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Das escolas de faculdades

No documento Revista Completa (páginas 194-198)

CAPITULO í

DOS ÓRGÃOS DAS ESCOLAS E FACULDADES

Art. 55. A direção e administração das escolas e faculdades será exercida pelos seguintes órgãos-:

a) Congregação;

b) Conselho Departamental; c) Diretoria.

CAPITULO II

DA CONGREGAÇÃO

Art. 56. A Congregação é o órgão superior da direção pedagógica e didá- tica das escolas e faculdades.

Art. 57. A Congregação será cons- tituída :

a) pelos professôres catedráticos efe- tivos, em exercício de suas funções;

b) pelos professôres interinos, no- meados na forma das disposições vi- gentes ;

c) por um representante dos docen- tes livres do estabelecimento, por êle.', eleito, por três anos, em reunião presi- dida pelo Diretor;

d) pelos professôres catedráticos em disponibilidade;

Art. 58. Compete à Congregação: a) escolher, por votação uninominal, dentre os professôres catedráticos efe- tivos, em exercício de suas funções, três nomes para constituição de lista tríplice para o provimento do cargo de Diretor;

b) eleger o seu .representante no Conselho Universitário;

c) deliberar sôbre tôdas as questões relativas ao provimento de cargos de magistério, na forma estabelecida no respectivo regimento e de acordo com as disposições de legislação vigente e dêste Estatuto;

d) deliberar sôbre tôdas as questões que, direta ou indiretamente, interes- sarem às ordens pedagógica, didática e patrimonial, na forma estabelecida em regimento e de acordo com as dis- posições dêste Estatuto;

c) deliberar, em primeira instância, sôbre a destituição de membros do ma- gistério;

/) colaborar, quando devidamente consultado, com a Diretoria e com os órgãos da Universidade, em tudo quan- to interessar à unidade universitária e à Universidade; .

<;) exercer as atribuições que lhe fo- rem conferidas pelo regimento da uni- dade universitária, aprovado na forma dêste Estatuto;

h) elaborar o regimento da unidade universitária, a fim de ser submetido à aprovação do Conselho Universitário.

CAPITULO III

DO CONSELHO DEPARTAMENTAL

Art. 59. O regimento de cada uma das escolas e faculdades estabelecerá a organização didática e administrati- va das mesmas em Departamentos, for- mados pelo grupamento das cadeiras afins ou conexas.

Art. 60. Cada Departamento será chefiado por um professor catedrático, efetivo, designado por ato do Reitor, mediante indicação do Diretor, e pro- posta dos professôres do respectivo De- partamento .

Art. 61. O regimento estabelecerá as normas para administração de cada

um dos Departamentos e bem assim para as suas diferentes atividades de ensino e de pesquisa.

Art. 62. O Conselho Departamen- tal será constituído pelos diferentes chefes de Departamento, sob a presi- dência do Diretor.

Parágrafo único. O presidente do Diretório Acadêmico de cada unidade universitária fará parte do respectivo Conselho Departamental, como repre- sentante do corpo discente.

Art. 63. O Conselho Departamental é órgão consultivo do Diretor, para o estudo e solução de tôdas as questões administrativas e financeiras da vida do estabelecimento, colaborando com a mesma autoridade pela forma que fôr estabelecida no respectivo regimento.

CAPITULO IV

DA DIRETORIA

Art. 64. A Diretoria representada na pessoa do Diretor, é o órgão exe- cutivo que coordena, fiscaliza e supe- rintende tôdas as atividades da uni- dade universitária.

Art. 65. O Diretor será nomeado- pelo Reitor, corn prévia aprovação do Presidente da República, obtida por intermédio do Ministério da Educação e Saúde, sendo a escolha feita em face de lista tríplice organizada pela respec- tiva Congregação, nos termos dêste Es- tatuto.

Parágrafo único. O Diretor será su- bstituído em suas faltas e impedimen- tos por um Vice-Diretor, eleito trie- nalmente pela Congregação.

