Art. 21-E. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, composto de 21 (vinte e um) membros titulares e igual número de suplentes, é o órgão da Câmara dos Deputados competente para examinar as condutas puníveis e propor as penalidades aplicáveis aos deputados submetidos ao processo disciplinar previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar, que integra este Regimento. (Artigo acrescido pela Resolução nº 2/2011)
§ 1º Os membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados serão designados para um mandato de 2 (dois) anos, na forma dos arts. 26 e 28 deste Regimento Interno, os quais elegerão, dentre os titulares, 1 (um) presidente e 2 (dois) vice-presidentes, observados os procedimentos estabelecidos no art. 7º deste Regi-mento, no que couber.
§ 2º As disposições constantes do parágrafo único do art. 23, do § 2º do art. 40 e do art. 232 deste Regimento Interno não se aplicam aos membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
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Art. 180. [...]
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§ 8º No caso de deliberação sobre aplicação de sanção disciplinar por conduta aten-tatória ou incompatível com o decoro parlamentar, é vedado o acolhimento do voto do deputado representado. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 2/2011)
CÓDIGO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR
(Aprovado pela Resolução nº 25/2001 e alterado pela Resolução nº 2/2011) [...]
Art. 6º Compete ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados:
I – zelar pela observância dos preceitos deste Código, atuando no sentido da preser-vação da dignidade do mandato parlamentar na Câmara dos Deputados;
II – processar os acusados nos casos e termos previstos no art. 13;
III – instaurar o processo disciplinar e proceder a todos os atos necessários à sua ins-trução, nos casos e termos do art. 14;
IV – responder às consultas formuladas pela Mesa, comissões, partidos políticos ou deputados sobre matérias relacionadas ao processo político-disciplinar.
Art. 7º O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar compõe-se de 21 (vinte e um) mem-bros titulares e igual número de suplentes, todos com mandato de 2 (dois) anos, com
CURSO DE REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
§ 1º Durante o exercício do mandato de membro do Conselho de Ética e Decoro Parla-mentar, o deputado não poderá ser afastado de sua vaga no colegiado, salvo por término do mandato, renúncia, falecimento ou perda de mandato no colegiado, não se aplicando aos membros do colegiado as disposições constantes do parágrafo único do art. 23, do
§ 2º do art. 40 e do art. 232 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
§ 2º Não poderá ser membro do conselho o deputado:
I – submetido a processo disciplinar em curso, por ato atentatório ou incompatível com o decoro parlamentar;
II – que tenha recebido, na legislatura, penalidade disciplinar de suspensão de prer-rogativas regimentais ou de suspensão do exercício do mandato, da qual se tenha o competente registro nos anais ou arquivos da Casa;
III – que esteja no exercício do mandato na condição de suplente convocado em subs-tituição ao titular;
IV – condenado em processo criminal por decisão de órgão jurisdicional colegiado, ainda que a sentença condenatória não tenha transitado em julgado.
§ 3º A representação numérica de cada partido e bloco parlamentar atenderá ao prin-cípio da proporcionalidade partidária, assegurada a representação, sempre que pos-sível, de todos os partidos políticos em funcionamento na Câmara dos Deputados, na conformidade do disposto no caput do art. 9º do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
§ 4º No início de cada sessão legislativa, observado o que dispõe o caput do art. 26 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e as vedações a que se refere o § 2º deste artigo, os líderes comunicarão ao presidente da Câmara dos Deputados, na forma do art. 28 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, os deputados que integrarão o conselho representando cada partido ou bloco parlamentar.
§ 5º O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar terá 1 (um) presidente e 2 (dois) vice--presidentes, eleitos por seus pares dentre os membros titulares, vedada a reeleição para o mesmo cargo na eleição subsequente.
§ 6º A vaga no conselho verificar-se-á em virtude de término do mandato, renúncia, fale-cimento ou perda do mandato no colegiado, neste último caso quando o membro titular deixar de comparecer a 5 (cinco) reuniões consecutivas ou, intercaladamente, a 1/3 (um terço) das reuniões durante a sessão legislativa, salvo motivo de força maior justificado por escrito ao presidente do conselho, a quem caberá declarar a perda do mandato.
§ 7º A instauração de processo disciplinar no âmbito do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em face de um de seus membros, com prova inequívoca da acusação, constitui causa para o seu imediato afastamento da função, a ser aplicado de ofício pelo presidente do conselho, devendo perdurar até decisão final sobre o caso.
Art. 8º A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovará regulamento específico para disciplinar o funcionamento e a organização dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
§ 1º O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar poderá oferecer à apreciação da Co-missão de Constituição e Justiça e de Cidadania proposta de reformulação do regu-lamento mencionado no caput e de eventuais alterações posteriores que se fizerem necessárias ao exercício de sua competência.
