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EDUCAÇÃO ACADÊMICA 4.0 CONTEXTUALIZADO

No documento Ebook Educacao Sociedade (páginas 141-147)

O grande desafio dos atuais docen- tes universitários, é enfrentar as mesmas mudanças fadados submeter-se à inúme- ras adaptações pedagógicas e tecnológi- cas, embora, ocorra que muitos destes, não estão dispostos a aceitar este fato em sua totalidade. Ao repensar a formação acadê- mica ao enfrentar esses desafios futuros, deve-se estar apto e aberto em desenvol- ver um conjunto de proposições, para des- crever os princípios fundamentais que de- vem-se seguir, ao preparar os alunos.

Pois, a experiência do aluno se refere à experiência geral do estudante com rela- ção à vida universitária e se concentra em atender às expectativas individuais em todo o ciclo acadêmico. A população estu- dantil, maior e mais diversificada de hoje, tem uma gama crescente de expectativas, que em grande parte se enquadram no âm- bito da universidade. O aluno atual, está mais propenso a avaliar sua experiência,

reclamar, caso algo não esteja satisfató- rio, influenciando as decisões de outros estudantes, causando um efeito cascata o que poderá colocar a academia sob imensa pressão.

A experiência do aluno é uma função não só do ensino e da aprendizagem, mas também de outros aspectos que impactam o mesmo, fundamentais, e que ocorrem na universidade. Como as universidades não são mais as únicas provedoras de conheci- mento, elas necessitarão de investimento específico, no fornecimento de uma ex- periência distinta e flexibilidade completa em todas as etapas, para atrair os futuros alunos.

O aprendizado entre pares aprimora a experiência, ajudando-os a obter insights das experiências dos outros. A interação di- reta com os pares, promove o aprendizado ativo e os alunos se sentem mais à vontade para abrir e interagir com os colegas. As ins- tituições de ensino, devem ser capazes de fazer uso imaginativo desse conhecimen- to onipresente entre os pares, de modo a enriquecer o aprendizado e também re- duzir o custo do conteúdo e da criação de conhecimento.

O atual ecossistema educacional é do-

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concentrado, enfatizando cursos de du- ração fixa. No entanto, com os avanços tecnológicos, existe a possibilidade de fornecer maior flexibilidade em torno da vida acadêmica do aluno. Em essência, os programas devem ser planejados de forma que não haja ex-alunos - somente estudan- tes matriculados para dar continuidade a seus conhecimentos.

Contudo, esses alunos poderão aplicar seus conhecimentos, como a maior par- te da ação movendo-se on-line, onde um estudante acessa a universidade por meio de uma interface digital ou dispositivo, os resultados apresentados pela academia de ensino, precisam ser robustos e avaliados de maneira imparcial e independente. Os programas universitários precisam olhar além dos limites da classe e do programa de grade e matérias pré definidos, per- mitindo que os alunos desenvolvam seus programas, escolhendo entre um leque de cursos individuais que atendam às suas necessidades e aprendam em seu próprio ritmo. A universidade avalia os resultados do programa e, atribuindo a credencial ao indivíduo.

Além disso, é impoetante mencionar que a abordagem em relação à prendiza- gem se tornará cada vez mais modular, o

que, por sua vez, apoiará a aprendizagem multidisciplinar. Essas estruturas de apren- dizagem únicas e personalizadas equipa- rão os alunos para examinar um tema ou uma questão por meio de uma estrutura analítica, derivada de mais de uma discipli- na acadêmica, e desenvolver sistematica- mente um modelo holístico e coerente que ofereça uma compreensão mais rica do tó- pico em questão.

O engajamento do setor seria o desen- volvimento de programas baseados em competências, específicos para a parceria do setor, também haveria uma indústria muito mais conectada no desenvolvimen- to do currículo, conforme seus programas. Como os alunos poderiam aprender sozi- nhos, mesmo sem solicitar uma credencial, as universidades poderiam ser avaliadoras da competência dos indivíduos. Haveria plataformas onde os parceiros da indústria ofereceriam programas para universidades parceiras - projetadas, desenvolvidas e for- necidas pela indústria - onde os aprendizes poderiam aprender com especialistas do setor, ser avaliados diretamente por eles e ganhar créditos da instituição inscrita.

Os resultados positivos das colabora- ções indústria-academia, impactam a po- sição global de uma instituição. Pode-se

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criar um esquema de imersão em diversos setores para os membros do corpo docen- te, possam aprimorar seu conhecimento em campos emergentes com financia- mento do setor privado. O aprendizado no ambiente de trabalho, permitirá que os participantes melhorem sua qualificação acadêmica sem fazer uma pausa na carrei- ra. Os líderes de hoje, por sua vez, não são nativos digitais, são usuários de tecnologia adotados e, portanto, é importante traba- lhar para o desenvolvimento de capacida- des dos professores, educadores e líderes do ecossistema da E4. O corpo docente necessita de habilidades que norteia a pe- dagogia digital, disciplinas e competências digitais específicas.

