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4.3 RECEITAS, DESPESAS E CUSTOS

4.3.2 Despesas e custos

As despesas e custos do empreendimento são tratados de uma forma diferente, pois tem-se um contrato de parceria suinícola firmado entre o suinicultor e a Alibem comercial de alimentos Ltda. Nele consta que todas as despesas com transporte dos suínos de recebimento e entrega, ração, medicamentos e de todo e qualquer insumo são por conta da empresa. Enquanto que ao produtor é dada a responsabilidade do cuidado necessário na criação e terminação dos leitões, bem como as despesas da manutenção, conservação dos pavilhões, das instalações e equipamentos para estado sanitário e de funcionamento adequado às exigências técnicas. Também as despesas de energia elétrica, água, mão de obra seja ela própria, de familiares ou contratada, seguro e dentre outras.

Com base nas despesas do empreendimento o Sr. Neumann relatou que a mão de obra é familiar composta por dois membros da família que realizam as atividades na granja. Mesmo sendo familiar, é necessário estipular o salário para serem considerados na análise econômica e financeira. Dessa forma, elaborou-se o quadro 6 por meio dos dados coletados.

Quadro 6 – Mão de obra na atividade suinícola

Descrição Mão de Obra Familiar 1 Mão de Obra Familiar 2 Mês Valor anual

Salário R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 R$ 3.000,00 R$ 36.000,00 Fonte: Elaborado pela autora com base nos dados da pesquisa (set., 2019)

Através do quadro 6 identificam-se os valores atribuídos por meio da análise do trabalho desenvolvido durante um lote, pois o suinocultor afirmou que no início o desempenho das tarefas requerem menos tempo e trabalho, mas a partir da metade tem-se um trabalho mais intensivo relacionado à limpeza manual das baias devido a maior quantidade de dejetos. Além disso, com a ampliação a mão de obra despendida para a nova estrutura representa 40 % devido ser um pavilhão, enquanto que a estrutura atual dispõe de duas pocilgas. Por isso, foi considerado o salário de R$ 1.500,00 para cada membro sendo que R$ 1.200,00 é pelo trabalho mensal dos mesmos a ser desempenhado no novo pavilhão, o que em um ano resulta em R$ 14.400,00.

Também é necessário destacar a depreciação que acontece após adquirir ou construir algo para avaliar a desvalorização ao longo do tempo. Nesse sentido, verificou-se junto ao suinocultor a avaliação da estrutura atual e dos equipamentos e a verificação da vida útil, além disso no primeiro momento procurou-se projetar a depreciação da nova pocilga que pode ser visualizado no quadro 7 que se encontra logo após, bem como abaixo a taxa e a vida útil utilizada.

Quadro 7 – Depreciação das instalações e equipamentos

Descrição Valor do bem (R$)

Valor residual (R$)

Valor a

depreciar (R$) Dep. a/a (R$) Dep. a/m (R$)

Instalações¹ 343.000,00 34.300,00 308.700,00 12.348,00 1.029,00 Equipamentos² 58.500,00 5.850,00 52.650,00 3.510,00 292,50 Instalações Atual³ 200.000,00 20.000,00 180.000,00 18.000,00 1.500,00 Equipamentos – Atual4 170.000,00 17.000,00 153.000,00 15.300,00 1.275,00 Subtotal 771.500,00 77.150,00 694.350,00 49.158,00 4.096,50 Taxa 10%

Vida Útil (anos)

25¹ 15² 10³ 104

A partir do quadro 7 inicialmente foi tratado sobre a nova estrutura em vista da ampliação pretendida, a estrutura pré-moldada e suas instalações tem vida útil de 25 anos devido maior durabilidade em comparação com a estrutura atual onde sua base de sustentação é de madeira por isso a vida útil é de 10 anos, assim como dos equipamentos. Já os equipamentos da ampliação possuem melhor tecnologia e a vida útil projetada foi de 15 anos e também para todos os itens foi utilizada a taxa de depreciação de 10%.

Vale ressaltar que segundo a resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 1.136/08 a mesma aborda que a depreciação não incide sobre terrenos rurais e urbanos, devido sua valorização com o passar do tempo, por isso o terreno da propriedade rural em que está situada a granja de suínos não foi incluído.