§ 2º A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar poderão deliberar no período de recesso parlamentar, desde que matéria de sua competência tenha sido incluída na pauta de convocação extraordinária do Congresso Nacional, nos termos do § 7º do art. 57 da Constituição Federal.
§ 3º Os prazos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contar-se-ão em dias úteis, inclusive em se tratando de recurso ou pedido de vista, ficando suspensos no recesso, salvo na hipótese de inclusão de matéria de sua competência na pauta de convocação extraordinária, nos termos do § 2º.
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Art. 9º [...]
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§ 4º O corregedor da Câmara dos Deputados poderá participar de todas as fases do processo no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, inclusive das discussões, sem direito a voto.
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Comentários
A Resolução nº 25/2001 instituiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara dos Deputados, em cumprimento ao disposto no art. 244 do RICD, que prevê sua existência. No texto do próprio código já se registrava um novo órgão da Câmara: o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o qual, por força da promulgação da Resolução nº 2/2011, passou a constar expressamente no Regi-mento Interno da Câmara dos Deputados como órgão dessa Casa. Essa resolução alterou tanto o RICD quanto o Código de Ética e Decoro Parlamentar. No primeiro caso, acrescentou o Capítulo III-B ao Título II do RICD para listar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar entre os órgãos da Câmara dos Deputados, bem como alterou o art. 180 do RICD para estabelecer que, no caso de deliberação sobre apli-cação de sanção disciplinar por conduta atentatória ou incompatível com o de-coro parlamentar, é vedado o acolhimento do voto do deputado representado. No segundo caso, promoveu significativas modificações no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados – algumas dessas alterações serão anali-sadas a seguir.
Em relação aos artigos anteriormente transcritos nesta aula, cabe salientar que, enquanto os artigos 21-E e 180 constam do texto do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, os arts. 6º a 9º referentes ao Conselho de Ética e Decoro Parla-mentar são dispositivos do Código de Ética e Decoro ParlaParla-mentar (composto por 19 artigos), e não do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, ainda que as normas do referido código integrem e façam parte desse Regimento, nos termos do art. 1º da Resolução nº 25/2001 e do caput do art. 21-E do próprio RICD.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar é composto por 21 membros titulares
CURSO DE REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
que a fará após a indicação feita pelos líderes ou, independentemente desta, se decorrido o prazo de cinco sessões sem a indicação. Uma vez designados, os membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar elegerão, entre os titulares, um presidente e dois vice-presidentes, vedada a reeleição para o mesmo cargo na eleição subsequente.
Os membros do Conselho de Ética detêm mandato de dois anos, razão pela qual não podem ser substituídos pelo líder a qualquer tempo. Caso se desvinculem de sua bancada, os membros desse conselho não perderão automaticamente o direito à vaga que ocupava em razão dela nem o cargo de presidente ou vice-presidente do conselho para o qual tenha sido eleito. Dessa forma, a vaga no conselho verificar--se-á em virtude de término do mandato, renúncia, falecimento ou perda do man-dato no colegiado – nesse último caso, quando o membro titular deixar de compa-recer a cinco reuniões consecutivas ou, intercaladamente, a um terço das reuniões durante a sessão legislativa, salvo motivo de força maior justificado por escrito ao presidente do conselho, a quem caberá declarar a perda do mandato.
Ainda no que se refere à composição desse órgão da Câmara dos Deputados, cabe esclarecer que, a partir da promulgação da Resolução nº 2/2011, o corregedor da Casa não mais possui vaga garantida como membro titular do conselho, sendo--lhe assegurado todavia o direito de participar de todas as fases do processo nesse órgão, incluindo as discussões, porém sem direito a voto.
No que tange ao impedimento de participar do conselho, nos termos do art. 7º,
§ 3º, do Código de Ética e Decoro Parlamentar, cumpre alertar não ser qualquer processo disciplinar em curso que veda a participação de deputado no conselho, mas apenas aqueles em curso por ato atentatório ou incompatível com o decoro parlamentar. O impedimento que diz respeito a recebimento de penalidade disci-plinar só será aplicável no caso de deputado apenado discidisci-plinarmente, na legis-latura, com suspensão de prerrogativas regimentais ou suspensão do exercício do mandato, desde que haja o competente registro nos anais ou arquivos da Casa.
Nesse sentido, deputado punido em outras legislaturas pode integrar o Conselho de Ética, bem como deputado sobre o qual não exista o devido registro, ainda que apenado na legislatura com as sanções citadas. A Resolução nº 2/2011 acres-centou os incisos III e IV ao § 3º do art. 7º para inserir mais dois impedimentos à participação de deputado nesse conselho. Portanto, está também impedido de integrar esse órgão o deputado que esteja no exercício do mandato na condição de suplente convocado em substituição ao titular, bem como aquele que tenha sofrido condenação em processo criminal por decisão de órgão jurisdicional colegiado, ainda que a sentença condenatória não tenha transitado em julgado.
