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TREVAS, MAS TERÁ A LUZ DA VIDA (JO 8:12)

No documento Volume 2. Criação Editora (páginas 161-177)

O FALAR DE JESUS

TREVAS, MAS TERÁ A LUZ DA VIDA (JO 8:12)

Jesus estava observando a situação do mundo. Os irmãos podem imaginar a situação do mundo na época de Jesus. Hoje nós temos o Evangelho, Igrejas espalhadas em toda a Terra. Naquele tempo isso não existia. O povo não conhecia o Evangelho. Jesus olha para o seu povo e é rejeitado. Ele observa a situação do mundo e nota que eles não estavam enxergando – faltava estarem na luz.

Sem Jesus nós estamos em trevas, não há dúvida! Je- sus, então, diz essas palavras: “Eu sou a luz do mundo”. Ele não vai ser! É e será sempre! Ele nunca mudou. A Bíblia diz que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb. 13:8). Os irmãos imaginem naquele universo todo; do império romano na época, sem falar dos anteriores, ninguém co- nhecia quem era Deus de fato! Até o imperador era levan- tado como deus e o povo o adorava.

A Bíblia fala que naquela hora Jesus observou o povo andando assim, desgovernado, sem um pastor, porque não enxergava a direção. Quem não tem a luz, anda em trevas. Caminhar nas trevas é não saber para onde está se dirigindo. Há muita gente que diz não ter certeza da salvação, está entre trevas. Pode ter luz e muita direção,

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mas espiritualmente está em trevas. Não está vendo para onde vai. Jesus observou isso.

A mensagem do Evangelho é globalizante, isto é, ela alcança o mundo todo em toda direção. Tanto na área so- cial, moral, espiritual, quanto intelectual também. Porque a nossa intelectualidade não alcança para onde vamos. Nós estamos muito aquém. Jesus observou que o povo sabia muita coisa, tinha muito conhecimento da filoso- fia da Grécia, da história do Egito, da Mesopotâmia, mas estava andando sem saber a direção. Ele disse assim: “Eu

sou”. Essa é a hora de um Cristo que está presente na his-

tória aqui da nossa Igreja, das Igrejas evangélicas do Brasil e do mundo. O mundo todo acompanhou o Brasil, não há dúvida. Porque o Brasil hoje é um ponto de referência do que pode ser. Não no contexto político precisamente, mas na sua potencialidade, seus recursos, na capacidade e inteligência do povo brasileiro. É um momento em que observamos que Deus continua através de Cristo, sendo o SENHOR.

A Igreja tem que olhar sempre para Cristo como aquele que é. Aquele que é o “Eu sou”. “Olhando para Cris-

to, autor e consumador da nossa fé” (Hb. 12:2). Ele tem a

capacidade de fazer as coisas acontecerem por antecipa- ção. Quando Jesus estava na cruz, Ele disse: “Está consu-

mado” (Jo. 19:30). Naquela hora não havia mais nada que

fazer nem alcançar. Ele já o tinha feito! Quem tem Cristo, tem todas as coisas! Quem não tem Cristo, não tem nada! Eu tenho falado muitas vezes sobre a pena que eu tenho de pessoas preparadas, ilustres socialmente, mas que não sabem o destino. São pessoas intelectuais e ao mesmo

tempo ignorantes, ricas e ao mesmo tempo pobres, fortes e ao mesmo tempo fracas. Estão caminhando, mas não sabem para onde vão. Jesus é essa luz que vai indicando o caminho por onde nós devemos seguir. A cada momento nós temos o privilégio de estar com Ele, porque estamos na luz. Não é que nós sejamos melhores que os outros, ao contrário; nós estávamos iguais a qualquer um, mas olha- mos para Cristo e mudamos de direção. Isso é estar na luz.

Jesus observou isso e olhou para o povo. E hoje, quando nós vemos tanta miséria, desgraça, tristeza no nosso país e no mundo, nós temos só uma perspectiva: Jesus! Seja quem for que estiver na direção desse país, eu falaria a mesma coisa. É Jesus o nosso alvo, o nosso norte! A Igreja precisa continuar assim porque “as portas do in-

ferno não prevalecem contra vocês, contra a Igreja de Deus”

(Mt. 16:18). Somos um povo vulnerável, por qualquer coi- sa adoecemos, passamos dificuldades, mas as portas do inferno não prevalecem sobre nós! Sabe por quê? Porque estamos na luz!

