6. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS QUALITATIVOS
6.3 E NTREVISTA : D IRETOR DA ESCOLA
6.3.2 Descrição geral da escola
6.3.2.6 Equipa de liderança: aspetos fortes e desafios
O diretor, como líde à i oà daà es ola,à se p eà defe deuà u aà gest oà de o ti a à ue, segundo ele, permite uma maior participação e o espo sa ilizaç o àdasàlide a çasài te dias.àEstasàt à o diçõesàpa aàa a a à o à auto o iaà todasà asà de isõesà p evistasà osà o ativos .à Existe, por isso, delegaç oàdeà o pet ias ,àpoisà ue àest à aàes olaàte à apa idadeàpa aàde idi .
Não sou a pessoa mais indicada para estar a falar disso na medida em que sou o líder, mas na altura em que entrei na gestão sempre defendi uma gestão democrática, participada, de corresponsabilização de todas as lideranças intermédias. Por isso tenho dado condições às lideranças intermédias e estas sabem que têm autonomia suficiente para decidir dentro do quadro das funções que têm definidas ao nível dos normativos. A delegação de competências é um facto, mostra uma gestão democrática e com o princípio básico que sempre defendi: quem está na escola tem capacidade para decidir. Isso significa que quando o diretor não está haverá sempre alguém que tem a capacidade para decidir e resolver os problemas no imediato.
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6.3.2.6.1 A democracia como um desafio
A democracia é um desafio, pois a delegação de poderes traz a vantagem do sentimento de bem-estar geral. No entanto, pode, por outro lado, ser um risco, mas que à la a e teàassu ido .àOàdi eto à àdaàopi i oà ueàaàlide a çaàp i ipal,à oàpodeà concentrar em si todas as decisões, pois corre-seàoà is oàdeàaà ui a à oàfu io a à e os decisores intermédios deixam de estar motivados. A confiança e a capacidade de
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assumir riscos é a base para a mestria de saber delegar. Nesta escola, a autoridade é reconhecida, mas partilhada, no sentido de que todos assumem a sua responsabilidade.
Sim, é um desafio porque a delegação de competências tem uma grande vantagem relativa ao funcionamento da instituição e também no bem-estar dos professores..., mas tem os seus riscos, que são riscos claramente assumidos, porque o diretor não pode, de maneira nenhuma, centrar em si todo o processo de decisão, senão a máquina não funciona e as lideranças intermédias deixam de ter motivação para trabalhar. Temos que saber delegar competências ter confiança na equipa e assumir os riscos, mas, claramente, é uma aposta ganha em termos de gestão da escola. Todos os intervenientes se sentem bem nesta escola sentem que há autoridade, mas que é partilhada e que todos assumem as suas responsabilidades.
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6.3.2.6.2 Liderança na escola
O diretor, tal como, tem vindo a salientar considera que o melhor tipo de liderança é a liderança democrática, pois àaà aisà efi azàeà otivado a àe a que promove uma educação de qualidade. Neste sentido, o trabalho é partilhado, sentido e ponderado, tendo por base, também, o diálogo.
Tal como vem referido no projeto educativo do agrupamento, a liderança que considero mais adequada para uma gestão eficaz e motivadora, capaz de desenvolver sinergias e de promover uma educação de qualidade é uma liderança democrática, partilhada e representativa, baseada na confiança e na responsabilidade e que valoriza o trabalho em equipa e as decisões ponderadas. É este o modelo que tenho implementado no Agrupamento e que tem funcionado sem problemas irresolúveis. Saber ouvir e saber dialogar são princípios que defendo e que aplico na gestão.
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6.3.2.6.3 Pontos fortes da liderança na escola
A liderança é, um ponto forte na opinião do diretor. Os alunos e respetivos resultados são outro aspeto resultante do tipo de liderança, na escola. São, alunos dedi ados àeàajuda àaàp o ove àu aà oaài age àdeàes ola.àáàfo aç oàdoàalu oàé outro dos pontos fortes que a escola se orgulha de promover. A escola tenta formar os seus alunos para a cidadania responsável e interventiva na sociedade, ajudando a que os alunos entendam os valores essenciais como os da multiculturalidade, de integração e de partilha.