Cumpre acrescentar que a instauração de processo disciplinar no âmbito do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em face de um de seus membros, com prova inequívoca da acusação, constitui causa para o seu imediato afastamento da função, a ser aplicado de ofício pelo presidente do conselho, e perdurará até decisão final sobre o caso.
São competências do conselho:
a) zelar pela observância dos preceitos do Código de Ética e Decoro Parla-mentar para preservar a dignidade do mandato de deputado;
b) processar os acusados nos casos e termos previstos no art. 13 do CEDP (suspensão de prerrogativas regimentais);
c) instaurar o processo disciplinar e proceder a todos os atos necessários a sua instrução, nos casos previstos no art. 14 do CEDP (suspensão tempo-rária do exercício do mandato e perda do mandato);
d) responder às consultas formuladas pela Mesa, comissões, partidos políticos ou deputados sobre matérias relacionadas ao processo político-disciplinar.
As representações relacionadas com o decoro parlamentar deverão ser feitas diretamente à Mesa da Câmara dos Deputados, sendo qualquer cidadão parte legí-tima para requerer à Mesa representação em face de deputado que tenha incorrido em conduta incompatível ou atentatória ao decoro parlamentar, especificando os fatos e as respectivas provas.
Nesse caso, recebido o requerimento de representação, a Mesa instaurará pro-cedimento destinado a apreciá-lo, na forma e no prazo previstos em regulamento próprio. Terminado o procedimento, se concluir pela existência de indícios sufi-cientes e pela inocorrência de inépcia, a Mesa procederá da seguinte forma: 1) en-caminhará a representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no prazo de três sessões ordinárias, quando se tratar de conduta punível com as sanções de: a) suspensão de prerrogativas regimentais por até seis meses; b) suspensão do exercício do mandato por até seis meses; e c) perda de mandato; ou 2) adotará o procedimento para aplicação de censura, verbal ou escrita, tipos de penalidade a ser aplicada pelo presidente da Câmara dos Deputados, pelo presidente de co-missão ou pela Mesa, conforme o caso.
Ao presidente da Câmara dos Deputados, em sessão, e ao presidente de co-missão, durante suas reuniões, compete aplicar censura verbal ao deputado que per-turbar a ordem das sessões da Câmara dos Deputados ou das reuniões de comissão ou praticar atos que infrinjam as regras de boa conduta nas dependências da Casa.
À Mesa compete aplicar censura escrita, por provocação do ofendido, ao deputado que praticar ofensas físicas ou morais nas dependências da Câmara dos Deputados ou desacatar, por atos e palavras, outro parlamentar, a Mesa ou co-missão ou os respectivos presidentes, bem como por solicitação do presidente da Câmara dos Deputados ou de comissão, nos casos de reincidência nas condutas acima descritas em que cabe censura verbal.
Em qualquer dos casos, o deputado poderá recorrer, no prazo de dois dias úteis, ao Plenário da Câmara ou da comissão, conforme o caso – no que concerne à advertência verbal –, e ao Plenário da Câmara dos Deputados – na ocorrência de advertência es-crita. No caso de censura escrita, antes da aplicação da sanção, a Mesa assegurará ao deputado o exercício do direito de defesa pelo prazo de cinco dias úteis.
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será encaminhada diretamente pela Mesa da Câmara dos Deputados ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no prazo de três sessões ordinárias.
A aplicação das penalidades de suspensão do exercício do mandato por no má-ximo seis meses e de perda do mandato é de competência do Plenário da Câmara dos Deputados, que deliberará, conforme os procedimentos aplicáveis aos casos, em virtude de provocação da Mesa ou de partido político representado no gresso Nacional, após a conclusão de processo disciplinar instaurado pelo Con-selho de Ética e Decoro Parlamentar, na forma do art. 14 do Código de Ética e De-coro Parlamentar.
Com o advento da Emenda à Constituição nº 76/2013, a apreciação pelo Plenário da Câmara dos Deputados de processos de perda de mandato passou a ser reali-zada por voto aberto, pela mesma maioria absoluta dos deputados. Essa emenda também alterou para ostensivas as votações, em sessão conjunta, de vetos do pre-sidente da República aos projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional.
Quanto à relatoria no âmbito do Conselho de Ética, instaurado o processo, o presidente do conselho designará relator, a ser escolhido dentre os integrantes de uma lista composta por três de seus membros, formada mediante sorteio, o qual:
a) não poderá pertencer ao mesmo partido ou bloco parlamentar do deputado representado;
b) não poderá pertencer ao mesmo estado do deputado representado;
c) em caso de representação de iniciativa de partido político, não poderá per-tencer à agremiação autora da representação.
