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ESCRIBAS E FARISEUS

No documento Volume 2. Criação Editora (páginas 67-77)

AI DE VÓS, ESCRIBAS E FARISEUS, HIPÓCRITAS, POIS QUE DIZIMAIS A HORTELÃ, O ENDRO E O COMINHO, E DESPREZAIS O MAIS IMPORTANTE DA LEI, O JUÍZO, A MISERICÓRDIA E A FÉ; DEVEIS,

PORÉM, FAZER ESSAS COISAS, E NÃO OMITIR AQUELAS. (MT. 23:23)

Há três fases importantes do crescimento da Igreja. A primeira é que todos sejam crentes, isto é, tenham a experiência de Jesus como Salvador. Segundo, que todos tenham a experiência profunda com o Espírito Santo. Foi isso que aconteceu no início da Igreja Primitiva. Todos fo- ram revestidos, receberam dons, não para tê-los somen- te, mas para realizá-los através da pregação; isto é, eles foram cheio do Espírito Santo para pregar o Evangelho e não se envergonhar de Cristo. Isso aconteceu. Revolucio- nou o mundo (At. 2:4).

A Bíblia fala sobre fazermos conta dos recursos que temos (Lc. 14:38). Hoje se fala em rádio, televisão, micro- fone, o que o valha, mas eles não tinham nada disso, ti- nham a unção do Espírito Santo, que é o batismo no Espí- rito Santo, os dons da pregação. Falavam línguas, faziam profecia, cura, libertação! Chegou até o ponto dos lençóis que eram levados de Paulo, por exemplo, os demônios saírem. Jesus disse assim: “Vocês vão receber poder e vão

fazer obras maiores do que eu fiz” (Jo. 14:12). Aquela mu- ARACAJU, 20/04/2014 (NOITE)

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lher chegou e tocou em Jesus, mas Ele nunca mandou um lenço, ou algo para fazer isso ou aquilo outro para repre- sentá-lo. E ali a Bíblia conta que aquele homem, chama- do Pedro, manifestava a cura aos doentes através da sua sombra. A Bíblia não diz que com Jesus aconteceu isso. O poder não estava neles, e sim no que Jesus deu a eles, até para fazerem coisas maiores!

A Bíblia conta que Jesus saiu para poucas regiões fora de Israel, mas que não houve uma casa que não co- nhecesse o Evangelho. Não tinham os recursos que nós temos hoje, os meios de transporte de que nós dispomos. Quando a nossa Igreja surgiu, algum tempo eu fui ensi- nado a conseguir um carro, até hoje eu me lembro dele. Foi o primeiro carro daqui da Igreja. Quando eu chegava com o carro, ficava meio envergonhado porque só eu ti- nha carro. Os irmãos não tinham. Muitas vezes, quando eu estacionava o carro, antes de descer, eu orava: “SE- NHOR, manda a possibilidade a outros irmãos de terem carro para eu não ficar sozinho”. Agora eu fico imaginan- do: “Quem é que não tem carro aqui?”. Mas sei que nós saímos aqui por essas regiões a pregar o Evangelho. Hoje eu não sei se teríamos essa disposição, mesmo de carro. Mas aqueles homens eram ungidos pelo Espírito Santo para fazê-lo. Fizeram. E deram a vida. Uns negaram antes, depois, eles testificavam. “Vocês não falem nesse nome” – eles respondem: “Nós não podemos deixar de falar daquilo

que temos visto e ouvido” (At. 4:20).

Aqueles homens vão lá para prender a Jesus. Ele continua falando. Jesus é um personagem impressionan- te. Eles voltam sem prender a Jesus. “Por que vocês não

prenderam? Foram iludidos por Ele?” (Jo. 7:45). Então eles

disseram: “Nunca homem algum falou assim como esse ho-

mem” (Jo. 7:46). Homem nenhum! Todos do passado, do

futuro e do presente. Mas ele disse assim também: “Mas

eu estarei com vocês” Quantas vezes? “Todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt. 28:20).

Essa experiência cristã é a base para sermos reves- tidos com poder e pregarmos o Evangelho. E a Bíblia faz uma pergunta: quem haverá de pregar o Evangelho? Quem há de ir por nós? (Is. 6:8) “Quão suave são os pés dos

que anunciam a paz e dizem que o SENHOR reina!” (Is. 52:7).

A Bíblia conta que eles iam, mas voltavam alegres. É uma missão da pregação. Jamais eu vi alguém triste por estar pregando o Evangelho. Mas há outra condição, é a nossa contribuição para o avanço da pregação. Nós temos mis- sionários. Vocês conhecem a história da Igreja persegui- da e já viram aquela solicitação de levantar uma oferta e enviar para Portas Abertas. E essa é uma das missões. Existem várias missões, inclusive a nossa Convenção. Mas sem os recursos necessários, como é que nós podemos ir? Como os irmãos poderiam me ouvir aqui agora, se não tivéssemos os recursos técnicos para eu poder falar e os irmãos ouvirem?