Art. 66. São atribuições do Diretor: a) entender-se corn os poderes pú- blicos sôbre todos os assuntos que in- teressem à unidade universitária e de- pendam de decisões daqueles;

b) representar a unidade universi- tária em quaisquer atos públicos e nas relações com outros ramos da adminis- tração pública, instituições científicas e corporações particulares;

c) representar a unidade universitá- ria em juízo e fora dele;

d) fazer parte do Conselho Univer- sitário ;

/•") assinar, com o Reitor, os diplo- mas expedidos pela unidade universitá- ria e conferir grau;

/) submeter ao Reitor a proposta do orçamento anual da unidade universi- tária ;

y) apresentar anualmente, ao Reitor, relatório dos trabalhos da unidade uni- versitária, nele assinalando as provi- dências indicadas para a maior eficiên- cia do ensino;

h) executar e fazer executar as de- cisões da respectiva Congregação;

i) convocar e presidir as reuniões da Congregação;

/) superintender todos os serviços administrativos da unidade universitá- ria ;

k) fiscalizar o emprego das verbas autorizadas de acordo com os preceitos da contabilidade;

•0 adquirir material e contratar obras ou serviços necessários à unidade uni- versitária, tendo em vista os altos inte- resses do ensino e de acordo com as disposições dêste' Estatuto;

j;i) fiscalizar a fiel execução do re- gime didático, especialmente no que res- peita à observância de horários e dos programas e a atividade dos professô- res, docentes-livres, auxiliares de en- sino e estudantes;

remover, de um para outro ser- viço, os funcionários administrativos, de acordo com as necessidades ocor- rentes :

o) assinar e expedir certificados dos cursos de aperfeiçoamento e de espe- cialização;

/) nomear os docentes-livres, profes- sôres adjuntos, assistentes e instruto- res ;

ÍJO aplicar as penalidades regulamen- tares ;

r) cumprir e fazer cumprir as dispo- sições dos respectivos regulamentos e regimentos especiais.

CAPITULO V

' DA ADMINISTRAÇÃO DAS ESCOLAS E FACULDADES

Art. 67. O regimento de cada uni- dade universitária definirá a sua or- ganização administrativa específica, de

acordo com suas necessidades e conve- niências peculiares e de conformidade com as normas gerais do sistema admi- nistrativo da Universidade, estabeleci- das no Título III dêste Estatuto.

CAPITULO VI

DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA

Art. 68. Na organização didática e nos métodos pedagógicos adotados nas unidades universitárias será atendido, a um tempo, o duplo objetivo de minis- trar ensino eficiente e de estimular o espírito da investigação original, indis- pensável ao progresso das ciências.

Art. 69. Para atender aos objetivos assinalados no artigo anterior, cumpre às unidades universitárias empenharem- se na seleção, não só técnica, mas inte- lectual, cultural e moral, de seu corpo docente, e na aquisição de todos os ele- mentos necessários à ampla objetivação do ensino.

Art. 70. Nos métodos pedagógicos do ensino universitário, em qualquer dos seus ramos, a instrução será cole- tiva, individual e combinada, de acordo com a natureza e os objetivos do ensino ministrado.

Parágrafo único. A planificação dos estudos, a organização dos cursos, os métodos de demonstração prática ou de exposição doutrinária, a participação ativa do estudante nos trabalhos esco- lares e quaisquer outros aspectos do re- gime didático, serão instituidos no re- gimento interno de cada estabeleci- mento .

Art. 71. Os cursos universitários se- rão os seguintes: o) cursos de formação; b) cursos de aperfeiçoamento; c) cursos de especialização; d) cursos de extensão; e) cursos de pós-graduação; /) cursos de doutorado.

Art. 72. Os cursos de formação se- rão os constituintes dos planos de es- tudos estabelecidos pelo regimento.

Parágrafo único. Os planos de estu- dos dos cursos de formação compreen- derão, pelo menos, os padrões mínimos fixados na legislação federal, para os

efeitos do reconhecimento dos diplomas expedidos, para o exercício legal das. profissões respectivas.

Art. 7i. Os cursos de aperfeiçoa- mento serão destinados a revisão e de- senvolvimento dos estudos feitos nos cursos normais, pela forma estabelecida no regimento.

Art. 74. Os cursos de especialização serão os destinados a ministrar conhe- cimentos aprofundados nos diferentes ramos de estudos filosóficos, científi- cos, artísticos ou técnicos, pela forma estabelecida no regimento e de acordo com programas previamente aprovados pela Congregação.

Art. 75. Os cursos de extensão se- rio destinados a difusão cultural nos diferentes setores que possam oferecer interesse geral.

Art. 76. Os cursos de pós.-gradua- ção, destinados aos diplomados, terão por fim especial a formação sistemá- tica de especialização profissional, de acordo com o que fôr estabelecido pelo regimento.

Art. 77. Os cursos de doutorados serão criados pelas escolas e faculda- des e definidos nos respectivos regi- mentos, segundo as conveniências es- pecíficas .

Art. 78. Serão considerados de grau superior, para os efeitos dêste Esta- tuto, os estabelecimentos de ensino uni- versitário que ministrarem, pelo menos, um curso de formação do grau supe- rior.

Parágrafo único. Entende-se por cur- so de formação de grau superior aque- le que conta, entre as exigências pari a sua matrícula a de possuir o candi- dato curso secundário completo, na for- ma da legislação vigente.

