A
QUI, é necessário distinguir. Para esta divisão, pode-se con-siderar o Brasil do ponto de vista de tôdas as atividades econômicas, e dividi-lo em zonas agropastoris, mineiras e industriais;ou, fazendo-se abstração das demais atividades, distribuir sôbre o território nacional as agropastoris. A natureza do presente trabalho impõe especiais atenções à última alternativa, mas não impede rápida inflexão sôbre a primeira, dentro da qual o Brasil se divide em quatro grupos ou zonas, segundo A. M. Bittencourt, que acompanhamos neste passo:
GRUPO I Amazonas .•........•. }
Pará . ... . . Produtos principais
Piauí ... , , .. , . . . Borracha, nozes, frutos e sementes olea-Maranhão . • . • . . . ginosas, madeiras, essências, etc.
Acre .............. .
Ceará ............... . Rio G. do Norte ... . Paraíba ....... . Pernambuco ......... . Alagoas ...•...
Sergipe ........... . Bahia ............ .
GRUPO II Produtos principais
Açúcar, cacau, algodão, fumo, etc. (Não se faz classificação por exclusão: o que a determina não é a ausência de produtos de outras zonas, mas a pre-ponder:'\ncia dos que se mencionam.) GRUPO III
Santa Catarina . , .. , • · Produtos principais Paraná ..... , ... , , . }
Rio Grande do Sul ..••
Mato Grosso · • · · • · · · · Gados, cereais, etc.
Goiás ...............•
82 - PRIMEIRA PARTE: II. O MEIO GRUPO IV São Paulo · · • · • · · · } Produtos principais Minas Gerais ...... .
Espírito Santo . . . . çã
D. . F d
I Café, cereais, frutas de mesa, mmera o, 1stnto e era · · · • · · · indústrias, etc.
Estado do Rio ...•
Não é êste o capítulo apropriado a se comentar a _divis~o, a analisá-la para efeito de ilações. Isso, porém, s~ fará mais adiante.
Considerado como um todo agrícola, o Brasil tem a sua melhor divisão econômica na de André Rebouças, em trabalho apresentado à Sociedade Nacional de Agricultura, e publicado no Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil. São 10 zonas agrícolas:
Amazónica - Estados do Amazonas e Pará.
Parna{ba: Estados do Maranhão e Piauí. · Ceará: Estado do Ceará.
Paraiba: Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoaa.
Sl1o Francisco: Estados de Sergipe e Bahia.
Paraíba do Sul: Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.
Paraná: Estados do Paraná e Santa Catarina.
Uruguai: Estado do Rio Grande do Sul.
Àuroferrifera: Estado de Minas Gerais.
Central: Goiás e Mato Grosso.
Na Amazônica; produtos vegetais - borracha, cacau, castanha, madeiras, plantas medicinais, guaraná, frutos, fibras têxteis. Solo bom para o tabaco, sendo famoso o fumo de Borba. Na do Parnaíba: madeiras, plantas medicinais, fibras têxteis, borracha, cacau, carnaúba, resinas, baunilha, urucu - produção natural, por-tanto, à qual Rebouças acrescentaria hoje o babaçu, cada ve7, mais valorizado. Produção agrícola: algodão, café, cacau, cana-de-açúcar, arroz, milho, feijão e fumo. No Ceará: produção natural como na anterior, sendo que a carnaúba é por excelência cearense. Borra-cha da maniçoba. Produção agrícola: algodão, café, cana e frutas.
Na do Paraíba: algodão, cana, fumo, café, milho, arroz, mandioca.
