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3 5 DESFECHOS 3.5.1 Desfecho primário

4.2 DADOS DE BASE

Os questionários, as entrevistas, as avaliações clínicas dos grupos experimental e controle foram coletados no Ambulatório de Estomizados do HRPl e no Ambulatório do HRS, as caracterizações da bioimpedância e de bioquímica e as PDCs do grupo experimental foram realizadas no CERPIS. Segue a Tabela 5 abaixo, que descreve a quantidade de pacientes inseridos nos grupos de cada ambulatório.

Tabela 5– Distribuição dos participantes dos ambulatórios de estomizados do HRPL e HRS da SES/Brasília/DF,

Brasil, 2016.

Grupo Experimental Grupo Controle

n % n %

HRPl 18 54,6% HRPl 20 50%

HRS 15 45,4% HRS 20 50%

Total 33 100% Total 40 100%

Os resultados foram apresentados em seis partes: (I) caracterização sociodemográfica e clínica dos grupos experimental e controle; (II) comparação da qualidade de vida entre o grupo experimental e grupo controle; (III) associação entre as questões e seus respectivos domínios da qualidade de vida nos grupos experimental e controle, (IV) categorização da percepção da qualidade de vida das pessoas colostomizadas nos grupos experimental e controle quanto ao Bem-estar Físico, Psicológico, Social e Espiritual; (V) caracterização antropométrica por bioimpedância do grupo experimental (tempo final); e (VI) caracterização da análise bioquímica do grupo experimental (tempo final).

4.2.1 Caracterização sociodemografico e clínica dos grupos experimental e controle A distribuição dos 33 (trinta e três) colostomizados do grupo experimental em função da faixa etária demonstrou que majoritariamente se tratam de indivíduos entre 51 e 60 anos de idade 39,4% (n=13), sendo a segunda faixa mais frequente, de 61 a 70 anos 30,3% (n=10). Conforme esperado, a incidência da estomia em indivíduos abaixo de 30 anos é reduzida 9,1% (n=3). Nesse grupo, observou-se maior prevalência do sexo feminino, representado por 61% (n=20). Observou-se que a média de idade foi de ±54,78 anos de idade (n=33). Em sua maioria, os indivíduos reportaram serem católicos 63,7% (n=21), posteriormente evangélicos 30,3% (n=10). No que tange à definição de prática religiosa, sobressaiu a ocorrência de 84,8%

171 (n=28) de ativos. Em relação ao estado civil, 48,5% (n=16) reportaram serem casados, sendo 87,8% (n=29) declaram que possuem hábitos de convívio familiar. A determinação do nível de instrução demonstrou predominância de educação fundamental 72,7% (n=24) e sua situação frente ao trabalho foi igualmente distribuída entre aposentados e afastados 36,4% (n=12) e renda familiar, tomando como base o salário mínimo vigente de R$ 880,00, variando entre menor que 1 e igual a 3 salários mínimos 87,9% (n=19). Todas as variáveis do questionário sociodemográfico podem ser vistas na Tabela 6.

A distribuição dos 40 (quarenta) colostomizados do grupo controle em função da faixa etária demonstrou que majoritariamente se tratam de indivíduos entre 51 e 60 anos de idade 32,5% (n=13), sendo a segunda faixa mais frequente o de 61 a 70 anos 25% (n=10), em coincidência com o grupo experimental. A incidência da estomia em indivíduos abaixo de 30 anos também foi reduzida 7,5% (n=3). Nesse grupo, observou-se maior prevalência do sexo feminino, representado por 60% (n=24). Observou-se que a média de idade foi de ± 55,57 anos de idade (n=40). Em sua maioria, os indivíduos do grupo controle reportaram ser católicos 65% (n=26), posteriormente evangélicos 27,5% (n=11). No que tange à definição de prática religiosa, sobressaiu a ocorrência de 77,5% (n=31) de ativos. Em relação ao estado civil, 52,5% (n=21) reportaram serem casados, sendo que 95% (n=38) declaram que possuem hábitos de convívio familiar. A determinação do nível de instrução demonstrou predominância de educação fundamental 77,5% (n=31) e sua situação frente ao trabalho foi entre aposentados 52,5% (n=21) e afastados 27,5% (n=11), e renda familiar, tomando como base o salário mínimo vigente de R$ 880,00, variando entre menor que 1 e igual a 3 salários mínimos 80% (n=32). Todas as variáveis do questionário sociodemográfico podem ser vistas na Tabela 6.