A Bíblia também diz assim: “Veja se a luz que em ti há

não sejam trevas” (Lc. 11:35). Mas você pode dizer assim:

“Ah, mas estou na religião” – mas não sabe para onde vai! Não sabe o seu destino final! Então você está perdido realmente. Essa é a hora de você voltar-se para Deus e palmilhar esse caminho de problemas, de dificuldades, de sobe e desce, percalços, tudo que pode aparecer de bom ou de ruim, mas Ele diz assim: “Eu estou com vocês,

todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt. 28:20).

Jesus está conosco, nos acompanhando! Nós podemos falar com Ele e vice-versa! Porque estamos na

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luz! O crente tem a capacidade de olhar e ver Jesus. Pode não ter a figura de Jesus, admitamos, mas sente a presen- ça de Jesus! O Espírito Santo está conosco para nos indi- car e glorificar a pessoa de Cristo. E também, esse Deus que criou todo o universo está olhando para nós, pron- to para nos perdoar e nos ajudar, “fazer coisas grandes e

firmes que nós não sabemos” (Jr. 33:3). Quem pode saber

isso? Quem está nessa luz!

A perspectiva da eternidade é estar na luz de Jesus. Nós só sabemos as coisas maiores e eternas por causa de Jesus. Essa é a hora, portanto, de gratidão ao SENHOR por todas as coisas que têm acontecido, politicamente, so- cialmente, economicamente, do ponto de vista físico, do ponto de vista de Igreja. A Igreja vai marchando como um exército invencível!

A Igreja são vocês – os crentes em Jesus Cristo. Se há qualquer pessoa que não faz parte desse contexto da Bíblia, está convidado a entrar. Basta somente se arrepen- der dos seus pecados, aceitar a Jesus e entrar. A porta está aberta. “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não anda

em trevas” (Jo. 8:12), mas terá realmente a resposta final!

Eu gostaria que nessa hora nós agradecêssemos a Deus por tudo que está acontecendo. Não há tristeza, não há desilusão, mas há esse Cristo que está presente e diz assim: “Eu sou”! É um Cristo que nos garante que somos vencedores!

O tempo vai passar e vocês verão que o que estou falando é verdade. Deixem o tempo passar, e o que eu estou dizendo é verdade! Deixem os dias correrem, que vocês vão perceber que esse Cristo não morreu! Está co-

nosco, sem exceção! Não só aqui na Betel, mas em todo lugar, todo o universo! “Eu sou a luz”! Porque Ele é o mes- mo ontem, hoje e sempre! (Hb. 13:8).

Que possamos agradecer a Deus essa vitória garanti- da e presente! A conquista do crente não é para depois, é para o agora! O sucesso do crente não acontece quando se morre, começa quando se aceita a Jesus. O triunfo do crente é quando muda o destino, tendo a certeza de que Ele está conosco, senhores!

“Eu sou a luz do mundo, quem me segue, não anda em trevas” (Jo. 8:12).

PERMANÊNCIA

AGORA, POIS, PERMANECEM A FÉ, A ESPERANÇA E O AMOR, ESTES TRÊS, MAS O MAIOR DESTES É

O AMOR. (1CO. 13:13)

A Bíblia diz aqui três coisas fundamentais da fé. Ela conta que a base da experiência religiosa é a fé! “A fé é o

firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vê” (Hb. 11:1). Observe bem – é o firme

fundamento; é a base – construída com grandes pedras aqui. Não é paradoxal? Isso é a fé.

Paulo escrevendo para Timóteo: “Olha, Timóteo, Jesus

Cristo é a nossa esperança” (1Tm. 1:1). Mas, aqui também

diz: permanece a fé, a esperança e o amor. Nessa hora, eu gostaria que nós pudéssemos imaginar que no momento que Paulo escreveu essas palavras, era perseguido, mal- visto. A Igreja de Coríntios estava ali, dividida por opções: para Paulo, que era um grande doutrinador; Apolo, que era orador e para Jesus Cristo. Dos grupos ali reunidos, a meu ver, o de Jesus Cristo era o melhor. Sim ou não? Aparentemente sim. Mas Paulo não endossa nem o deles, nem o de Jesus Cristo. Engraçado isso, não? Porque, até para aqueles que estavam com Jesus Cristo faltava-lhes um elemento. Qual era o elemento que faltava naquela Igreja? O amor. Você pode seguir a Jesus, a doutrina e tudo mais, mas sem o amor isso não tem nenhum valor.