Na mesma linha de pensamento é preciso considerar a depreciação dos móveis do escritório padrão da Alibem planejado junto à ampliação. Dessa forma, insere-se o quadro 8.

Quadro 8 – Depreciação dos móveis do novo escritório

Descrição Valor do bem (R$)

Valor residual (R$)

Valor a

depreciar (R$) Dep. a/a (R$)

Dep. a/m (R$)

Mesa para escritório 320,00 32,00 288,00 28,80 2,40 Cadeira para escritório 150,00 15,00 135,00 13,50 1,13

Subtotal 470,00 47,00 423,00 42,30 3,53

Taxa 10%

Vida Útil

10 10

Fonte: Elaborado pela autora com base nos dados da pesquisa (nov., 2019)

Conforme o quadro, o escritório conta com uma mesa e duas cadeiras que somados os valores resultam em R$ 470,00, cada um desses itens possuem vida útil de 10 anos de acordo com estimativa e taxa de depreciação de 10 anos, onde apresenta depreciação de R$ 42,30 ao ano ao longo com base na vida útil atribuída.

O total a ser depreciado anualmente após a ampliação da UT apresenta R$ 49.200,40 conforme nos quadros 7 e 8. Além do mais, é importante destacar a depreciação da perspectiva do presente e futuro por meio do gráfico 4.

Gráfico 4 – Comparativo da depreciação das duas estruturas

Fonte: Elaborado pela autora com base nos dados da pesquisa (nov., 2019)

Com base no gráfico avalia-se a diferença de uma estrutura para outra, sendo que o valor da depreciação presente, isto é, referente da granja no momento atual está em aproximadamente R$ 33.456,27 enquanto que a ampliação é de R$ 15.744,13, ou seja, esse é o valor acrescido na depreciação com o aumento da Unidade de Terminação - UT.

Isso ocorre do mesmo modo com as despesas operacionais conforme o quadro 9 que exibe os seguintes dados da granja e a alteração desde a ampliação.

Quadro 9 – Despesas operacionais

Descrição VALOR/MENSAL VALOR/ANUAL Ampliação %

Depreciação R$ 4.100,03 R$ 49.200,30 32,32%

Energia Elétrica R$ 300,00 R$ 3.600,00 33,33%

Internet/Telefone R$ 50,00 R$ 600,00 50%

Despesas de Salários R$ 3.000,00 R$ 36.000,00 40%

Seguro Predial R$ 750,00 R$ 9.000,00 33,33%

Taxa de Manutenção Bancária R$ 50,00 R$ 600,00 50%

Manutenção da Instalação R$ 200,00 R$ 2.400,00 30%

Despesas Financeiras R$ 2.122,23 R$ 25.466,76 72,61%

Total R$ 10.572,26 R$ 126.867,06 43%

Fonte: Elaborado pela autora com base nos dados da pesquisa (nov., 2019)

O quadro expõe os itens considerados básicos e pertencentes à atividade da suinocultura que vão desde a fase operacional que são os gastos com energia, salários, manutenção das estruturas/equipamentos, depreciação, telefone/internet e outra elencada com a proteção do patrimônio contra acidentes naturais ou elétricos e seu valor é considerado elevado porque na estrutura atual o suinocultor optou por uma quota de mais de 500 mil reais na cobertura do seguro, pois a estrutura é mais antiga e sua base é de madeira, caso aconteça alguma eventualidade esse valor irá cobrir os danos para a nova construção.

Presente 68% Futuro

Da mesma forma tem-se as despesas financeiras devido aos juros de financiamentos para investir na melhoria da estrutura e também mais comodidade à familiar rural bem como a ampliação do ramo. As despesas financeiras da estrutura atual serão pagas no primeiro ano mensalmente descontadas diretamente da conta bancária no valor de R$ 581,34 que totaliza o valor de R$ 6.976,09 e a água não está inclusa, pois a propriedade dispõe de fonte para a captação da mesma.

Nessa situação no quadro 9 na última coluna à direita mostra-se o percentual expandido com o aumento da capacidade da granja em cada um dos itens tendo como resultado final 43% a mais junto a granja presente.

Em síntese, são essas as despesas ao suinocultor devido a produção integrada a indústria fornece assistência técnica, insumos, animais e o produtor a infraestrutura e a mão de obra, parceria que é regulamentada pela Lei 12288/2016 que configura uma integração vertical.

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