A liderança é reconhecida como ponto forte, outro ponto são os alunos, nós temos aqui muito bons alunos dedicados e a imagem da escola é uma imagem de escola que trabalha com profissionalismo, com dedicação e que tem dado resultados. Um dos pontos fortes aqui são os resultados académicos dos alunos e, naturalmente, a qualidade do serviço educativo prestado. Para além dos resultados académicos, a educação para a cidadania é um dos seus marcos. A escola não se preocupa apenas com os resultados académicos, mas preocupa-se com a formação do cidadão. Enquanto cidadão livre, responsável e capaz de intervir na sociedade. Para além
153 disso, somos uma escola inclusiva e multicultural e que, por isso, preza e defende os valores da multiculturalidade, da sã convivência, da integração e da partilha.
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6.3.2.6.4 Desafios da escola
Oà g a deà desafioà à o ti ua à aà se à elho à ueà a tes ,à a o pa ha doà asà virtudes e dificuldades que o desenvolvimento traz à educação. A capacidade da escola seàadapta à sàp opostasàdoà futu oà ueà oà o he e os à àu àg a deàdesafio.àPa aàj à o maior deles é, ser capaz de criar uma nova identidade de escola.
O grande desafio da escola é continuar a ser melhor do que era antes, de responder com eficácia aos problemas que o desenvolvimento traz à educação e, por isso, ser capaz de se adaptar e de mudar, de se repensar e de se reconstruir permanentemente, sabendo que estamos a preparar cidadãos para um futuro que não conhecemos. No imediato, um dos desafios e porque fez uma agregação será o Agrupamento criar uma identidade e implantar-se como um AE de referência, integrar-se na comunidade onde está inserida e responder aos seus interesses e necessidades e afirmar-se como a melhor escola do concelho e quando digo a melhor, não me refiro apenas a resultados académicos, mas à formação integral dos seus alunos. Esta é a grande preocupação: formar cidadãos conscientes, autónomos e responsáveis.
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6.3.2.6.5 Modo como os professores trabalham e se relacionam
Conseguir que os professores trabalhem juntos, em partilha de forma aberta e não isolados é um dos desafios.
Um dos grandes desafios e voltando à questão anterior, será colocar os professores a trabalhar juntos e a partilhar saberes, no sentido de serem capazes de olhar para a sala de aula, não como uma aula fechada, mas como uma aula aberta. Serem, assim, capazes de reconhecer que a partilha de saberes dá muito mais resultado do que o seu isolamento.
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Combater o facto de a classe de professores estar envelhecida e ter costumes e aizados à ueà i pedem a necessidade de mudança, é outro dos desafios. É i po ta teà ueàseà o e eàaà au e ta àaà oope aç o ,àpa aàau e ta àaàp o oç oàdeà uma aprendizagem alargada e diferenciada. Esta visão ajudará a ver o processo de e si oàeàap e dizage à o à se tido àeàajudará o aluno a adquirir as ferramentas que o ajudarão a integrar-se no mundo do trabalho. Esta visão do diretor, enquadra-se no desejo dos novos normativos em vigor, o DL54 e 55 de 6 de julho de 2018.
Temos ainda uma classe docente numa certa medida envelhecida com hábitos de individualismo muito enraizados e que é necessário mudar. Aumentar a cooperação para se promover uma visão transdisciplinar da aprendizagem. Devemos abandonar a ideia de um ensino compartimentado em cada disciplina e favorecer uma visão muito mais global de forma a que toda a formação faça
154 sentido para o aluno e lhes forneça as ferramentas necessárias para a aprendizagem e integração no mundo do trabalho.
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Esteà pa e eà se à oà g a deà desafioà daà edu aç oà oope ativa à ueà segu doà oà direto à est àaàda àosàp i ei osàpassos àeà ueàse àdifí ilàdeàp og edi àdevidoàaà h itosà a tigos à i stalados.à “e doà a a te ísti aà doà povoà po tugu sà aà ultu aà aisà individualista.
Esse é o grande desafio da educação cooperativa que ainda está a dar os primeiros passos e é muito difícil de implementar devido a hábitos antigos. Também resulta do facto do português ser, culturalmente, muito individualista. É necessário, na escola, aumentar os níveis de cooperação, embora já existam muitos grupos e muitos professores a colaborar entre si, faltando dar o salto qualitativo para a sala de aula.
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6.3.3 Descrição das oportunidades de aprendizagem profissional dos