Produção natural: coqueiro. Salienta-se aí o vale do Ceará-Mirim, já referido anteriormente. Na de São Francisco: cana e fumo, exce-lente café, o maior contingente de cacau mandado ao consumo do mundo. Na do Paraíba do Sul: café e cana-de-açúcar. O café, que sustenta a economia nacional, e que prepondera em São Paulo, maior centro cafeeiro do mundo; o açúcar, que já foi um dos esteios da nossa economia, e que tem em Campos o maior reduto, depois de Pernambuco. Esta é, portanto, a mais preciosa zona agrícola do Brasil, na qual, de resto, se situam os dois maiores centros de consumo - a Capital Federal e a Paulicéia - o que valoriza os produtos da pequena lavoura, base da prosperidade dos países agrícolas. A do Paraná: produção natural, madeiras, o pinho
DIVISÃO ECONÔMICA -
83
do Paraná. Aqui surge o mate. Ressurge o trigo. Cevada, aveia, feijão, favas (já referidas por Saint-Hilaire), mandioca, milho, bana-nas. Na do Uruguai: produção natural, o mate que aí é nativo.
Produção agrícola: trigo, vinha, aveia, centeio, cevada, milho, feijão, mandioca. Na auroferr{fera: fumo, feijão, café, milho, arroz, man-dioca, borracha de mangaba, cana-de-açúcar, algodão. A zona da mata
e
notàvelmente agrícola. Na zona central: dominam os pro-dutos naturais, sendo que a ipecacuanha é grande fonte de riqueza para Mato Grosso. Essa zona, porém, possui terras preciosas. "Como na Califórnia - escreve André Rebouças - as províncias auríferas de Goiás e Mato Grosso têm o futuro assegurado pela agriculturae pela indústria. Em nenhuma outra parte do Brasil se encontram terras mais férteis para as plantas produtoras de borracha, cacau, baunilha, café, fumo, açúcar e de todos os produtos tropicais.
A baunilha produz lindos cachos de um perfume delicado, rica de cristais de ácido benzóico. O cacau nas zonas quentes de Goiás e Mato Grosso dá o mesmo rendimento que no Pará e no Maranhão.
Os cafeeiros são grandes como laranjeiras, e êles encontram em Goiás e em Mato Grosso a famo~a "terra roxa", tão procurada pelos agricultores paulistas. O fumo de Goiás é, talvez, o melhor do Brasil.
A cana-de-açúcar nos vales de Mato Grosso chega a proporções gigantescas. Subindo-se ao planalto de Goiás, aos Pireneus, à Serra Dourada (cadeia de montanhas douradas pelo talco e pela mica, brilhantes como o ouro) à Serra de Santa Marta, à Cordilheira Grande, encontram-se altitudes de 1. 000 a 1. 800 metros, climas deliciosos, onde se cultivam a videira, o trigo, todos os cereais e
todos os frutos da França e da Itália."
O critérip econômico-geográfico está hoje adotado pela admi-nistração pública, em oposição ao das fronteiras estaduais. E assim deve ser. Porém, um estudo mais completo comporta pormenori-zações, para as quais não se pode evitar a menção dessas fronteiras.
A primeira zona, a Amazônica, por exemplo, merece considerações especiais. "Seria viável, em bases econômicas, a agricultura na Amazônia? - pergunta Artur Tôrres Filho. Não acredito. Quando muito, a agricultura poderia ser auxiliar das indústrias extrativas, constituindo os próprios seringais as regiões mais apropriadas ao desenvolvimento dos produtos de primeira necessidade. E' preciso considerar ainda, que os resultados da extração da borracha não são imediatos e que, sendo rarefeita e nômade a população, difícil seria estabelecer-se a agricultura em bases econômicas." Não lhe parece que a iniciativa particular consiga coisas apreciáveis em atividades agrícolas na Amazônia brasileira, que atuou do seguinte modo sôbre o espírito do presidente Getúlio Vargas: ''A impressão que se experimenta é de deslumbramento e espanto. O grandioso na natureza, inicialmente, assombra, amesquinhando o homem.