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Nós podemos estar muito certos no que acredi- tamos, no que defendemos, mas não temos nenhuma paixão para ajudar alguém, para dedicar-se ao trabalho de Deus, fazer qualquer sacrifício! Ou não acontece isso? Paulo também viu isso. Eu não sou de Paulo, Pedro ou Apolo. Eu sou do personagem fundamental da Igreja – eu sou de Jesus! Paulo olha e observa que estava tudo errado. Chama àqueles grupos que diziam que eram de Cristo e carnais, porque de fato acreditavam em Jesus, mas não o provavam em suas experiências religiosas, pois as suas atitudes eram de inveja, contendas e dis- sensões (1Co. 3:3).

Na hora que eu me coloco para criticar, estou sendo de Cristo e os outros, não? A atitude do crente não é essa! Eram cheios de dons, importantes como na nossa Igreja, criam na Palavra, faziam profecias, falavam em línguas, mas só faltava uma coisinha: o tempero. Qualquer comi- da para mim que não contenha a presença do sal, não dá sabor. O amor é esse sal. Jesus disse assim: “Vós sós sois o

sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisa- do pelos homens” (Mt. 5:13).

Eu fico impressionado, irmãos, com Jesus, com as análises de suas mensagens; no que Ele fez, falou, pregou, ensinou, é algo extraordinário! Nós não temos direito de tirar nada! Ninguém! É por isso que aqueles soldados fo- ram para prender a Jesus, homens simples, não tinham muita cultura, mas tinham o temor de Deus. Chegaram lá, viram aquele homem falar, do jeito que falou e o que estava falando, então aqueles agressores de Jesus disse-

ram: “Cadê aquele homem que eu mandei vocês trazerem?” (Jo. 7:45). Então os soldados olham assim para aqueles algozes, intelectuais, religiosos, e eles têm uma resposta:

“homem algum jamais falou como esse homem” (Jo. 7:46).

O que Jesus falou, irmãos, é algo assim, tão impressionante, jamais falado por alguém antes. A Bíblia disse que depois que Ele falou, muitos passaram a acredi- tar naquela verdade; os outros falavam, mas havia uma di- ferença. Esse grupo, que se dizia de Cristo, ficava odiando um ao outro. Nem eu nem você temos o direito de criticar grupos. Porque todos nós estávamos perdidos! Somos da mesma raça! Ninguém é melhor do que o outro. Jesus fa- lava e aquela multidão reconhecia que as palavras dele eram ditas com autoridade.

Quando nós pregamos, não é o conhecimento, a maneira como se fala, é falar naquilo que se crê, falar a verdade. Essa verdade não é para impor, é para mudar. A palavra que nasce, irmãos, não é aquela em que se crê, é aquela que se deixa realmente nascer em quem crê. Há uma diferença. A Bíblia diz que até Satanás crê, mas a palavra não entra. E diz mais: “A minha palavra não vol-

ta vazia, cumprirá aquilo para que foi enviada” (Is. 55:11),

ou seja, nascer, dar fruto e fruto em abundância! Você crê muito certo, mas não deixa o Espírito Santo regar a pala- vra para nascer. É o que faltava naquele grupo: cria cer- to, mas estava errado. Às vezes, o nosso comportamento está assim. Eu tenho falado que nem tudo que afirmamos é o certo. E também nem tudo que é certo é para nós fa- larmos e dizermos naquele momento. Há uma ocasião própria para funcionar.

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A Bíblia diz assim: “Homem nenhum jamais falou

como esse homem. Porque o que Ele falou foi a verdade”. E

aquela Igreja tinha muitos dons. Que maravilha é termos uma Igreja que tenha muitos dons. Eu posso imaginar a efervescência daquela Igreja. Uma Igreja intelectual, ali nas margens da Grécia, da filosofia, mas carnal, agia con- forme as suas vontades, não pelo espírito. Somos carnais porque andamos brigando, falando do outro, criticando e assim por diante, como se nós fôssemos juízes. Há um juiz a quem toda Igreja prestará contas. É Jesus! Você não aprova, mas deixa com ele! E a Bíblia também tem uma coisa que diz assim: Você que está andando de bicicleta,

“cuidado para que não caia” (1Co. 10:12). Você que está

andando nesse fio da fé, olhe para que não caia, não é assim não? Sua fé é extraordinária, mas ore para que não caia! “Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas” (Lc. 11:35). Falta só uma coisa: o amor. Haverá no céu fé, espe- rança e amor, mas dos três, o que engloba tudo é o amor.