CAPITULO VII

DO CORPO DOCENTE

Art. 79. O corpo docente das esco- las e faculdades poderá variar na sua constituição de acordo com a natureza peculiar do ensino a ser ministrado, de- vendo, porém, o professorado ser cons- tituído por uma carreira de acesso gra- dual e sucessivo.

Art. 80. Os cargos sucessivos da carreira do professorado definidos pelo regimento das unidades da universida- de, serão os seguintes:

o) professor catedrático; b) professor adjunto; c) assistente;

d) instrutor.

Art. 81. Além dos titulares, enqua- drados nos diversos postos da carreira do professorado, farão parte do corpo docente:

o) os docentes livres; ÍO professôres contratados; c) os pesquisadores e técnicos espe- cializados;

d) os auxiliares de ensino.

Art. 82. O ingresso na carreira do professorado se fará pelo cargo de ins- trutor, para o qual serão nomeados, pelo prazo de três anos, por ato do Di- retor e por proposta do respectivo pro- fessor catedrático, os diplomados com vocação para a carreira do magistério, que satisfizerem as condições estabele- cidas pelo regimento.

Art. 83. Os assistentes serão nomea- dos pelos Diretores das unidades uni- versitárias, por indicação justificada do professor catedrático, devendo a esco- lha recair sôbre um dos instrutores.

Art. 84. A nomeação dos assisten- tes será feita pelo prazo máximo de três anos, podendo ser reconduzido, a juízo do professor catedrático e de acor- do com as condições que o regimento das unidades universitárias estabelecer. Art. 85. Os professôres adjuntos se- rão nomeados e dispensados pelos di- retores das escolas e faculdades, por indicação justificada dos professôres catedráticos, devendo a escolha ser fei- ta entre os assistentes que possuam o titulo de docente livre, na forma do regimento.

Art. 86. Os professôres catedráticos serão nomeados por decreto do Presi- dente da República e escolhidos me- diante concurso na forma estabelecida na legislação vigente e no regimento das escolas e faculdades, podendo con- correr a esse concurso os professôres adjuntos, os docentes livres, os profes- sôres de outras escolas e faculdades ofi-

ciais ou reconhecidas e pessoas de no- tório saber, a juizo da respectiva con- gregação.

Art. 87. E' mantida a instituição da docência livre em tôdas as escolas e faculdades na forma dos respectivos re- gimentos.

Art. 88. A docência livre será con- cedida mediante concurso de titulos e" de provas, na forma estabelecida no respectivo regimento.

Art. 89. O exercício da docência livre não constitui acumulação vedada por lei.

Art. 90. As congregações das esco- las e faculdades, farão de cinco em cin- co anos, a revisão do quadro dos do- centes livres a fim de excluir aqueles que nâo houverem exercido atividade eficiente no ensino ou não tiverem pu- blicado qualquer trabalho de valor dou- trinário, de observação pessoal, ou de pesquisa, que os recomendem a perma- nência nas suas funções.

Art. 91. Os professôres contratados poderão ser excluídos da regência por tempo determinado do ensino de qual- quer disciplina das unidades universi- tárias ; da cooperação com o professor catedrático no ensino normal da cadei- ra para que fôr contratado; da realiza- ção de cursos de aperfeiçoamento ou de especialização ou ainda da execução e direção de pesquisas cientificas.

§ 1.° O contrato de professôres, na- cionais ou estrangeiros será proposto ao Conselho Universitário pela Con- gregação com a justificação ampla das vantagens didáticas ou culturais que in- diquem a providência.

§ 2." As atribuições e vantagens con- feridas ao professor contratado serão discriminadas no respectivo contrato.

Art. 92. Os preparadores, pesquisa- dores. técnicos especializados e auxi- liares de ensino terão a sua discrimi- nação e a especificação de suas funções nos regimentos das unidades universi- tárias .

Art. 93. O regimento de cada uma das escolas e faculdades discriminará o respectivo pessoal administrativo, a natureza dos seus cargos, suas funções e deveres.

CAPITULO IX

DO REGIME HSCOLAK

Art. 94. A admissão inicial nos di- ferentes cursos universitários, ou re- gime dos cursos e provas para a apu- ração do aproveitamento dos alunos, a concessão de diplomas e tôdas as de- mais questões que interessem à vida escolar não previstas neste Estatuto serão reguladas pelos regimentos das respectivas escolas e faculdades.

Parágrafo único. Não será permitida a matricula simultânea em dois ou mais cursos de formação, ou de pós-gra- duação.

TITULO V

No documento Revista Completa (páginas 194-198)