Depois, vem a reação. Faz-se a análise retrospectiva de que repre-senta a civilização como vitória da humanidade contra as fôrças
84 - PRIMEIRA PARTE: II, O MEIO
brutas naturais e adquire-se a consciência de que o homem vencerá a Amazônia, terra virgem a emergir do caos primitivo, único pedaço do planêta cuja conformação final ainda se processa. Decorrente da própria condição de imaturidade da terra, avultam, em parte, as dificuldades e imprevistos a vencer para seu aproveitamento econômico." Impressão de turista, que, aliás, não fêz análise
retros-pectiva alguma, pois não evoçou os dias recentes, em que os batelões mercadejavam produtos agrícolas de Goiás para o Amazonas, e zebus de Mato Grosso para Marajó. Nem pôs no famoso discurso que a Amazônia se localiza, tôda, na região equatorial, entre os trópicos do Câncer e do Capricórnio. Seria de custo elevado a exploração, só dificilmente correspondendo os lucros aos capitais empatados.
A prova de que Tôrres Filho estava certo, quanto à iniciativa
par-.. ticular, está na iniciativa de Ford, que, com seus milhões, seu
pessoal abundante e sua técnica, tentou explorar na Amazônia um produto de que era êle próprio o consumidor; e fracassou. Cita, aquêle técnico, Morbut e Manifort, segundo os quais a Amazônia interessa pouco como fornecedora de produtos agrícolas ao comércio mundial. Com exclusão da produção natural, todos os demais produtos amazônicos exigidos pelas necessidades do consumo são conseguíveis em melhores condições econômicas em outras regiões, do Brasil e de outros países. A Amazônia é um caso típico para exemplificar-se o conceito, já duas vêzes referido, de Saint-Hilaire, sôbre a ilusão referente à natureza brasileira. E demonstrativo de que não se pode confundir riqueza com produtividade. No exercício de 1864-1865, o Pará importou do estrangeiro 247: 182.jOi,Q, em gêneros, e dos outros Estados 1.457:099$000. No exercício de
1863-64 a mesma província do Pará exportou:
PRODUTOS QUANTIDADE VALOR
5.586 arrôbas 107:515$:175
98
"
2:111100Algodão ................... . Arroz pilado. . . . ........ .
Arroz com casca. . . . .. 126.431 " 113: 1!)5$505 24.871
"
47:425$511 234.537"
1.132:44 1 $:\05 55.451 alqueires 196:84\l$GOO 42.572 libras 113:342$000 Açúcar bruto ................. .Cu.r,au .... . ................. . Castu.nha...... . . . . .. Couros secos. . . . ...... .
1.134.000 libras 117:80:3$!)50 169.571 arrôbas 3.112:517$270 58.697 1.825 "
,,
58240:821 $495 :8:fü$125151.384 libras 63:027$\lGO 117.000
..
69:8-12Sll50 1 D25 arrôbae 24 :();\!)$850 2.269 " 36::l04SOOO3.190 " 15:797$(i25
-
53:248$503Couros verdes....... . . . . . . Goma fina ............... . Dita, entrefina, grossa e sernambi grudes de peixe. . . . ....
leo de copu.íba. . . . . . . . ..
Peleteria .................... . Piuçaba ................. . Sulsuparrilha. . . . grucu .................... . êneros diversos ................. .
TOTAL .•.••••••••.•..•..••
-
5.827:243$124DMSÁO ECONÔMICA - 85 Deixando de lado as possibilidades, restringindo-nos à realidade,
e passando em ligeira revista as diversas zonas econômicas do Brasil, a ver o que o homem faz, e o que consegue, dentro das circuns-tâncias de meio descritas, poderemos dizer:
Amazonas. - Cultiva o cacau, originário do vale do grande rio que dá nome à região, e que é encontrado em todos os municípios.
Já foi a principal fonte de receita do Amazonas. A maior produção do século XX foi em 1927: 2.273.556 quilos, rendendo 2.032:255$900.
A balata, que é produto natural, substituta da gutapercha nos mer-cados mundiais. Extrai-se de bela árvore, que atinge até 35 metros, levando para isso 50 anos. Não rende consideràvelmente à eco-nomia do Estado. A castanha: produto natural, encontrando-se a castanheira em grupos dentro das matas. Atinge 50 metros de altura, lentamente. Além da castanha, fornece excelente madeira e estôpa superior às outras. No século XX, a maior produção foi a de 1916, num total de 6.596.050 quilos, valendo 4. 717:004$000, A do ano seguinte foi maior em quantidade; porém, menor em valor. O guaraná: produto natural e quase exclusivo do município de Maués, e cultivado em alguns outros de clima quente e úmido.
