• Nenhum resultado encontrado

DESEMPREGO REGISTADO NOS CENTROS DE EMPREGO

No documento RELATÓRIO DO 2º SEMESTRE (páginas 104-110)

De acordo com a informação disponibilizada pelo IEFP, no final de Dezembro de 2015, havia cerca de 521,6 mil desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Continente, o que representou uma diminuição de aproximadamente 42,7 mil indivíduos face ao final do ano anterior. Este decréscimo do desemprego registado foi mais acentuado para os homens (-8,8%) do que para as mulheres (-6,4%), pelo que o peso relativo masculino decresceu, no final de 2015, representando 47,7% do total do desemprego registado.

77. Evolução do Desemprego registado por género

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

Relativamente ao número de desempregados registados de longa duração (DLD), em 2015, verificou-se uma quebra de 12,4% face ao período homólogo (menos 34,5 mil pessoas), tendo o respetivo peso relativo no total de inscritos diminuído 2,6 p.p. no mesmo período, atingindo 46,7%.

78. Percentagem do Desemprego Jovem e do DLD no Desemprego Registado

0 10 20 30 40 50 60 70 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 13,3 13,4 13,3 12,7 11,6 11,8 12,2 12,8 12,1 12,3 40,9 41,8 35,6 34,8 41,9 37,8 41,1 46,8 49,3 46,7 Jovens (<25 anos) % DLD %

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego 0 100.000 200.000 300.000 400.000 500.000 600.000 700.000 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Homens Mulheres Desemprego registado total

Quanto ao número de jovens inscritos, registou-se igualmente um decréscimo (-6%, ou seja, menos 4,1 mil indivíduos), mantendo-se, no entanto, o seu peso relativo sensivelmente idêntico ao do ano anterior (12,3%).

Por outro lado, a análise regional permite constatar que a tendência de decréscimo anual do desemprego, iniciada em 2013, se verificou em todas as regiões do Continente. O Norte continuou a ser a região mais afetada pelo desemprego, com cerca de 231 mil desempregados inscritos, não obstante ter evidenciado, em 2015, a maior descida face ao período homólogo (-8,9%), ex æquo com a região Centro.

De salientar que o Norte, só por si, representava, no final de 2015, cerca de 44,3% do total de registos de desemprego. Seguiram-se as regiões do Centro e de Lisboa, com menos 9,6 mil e 8,4 mil indivíduos inscritos face a Dezembro de 2014, que conjuntamente com o Norte representavam perto de 88,1% do desemprego registado no Continente, em Dezembro de 2015.

No que respeita às restantes regiões, tanto o Alentejo como o Algarve registaram variações negativas, com descidas do número de desempregados na ordem dos 3%, o que, em termos absolutos, se traduziu nos decréscimos menos expressivos (menos 1,4 mil pessoas na região alentejana e menos 824 na região algarvia).

79. Evolução do Desemprego registado por regiões

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

Relativamente ao desemprego registado por sectores de atividade, a maior proporção de desempregados inscritos à procura de novo emprego continuou a provir do sector dos Serviços (68%), seguindo-se a

0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Norte Centro Lisboa Alentejo Algarve

Indústria, Energia e Água e Construção (27,7%) e a Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca

(4,3%).

80. Desemprego registado por sectores de atividade

0 50.000 100.000 150.000 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca

Indústria, energia e água e construção Serviços

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

Apesar de todos os sectores de atividade evidenciarem, em dezembro de 2015, quebras face ao período homólogo, o sector da Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca registou, em 2015, a quebra menos expressiva (-2,9%), o que se traduziu, dada a sua menor representatividade (4,3%) no total dos sectores, numa diminuição de 588 desempregados. Os restantes sectores registaram igualmente uma descida do número de desempregados inscritos face a Dezembro de 2014.

Não obstante o sector dos Serviços ter o maior peso relativo no conjunto dos sectores de atividade (68%), em dezembro de 2015, foi o sector da Indústria que apresentou a maior descida absoluta face ao período homólogo (cerca de menos 23 mil inscritos).

Numa análise mais desagregada da Indústria, Energia e Água e Construção, foi o subsector da Construção que continuou a assumir maior peso relativo no total de desempregados inscritos provenientes da

Indústria (43,8%), logo seguido da Indústria do Vestuário (10,6%) e das Indústrias alimentares das bebidas e do tabaco (8,4%).

