres não significa que não possa haver tratamento diferenciado entre eles. Isto porque, o princípio da igualdade deve ser efetivar não apenas a aparente igualdade formal, mas, principalmente, a igualdade material o que permite que o Estado adote de políticas públicas que visem reduzir as desigualdades fáticas entre diferentes. Assertiva correta.

Gabarito: Certo [IBFC - 2017 - Polícia Científica - PR - Auxiliar de Perícia] Considerando as normas da Constituição Federal, assinale a alternativa correta sobre o prazo nela prevista para a licença gestante:

a) 150 dias para todas as trabalhadoras b) 180 dias para todas as trabalhadoras c) 120 dias para todas as trabalhadoras

d) 120 dias apenas para trabalhadoras do setor privado e) 180 dias apenas para trabalhadoras do setor público Comentário:

Essa questão é bem simples, pois exige apenas que você lembre o tempo de duração da licença gestante fixado pela Constituição Federal (art. 7º, XVIII) que é de 120 dias (esse prazo cai muito!). Portanto, a resposta certa dessa questão é a letra ‘c’. Vamos para a próxima.

Gabarito: C [CESPE - 2017 - PGM - Belo Horizonte-MG - Procurador do Município - Adaptada] À luz do entendimento do STF, julgue o item subsequente, a respeito dos direitos e garantias fundamentais:

A licença-maternidade não é garantida à mulher adotante.

Comentário:

Errado! A licença maternidade prevista no artigo 7º, XVIII, da Constituição abrange tanto a licença gestante quanto a licença adotante, ambas asseguradas pelo prazo mínimo de 120 dias. Esse é o entendimento do STF (RE 778.889) que reafirma a igualdade entre filhos biológicos e adotados. Este é um importante assunto tem sido cobrado de forma recorrente pelas provas. A seguir vamos resolver mais uma questão a respeito.

Gabarito: Errado [FCC - 2018 - TRT - 2ª REGIÃO-SP - Analista Judiciário - Área Judiciária] Ao disciplinar o regime jurídico dos servidores públicos de determinado Estado, a lei estadual respectiva, editada sob a vigência da Constituição brasileira de 1988, estabeleceu, para a servidora pública que viesse a obter a guarda de criança em sede de

processo judicial de adoção, direito à licença maternidade de 60 dias, prorrogável uma vez por prazos variáveis conforme a idade da criança adotada, até o máximo de 45 dias. Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal STF), a disciplina criada pela lei estadual em questão é:

a) ilegítima, tanto por estabelecer licença maternidade da servidora adotante em prazo inferior a 120 dias, como por estabelecer prazos de prorrogação diferenciados em função da idade da criança adotada, podendo os dispositivos legais atinentes à matéria ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF.

b) ilegítima, tanto por estabelecer licença maternidade da servidora adotante em prazo inferior a 120 dias, como por estabelecer prazos de prorrogação diferenciados em função da idade da criança adotada, podendo os dispositivos legais atinentes à matéria ser objeto de reclamação, perante o STF, por descumprimento de súmula vinculante aplicável ao caso.

c) legítima apenas no que se refere à possibilidade de estabelecimento de prazos de prorrogação variáveis conforme a idade da criança adotada, cabendo, no mais, ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF.

d) legítima apenas no que se refere à possibilidade de estabelecimento de prazos de prorrogação variáveis conforme a idade da criança adotada, cabendo, no mais, ser objeto de reclamação perante o STF, por descumprimento de súmula vinculante aplicável ao caso.

e) ilegítima, tanto por estabelecer licença maternidade da servidora adotante em prazo inferior a 120 dias, como por estabelecer prazos de prorrogação diferenciados em função da idade da criança adotada, não cabendo, no entanto, ser objeto de controle concentrado de constitucionalidade perante o STF.

Comentário:

Essa questão é um pouco mais elaborada, mas não é difícil de ser resolvida. Sabemos que a licença-maternidade de 120 dias é direito de todas as trabalhadoras, sejam elas do setor privado ou do setor público, sejam elas mães em decorrência de gravidez ou em decorrência de adoção. Com essas informações já é possível concluir que a lei estadual não é legítima e descartar as alternativas ‘c’ e ‘d’, que não poderão ser assinaladas como resposta.

Perceba que a redação da primeira parte das alternativas ‘a’, ‘b’ e ‘e’ é idêntica. Então, a resolução agora depende de sabermos qual é a forma adequada de questionar a validade da lei estadual em questão.

Analisando a alternativa ‘a’, eu lhe pergunto: diploma normativo estadual pode ou não ser objeto de ADI a ser ajuizada perante o STF? A resposta é positiva e o fundamento é o art. 102, I, “a”, CF/88. Portanto, é essa a assertiva que devemos assinalar.

O equívoco da ‘b’ está na afirmação de que existe de súmula vinculante aplicável ao caso, o que não é verdade. O que existe, na verdade, é um precedente do STF (RE 778.889) que afirma ser a licença maternidade prevista no artigo 7º, XVIII, CF/88 direito tanto da mãe gestante quanto da mãe adotante.

Por fim, a alternativa ‘e’ erra ao afirmar que a lei estadual não pode ser objeto de controle concentrado de constitucionalidade, contrariando o disposto no art. 102, I, “a”, CF/88.

Gabarito: A [FMP Concursos - 2019 - TJ-MT - Juiz - Adaptada] No que se refere a direitos sociais individuais e coletivos dos trabalhadores, julgue a afirmação a seguir:

O direito à licença paternidade, sem prejuízo do emprego e do salário, não está constitucionalmente previsto, mas é determinado pela CLT.

Comentário:

Essa é fácil. O direito à licença paternidade está, sim, consagrado constitucionalmente no art. 7º, XIX, dispositivo este que, entretanto, não prevê o seu tempo de duração (ao contrário da licença maternidade que tem o prazo expresso de 120 dias). Por isso, a afirmação está errada.

Gabarito: Errado