No Amazonas, em um hectare se plantam: 15 a 25 quilos de sementes de algodão, que produzem l. 800 quilos nas terras de primeira, l . l 00 nas terras boas, 400 nas inferiores, com a produção máxima de 2. 500 quilos nas terras de primeira ordem e a mínima de 600; 16 a 20 quilos de arroz agulha, que produzem 2. 500 quilos nas terras de primeira ordem, l . 660 nas boas, 800 nas inferiores, com a produção máxima de 2. 800 quilos nas de primeira ordem e mínima de 1.000; 519 mudas de bananeira, que produzem 2.000 cachos nas terras de primeira ordem, 1 . 500 nas boas, 400 nas inferiores, com a produção máxima e mínima, em terras de primeira, de 2. 800 e l. 000 cachos; 3 a 4 toneladas de cana-caiana, produzindo 80. 000 quilos nas terras de primeira, 70. 000 nas boas, 38. 000 nas inferiores, com a máxima e a mínima, em terras de primeira, de 120. 000 e 45. 000 quilos; 50 quilos de feijão chico-filipe, produzindo 2. 500 quilos em terras de primeira, l . 800 em boas, 800 em inferiores, a m~xima e a mínima de 2. 800 e l. 50~ em terras de primeira;
6 quilos de guaraná, com a produção máxima e mínima de 80 e 25 quilos em terras de primeira; 6. 667 a 17. 589 raízes de mandioca iramiri, uruari ou amarela, produzindo 35. 000 raízes nas terras de primeira, 25. 000 nas boas, 15. 000 nas inferiores, a máxima e a mínima de 60.000 e 20.000 nas terras de primeira; 15 quilos de milho, produzindo 2. 000 nas terras de primeira, 1. 500 nas boas
l . 000 nas inferiores, a máxima e a mínima de 3 . 500 a I . 200 n~
de primeira ordem. Não se incluindo a borracha, que, por ser produto natural, não merecerá muito nossa atenção, já que estamos tratando propriamente de agricultura, a maior exportação de um só produto agrícola no período de 1910 a 1920 corresponde ao
86 - PRIMEIRA PARTE: ll. O MEIO
cacau: 2.2n.556 quilos, em 1917. No mesmo decênio, o mesmo produto teve o seu mínimo em l91S, quando desceu a Sl0.818 quilos. Como que confirmando o ponto de vista de Artur Tôrres Filho, pode-se notar que, naquele decênio, não foram produtos agrí-colas que figuraram nos dois primeiros lugares de produção amazo-nense: foram a borracha e o pirarucu.
Pará. - Cultiva (repita-se que, em vez de tratar do que pode-mos cultivar - o que já foi enumerado anteriormente - estamos tratando do que realmente cultivamos), cacau, que já vem dos índios, e que prefere as zonas de clima quente e úmido, de 10 a 20 metros de altitude, e cuja maior produção no século XX foi no ano de 1919_: 5.678.642 quilos, no valor de 9.085:772$200. O fumo,
~endo famoso o de Bragança, e cuja maior produção no século XX foi a do ano de 1918: 499.252 quilos, valendo 898:504$000.
