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SENÃO POR MIM (JO 14:6)

No documento Volume 2. Criação Editora (páginas 147-153)

EDIFICAÇÃO DA IGREJA

SENÃO POR MIM (JO 14:6)

Jesus estava contando a história final da sua pre- sença no mundo. Ele passou ali aqueles três anos ensi- nando ao povo e, no fim, disse que ia agora para outro lugar. Ele fez uma afirmação: “Vocês sabem para onde eu

vou e conheceis o caminho” (Jo. 14:4). Chegou um discípu-

lo que andava com Jesus e disse: “Nós não sabemos para

onde tu vais” (Jo. 14:5). Há muitas surpresas que às vezes

acontecem no nosso meio, que muitas vezes nos depa- ramos e nem esperamos. Seja algo para melhor ou para pior; para o bem ou o mal.

Jesus estava ali ensinando. Ele que é o Mestre, depa- ra-se com aquela pergunta: “Mestre, nós não sabemos para

onde vais. Como é que nós podemos saber o Caminho?” –

falou até em nome do grupo! Interessante isso! Nós pre- cisamos depender de Deus sempre, para não sermos en- ganados ou enganarmos alguém! Às vezes achamos que estamos sendo muito claros e podemos não estar, ou vice versa. Jesus deu uma resposta que eles não esperavam. Aquele discípulo estava ainda numa ideia material, ima- ginando que pudesse palmilhar o caminho, sentir o ca- minho materialmente. Às vezes, nós somos muito ligados

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às coisas de ordem material. É da nossa natureza. Jesus não raciocinou o sentido espiritual. Deu uma afirmação impensável, que ninguém jamais imaginou. Jesus come- çou a abordar uma filosofia espiritual, dizendo: “Eu sou o

Caminho” (Jo. 14:6).

Pela primeira vez na história, o que é o pensamen- to material passa para o sentido espiritual. O caminho, como a porta, a videira – são coisas materiais. E Jesus se coloca como se fosse uma dessas coisas. Jesus é o único pensador na história que tem a capacidade de pegar uma coisa de ordem material e transformar em espiritual. Só- crates não pôde dizer isso. Eu podia citar dezenas de filó- sofos, mas ninguém, nenhum cientista pôde! No entanto, Jesus teve o poder de transferir o material para o campo espiritual. O material é importante. Quem não precisa de um caminho? A porta é importante. Uma árvore é impor- tante. Mas modifica! Um caminho hoje é fácil, amanhã é difícil de trafegar, pode até não servir mais. Ele pega essa ideia material e transforma num sentido espiritual, con- verte aqui para uma coisa imortal. Aquilo que fazemos aqui é mortal. Desaparece. Mas Jesus pega aquilo que desaparece e transforma em algo imortal, para sempre! Diz assim: “Eu sou o Caminho”. Quem já pôde dizer isso? Muitas vezes direcionamos alguém ao caminho quando nos perguntam o endereço de algum lugar, mas aqui Je- sus afirmou ser o caminho. Como Ele podia ser o caminho se era pessoa? E se Ele se ausentasse dali, como poderia ser o caminho? Passaríamos por cima dele?A Bíblia diz assim: “Há coisas que eu faço que não sabes agora, mas sa-

to. Mas o entendimento de Deus é também imediato e eterno. Jesus nasceu materialmente aqui. É imediato. Mas quando Ele disse “Eu sou o Caminho”, não é só imediato; é imediato e eterno. Quando Jesus fala que é o caminho, Ele se transforma aqui de um sentido da matéria para o campo espiritual. Aquilo que é material, passageiro, se transforma em alguma coisa permanente. Ele diz “Eu sou” – “Não vou fazer um caminho” – “Não vou lhe dar um ca-

minho” – “Eu sou o Caminho”. Mas é um caminho que é a

verdade!

A verdade se concretiza por aquilo que vemos ou pegamos, como por exemplo a soma de dois mais dois ser quatro. “Eu sou a verdade”. A verdade nesse sentido se transforma em algo do pensamento, da razão e tam- bém da fé. A Bíblia diz assim: “Sem fé é impossível agradar

a Deus” (Hb. 11:6), e diz que aquele que se aproxima de

Deus, deve crer – o que é crer? É ter fé que Ele existe! Jesus diz nessa hora para mim e para você: “Eu sou o

caminho”, “Eu sou também a verdade”. A verdade é aqui-

lo que não falha, aquilo que é, que não morre! É algo permanente. A verdade é uma situação imaterial, espiri- tual. E Jesus diz assim: “Aquilo que é material, que é do pen-

samento, da razão – eu vou dizer assim: Eu sou”. Jesus não

disse: “Eu vou ser” ou “Quando eu for” – Ele disse: “Eu sou”! A Igreja tem a oportunidade de agradecer a Deus a grande bênção de ter uma verdade imutável. Tudo no mundo passa, é modificável, não é permanente, mas essa verdade é eterna. Então aquele homem, que era da razão, diz assim: “Como podemos saber o caminho?” (Jo. 14:5). Vem outro mais tarde e diz: “Mostra-nos o Pai” (Jo. 14:8),

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e Jesus deu outra resposta para ele: “Felipe, olha, eu es-

tou há tanto tempo com vocês e vocês não me conhecem! Quem vê a mim, vê ao Pai” (Jo. 14:9). “Eu sou o caminho!” A

Igreja tem um caminho a palmilhar nesse mundo. Qual é? Como se chama? Jesus! É um caminho que não engana os jovens, não ilude as crianças.

Quando as crianças quiseram ficar perto de Jesus, os discípulos disseram: “Não toque! Não importune o Mestre!” (Mt. 19:13). Jesus disse: “Deixai as crianças e não as impe-

çais de vir a mim” (Mt. 19:14). Aquela mulher estava deses-

perada, então ela disse: “Se eu tocar nas vestes de Jesus, eu

fico curada” (Mc. 5:28). Que fé! Não é que ficou curada?!

E assim por diante. Jesus é esse caminho que realmente podemos palmilhar, andar sem enganos, sem subterfú- gios, porque Ele é a verdade. Nós não corremos o risco de sermos enganados.

Nessa hora de tantas apreensões, incertezas, interro- gações que estamos vivendo no Brasil e no mundo, te- mos um caminho que não vai mudar, não irá nunca nos enganar! Jesus! A Igreja tem uma missão extraordinária: a de proclamar esse nome. Com Jesus nós temos mui- tas dificuldades, mas sem Ele nós passamos para o nada! Então Ele diz assim: “Eu sou o caminho, Tomé”, “Eu sou a

verdade e a vida” (Jo. 14:6). Você não quer ir para Deus?

– “O caminho sou eu”. Não é o caminho que nós pisamos, pensamos; é o caminho que nós vivemos! Acreditamos! Vai além do pensamento. Quando dizemos que cremos, envolvemos a matéria, o corpo, a mente e o espírito. Isso que é crer. Acreditar só no intelecto não é crer. Crer aqui, significa acreditar na vida toda, na personalidade da pes-

soa. “Eu sou o caminho; o caminho que não morre, não engana, que vai para um fim certo.” Jesus é o caminho que sempre traz uma resposta para nós – por quê? Por- que é a verdade!

No documento Volume 2. Criação Editora (páginas 147-153)