A Bíblia diz que Jesus estava com uma preocupa- ção muito grande. Cobrar os dízimos, as ofertas, isso é importante. Mas era necessário pensar no mais impor- tante, naquilo que é da justiça, do juízo, da misericórdia. Com isso, Ele alcança a problemática geral do homem, da fé, que culmina em Deus. E diz assim: “Vocês devem

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omitiu. O que é omitir? Deixar de agir. É não lembrar-se dos dízimos e ofertas. Mas alguém pode indagar: “A Igre- ja só fala isso? Não existe outra coisa para falar?”. Se eu mencionei sobre isso na nossa Igreja esse ano, essa é a segunda vez. Já imaginou se a nossa Igreja tivesse esse espírito missionário, misericordioso, de fidelidade? É um despertar!

Às vezes somos dizimistas, daqui a pouco, por qual- quer razão, deixamos de ser. Isso acontece em todas as Igrejas, e a nossa, eu não sei bem. Os tesoureiros devem saber mais do que eu, com certeza! Eu estou vendo vocês aqui, mas eu não sei de todo mundo, quem é dizimista, a não ser aqueles que me falam. Eu não ando fiscalizando. Não é a minha obrigação fazer isso. Minha obrigação é falar para nós sermos. Quem não é dizimista ainda não pode ser ofertante. A Bíblia diz assim: “Você deve trazer os

seus dízimos e as ofertas”. As ofertas vêm em segundo lu-

gar. Você pode dar alguma coisa para o trabalho de Deus, isso é importante. É melhor do que não dar coisa algu- ma. Mas esses três parâmetros são fundamentais para o crescimento da Igreja. Não se engane com isso! Ser crente sem ser salvo, isso não é ser crente. Ser crente e não ter ainda aquela unção do Espírito Santo; os dons, se vai ter ou não. Isso não importa. O que importa é você deixar que o Espírito Santo o use. E quando o Espírito Santo usa uma pessoa na pregação, você pode não concordar em nada, mas sabe que aquela pessoa está falando em nome de Deus e para o nosso bem. Você pode se indagar: “Mas eu não sou assalariado”. A Bíblia não fala em salário. Ela é mais profunda, é do que você ganha.

Aqui na nossa Igreja nós temos um senhor, filho de uma irmã que foi extraordinária, fundadora da Igreja. Todo mês ele traz o dízimo. Ouviu a Palavra sobre dízimo no nosso programa da rádio. Não é crente, apesar de ser filho de crente. Converso com ele toda vez, gosto dele, é muito meu amigo, mas dá o seu dízimo e vai embora. Não é isso que queremos. Não dê o dízimo, e venha! É prefe- rível ter a pessoa do que ter o dízimo e não ter a pessoa, claro que sim! O que interessa é a pessoa, mas nós somos privilegiados em ajudar a crescer o trabalho de Deus. Ele não precisa de dinheiro, claro que não! Mas como avan- çaremos se não contribuirmos para o trabalho digno de Deus? Temos muitos missionários, juntamente com suas esposas e esposos.

Quando eu deixei a liderança da Convenção Batista Nacional, deixei só aqui no Brasil, 186 missionários. Hoje nós temos menos. Infelizmente. Mas há muita terra para ser possuída (Js. 13:1). Falou-se em rádio. Se nós não pa- garmos o programa de rádio, não continuaremos com o programa. Essa água que nós bebemos, a luz, tudo é pago. Isso está errado? Não! Está certo! “Mas eu sou ofer- tante” – continue sendo! “Trazei todos os dízimos à casa do

Tesouro e depois fazei prova de mim. Se eu não vos abrir a janela dos céus, não vos derramar uma benção tal, que dela vos advir a maior abastança” (Ml. 3:10). Satanás sabe dis-

so. Uma Igreja que é crente, formada de pessoas salvas, cheia do Espírito Santo e contribuinte fiel, ela faz coisas inimagináveis!

Se todas as Igrejas evangélicas, a partir da nossa, do Brasil e do mundo, fossem fiéis contribuintes, o trabalho

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de Deus, com certeza, alcançaria uma proporção maior. Não adianta ser fiel contribuinte e frio. Conheci gente fiel no dízimo, era professor de escola dominical, ensinava e, antes da mensagem, ia embora. Sabe quantos filhos crentes ele tem? Nenhum! É isso. Era melhor que ele não desse nada e levasse a sua família para o Evangelho. Aliás, a nossa Igreja é aberta para todo mundo. Quem paga ou não paga a Deus. É para todos! Ninguém cobra. Isso aqui é uma doutrina que eu estou falando, não é uma cobrança. Eu não sei para quantos de vocês essa palavra está cabendo, mas pense isso nessa hora. Depois que você trouxer, não por obrigação, mas com o coração,

“faça prova de mim. Se eu não vos abrir a janela dos céus, não derramar uma benção tal, que dela vos advenha a maior abastança” (Ml. 3:10).