A borracha é produto natural, e é o principal do Pará. Em 1916, um total de 15.189.178 quilos, no valor de 70.182:664$000. Em um hectare de terra se plantam: 7 a 10 quilos de algodão, produ-zindo l . 800 quilos em terras de primeira, l . 200 em boas, 600 em inferiores, a produção máxima e mínima de S. 000 e 800 quilos nas de primeira; 20 quilos de arroz, produzindo 2.000 quilos em terras de primeira, l . 800 em boas, 1 . 500 em inferiores, máxima e mínima de 2. 800 e 1. 600 nas éle primeira; 750 quilos de bata tinha, produzindo 8.000 quilos em terras de primeira, 6.000 nas boas, 5.000 nas inferiores, máxima e mínima de 10. 000 e 5. 500 nas de primeira;
S a 5 toneladas de estacas de cana, produzindo 75. 000 quil~ nas terras de primeira, 60. 000 nas boas, 35. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 100. 000 e 45. 000 nas de primeira; 10 a 45 quilos de feijão, produzindo 2. 000 nas terras de primeira, 1.800 nas boas, l . 200 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 500 a I . 500 nas de primeira; 6. 667 estacas de mandioca, produzindo 30. 000 raízes nas terras de primeira, 25. 000 nas boas, 15. 000 nas inferiores máxima e míni1:1a de 50. 000 nas de primeira. 10 a 15 quilos de milho, produzmdo 2.000 quilos nas de primeira, 1.500 nas boas, 1.000 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 500 e l . 200 nas de primeira.
De 1911 a 1918, o Pará exportou 116.112:152$000 de couros e 74.725:014$000 de cacau.
Maranhão. - Cultiva a mandioca, em todos os municípios, sobretudo nos litorâneos, num total de 8. 500 hectares, sem quJlquer disci~lina, e ainda usando-se o tipiti para a prensagem. Em 1920, a farmha de mandioca rendeu 1.201.:939$220; em 1918 a tapioca rendeu l.816:276$980, sendo as mais altas cifras dêste século. O arroz, que. já teve no Maranhão a sua terra predileta, e onde ainda se cultivam 77.000 hectares de área. Em 1919 a exportação subiu a 2. 5.~7 :492$960. O milho, quase só para o gasto, cuidando cada regiao de abastecer-se. A cana-de-açúcar, que já foi muito mais
DIVISÃO ECONÔMICA -
87
importante do que hoje, e hoje não produz para exportação. Em um hectare de terra se plantam: 6 a 12 quilos de algodão, produzindo 1.125 quilos nas terras de primeira, 900 nas boas, 400 nas inferiores, máxima e mínima de 1. 200 e 700 nas de primeira; 20 quilos de arroz, produzindo 1. 800 quilos nas terras de primeira, 1. 200 nas boas, 450 nas inferiores, 2. 500 e 1 . 000 como máxima e mínima nas de primeira; 4 toneladas de estacas de cana, produzindo 75.000 quilos nas de primeira, 50. 000 nas boas, 30. 000 nas inferiores, 80. 000 e 45. 000 como máxima e mínima nas de primeira; 25 a 30 quilos de feijão, produzindo l . 200 nas de primeira, 1 . 000 nas boas, 450 nas inferiores, máxima e mínima de 1 . 400 e 900 nas de primeira; 10. 000 estacas de mandioca, produzindo 25. 000 raízes nas de primeira, 20. 000 nas boas, 10. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 30. 000 e 15. 000 nas de primeira; 18 quilos de milho, produzindo 2. 000 quilos nas de primeira, 1 . 400 nas boas, 800 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 400 e 1 . 000 nas de primeira;
1 O. 000 mudas de fumo, produzindo 1 . 000 nas terras de primeira, 1 . 000 nas boas, 600 nas inferiores, máxima e mínima de 1 . 200 e 800 nas de primeira.