Quanto ao aspecto clínico, o tempo desde a estomia intestinal, observou-se que, nos grupos experimental e controle, a faixa que sobressaiu foi a faixa de >12 meses e ≤60 meses 81,9% (n=27) e 75% (n=30), respectivamente. Além disso, ambos os grupos demonstraram que majoritariamente o caráter definitivo da estomia intestinal foi de 60,6% (n=20) no grupo experimental, sendo que no grupo controle 55% (n=22) houve um discreto predomínio. No que tange ao uso do sistema de irrigação, somente o grupo controle, contando com somente uma ocorrência 2,5% (n=1) de utilização do referido sistema. Em relação às co-morbidades para o grupo de experimental, 54,6% (n=18) possuem hipertensão arterial e 30,3% (n=10) Diabetes Mellitus, por outro lado, o grupo controle 40% (n=16) possuem hipertensão arterial e 20% (n=8) Diabetes Mellitus. Dentre os componentes do grupo experimental, observa-se

172 uma frequência de tabagismo de 33,3% (n=11) e no grupo controle 51,5% (n=17). Em ambos os grupos, foi observada a ocorrência de acompanhamento ambulatorial, isto é, 94% (n=31) no grupo experimental e 90% (n=36) no grupo controle. No que se refere ao recebimento de equipamentos, ambos os grupos apontaram tal recebimento, sendo no grupo experimental, 96,9% (n=32) e no grupo controle 97,5% (n=39). Todas as variáveis do questionário clínico podem ser vistas na Tabela 7.

No tocante à causa da confecção da estomia intestinal, tanto para o grupo experimental quanto para o grupo controle, a causa mais comum observada fora o CCR 51,5% (n =17) e 60% (n=24), respectivamente. Todas as variáveis do questionário clínico podem ser vistas na Tabela 8.

Em relação à avaliação clínica, ainda que não tenhamos notado efeitos significativos, em especial do ponto de vista clínico, é importante reiterar que o reflexo no aspecto fisiológico do paciente pode ser fracamente detectado, contudo, as análises das entrevistas, bem como do instrumento COH-QOL- OQ, sugeriram um incremento em força física e bem- estar físico no geral como fruto da implementação da PDC. Todas as variáveis da avaliação clínica podem ser vistas na Tabela 9.

No que se refere ao perfil de uso de medicamentos, como esperado, são pacientes polifarmácia, portadores de patologias crônicas, condizentes com a faixa etária, associado ao consumo, culturalmente característico de medicamentos de forma autorregulada – automedicação. Todas as variáveis do perfil do consumo de medicamentos podem ser vistas na Tabela 10.

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Tabela 6 – Amostra dos grupos experimental e controle segundo as características sociodemográficas. Brasília,

DF, Brasil, 2016.

Variáveis Grupo Experimental Grupo Controle

n % n % SEXO Feminino 20 61 24 60 Masculino 13 39 16 40 Total 33 100 40 100 FAIXA ETÁRIA 20|---30 3 9,1 4 10 31|---40 1 3,0 3 7,5 41|---50 5 15,2 5 12,5 51|---60 13 39,4 13 32,5 61|---70 10 30,3 10 25 71|---80 1 3,0 5 12,5 81|---90 0 0 0 0 Total 33 100 40 100 RELIGIÃO Católicos 21 63,7 26 65 Evangélicos 10 30,3 11 27,5 Espíritas 1 3,0 3 7,5 Outras 1 3,0 0 0 Total 33 100 40 100 PRATICA RELIGIÃO Sim 28 84,8 31 77,5 Não 5 15,2 9 22,5 Total 33 100 40 100 ESTADO CIVIL Casado 16 48,5 21 52,5 União Estável 3 9,1 10 25 Divorciado 3 9,1 2 5 Viúvo 4 12,1 2 5 Solteiro 7 21,2 5 12,5 Total 33 100 40 100 CONVIVIO FAMILIAR

Com convívio familiar 29 87,8 38 95

Sem convívio familiar 4 12,2 2 5

Total 33 100 40 100

INSTRUÇÃO

Nenhuma a Ensino Fundamental 24 72,7 31 77,5

Ensino Médio 9 27,3 8 20

Ensino Superior 0 0 1 2,5

Total 33 100 40 100