Eu quero dizer outra coisa para vocês: se todas as Igrejas fossem fiéis, inclusive a nossa, não haveria lugar para caber crente, porque o Evangelho seria mais prega- do de modo objetivo. Se eu não prego, outro pregaria. Estávamos pensando muito nessas nações, Coréia do Norte e outras assim, que não permite a pregação do Evangelho. O Deus que anda conosco, não há diabo que suporte! Mas nós não temos o meio para impressionar. Eu vejo na televisão aquelas apoteoses bem feitas, extraor- dinárias, atrás de quê? De uma mensagem do mundo; ou então religiões que não pregam o Evangelho como vocês pregam. Que é miscigenada. Mistura idolatria, o que o va- lha! E tem tantos recursos, e nós não temos nada, quase. Se nós quiséssemos recursos, não teríamos? Falta gente preparada? Não! Nós temos milhares.

Igreja de Deus, nessa hora, esta Palavra é para a pre- gação do Evangelho, do avivamento. Não existe aviva- mento sem esses três parâmetros: ser crente, ter unção e a contribuição. Esse é o momento que o Espírito Santo está balançando a Igreja para nos acordarmos. Que não fi- quemos somente recebendo a lentidão do balançar das mensagens, de hinos bonitos ou de uma benção que re- cebemos e depois voltamos a ser a mesma coisa. É hora da Igreja ser acordada, antes que seja tarde demais! Se nós não contribuirmos para Deus, Deus vai permitir que o mundo tire de nós. Não desejo que isso aconteça, mas vai acontecer se nós não fizermos. É um privilégio que Deus nos dá, da pregação do Evangelho. Se eu não pos- so ir longe, pode ser mais perto. Se eu não posso, outros podem ir e assim por diante. Esse é o momento que o Espírito Santo está falando ao coração, sem forçar nin- guém. Pode ser empregado ou não! Você recebe do pai, da mãe, mas nunca se lembra de dar o seu dízimo! Eu observo, eu tenho pouco conhecimento de uns dois ou três, cinco no máximo, de jovens nossos que, do que re- cebem, são fiéis dizimistas. Aprenderam isso com quem? Com o pai e com a mãe!

O Evangelho é uma maravilha! Ele é completo. Al- cança o profundo do nosso coração. Aqui a misericórdia alcança as pessoas. O juízo é o que é justo. A fé, só Deus pode dar. O Evangelho é extraordinário! Começa de cima, desce até embaixo, de dentro, e morre com o homem. Está no coração do homem e volta novamente para Deus.

Igreja, essa é uma hora importante! Vamos aprovei- tar antes que seja tarde demais! Ter rádio, televisão, tudo

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mais, Deus pode usar seus recursos para isso. Universida- de que ensina Deus. Seminários que ensinam Deus. Se- minários só não bastam. Escolas, assistência social, tudo isso é importante, mas sem os recursos mínimos, não se pode fazer nada. Certa vez, eu ouvi uma mensagem de um pregador, extraordinário, que era o pastor da Igreja. Eu tinha doze anos. Trabalhava em uma loja. Comecei a trabalhar com onze anos. Com doze anos eu me decidi a ser um dizimista. Até hoje eu não estou arrependido. Aliás, eu nunca vi um dizimista arrependido. Ao contrário, sempre falta alguma coisa para aquele que não é dizimis- ta. E as coisas que possuem não são suas. Você tirou do trabalho de Deus.

Apraz ao SENHOR nessa hora que seja um dia espe- cial de uma Igreja forte, no Espírito Santo! Uma Igreja de crentes, alcançando descrentes com os nossos recursos. Que privilégio Deus dá! A Bíblia diz em Pedro que os anjos olham e desejam, mas Deus diz: Não! (1Pe. 1:12). “Escolhei

hoje a quem sirvais” (Js. 24:15), e aquele homem dizia as-

sim: “Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Js. 24:15). Que essa seja a decisão de todos nós. Se você não quiser acatar essa mensagem, não há problema para nós. Mas se você acatar, Deus vai abençoar! Jovem! Tome essa de- cisão! Você nunca vai se arrepender! As portas se abrem, misteriosamente, “depois, faça prova de mim. Se eu não abrir as janelas dos céus” (Ml. 3:10). Eu vejo assim, o céu rasgando e Deus abençoando!

Nada do mundo pode atrair as pessoas para a Igreja. Nós precisamos somente do Evangelho, que é o poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê.

Igreja de Deus, abramos a Bíblia, deixemos que essa Palavra toque no coração. Que possamos marcar o des- tino positivo e alvissareiro, que é a decisão de ser fiel a Deus em todos os sentidos!

Deus abençoe vocês! Eu gostaria de ver a Igreja re- volucionária, não das armas dos homens, mas das armas do Espírito, do poder do Espírito Santo! E que avancemos com os recursos que nós temos!

Que as portas do inferno, a Bíblia diz assim, não pre- valecerão, porque a Igreja é sempre triunfante! (Mt. 16:18).

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