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CAPÍTULO SEXTO ENVIRONMENTALTECTURE

ESCOPO Definições Objetivos

- Limites - Critérios

Análise da intensidade no uso dos recirso£

INVENTARIO

Entrada Saída

-matéria-prima -água -ar -soio -bi emassa

-depósito de rejeito -ar residual +emissões - água residual + N íueis de intensadad

-uso de matéria -uso de energia -uso de área por uiidade funcional ‘ -massasfugitivas i

J H

Análise dos Impactos --- Aperfetçoamerti >

Figura 6.2 As fases da ACV Fonte: Reis (1995), Glaucia (1998)

Para o estágio de aquisição de matéria-prima, a ACV considera as atividades que envolvem remoção dos materiais do solo, tais como vários tipos de argila para a formação de pisos e azulejos.

O segundo estágio é a manufatura do material, o qual inclui processamento da matéria-prima, por exemplo, combinação em percentagens dos vários tipos de argilas para a obtenção da massa cerâmica.

No estágio de fabricação do produto, a matéria-prima é processada e transformada em produtos. Por exemplo, a massa é transformada em azulejos e pisos de vários tamanhos.

Muitas atividades tomam lugar durante o próximo estágio: classificação, embalagem, estocagem para transporte e distribuição para venda. O transporte, entretanto, ocorre completando os dois primeiros estágios de vida do produto e não como uma única atividade durante a distribuição.

O próximo estágio, uso, reuso, e manutenção incorpora como o produto é usado depois do ponto de venda.

O último estágio reciclagem e gerenciamento do resíduo refere-se a como o produto é descartado , incluindo a reciclagem.

A análise dos impactos ambientais agrega os poluentes com impactos similares em potencial de equivalência (medido em Kg) e usa a análise de decisão para ponderar esses potenciais. O sistema de prioridade ambiental determina o dano causado pelos potenciais equivalentes e então expressa as perdas em termos monetários, baseado em economia ambiental.

De todas essas etapas, a fase do inventário é mais trabalhada, pois depende desta avaliação e informações para analisar e avaliar os impactos e também para identificar oportunidades de melhoria e direcionar as ações. O uso destes dados do inventário requer uma abordagem abrangente para identificar onde os dados podem ser minimizados, isto é, onde se pode reduzir a quantidade de poluentes ou quantidade de energia.

O próximo passo é analisar as quantidades de poluentes lançados, de energia e matérias-primas consumidas e o impacto ambiental se positivo ou negativo. Isto deve incluir efeitos na saúde humana, na saúde ecológica, e no bem estar em geral. A análise de impacto também provoca em outros níveis, como as conseqüências relativas ao meio ambiente.

Com a aplicação do ACV podemos coletar e organizar informações para uma variedade de propósito, tais como:

• Tomada de decisão na indústria (planejamento estratégico, projetos de

produtos e outros) ou no governo (para regulamentação ou financiamento de pesquisas e desenvolvimento).

• Na seleção de indicadores ambientais relevantes para a avaliação de

desempenho.

• No marketing de uma reivindicação de qualidade ou para rotulagem

Embora mais complexa, a Análise de Ciclo de Vida é mais conveniente para as questões ecológicas que as análises de processo. Se acrescentarmos o eixo do tempo, e considerando que, a cada ciclo, temos um meio ambiente modificado pelo ciclo anterior, deferíamos falar em espiral e não ciclo. O conceito de ciclo, na verdade, decorre de paradigmas antigos, em que se julgavam os recursos ambientais como inesgotáveis. Quando se inicia um novo ciclo o que temos é uma realidade modificada, cuja análise é imprescindível para uma correta Gestão Ambiental.

A Análise da Espiral de Vida (AEV) envolve desde o nascimento do produto (a produção em si), passando pelas conseqüências do seu uso, até a sua aposentadoria. Consiste em três estágios, a saber:

(i) Diagnóstico, em que se busca uma representação do processo, do berço a

aposentadoria

(ii) Avaliação dos impactos ecosóficos (ambientais, sociais e relativos à

subjetividade humana)

(iii) Reengenharia, visando minimizar os impactos detectados.

A produção de resíduos não cessa de crescer e temos que assegurar o seu gerenciamento através das opções de valorização e/ou eliminação. Não se trata, pois, de uma mera questão de custos. Há que considerar os aspectos sociais e ambientais envolvidos.

Dentro do paradigma da competitividade, estreitamente relacionado ao conceito de qualidade total, vivemos um modelo em que se avaliam as organizações pela capacidade das mesmas em agregarem valor aos insumos retirados do meio ambiente.

A questão que se levanta a esse modelo é quanto a forma pela qual se atribui valor, não só aos insumos retirados do meio ambiente e aos produtos resultantes do processamento, como aos impactos sociais decorrentes do processo em si, quer sejam externos ou internos à organização.

Em outras palavras, ao se formular um Planejamento Estratégico com base em cenários ou qualquer outra técnica, há que se considerar que custos sociais e ambientais tendem a se tornar mais e mais relevantes na economia do futuro. A figura 6.3 ilustra esta visão das organizações como sistemas processadores de recursos naturais.

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Figura 6.3 A Produção de Bens e Serviços Fonte (Rohleder, 1996)

Um primeiro passo para adoção de uma ecologia industrial é que os fabricantes pratiquem um produto stewardship (planejado), levando em conta no ‘design’, na produção, manutenção e aposentadoria, um planejamento que considere o uso de produtos recicláveis de modo a minimizar os impactos ambientais.

Deve-se contemplar, além das tarefas fabris, os serviços, os quais também devem ser executados com um mínimo de impacto ao meio ambiente.

Dessa forma, através da AEV de um produto, sob o ponto de vista ecológico, conforme está exposto na figura 6.4, a seguir, deve-se poder mostrar todos os envolvimentos que existem ao longo de sua manufatura, do nascimento até o momento de utilização pelos clientes e posterior descarte.

FIGURA 6.4