Art. 662. Os processos judiciais ou administra-
tivos em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos ou portador de doença grave prevista no inciso IV do artigo 69-A da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, incluído pela Lei nº 12.008 de 29 de julho de 2009, terão prioridade na trami- tação em todas as diligências e atos a eles per- tinentes.
Parágrafo único. Também terão prioridade
na tramitação os processos administrativos em que figure como parte ou interessado pessoa portadora de deficiência física ou mental.
• Provimento nº 17/2010-CGJ.
Art. 663. O interessado na obtenção desse be-
nefício deverá requerê-lo ao Juiz que presidir o processo
Parágrafo único. A prova da idade deverá
ser feita através de qualquer documento hábil (carteira de identidade, carteira de habilitação, certidão de nascimento, de ca- samento, carteira profissional, CTPS, dentre outros), cuja cópia deverá ser juntada aos autos. A comprovação da doença grave será feita mediante juntada de atestado ou lau- do médico.
• Parágrafo único alterado pelo Provimento nº 17/2010-CGJ.
Art. 664. A prioridade na tramitação dos fei-
tos de que tratam os artigos antecedentes será observada dentro da mesma classe de proces- sos em que os mesmos se insiram, não se so- brepondo a outras prioridades previstas em lei. Assim, exemplificativamente, processos comuns ordinários envolvendo idosos terão tramitação preferencial em relação a outros processos co-
muns ordinários, mas não em relação a proces- sos cautelares e mandados de segurança.
Art. 664-A. É assegurado às pessoas com idade
igual ou superior a sessenta anos o atendimento preferencial imediato no âmbito dos Cartórios Judiciais, incluindo-se os adjuntos e da Distribui- ção e Contadoria.
Parágrafo único. Deverá ser afixado cartaz
visível ao público com caracteres legíveis, no âmbito da serventia, com a seguinte re- dação: “Nos termos da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, é assegurado o atendi- mento preferencial imediato às pessoas que possuam idade igual ou superior a sessenta anos”.
• Artigo criado pelo Provimento nº 26/04- CGJ.
Art. 665. Também na tramitação dos processos
da Infância e Juventude, deverá ser garantida prioridade absoluta, especialmente nos proce- dimentos com crianças e adolescentes abriga- dos (suspensão ou destituição do pátrio-poder, adoção, etc.) ou adolescentes internados, espe- cialmente internados provisoriamente.
Art. 666. Os processos judiciais referidos no ca-
put do artigo 662 e no artigo 665 deverão ser identificados através da aposição de uma tarja verde, que envolva a parte frontal e posterior da autuação, sem interrupção, bem com através da aposição de um carimbo ou etiqueta com os dizeres “TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL – IDOSO”, “TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL – DOENÇA GRA- VE” ou “CRIANÇA E ADOLESCENTE – URGENTE”, conforme o caso.
§ 1º No momento da distribuição, deverá o
Distribuidor lançar no sistema informatiza- do THEMIS 1G a informação de que se tra- ta de processo preferencial, discriminando qual a espécie.
§ 2º Bi-mensalmente, deverá o Escrivão
emitir relatório buscando identificar e dar pronto atendimento aos feitos indevida- mente paralisados.
§ 3º Em relação aos feitos já distribuídos,
na medida em que forem movimentados, deverão ser incluídos no sistema na forma disposta no § 1º supra.”
• Provimento nº 26/04-CGJ; Provimento nº 30/04-CGJ.
• Caput alterado pelo Provimento nº 17/2010-CGJ.
• Caput alterado pelo Provimento nº 09/2013-CGJ.
Art. 666-A. Os processos administrativos em
que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos, portador de doença grave (inciso IV do artigo 69-A da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, incluído pela Lei nº 12.008, de 29 de julho de 2009) ou portador de deficiência física ou men- tal igualmente deverão ser identificados através da aposição de uma tarja verde, que envolva a parte frontal e posterior da autuação, sem inter- rupção, bem como através da aposição de um carimbo ou etiqueta com os dizeres “TRAMITA- ÇÃO PREFERENCIAL – IDOSO”, “TRAMITAÇÃO PREFERENCIAL – DOENÇA GRAVE” ou “TRAMI- TAÇÃO PREFERENCIAL – DEFICIÊNCIA”, confor- me o caso.
Art. 667. Na execução de mandado de embar-
go de obra nova, o Oficial de Justiça lavrará auto circunstanciado, descrevendo o estado em que se encontra a obra, e, ato contínuo, intimará o construtor e os operários a que não continuem a obra sob pena de desobediência e citará o pro- prietário a contestar em 05 (cinco) dias a ação.
Art. 668. A execução da sentença que decretar o
despejo far-se-á por notificação ao réu e, quan- do presentes, às pessoas que habitem o prédio, para que o desocupem no prazo assinado, sob pena de despejo.
Art. 669. Findo o prazo, o prédio será despejado
por dois Oficiais de Justiça, com o emprego de força, inclusive arrombamento.
Parágrafo único. Os Oficiais de Justiça entre-
garão os móveis à guarda de depositário ju- dicial, se os não quiser retirar o despejado.
Art. 669-A. Transitada em julgado a sentença de
interdição, nos casos de incapacidade civil abso- luta, haverá comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral dos seguintes dados:
a) qualificação do interdito, tão completa
quanto possível;
b) número do título eleitoral;
c) número do processo de interdição; d) data da sentença e do trânsito em julga-
do;
e) a causa da interdição e os limites da cura-
tela
f) identificação da Vara;
g) nome e assinatura da autoridade judicial
competente.
• Provimento nº 29/06-CGJ e Provimento 46/09-CGJ.
Art. 669-A. Serão encaminhados ao Tribunal
Regional Eleitoral apenas os dados relativos à sentença que estabeleça novos limites ou o le- vantamento de interdição que tenha sido comu- nicada àquela Justiça anteriormente à vigência da Lei 13.146/2015.
Parágrafo único. O ofício será remetido ele-
tronicamente para o endereço suspensos@ tre-rs.jus.br e conterá:
a) qualificação da parte, tão completa quan-
to possível;
b) número do título eleitoral; c) número do processo;
d) data da sentença e do trânsito em julga-
do;
e) novos limites da interdição ou o seu le-
vantamento;
f) identificação da vara;
g) nome e assinatura da autoridade judicial
competente.
• Provimento nº 019/2017-CGJ, art. 1º. Art. 669-B. Transitada em julgado sentença pro-
cedente em ação de improbidade administrati- va com suspensão de direitos políticos, haverá comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral dos seguintes dados:
a) qualificação do réu tão completa quanto
possível;
b) número do título eleitoral; c) número do processo;
d) data do trânsito em julgado da sentença; e) prazo de suspensão dos direitos políticos
cominado na sentença;
f) identificação da vara;
g) nome e assinatura da autoridade judicial
competente.
• Provimento nº 29/06-CGJ.
Art. 669-C. As condenações cíveis por atos de
improbidade administrativa transitadas em jul- gado serão informadas pelo juízo no sítio do Conselho Nacional de Justiça, no sistema do ‘Ca- dastro Nacional das Condenações Cíveis por ato de improbidade administrativa’, observando-se o disciplinado na resolução 44/2008-CNJ, par- cialmente modificada pela resolução 50/2008- CNJ, e as orientações do Ofício-Circular nº 777/2008, desta Corregedoria.
• Provimento nº 08/09-CGJ.