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Emprego Indústrial

Z. E.Es:Definida em projeto

básico.

Fonte: Ministério do desenvolvimento, indústria e comércio exterior – MDIC, Brasil. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1257766509.pdf>. Acesso: 29/ago/13 às 2h09 da madrugada.

Observe os Setores de atividade: Processamento de Produtos Agropecuários Pesca e derivados, Construção Civil, Saúde e Educação, Infraestrutura de Energia e

Água, Rodovias e Ferrovias, Portos e Aeroportos Telecomunicações, Equipamentos de transportes de cargas pesadas e passageiros. Observada a tabela acima, os incentivos concedidos pelo governo local variam segundo o setor de atividade e alocação geográfica.

O investimento direto estrangeiro tem sido o motor da expansão econômica do país, mas não com a velocidade desejada através de fatores adversos já conhecidos, como a precariedade nas infraestruturas. Contudo, o governo angolano continua a promover ativamente o investimento estrangeiro através da ANIP – Agência Nacional para o Investimento Privado, subordinada ao Ministério das Finanças. A ANIP indica agricultura, construção e serviços afins, energia e águas, desenvolvimento e gestão de infraestruturas, turismo e hotelaria, indústria de processamento e extração de minérios, como os mais atrativos para o investidor estrangeiro.

Entretanto, a ponto de exemplo; as áreas mais atrativas para as empresas de serviço são a capital e as cidades costeiras. Os maiores incentivos são reservados às províncias mais remotas ou mais devastados pela guerra civil,56 mas que até então se nota ainda algumas entraves em termos de decisão aos investidores, ou seja, se vale à pena ou não.

Portanto, em termos de investimentos privados, a região do Litoral vem sendo mais atrativo em relação ao interior do país (ANIP, 2013). Aliás, se observarmos alguns indicadores sobre as regiões do interior e litoral, vamos perceber melhor essas incongruências e que tal fato, demonstra um maior desenvolvimento desta região do litoral.

Infelizmente Luanda e Benguela continuam a liderar o foco de atração dos investidores nacionais e estrangeiros. Esse fator causa contradições nas metas do governo sobre as Estratégias de Desenvolvimento de Longo Prazo 2000-2025 (ALVES DA ROCHA, 2010, p. 80). Aqui surge o dilema: será que Angola conseguirá cumprir as metas estabelecidas do Plano de Desenvolvimento até 2025?

56Fonte: Ministério do desenvolvimento, indústria e comércio exterior

– MDIC, Brasil. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1257766509.pdf>. Acesso: 29/ago/13 às 2h09 da madrugada.

2.5 Principais resultados do capítulo 2

O capítulo 2 faz uma análise das assimetrias regionais em Angola, centrando-se nos fatores causadores como também nas políticas do governo (incentivos fiscais e investimento em infraestruturas) que incluem critérios de localização, com vistas à diminuição das assimetrias regionais do país.

Busca-se o desenvolvimento econômico das regiões através do fomento da agricultura, indústria, serviços, como também da mobilidade-emprego e mobilidade populacional para as regiões e, principalmente nas mais precárias. A atividade econômica e financeira do país está concentrada na região Metropolitana, fazendo da Metrópole o maior centro financeiro e o mais importante centro de negócios do país, por sua vez, incentivando ou influenciando assim de forma localizada a atratividade do investidor privado, principalmente estrangeiros.

Segundo Alves da Rocha (2010) “esta situação configura uma espécie de "colonialismo interno", em que as regiões dotadas de recursos naturais são "exploradas" pela "metrópole urbana, política e econômica" que é Luanda. Esta atratividade de Luanda foi muito reforçada pelas disfuncionalidades que a guerra acarretou e que fizeram de Luanda o grande destino das populações fugidas do conflito militar e dos rendimentos gerados noutras partes do território nacional”.