De salientar que o subsector da Construção registou a maior quebra em termos absolutos, com uma diminuição de 12,1 mil desempregados inscritos, logo seguido pela Indústria do vestuário que evidenciou também um decréscimo do número de inscrições, com menos 2,3 mil desempregados inscritos neste subsector, face ao período homólogo.

81. Desemprego registado na Indústria

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

No sector dos Serviços, o subsector com maior peso relativo (34,1%) – Atividades Imobiliárias,

Administrativas e dos Serviços de Apoio – registou um aumento pouco expressivo do desemprego em

relação a dezembro de 2014 (0,4%), o que, em termos absolutos, se traduziu no registo de mais 477 desempregados.

82. Desemprego registado nos Serviços

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 120.000 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Indústrias alimentares das bebidas e do tabaco Fabricação de têxteis

Indústria do vestuário

Indústria metalúrgica de base e fab. produtos metálicos

Fab. equipamento informático, eléctrico, máquinas e equipamentos n.e. Fab. mobiliário, repar. instal. máq. e equipa. e outras ind. transformadoras Construção 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Outras actividades de serviços

Admin. pública, educação, actividades de saúde e apoio social Actividades imobiliárias,

administrativas e dos serviços de apoio Alojamento, restauração e similares

Relativamente ao subsector Comércio por Grosso e a Retalho, que manteve, em 2015, a segunda maior representatividade com 17,1% do total do desemprego registado no sector dos Serviços, verificou-se o maior decréscimo, em termos absolutos, do número de desempregados inscritos (-5,7 mil). O subsector da Administração Pública, Educação, Atividades de Saúde e Apoio Social evidenciou, também, uma descida expressiva do número de desempregados inscritos (menos 4,5 mil).

Em 2015, as profissões mais representadas nos ficheiros dos Centros de Emprego do Continente continuaram a ser os Trabalhadores não qualificados (12,9%) e o Pessoal dos serviços de proteção e

segurança (9,5%), sucedendo-se os Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (8,1%).

Em valores absolutos, a evolução face a Dezembro de 2014 indiciou uma quebra na maioria das profissões, tendo-se verificado os maiores decréscimos do número de inscritos nas profissões de

Especialistas das atividades intelectuais e científicas (menos 27,3 mil) dos Técnicos e profissões de nível intermédio (menos 16,6 mil), dos Trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (menos

16,2 mil). Pelo contrário, os maiores aumentos, em termos absolutos, registaram-se nos grupos de profissões inseridas nos Agricultores e trabalhadores qualificados da Agricultura, da pesca e da floresta (mais 1,5 mil) e nos Representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes, diretores e

gestores executivos (mais 1,5 mil).

83. Desemprego registado (novo emprego) por profissões

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

0 40000 80000 120000

Representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes, directores e gestores executivos

Especialistas das atividades intelectuais e científicas Técnicos e profissões de nível intermédio Pessoal administrativo Trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e

segurança e vendedores

Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta Trabalhadores qualificados da indústria, contrução e

artífices

Operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem

Trabalhadores não qualificados

Ao nível das habilitações, quando comparado com a estrutura de 2006, denota-se que os desempregados registados com o 3º ciclo do Ensino Básico, Secundário ou Superior têm vindo a assumir maior peso no desemprego total, em detrimento dos que têm níveis inferiores de habilitações. Contudo, em 2015, os desempregados registados com o Ensino Secundário assumiram o maior peso no desemprego total (24,7%) com um aumento de 8,4 p.p. em relação a 2006, ao contrário dos desempregados com o 1º e 2º ciclos do Ensino Básico que, no espaço de uma década, viram o seu peso relativo diminuir 12 p.p. e 3,7 p.p., respetivamente.

84. Evolução do desemprego registado por níveis de habilitações (%)

Fonte: IEFP, Mercado de Emprego

A evolução do desemprego registado face a Dezembro de 2014 registou quebras em todos os níveis de ensino, tendo os maiores decréscimos ocorrido no 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, com menos 13,7% e menos 8,9% respetivamente, o que se traduziu em menos 16,7 mil e 7,9 mil desempregados registados. De registar que, em 2015, o 3ª Ciclo do Ensino Básico evidencia, em termos absolutos, a terceira maior diminuição no desemprego registado, com menos 7,7 mil indivíduos (-6,9%) relativamente ao período homólogo.

0% 20% 40% 60% 80% 100% 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

No documento RELATÓRIO DO 2º SEMESTRE (páginas 104-110)