Gostaria que nessa manhã refletíssemos: qual amor nós temos tido uns para com os outros? Com a Família, a Igreja, o trabalho de Deus? Fico triste. O meu espírito não é de censurar agora, mas estou lembrando-me de Igre- jas importantes, muito boas, organizadas, mas nas quais falta o amor. Uma Igreja que tem os seus bancos furados, nos quais você precisa ter cuidado ao sentar-se! Eu ficava me perguntando: Onde está o amor desses crentes? Nós temos que dar o nosso melhor para a Casa de Deus, ser fiel nos nossos dízimos e ofertas. É o amor.

Quando nós fazemos só pela fé, parece que há uma cobrança. Quando doamos na esperança de um retor-

no, estamos cobrando. Você fala: “Eu estou fazendo, mas não vejo resultado”. Mas quando você faz por amor, você nunca se lembra. Eu nunca vi até hoje uma mãe reclamar, ou mesmo um pai, porque passou a noite toda em claro, dando assistência ao filho que estava muito mal. Eu nun- ca vi nenhuma mãe aborrecida porque fez isso, ao contrá- rio; está preocupada com o filho porque foi preciso fazer, mas não porque o fez. Sabe por quê? Por causa do amor!

O amor se expressa nas suas atitudes, quando você dá mais para Deus, vai mais à Igreja, trabalha mais para o SENHOR, é um profissional excelente, um aluno dedica- do, não engana, é justo e assim por diante. Se a socieda- de tivesse essa mensagem gravada no coração: “Homem

nenhum falou como esse homem” (Jo. 7:46), não haveria

mortes, brigas. A Igreja seria mais abençoada!

Essa mensagem pode ser falada por todos nós. Não é só através do pastor. Você está lá no comércio, na ju- risdição, no trabalho, na faculdade, na cozinha, onde eu não posso estar, mas o Espírito Santo se faz presente! Isso é comum a qualquer crente que contribui, está presente na Igreja e tem paixão pelas almas. Se não fosse o amor de Deus, estávamos perdidos. “Mas onde houve o pecado,

superabundou a graça, porque o amor de Cristo cobre uma multidão de pecados” (1Pe. 4:8).

EDIFICAÇÃO

SANTIFICA-OS NA VERDADE; A TUA PALAVRA É A VERDADE. (JO. 17:17)

Os irmãos sabem que o Evangelho é a única verdade que existe de fato para não termos nenhuma dúvida! Não existe outra verdade. Eu jamais ouvi dizer que alguém tenha se arrependido por ter aceitado o Evangelho. Nós nos decepcionamos com alguém que é muito atencioso, sempre predisposto a ajudar, se compromete e na hora nos deixa na mão. Mas, o Evangelho não é assim, porque ele é a verdade! Essa verdade é a Palavra, e a palavra aqui não é só o que está escrito, é a pessoa de Jesus! A verdade não tem sofisma. Não existe algo que é certo ou errado ao mesmo tempo. A verdade é pura! Senão, não é verdade!

Uma das coisas mais tristes é quando oramos sem uma verdade. Oração é quando estamos ligados com a fonte da energia que se chama Deus. Você pode até pedir e não ser atendido, mas aquilo que você está falando, é verdade. Não é uma farsa. Não é uma mentira, em outras palavras. Isso é importante. A mesma coisa está na sua contribuição à Igreja. Aquela mulher depositou dois dinheirinhos, Jesus então, diz: “Todos deram aqui do que sobra, mas aquela mu-

lher deu tudo o que tinha” (Lc. 21:4). Mesmo você sendo um

dizimista e um ofertante, não deu como essa viúva, porque ela deu tudo! Eu não estou dizendo aqui que você dê tudo.

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Eu jamais na minha vida pensei ter dado a oferta da viúva pobre. Eu teria que dar tudo!

