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Diretoria Executiva da Sicredi Noroeste RS

4.1 Sistema Sicred

4.1.5 Diretoria Executiva da Sicredi Noroeste RS

Na Sicredi Noroeste RS, o presidente do conselho e o diretor executivo são a mesma pessoa, segue o quadro demonstrativo das principais responsabilidades do presidente/diretor executivo:

Cargo: PRESIDENTE/DIRETOR EXECUTIVO Área/lotação: DIRETORIA - SUREG

Descrição Sumária:

Responder legalmente pela administração e representação institucional da Cooperativa.

Principais Responsabilidades:

• Exercer as atividades estatutárias, incumbindo-lhe:

• Liderar o processo de gestão participativa, dando transparência de todos os atos de sua administração ao Quadro Social, inclusive através da apresentação do relatório anual à Assembléia Geral, em nome do Conselho de Administração.

• Liderar a implantação do programa de Organização do Quadro Social, a fim de garantir a continuidade do negócio e a formação de novas lideranças cooperativistas.

• Acompanhar a execução dos planos específicos pertinentes ao crescimento da cooperativa, em sua área de atuação.

• Levar à apreciação do Conselho de Administração políticas e diretrizes do negócio e fazer cumprir as deliberações.

• Assegurar a implantação do planejamento estratégico, financeiro, investimentos, bem como acompanhar a sua execução.

• Participar das reuniões e eventos promovidos pelas empresas Centralizadoras, bem como de seminários, congressos e outros certames, quando tratados assuntos pertinentes às UA’s responsabilidades.

• Supervisionar a gestão econômico-financeira da cooperativa, bem como cobrar providências e ações, quando necessário.

• Assegurar o bom funcionamento e a independência do Comitê de Crédito, cumprindo a legislação vigente e os normativos sistêmicos.

• Representar a Cooperativa perante as entidades do Sistema, a fim de participar da avaliação e decisão no que se refere aos projetos sistêmicos, tecnologia, políticas e quaisquer assuntos de interesse estratégico.

• Responder pela administração da Cooperativa, especialmente no que se refere à gestão institucional e representação perante os diversos públicos, com ênfase no relacionamento com as comunidades.

• Avaliar de forma Sistematizada o atendimento prestado ao Quadro Social nas UA’s, de forma a garantir o nível de satisfação e a qualidade dos serviços prestados.

• Fazer cumprir as normas e procedimentos sistêmicos, com a finalidade de fortalecer o Sicredi, bem como respeitar a legislação e o estatuto vigente em todas as ações da Cooperativa.

• Representação judicial e extrajudicial da Cooperativa.

• Participar de eventos da comunidade, representando o Sicredi, divulgando o cooperativismo e fortalecendo a imagem institucional.

• Ministrar palestras para os diversos públicos de interesse da cooperativa, bem como representá-la institucionalmente em eventos de interesse negocial e de relacionamento nas comunidades da sua área de atuação.

Requisitos Essenciais

Instrução: Formação em nível Superior.

Experiência: Um mandato integral como membro do Conselho de Administração em cooperativa de crédito integrante do Sistema Sicredi.

Conhecimentos específicos: Os exigidos pelo Banco Central para cooperativas de crédito de livre admissão.

Matriz de Relacionamento (Vinculação Hierárquica)

Recebida: Conselho de Administração sobre a gestão do negócio e Conselho Fiscal sobre o cumprimento das normas legais e estatutárias.

Exercida: sobre todos os colaboradores.

Quadro 2. Diretoria Executiva da Sicredi Noroeste RS Fonte: Sicredi Noroeste RS, (2010).

O quadro anterior foi criado basicamente para formalizar as responsabilidades da Diretoria Executiva, instituir os requisitos essenciais para o desempenho da função, como escolaridade, experiência e conhecimentos específicos, além da condição hierárquica a qual esta ligada.

Para o Banco Central (2009, p. 181),

Os administradores com funções executivas, de acordo com suas responsabilidades, devem certificar a adequação de demonstrações financeiras e relatórios encaminhados ao órgão de administração estratégica, Conselho Fiscal, associados e

órgãos externos de controle, atestando que não existem omissões ou falsas declarações nesses documentos e que eles expressam a real situação da cooperativa.

4.2 Auditoria Interna

Na questão de auditoria, todas as UAs são auditadas internamente uma vez por ano, onde auditores da Central Sicredi Sul verificam através de amostragem, se os processos da UA estão de acordo com o exigido pelo Sistema Sicredi. A UA tem a responsabilidade de responder os apontamentos, rever os critérios utilizados e corrigir os processos apontados.

Além disso, a cooperativa tem um colaborador na SUREG, que atua na prevenção de falhas por parte das UAs. O mesmo atua no sentido de auxiliar as UAs, para que as mesmas acertem os fluxos dos processos, eliminem/diminuam os índices de apontamentos irregulares nas auditorias. Este colaborador visita as UAs periodicamente, tanto para supervisionar os processos, quanto para orientar os colaboradores no desempenho das tarefas e processos diários, tudo isso para atender as normas do Banco Central e, as normas internas do Sistema.

Conforme o Banco Central (2009, p. 161), “são importantes papéis da auditoria interna efetuar controle, evitar ações oportunistas da gestão Executiva e dos demais empregados, bem como reduzir assimetria de informação entre os executivos e os órgãos eletivos – Conselho de Administração e Conselho Fiscal.”

4.2.1 Auditoria Independente

A Cooperativa também freqüentemente é auditada pela CNAC (Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa), que é o órgão externo que faz auditoria nas Cooperativas. Conforme Site da CNAC, “os trabalhos de auditoria são planejados e executados de acordo com as normas brasileiras de auditoria e requer a compreensão dos negócios das cooperativas visando ao máximo às expectativas da relação custo-benefício, assim como ser realizada de maneira segura e uniforme.” A CNAC ainda ressalta que o método de trabalho utilizado por eles visa controlar a qualidade da auditoria e dos custos, requerendo:

Planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas de controles internos e contábeis.

Revisão e avaliação dos sistemas de controles internos como base para determinar a extensão necessária das provas de auditoria.

A constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgadas.

A avaliação das práticas contábeis mais representativas adotadas pela administração, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em seu conjunto. A CNAC também possui práticas de governança corporativa, conforme publicado no site, “a CNAC é administrada por um conselho de administração composto por três membros efetivos, com igual número de suplentes, sendo presidente, vice-presidente e conselheiro vogal, todos eleitos em assembléia geral para mandato de dois anos.” Ainda é destacado o rodízio na presidência do Conselho de Administração, isso para garantir a atuação imparcial do corpo técnico em relação aos conselheiros eleitos.

O ministro Alexandre Tombini, em entrevista à Revista Saber Cooperar, destaca a importância da CNAC, “a criação da entidade especializada na prestação de serviços de auditoria em cooperativas (CNAC), constituída e integrada por cooperativas centrais de crédito e/ou por suas confederações”, o ministro ainda enfatizou que a consolidação da CNAC no nosso mercado deve conferir diferencial positivo para o cooperativismo de crédito.

Andrade e Rossetti (2011, p. 270), citam entre outras funções da auditoria independente a indicação de preocupações relevantes, “reportar ao Comitê de auditoria ou, em sua ausência, ao conselho de Administração, riscos relacionados a tratamentos contábeis, discordâncias quanto a métodos e a critérios adotados pela companhia e deficiências relevantes.”

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