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CAPÍTULO SEXTO ENVIRONMENTALTECTURE

2 INSUMOS QUÍMICOS DE APOIO

.ajuda na retenção

! .antiespumantes

i .agentes de controle microbiológico

.agentes de controle de alcatrão/betui .auxiliar na drenagem, desagúe

i .auxiliar na floculação

Fonte: Scott, W. 1995, p. 15

As mudanças nessa área têm sido muito rápidas, e os interessados terão que buscar novas informações junto aos produtores ou na literatura apropriada, para poder estabelecer novas formas de trabalhar na seqüência de branqueamento, com novas formulações químicas, adequadas para cada tipo de papel a ser produzido.

permite penetração da água resistência do papel

aumenta a resistência a seco tensão, dureza

aumenta a resistência do papel cores e tonalidades ao papel melhora propriedades óticas e de impressão

melhora retenção dos finos previne formação de espuma e sedimentações associadas controle de microorganismos

previne o acumulo ou deposição incrementa remoção

6.7 O estudo de caso na IRANI

A fumaça das caldeiras da IRANI Papel e Celulose, fundindo-se com a neblina constante no inverno Catarinense, destaca-se em meio ao verde onipresente.

Segundo os responsáveis, no entanto, basta uma visita às instalações da empresa, no distrito de Campina da Alegria, município de Vargem Bonita, e as matas vizinhas, para desfazer essa impressão.

“Em todo o processo de produção, o cuidado com o meio ambiente é absoluto. Um exemplo a água utilizada, captada nos rios do Mato e da Anta, é tratada, antes de ser devolvida à natureza, assim como os “chips”(cavacos) impróprios, que viram biomassa para alimentar as caldeiras. Da mesma forma, além do replantio das árvores utilizadas na indústria, há uma constante preocupação em manter intacta a mata original, com a substituição de cada espécie doente ou danificada, principalmente araucária, canela e imbuia”. (Dados obtidos em entrevista)

Detentora do prêmio de Meio Ambiente de 1994 conferido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, a IRANI Papel e Celulose desenvolveu um programa de manejo sustentável de suas florestas, que segue as recomendações do Ibama. A empresa mantém permanentemente 26 fiscais que controlam toda a propriedade impedindo a caça e a pesca predatória na região. Os rejeitos líquidos e gasosos são tratados de acordo com as normas ambientais do país. Há um ano a empresa iniciou, em conjunto com o órgão estadual responsável pelo meio ambiente, um projeto para ampliar e aperfeiçoar o sistema de efluentes líquidos.

A IRANI não possui a ISO 14000 e também não a está implantando. A empresa foi recém foi certificada pela ISO 9002.

Em entrevista realizada, os seguintes desperdícios de energia e matéria prima foram detetados:

s Pontos de desperdícios de energia:

Todo o vapor “flash” de descarga dos digestores Calor da queima de sólidos de licor negro

Perda de calor por falta de isolamento térmico em tubulações e equipamentos.

s Pontos de desperdícios de matéria prima:

Carvão do multiciclone da caldeira de biomassa gasa Perda de fibras no sistema de depuração de aparas

Depuradores centrífugos das máquinas de papel (perda de fibras) Peneiras planas nas máquinas de papel (perda de fibras)

Perda de soda na celulose e ciclo de recuperação (+ ou - 40Kg / ton cel.) Perda de enxofre em emissão aéreas no sistema de cozimento e recuperação de produtos químicos ( + ou - 30Kg / ton cel.)

Alto consumo de água no sistema de produção de celulose e máquinas de papel (+ ou - 60 m3/t papel).

Perda de carvão nas caldeiras a lenha.

No que se refere à Substâncias Nocivas, verificou-se: Emissões de compostos de enxofre

Emissões de terebentina ( degasagem nos digestores)

Quanto a problemas com qualidade ambiental, listou-se:

Falta de equipamento para tratamento de gases compostos de enxofre Falta de precipitador eletrostático no forno de recuperação

Necessidade de forno de cal para requeima de carbonato de cálcio. O carbonato de cálcio (sub produto da caustificação) é vendido para corretivo agrícola. Em período fora de plantio há grande acúmulo deste resíduo na fábrica.

Lodo desaguado (fibras. Resíduo a ser utilizado na Máquina 5 na

mistura com aparas)

Figura 6.12 Tratamento de Efluentes Fonte (Visita a Fábrica)

Em termos de aproveitamento de água, levantou-se o seguinte:

As máquinas n° 1 e 4 possuem sistema de recuperação de fibras (flotador). A água clarificada é reaproveitada

A máquina de papel n° 5, que trabalha com papel reciclado, opera com água das lagoas de estabilização (efluente final).

Em termos de reciclagem de resíduos, verificou-se:

A fibra recuperada do sistema de efluentes (lodo) é utilizada juntamente com as aparas para fabricação de papel miolo na máquina 5.

O carvão separado nos ciclones (2 caldeiras) é requeimado nas próprias caldeiras

No que tange a medidas para Prevenção de Poluição, verificou-se que muitos procedimentos já estão sendo assumidos o que caracteriza uma postura pró-ativa da empresa estudada em relação às questões ambientais.

As caldeiras de biomassa (3) possuem sistema de separação de particulado Os efluentes líquidos passam por um sistema de tratamento primário (separação de sólidos), sistema de lagoa de aeração, lagoa de decantação e por uma lagoa de estabilização.

Os seguintes equipamentos ainda são necessários para uma melhoria (anti- poluente).

Sistema de recuperação de terebentina

Equipamento para coleta dos compostos (gases) de enxofre e queima dos mesmos

Sistema de requeima de carvão da caldeira de gás Caldeira de recuperação com precipitador eletrostático.

6.8 Conclusão

Com a análise ambiental, encerra-se o quadro de informações sistematizado pela Análise de Filière e colocado a disposição de um decisor. O capítulo seguinte trata da sustentabilidade e dos princípios que esse decisor deverá seguir se desejar caminhar em direção a um desenvolvimento sustentável.