20 CHAVES DE SUCESSO PARA UM CASAMENTO MELHOR
DINHEIRO É SIMPLESMENTE UMA RECOMPENSA POR RESOLVER UM PROBLEMA
— Mike Murdock
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A T
RAGÉDIA DODIVÓRCIO
Foi dito que o divórcio é responsável pela maior dor emocional que o coração humano pode experimentar. Eu acredito nisso. Ele destrói o senso de valor pelo qual desesperadamente ansiamos. Ele traz a melancolia à vida de milhões de pessoas. As cicatrizes são carregadas por uma vida inteira.
Meu propósito neste capítulo não é o de multi- plicar as memórias, ou ampliar as cicatrizes, nem condenar os divorciados. O meu objetivo é curar, reforçar, restaurar o propósito do casamento e ajudar na recuperação total dos cônjuges.
Jesus sabia que o divórcio traz dor intensa. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e
unir-se-á a sua mulher. E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem (Marcos 10.7-9).
Muitas pessoas divorciadas escrevem para mim, todas as semanas, perguntando se elas estão em pecado, ou se vão cometer um pecado imperdoável ao casarem-se novamente após o divórcio. Muitas vezes os ministros tendem a aprovar ou condenar um novo compromisso, devido à falta de informações suficientes, ensinos prejudiciais do passado ou inexperiência. Por vezes, parece que aqueles que causam o divórcio raramente procuram ajuda. E raro procurarem por sólidas respostas, consultarem conselheiros ou assumirem a responsabilidade pessoal por seus conflitos. No entanto, essas pessoas quase sempre são os únicos alvos dos sermões pregados aos divorciados!
A vítima do divórcio é frequentemente ignorada e muitas vezes tratada como aquele que provocou o divórcio! E como a mulher violentada, sendo levada a julgamento, no lugar do violentador! Por esse motivo, gostaria de falar sobre como manter uma atitude vencedora, mesmo quando o estigma do divórcio marcou a sua vida.
Aos 32 anos, experimentei o sucesso como um jovem evangelista que já havia viajado por mais de 30 países em cruzadas. Eu estava casado há treze anos e amava isso. Francamente, eu era bastante crítico em relação àqueles que tinham casamentos infelizes. Para mim, algo estava
errado com a personalidade deles. Eu pensava que eles realmente não tinham tentado o bastante, ou não pensavam positivamente, não tinham fé suficiente em Deus!
Então, de repente, o divórcio me apanhou. Fui confrontado com uma situação esmagadora. Minhas emoções enlouqueceram. Em um momento, eu estava cheio de fé; logo depois, o medo dominava o meu coração. Uma vida de sonhos evaporou diante dos meus olhos. Senti- me totalmente desamparado.
Evidentemente, todo mundo ao redor tinha boas respostas (as mesmas respostas que eu tinha antes de estar lá. E sempre mais fácil dizer ao próximo que ele precisa nadar quando você não está na água com ele!).
Ah, eu conhecia Deus. Conhecia os princípios ensinados nas Escrituras. Eu tinha anos de estudo sobre o sucesso total e uma vida vitoriosa. Mas eu me sentia um fracasso absoluto. Parecia que tudo em que eu tinha acreditado, tudo o que tinha vivido e tentado ensinar, haviam falhado. Só me restava uma coisa que eu sabia fazer: ficar ligado em Deus. E foi o que fiz.
Devo confessar que Deus realmente restaura. Mais de 5.700 canções foram escritas a partir das diversas páginas dessa experiência. Músicas comoVocê consegue, Sou abençoado, Deus não
deixou de abençoá-lo, e muitas outras.
Valorizo Deus mais do que nunca! E tenho cul- tivado mais sabedoria para discernir integridade, caráter e honestidade. Ah sim, aprendi a liberar
de minha vida a hostilidade, a raiva e a amargura!
Gostaria de compartilhar parte da minha experiência com você. Primeiro, culpei a mim mesmo por cada falha que pude recordar. Meus pensamentos estavam nas circunstâncias passadas, em vez de nos futuros desafios! Tudo que eu já tinha feito errado foi reprogramado em minha diária "dieta de memórias".