A discussão do parecer será aberta e sua votação, nominal. Caso o parecer ori-ginariamente apresentado seja rejeitado, deverá ser designado novo relator, prefe-rencialmente dentre aqueles que, durante a discussão da matéria, tenham se mani-festado contrariamente à posição do primeiro.
Concluído o processo disciplinar, o representado poderá recorrer, no prazo de cinco dias úteis, à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, com efeito suspensivo, contra quaisquer atos do conselho ou de seus membros que tenham contrariado norma constitucional, regimental ou do Código de Ética e Decoro Par-lamentar, hipótese na qual a comissão se pronunciará exclusivamente sobre os vícios apontados, observando, para tanto, prazo de cinco dias úteis. Concluída a tramitação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ou na Comissão de Cons-tituição e Justiça e de Cidadania, na hipótese de interposição do recurso a que se refere o inciso VII, o processo será encaminhado à Mesa e, uma vez lido no expe-diente, publicado e distribuído em avulsos, será incluído na ordem do dia.
A partir da instauração de processo ético-disciplinar que proponha suspensão de prerrogativas regimentais, suspensão do exercício do mandato por no máximo seis meses ou perda do mandato, nos termos dos arts. 13 e 14 do Código de Ética, não poderá ser retirada a representação oferecida pela parte legítima. Em todas as fases desse processo, até mesmo no Plenário da Câmara dos Deputados, o deputado poderá constituir advogado para sua defesa ou fazê-la pessoalmente ou
de Ética e Decoro Parlamentar. O Código de Ética e Decoro Parlamentar assegura ao representado o direito de recorrer, nos termos que especifica.
O Código de Ética fixa prazos para deliberação de processo ético-disciplinar – sessenta ou noventa dias úteis, conforme o caso –, bem como prazo para sua in-clusão na ordem do dia do Plenário, além de outros. Ademais, estabelece sanções aplicáveis aos colegiados e ao relator em caso de descumprimento de prazos, os quais serão contados em dias úteis, mesmo nos casos de recurso ou pedido de vista, ficando suspensos no recesso, salvo na hipótese de inclusão de matéria de sua competência na pauta de convocação extraordinária, nos termos constitucionais.
Por fim, cabe registrar que a Resolução nº 2/2011 conferiu competência à Comissão de Constituição e Justiça de aprovar regulamento específico para dis-ciplinar o funcionamento e a organização dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Esse regulamento, que ainda não havia sido editado até o fe-chamento desta edição, poderá ser alterado ou reformulado a partir de solicitação do próprio Conselho de Ética à CCJC e, enquanto não for editado, legitima a apli-cação do regulamento em vigor à época da promulgação da referida resolução, qual seja: o regulamento elaborado pelo próprio Conselho de Ética, com fundamento na redação original da Resolução nº 25/2001.
Em 8/7/2011, constava na página eletrônica do Conselho de Ética, na internet, nota explicativa, a qual transcrevemos a seguir, sobre o “Novo Código de Ética – o que passa a entrar em vigor com as novas regras do conselho”.
Desde sua criação, em 2001, o Código de Ética da Câmara dos Deputados nunca havia sofrido nenhuma alteração ao longo desses anos que pudesse aumentar o poder de atuação do conselho. Até então, as representações que chegavam ao colegiado pediam a pena máxima (perda de mandato) quando nem sempre o ato cometido estaria sujeito a esta aplicação.
Na última quinta-feira, 26 de maio de 2011, o Projeto de Resolução nº 137 de 2004, aprovado na Câmara dos Deputados, e que originou a promulgação da Resolução nº 2 de 2011, conseguiu reunir uma série de medidas que visam melhorar a eficácia e atuação do Conselho de Ética. Dentre elas vale destacar:
1) aumento do número de conselheiros. O colegiado passa a contar com 21 membros permanentes, em vez de 15. A medida contemplará que outros par-tidos façam parte do grupo;
2) estabelece que os prazos processuais no conselho sejam contados por dias úteis, e não mais por sessões ordinárias da Casa, dando mais celeridade às representações instaladas;
3) autoriza o conselho a concluir pela procedência total ou parcial da repre-sentação que apreciar, ou de sua improcedência, admitindo, nos dois pri-meiros casos, a aplicação da pena originalmente indicada na representação ou a cominação de pena mais grave ou mais leve, conforme a natureza e gra-vidade da conduta, com base nos fatos efetivamente apurados no processo;
CURSO DE REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
5) acrescenta a previsão de ressarcimento ao erário das vantagens indevidas obtidas com recursos públicos, sem prejuízo da aplicação das penas pre-vistas no Código.