Jesus vê quando nós estamos na atitude da verdade! Quando você está sendo um dizimista sincero, não preci- sa se explicar. A verdade não precisa de esclarecimento. Ela é pura! Ela não engana! É sem mancha! E a pregação também é a mesma coisa. Se você fala algo, sem sentir aquilo que você está pregando, não comove! Pode ser muito bom, ser culto, falar, estar preparado. O preparo inte- lectual é como se fosse um adereço. É um instrumento do seu trabalho. Você é muito lírico, prega como se fosse uma poesia – que mal faz? Eu conheci um pastor famoso, ele era um fenômeno na pregação. Pregava como se estivesse apresentando uma poesia. Não havia uma pregação que não falasse nos passarinhos e nas flores. Isso era dele. Há outros mais sintéticos, objetivos; é a maneira de cada um. Há momentos em que precisamos ser muito rápidos, em outros, precisamos demorar um pouco mais. Uma pregação demorada não significa possuir conhecimento. Em linhas gerais, os que demoram muito pregando repe- tem muito o que já foi falado. Diz uma coisa, depois vem com outra linguagem, mas que no final tem a mesma ideia. Mas o que importa aqui é que no seu proferir, exista a verdade! A maior dificuldade que eu tenho não é dirigir vocês, é saber o que Deus quer que eu fale. É diferente. É saber qual a mensagem que Deus quer falar para o povo dele. Temos que depender de Deus para transmitir a mensagem. O povo ouve, vê, mas, se não for Deus que es- tiver usando aquele pregador, não marca! Você pode falar numa linguagem muito culta, formal, é o seu instrumen-

to, é a sua capacidade. Nós precisamos ter muito cuidado para não querermos impressionar o povo com aquilo que queremos que fique marcado. O povo não precisa ser im- pressionado por palavras, mas, por aquilo que Deus quer. A mesma coisa acontece quando você canta, ora, prega; você pode estar falando em algo que não acredita!

Uma das coisas que me impressionam em Jesus é a maneira como Ele falou para o povo. A Bíblia conta. Os outros falavam muito bem, articulavam sobre o Velho Testamento, os mandamentos. Uma maravilha! Mas veio Jesus e pregou sem muitas explicações, objetivamente, numa linguagem que nós entendemos. Marcou o povo! A Bíblia conta que Jesus pregava tendo autoridade. Não era autoridade para impor, é porque Ele falava a verdade! Se você quiser ser autoritário biblicamente, seja dessa for- ma. Ser verdadeiro não é ser grosseiro, isso se chama falta de educação. O povo vem para a Igreja querendo ouvir Jesus, louvar a Deus e não a você. É assim! Quer sair daqui abençoado com aquela irmã que orou, aquele irmão que louvou, não importa! É Deus! Se não for assim, saímos do culto sem essa Verdade. Prega uma coisa certa, mas da forma errada! Porque faltou a verdade!

Quando eu trabalhava na roça, eu lembro que para ferrar o gado, marcar aquele animal com as letras do dono, era preciso que aquele ferro ficasse quente, em bra- sa. Se o que você canta, o que você toca, o que você prega não for para Deus, resulta em muitos problemas. E o que não for para Deus é mentira! A verdade é que marca! A Igreja pode cantar, pode bater palmas, nada salva! Só a Palavra que salva! Jesus! Eu conheço pouco de Jesus, mas

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eu sei que é assim. Ele pregava e marcava porque pregava com autoridade. E a Bíblia diz: “A minha palavra não volta

vazia, cumprirá o propósito para aquilo que foi enviada” (Is.

55:11). É como um ferro que não marcou o gado, qual- quer um pode roubar! Mas, se aquele ferro marcar – de Jesus – você sai, mas tem um ímã que faz voltar! Muitos de vocês saíram da Igreja e voltaram. Isso ocorreu porque existe um ímã: Jesus! É Ele quem marca!

Jesus diz assim: “Santifica-os” (Jo. 17:17).

Santidade é uma coisa importante na razão direta que seja verdade, senão, não é santidade. Jejuar é im- portante, com quanto que seja verdade! Se não for as- sim, não é jejum! Qualquer atitude é assim! “Santifica-os

na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo. 17:17). Quando

você fala, não é para ser contra ninguém. Fale a verdade e todo mundo aceita, mesmo não querendo, porque reco- nhece que é a verdade! Se você quer uma Igreja grande e bonita, pregue a verdade! Jesus é a Verdade! É a pessoa do Espírito Santo, a pessoa de Deus! Se você tem o dom de língua, fale! Se você tem o dom de profecia, fale! Mas diga a verdade! Não é para impressionar! Você pode pu- lar, gritar, louvar, mas que seja na Verdade! Nessa unção, a Igreja bate palmas e diz aleluias!

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