Fiquei refletindo e refletindo sobre minhas anti- gas memórias até que descobri o motivo pelo qual Deus nos deu Isaías 43.18,19: Não vos
lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não a sabereis! Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo. Deus me deu o poder de quebrar a fixação
mental no passado e aumentou a minha capacidade de imaginar as bênçãos do amanhã. Você foi esmagado por alguém totalmente con- fiável? Já se sentiu devastado e arruinado? Está assoberbado pela solidão no meio da noite? Sente como se suas mãos estivessem completamente atadas? Você fica irado ao deparar-se com a falta de compreensão dos amigos?
Não se canse. As circunstâncias do seu presente mudarão. Você reconstruirá, crescerá, não ficará no chão. Você vencerá outra vez. Levará algum tempo. Você deve investir algum esforço. Pode experimentar alguns momentos de trevas em seu "diário de sucesso", mas vai começar a desfrutar vida novamente, amar de novo e
aprender o verdadeiro segredo do poder e da paz interior.
Elizabeth Kübler-Ross, que desenvolveu muitos trabalhos sobre a forma como as pessoas lidam com o processo de luto, descobriu que muita gente passa por cinco fases. Reconheci sete fases em minhas próprias emoções, logo após o fim do meu casamento.
1.A fase da negação. É quando ignoramos ou
minimizamos o que aconteceu com o nosso casa- mento e lar, na esperança de que tudo volte ao normal. Nós tememos o confronto e recusamo- nos a enfrentar a situação. Eis a razão por que muitos casamentos fracassam: não buscamos por ajuda na esperança de que tudo apenas dê certo no final!
2.A fase da ira. O que não entendemos nos traz
medo. Lutamos contra o que tememos. Aquilo contra o qual lutamos, fragmentamos e destruímos. Neste ponto, devido ao caos emocional, fazemos declarações descabidas, como: "Ótimo! Estou contente porque tudo acabou! Aguarde, pois vou encontrar alguém que realmente me ame e aprecie". Divórcio é uma rejeição, desvalorização. Nossa auto-confiança é atacada, e a nossa defesa é a raiva.
3.A fase de negociação. Ira jamais motiva a
permanente cooperação do outro. Então, vendo a inutilidade da raiva, habilidosamente aplicamos a técnica da negociação, buscamos por uma solução ou compromisso. Nós justificamos, ou utilizamos outros meios para encontrar uma
forma de aceitar a tragédia da rejeição, da perda, da falha.
4.A fase da depressão. Isso acontece, na maioria das vezes, nas horas mais impróprias, como dias especiais, aniversários, em restaurante com os amigos ou às duas horas da manhã, quando simplesmente não conseguimos dormir.
A depressão é geralmente o resultado da intros- pecção. A cura é disciplinar os nossos pensamentos para um objetivo no futuro ou para ajudar alguém a alcançar algo louvável. (Use memórias para ministrar a outros, não para recordar o passado. É impossível ter pensamentos dolorosos e sentir-se bem.)
5.A fase da aceitação. Acredite ou não, a acei-
tação do fato pode vir, e geralmente vem. Quando isso acontecer, você vai experimentar uma pincelada de culpa por não se sentir mais deprimido e triste! Isso não acontece porque você perde a compaixão ou carinho por aqueles que estiveram nos capítulos passados de sua vida, mas porque a beleza de seus dias futuros se torna mais evidente. Você busca a restauração. Saboreia a doçura de novas conquistas. Um clima de paz evolui. Você entra em seu futuro. Neste ponto, tenho experimentado duas fases adicionais relativas ao divórcio: a da esperança e a da realização.
6.A fase da esperança. A paz é uma necessidade
presente. Esperança é a motivação para o amanhã. Ela lhe diz: "Você vai viver e amar outra vez! Sua vida não está acabada". O objetivo é descoberto, amizades desenvolvidas. Você
começa a crescer rapidamente. Sua idade avança, e isso se torna uma vantagem.