As autoridades e instituições devem priorizar abordagens flexíveis, que permi- tam respostas específicas ao contexto e à disciplina, em vez de soluções de tamanho único. Governos de todo o mundo estão procurando desenvolver soluções dura- douras e econômicas para questões sociais onde as Instituições de Ensino Superior, com seus sistemas de pesquisa, estão na vanguarda dessas soluções. Contudo, é necessário que se crie regulamentação específica, que possam apoiar a pesquisa multidisciplinar e de impacto, facilitando e

promovendo colaborações internacionais e do setor.

A tecnologia, oferece às IES novas opor- tunidades para melhorar e redefinir a expe- riência universitária para todas as partes interessadas envolvidas. Tecnologia soma- da as atividades integradas, facilitam o pro- cesso e capacitam indivíduos. Atualmente, as instituições utilizam sistemas de tecno- logia integrados por modelos digitais, po- rém, pode-se vislumbrar um sistema, em parte, utilizado hoje, onde todas as ativida- des acadêmicas, desde a matrícula até sua validação e avaliação, podem ser facilita- das pela tecnologia, com pouca, ou nenhu- ma intervenção humana.

Um aluno se matricula online em

MOOCs28, preenche todos os requisitos

necessários, realiza sessões colaborativas com professores e colegas, recebe uma credencial, após passar por uma avaliação on-line, passa fazer parte, como integran- te dessa rede de ex-alunos. Onde outros indivíduos, de todo mundo, também inte- grantes e conectados, nunca se encontra- ram fisicamente, e sim de forma digital. Uma experiência estudantil efetiva, com intervenção humana mínima, hoje uma realidade. O uso estratégico de soluções tecnológicas inovadoras, a fim de agilizar,

28. Massive Open Online Course (MOOC), considerado método alternativo e viável ao ensino , diferenciando-se dos métodos tradicionais presenciais e dos demais métodos de ensino a distância (EaD) em função de sua abrangência, estrutura e características gerais. (BARIN, 2013)

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inúmeras funções da universidade, podem melhorar efetivamente o ensino e a apren- dizagem, por meio da avaliação, da pesqui- sa e dos ambientes colaborativos. Espera- se que ao longo do tempo, os alunos, cada vez mais sedentos de conhecimento e con- teúdos - informações, sejam atraídos para as instituições com tal modelo embarcado, seguindo a evolução e as tendências da era digital. Sua capacidade de aproveitar no- vas tecnologias e tais tendências, um dos propósitos para atingir melhores resulta- dos que se tornará o principal diferencia- dor, na aquisição de conhecimento seguido de novas habilidades necessárias para o mercado. Meio que também irá desenvol- ver habilidades de professores, administra- dores e líderes de instituições.

Para tanto, existem fundos específi- cos de financiamento para ciração deste modelo digital, sendo parte deles privado ou público, que podem ser utilizados, são oferecidos por meio de editais, podem dar mais flexibilidade às academias no de- senvolvimento de projetos, tanto pessoal como através de meios orientados para a tecnologia, a fim de conseguir angariar fundos para a pesquisa. Seguindo com o processo, objetivando alcançar específica eficácia, pode-se criar uma incubadora de

empresas de tecnologia nas academias, para promover o desenvolvimento de pro- cesos de inovação tecnológica e futuros empreendimentos com liderança empre- endedora, estimulando e incentivando co- laborações em pesquisas multidisciplina- res e de impacto.

Os líderes de hoje não são nativos digi- tais. Eles são usuários de tecnologia ado- tados e, portanto, é importante trabalhar para o desenvolvimento de capacidades dos professores, educadores e líderes do ecossistema Education 4.0. O corpo do- cente precisa de habilidades em pedagogia digital e disciplinar competências digitais específicas. As autoridades e instituições devem priorizar abordagens flexíveis que permitam respostas específicas ao contex- to e à disciplina, em vez de soluções de ta- manho único.

Governos de todo o mundo estão pro- curando desenvolver soluções duradou- ras e econômicas para questões sociais. Universidades com seus sistemas de pes- quisa estão na vanguarda dessas soluções. Ações reguladoras, precisam apoiar a pes- quisa multidisciplinar e de impacto, facili- tando e promovendo colaborações inter- nacionais e do setor. Para um futuro bem próximo, incidentemente, alguns desses

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princípios pertinentes da Educação 4.0 em paralelo com a Indústria 4.0, pode ser orga- nizado para estabelecer e melhorar as co- laborações, entre as partes, promovendo uma cultura de pesquisa sobre problemas da vida real.

REFERÊNCIAS

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PENSAMENTO

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