O estudo demarca cinco regiões segundo a classificação expositiva do livro de Alves da Rocha (2010) que retrata também sobre Desigualdades e Assimetrias Regionais em Angola. Outra região formada por mim é dividida em duas partes, que são: a Região do Litoral e a Região do Interior. O objetivo principal é analisar as assimetrias regionais existentes em Angola e quais os fatores causadores.

Por via disso, verifica-se que as assimetrias regionais de Angola já vêm de longa data, ou seja, desde o tempo colonial, embora em algum momento se verificou uma preocupação do governo colonial no fomento do Desenvolvimento Regional de Angola, como afirma Alves da Rocha no seu livro e, que se veio agravando com o início do conflito armado.

Outro fator causador são asinfraestruturas com relevância a água, energia, os transportes, sendo que hoje este último está ligado entre as capitais de províncias, com exceção das ligações de Mbanza-Congo/Uíge, Kuito/Luena e Menongue/Ondjiva e o

caso excepcional de Cabinda através da localização geográfica57, como formas de estabelecer um conjunto de dificuldades encontradas nos setores econômicos como a agropecuária, industrial e outros.

Por via disso, os governos centrais e províncias têm estado a criar e identificar políticas fiáveis para o Desenvolvimento Econômico e Social que possam contribuir para diminuição das desigualdades existentes dentro das regiões de Angola.

Nas análises feitas, percebo que um conjunto de políticas como o incentivo fiscal ao investimento privado para as regiões, os pólos de desenvolvimento, a malha de transportes, dentre outras, têm forma para alavancar o desenvolvimento econômico e contribuir de forma clara na diminuição das assimetrias, como também na diversificação da própria economia, com ênfase na indústria agropecuária, indústria transformadora e outros.

Essas políticas têm vindo a ser aplicadas de forma gradual, pese embora ainda existentes grandes dificuldades em torno da aplicação dos mesmos ou aceitação por partes dos investidores privados atendendo a precária infraestrutura de apoio, por exemplo, da implantação e desenvolvimento das indústrias como Luz e água entre outras.

O pano do fundo deste capítulo é a idéia de que a diminuição das desigualdades regionais de Angola passa também pela reestruturação da malha rodoviária como formas de aproximar a população e investimentos nas regiões mais precárias.

A construção e reabilitação das infraestruturas e os incentivos fiscais poderão daqui a mais algum tempo dinamizar o crescimento da agropecuária e da indústria e transformadora, como forma de proporcionar a população destas regiões um "desenvolvimento econômico e social" favorável e confiante sem grandes desigualdades.

Para isso, é necessário que as políticas traçadas pelo executivo angolano devem ter razão fiável de aplicabilidade como forma de se atingir as metas traçadas desde 2000 a 2025, através dos documentos do governo sobre os Programas de Desenvolvimento de Angola de Longo Prazo, contendo no seu espírito planos de Desenvolvimento Regional.

57

Para ligar Cabinda as outras províncias via terrestre é necessário uma ponte sobre a travessia do rio Zaíre. ANGOP: Agência Angola Press. Vídeo. Disponível em: http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/portal/multimedia/tv- angop/2014/0/2/Maioria-capitais-provincia-ligada-por-estrada,80c25477-bad1-4343-98a3-f64b49d29366.html, ou no Youtube. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=JRoJntjRzMo. Acessado em jan. de 2014.

Pese embora, Alves da Rocha (2010, p. 81) afirma que “o Programa Geral do Governo para o Biênio 2007-2008 não trata da vertente regional tal como os anteriores, tendo o Governo preferido adotar uma óptica de programas setoriais integrados com a finalidade de maximizar os efeitos das políticas e dos investimentos públicos”.

Portanto, o foco aqui é olharmos para os fatores causadores das assimetrias entre as regiões de Angola e quais as possíveis políticas aplicáveis do governo para diminuir essas assimetrias e proporcionar no médio e longo prazo um desenvolvimento regional mais conjugado.