Piauí. - Cultiva a maniçoba, que também é nativa, havendo culturas de milhares de pés, sem seleção de sementes e sem qualquer processo menos rotineiro. Em 1910, essa cultura rendeu ao Estado 4.602:860$000. A cana-de-açúcar, em decadência, não dando sequer para o consumo interno, embora já tenha sido importante. O algo-dão, que decaiu e hoje retoma progresso, embora impere nessa cultura a rotina. O côco-de-macaco, hoje explorado industrialmente, sob o nome yulgar de babaçu. Os cachos grandes chegam a conter 1.000 côcos. Em 1918 sua exportação subiu a 1.679:643$000. O arroz, quase só para o consumo interno. A carnaúba é produto natural. A mandioca, disseminada em todo o território do Estado numa área cultivada de 12.000 hectares. Em um hectare de terr~
se plantam: 7,5 quilo_s d~ sementes de algodão, produzindo 1 . 200 quilos em terras de pnme1ra, 900 em terras boas, 600 nas inferiores máxima e m~nima de 1. 300 e 700 nas de primeira; 22 quilos d~
arroz, produzindo l . 800 nas de primeira, 1 . 500 nas boas, 1 . 000 nas inferiores, máxima e mínima de 2.470 e 1.200 nas de primeira;
3 a 5 ton_ela~as de estacas de cana-de-açúcar, produzindo 60. 000 nas de pnme1ra, 50. 000 nas boas, 30. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 85. 000 e 40. 000 nas de primeira; 40 a 50 quilos de feijão, produzindo 1. 125 quilos nas de primeira, 900 nas boas, 675 nas inferiores, máxima ~ mínima de_ 1. 275 e 800 nas de primeira;
6. 600 estacas de mandioca~ pr~duzmdo 25. 000 nas de primeira, 18. 000 nas boas, 12. 000 nas mfenores, 35. 000 e 15. 000 como máxima e mínima nas de primeira; 13,5 quilos de milho, produzindo 1.500, nas de primeira, 1 . 000 nas boas, 600 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 800 e 800 nas de primeira; 15 e meio milheiros de
88 - PRIMEIRA PARTE: II. O MEIO
mudas de fumo, produzindo 800 nas de primeira, 600 nas boas, 300 nas inferiores, 1 . 200 e 500 como máxima e mínima nas de primeira.
Ceará. - Cultiva o algodão desde o século do descobrimento, com duas épocas para a semeadura. Em 1917, houve uma exportação de quase 5. 000 contos, correspondentes a 1. 902. 224 quilos, ao passo que em 1919 para uma produção apenas de 241. 080 quilos o valor da exportação foi quase o mesmo. A mandioca, de que o Barão de Capanema trouxe do Ceará para o sul 22 variedades. Em 1918 dali se exportou farinha no valor aproximado de 5. 500 contos de réis. A cana-de-açúcar, não dando para o consumo interno. O café, .. de que em 1891 se exportavam 2.599. 751 quilos e em 1919 apenas 2. 896 quilos. A carnaúba é produto natural de grande valor econômico para o Ceará e ultimamente, a oiticica começa a influir poderosamente na economia estadual. Em um hectare de terra se plantam: 1 O a 20 quilos de sementes de algodão, produzindo l . 500 quilos em terras de primeira ordem, 1 . 300 nas boas, 450 nas
infe-riores, com a máxima e a mínima de 1. 800 e 600; 20 quilos de arroz, produzindo 2. 000 nas terras de primeira, 1 . 800 nas boas, 450 nas inferiores, 2. 500 e l . 500 como máxima e mínima para as de primeira; l. 667 mudas de cafeeiro, produzindo l. 000 nas terras de primeira, 850 nas boas, !J75 nas inferiores, máxima e mínima de l . 200 e 500 para as de primeira; 2 a 4 toneladas de estacas de cana-de.açúcar, produzindo 80. 000 nas de primeira, 50. 000 n3t5 boas, 30.000 nas inferiores, máxima e mínima de 120.000 e 40.000 nas de primeira; 125 mudas de coqueiro, dando 1 O. 000 côcos nas de primeira, 7. 000 nas boas, 3. 750 nas inferiores, máxima e mínima de 12.500 e 5.625 nas de primeira; 5 a 10 quilos de feijão, produzindo l . 200 nas de primeira, l . 000 nas boas, 480 nas inferiores, máximas e mínima de 2. 000 e 800 nas de primeira; 10. 000 estacas · de man-dioca, produzindo 30. 000 raízes nas de primeira, 20. 000 nas boas, 8. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 45. 000 e 15. 000 nas de primeira; 10 quilos de milho, produzindo 1. 800 nas de primeira, 1. 500 nas boas, 960 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 500 e 1.200 nas de primeira; 10 milheiros de mudas de fumo, produzindo l. 200 nas de primeira, 900 nas boas, 300 nas inferiores, máxima e mínima de 1 . 500 e 800 nas de primeira. Em 1914 o Ceará exportou mais de 7 mil contos de algodão, mais de 2 mil de cêra de carnaúba, e mais de mil de couros; em 1915, mais de 4 mil de algodão, mais de 6 mil de cêra de carnaúba e mais de 7 mil de couros; em 1921, mais de 14 mil contos de algodão, mais de 2 mil de cêra de carnaúba.
