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19 de novembro - Dia da Bandeira

No documento N o G iro do M undo (páginas 47-52)

Vida Fluminense, Rio de Janeiro, ano I, nº 11, 24/11/1889, p. 1 e 3.

19 de novembro - Dia da Bandeira

Ao lado do hino, das armas e dos selos nacionis, a bandeira é um dos importantes símbolos da república brasileira. As dimensões atuais da bandeira, que mantém as cores do brasão imperial e do protótipo republicano, foi instaurado pelo decreto de nº 4, de 19 de novembro de 1889 ainda durante o governo provisório da República dos Estados Unidos do Brasil.

Angela Telles, Zadig Gama e Natasha Mastrangelo

A Bandeira da República ...

Já ninguém discute o lema da bandeira da Re-pública.

Passou em julgado o assunto, que foi durante algum tempo manancial de frases sentencio-sas.

Vida Fluminense, Rio de Janeiro, ano I, nº 13, 12/12/1889, p. 2.

A bandeira brasileira, arvorada no paquete Alagoas, atualmente em Lisboa, recebeu do governo ordens terminantes para descer, por não ter sido reconhecida.

Revista Illustrada, Rio de Janeiro, ano XIV, nº 571, 14/12/1889, p. 2.

Revista Illustrada, Rio de Janeiro, ano XIV, nº 569, 16/11/1889, p. 10

Os da oposição agridem mal; os do governo não se defendem melhor. Aqueles, querendo refor-mar o estado de coisas, apontam os escândalos e abusos, mas aconselham a prática de outros do mesmo quilate. Estes, com o intuito de re-formar, desformam e fazem com que a emenda fique pior do que o próprio soneto. Pode ser que haja boa fé de parte a parte; nem afirmo, nem contesto.

Semana Ilustrada, n.º 67, Rio de Janeiro, 23/03/1862, p. 2.

Politiquismo

Esses grandes papagaios de papel, que se dis-tribuem diariamente por alguns milhares de pessoas, e que se intitulam com a maior sem cerimônia <<órgãos da opinião pública>>, fazem-me às vezes rir a morrer. [...] Quando um papagaio tem uma pretensão, e não quer transigir com a sua independência, representa uma comédia muito

chis-tosa: carrega o sobrolho, torna-se severo, descobre que o ministério esbanja os dinheiros públicos, conhe-ce que o Brasil caminha com passos de gigante para sua ruína. Lembra-se da cessação do tráfico de

afri-canos, da falta de medidas tendentes a chamar a emigração para os pontos em que os braços escasseiam... e dá a entender que Pernambuco e Bahia querem formar uma nação à parte!

Semana Ilustrada, n.º 46, Rio de Janeiro, 27/10/1861, p. 6.

- Esta vida de emprega-do público não presta para nada... Saio de manhã para visitar o Zacarias, e no cam-po dizem-me que o ministé-rio caiu e que deveria ir ao Abaeté; parto para o Cate-te, e, no Pocinho da Glória, soube de um deputado que já não era o Abaeté, e sim

o Olinda! ... Quem é capaz de entender isto?

Deus queria que, ao chegar à rua do Lavradio, já não esteja o Olinda demitido.

Semana Ilustrada, n.º 78, Rio de Janeiro, 08/06/1862, p. 5.

Conspiremos! Conspiremos contra os Ministérios...

Semana Ilustrada, n.º 78, Rio de Janeiro, 08/06/1862, p. 5.

Oposição

“Os da oposição agridem mal; os do governo não se defendem melhor”: confusões nas assembleias, instabilidade na vida dos funcionários públicos, conspirações... Os recortes a seguir, retirados de periódicos do século XIX, retratam, com muito humor, alguns dos pontos essenciais que se constroem no embate entre governo e oposição. Retornar aos textos do passado nos diz muito sobre como a política era construída no século XIX. Além disso, os temas que circulavam nesses periódicos ainda são encontrados nos jornais de hoje.

Cabe a cada um de nós refletir sobre as diferentes épocas e sobre o papel que a oposição faz e o papel que a oposição deveria fazer.

Luciana Salles e Marlon Augusto Barbosa

Revista do domingo

Rio, 25 de dezembro de 1870 [...] Dia de Natal! 25 de dezembro dos anos primitivos! Vós não voltareis a ver-nos com o vosso cortejo de santas ilusões e embriagantes quimeras, oh! Dia sublime, primeiro entre os mais dias!

O paletó, a calça, o rosto, o juízo, a dignidade, a religião, o comércio, o amor, a inocência e a

noite de Natal mudaram de índole e de essên-cia desde a invasão da crinoline, do coque e dos bailes, até hoje!

O menino Jesus, digamos, sim, digamos sem medo! o Menino Jesus não é o mesmo de ou-trora! [...]

Luís Guimarães Júnior

Diario do Rio de Janeiro, n.º 356, Rio de Janeiro, 25/01/1870, p.1

NATAL

As festas natalinas, apesar de seu caráter religioso, ficaram marcadas pela troca de presentes. No século XIX, o caráter comercial do feriado já era percebido. As críticas das ilustrações dos periódicos mostravam algo comum ainda hoje, as várias comemorações de fim de ano, cujos convites são difíceis de recusar. No Rio de Janeiro, com toda sua desi-gualdade social, cada um comemorava seu Natal como podia, com ou sem festas, ceia e presentes.

Eduardo da Cruz e Sérgio Abreu

Choveu muito esses dias, mas a pior chuva que nos ameaça é a das festas

Revista Illustrada, n.º 279, Rio de Janeiro, 24/12/1881,p.1

Crônica Fluminense

Estamos no Natal; o Rio de Janei-ro prepara-se para celebrar alegre-mente as festas do Natal, a época das “Festas” e dos presentes.

Apesar da sua origem essencialmen-te cristã, as festas do Natal têm um caráter profunda e poeticamente profano. Na Inglaterra, Christmas é uma festa nacional; na Suécia e Noruega, Julklappar traz cada ano a doce alegria ao palácio e a chou-pana...

Foi da Alemanha que nos veio o cos-tume encantador e infantil de cele-brar o Natal por festas e presentes.

Hebel, um poeta fantasista, vai até mesmo nos dar o retrato do peque-no Natal: o seu olhar é doce, escreve ele, e o seu coração é terno. [...]

No Rio de Janeiro, já não há nem esse recolhi-mento nem essa alegria; cada um festeja seu Natal como pode. [...]

Revista Illustrada, n.º 279, Rio de Janeiro, 24/12/1881, p.2

União Portugueza: Órgão dos interesses dos portugueses no

Brazil, n.º 330, Rio de Janeiro, 24/12/1899, p.1

As festas! As festas! ...Pesadelo da atualidade

O Mosquito, n.º 276, Rio de Janeiro, 26/12/1874, p.1

Uma dessas tarde, o sol tendo dardejado os seus melhores raios de dezembro, e a atmosfera abra-sando como uma conferência abolicionista, entrei no Campo de Santana, em busca de uma tem-peratura mais suave [...].

Revista Illustrada, Rio de Janeiro, ano V, nº 232, 18/12/1880, p. 3

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