Rio Grande do Norte. - Cultiva cana-de-açúcar desde o século do descobrimento, sendo apreciável a exportação da aguardente.
A carnaúba é produto natural e rende muito mais do que a
DIVISÃO ECONÔMICA ...:. 89 cana-de-açúcar. O coqueiro, que se cultiva em 27 municípios, sendo que no da Capital há mais de 15. 000. O milho, que quase não se exporta. A mandioca, em quase todos os municípios. O algodão, que recobra impulso ultimamente. Era nativo no Rio Grande do Norte. Em 1918 o algodão exportado subiu a quase 30 mil contos, quase nada se exportando de sementes, quando no ano anterior a exportação de algodão fôra bem menor e muito grande a de sementes. Em um hectare de terreno se plantam: 5 a 10 quilos de algodão arbóreo e 14 a 25 quilos de algodão herbáceo, produ-zindo I . 800 em terras de primeira, 1 . 500 nas boas, 390 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 500 e 500 nas de primeira; 20 quilos de arroz, produzindo 1. 500 quilos nas terras de primeira, 1. 000 nas boas, 700 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 600 e 800 nas de primeira; 3 a 6 toneladas de estacas de cana, produzindo 70. 000 nas de primeira, 60. 000 nas boas, 30. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 100.000 e 45.000 nas de primeira; 128 mudas de coqueiro, produzindo 9. 600 côcos nas de primeira, 7. 040 nas boas, 3.200 nas inferiores, máxima e mínima de 12.800 e 5. 760 nas de primeira; 45 quilos de feijão, produzindo 1. 100 nas de primeira, 900 nas boas, 350 nas inferiores, máxima e mínima de 1. 200 e 700 nas de primeira; I O. 000 estacas de mandioca, produzindo 20. 000 quilos nas de primeira, 15. 000 nas boas, 8. O~O ?ªs inferio~es, máxima e mínima de 35.000 e 12.000 nas de primeira; 15 qmlos de milho, produzindo 2. 000 nas terras de primeira, I. 500 nas boas, I. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 400 e I . 200 nas de primeira; 15 a 27 milheiros de mudas de fumo, produzindo 1. 000 quilos nas de primeira, 800 nas boas, 400 nas inferiores, máxima e mínima de I. 200 e 600 nas de primeira. A maior exportação de um só prodúto registrada no Rio Grande do Norte foi a consignada para o algodão em 1918: cêrca de 30.000 contos de réis.
Paraíba. - Cultiva a cana-de-açúcar, sendo que o primeiro engenho apareceu aí ao lado do primeiro forte, no século do desco-brimento. A exportação de açúcar decresceu consideràvelmente desde 1913, começando a subir de novo em 1919 e atingindo 2.500 contos em 1920.
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algodão, de que em 1920 se exportaram 27 mil contos . . O coque~ro,. que ocupa aí 900 hectares, sendo o município da Capital o mais importante como produtor. O milho, de que se faz apreciável exportação. A mandioca, de cuja farinha em 1918 se exportaram cêrca de l. 000 contos. O café, levado do sul, embora sua cultura tenha descido do Norte. Em um hectare de terra se plantam: 8 quilos de sementes de algodão, produzindo I. 500 nas terras de primeira, 7. 000 nas boas, 5. 000 nas inferiores, máxima e mínima de 12. 800 e 6. 000 nas de primeira; 35 a 50 quilos de amendoim, colhendo-se 1 . 300 nas de primeira, 1 . 200 nas boas, 600 nas inferiores, máxima e mínima de 2. 040 e I . 100 nas de primeira;20 quilos de arroz, produzindo 2. 900 nas de primeira, 2. 500 nas