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Espero em vosso amor de me salvar o amor de me salvar

No documento PORTUGUÊS (páginas 37-39)

 Espero em vosso amor de me salvaro amor de me salvar..

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SILOGISMO

SILOGISMO

O soneto encobre uma O soneto encobre uma formulação silogística formulação silogística – dedução formal em – dedução formal em que há duas premissas que há duas premissas a partir das quais, por a partir das quais, por inferência, se chega a inferência, se chega a uma conclusão ( uma conclusão (vejaveja

no

noSaiba maisSaiba mais abaixo abaixo).). Ela pode ser expressa Ela pode ser expressa assim: o amor de Cristo assim: o amor de Cristo é infinito; o meu pecado, é infinito; o meu pecado, por maior que seja, é por maior que seja, é finito, e menor que o finito, e menor que o amor de Jesus.

amor de Jesus. Logo, porLogo, por maior que seja o meu maior que seja o meu pecado, eu espero salvar- pecado, eu espero salvar- me. O jogo de ideias e me. O jogo de ideias e conceitos, conduzindo conceitos, conduzindo à formulação de um à formulação de um raciocínio complexo, raciocínio complexo, é uma

é uma característicacaracterística típica do Barroco. típica do Barroco.

PERSUASÃO

PERSUASÃO

 Assim como os homens do Mar

 Assim como os homens do Maranhão, cujos vícios sãoanhão, cujos vícios são

apontados pelo sermão de

apontados pelo sermão de Vieira, Gregório de MatosVieira, Gregório de Matos

admite ser pecador

admite ser pecador, e não , e não esconde a sua culpa. Noesconde a sua culpa. No

entanto, nota-se um sofisticado jogo de persuasão:

entanto, nota-se um sofisticado jogo de persuasão:

ele afirma ter direito ao perdão de Deus.

ele afirma ter direito ao perdão de Deus. Para oPara o

sujeito poético, somente assim fará com que Deus

sujeito poético, somente assim fará com que Deus

adquira o estatuto de piedade e onipotência que lhe

adquira o estatuto de piedade e onipotência que lhe

são conferidos. Como o pecado é uma

são conferidos. Como o pecado é uma característiccaracterísticaa

humana, o perdão das faltas é

humana, o perdão das faltas é obrigação divina. Oobrigação divina. O

amor e a salvação são

amor e a salvação são alcançados pelo autor, em trocaalcançados pelo autor, em troca

da glorificação e do exercício das virtudes divinas.

da glorificação e do exercício das virtudes divinas.

 ARREPENDIMENTO

 ARREPENDIMENTO Nas duas primeiras Nas duas primeiras estrofes, o poeta expressa estrofes, o poeta expressa arrependimento e crença arrependimento e crença no amor infinito de Cristo, no amor infinito de Cristo, para manifestar, no final, para manifestar, no final, a certeza da obtenção a certeza da obtenção do perdão. do perdão. IRONIA  IRONIA 

 A imagem do Cordeir  A imagem do Cordeiroo

inocente é evocada pelo inocente é evocada pelo eu lírico suplicante. eu lírico suplicante. Note a ironia usada para Note a ironia usada para manipular o

manipular o CriadorCriador.. Mais do que um pedido, Mais do que um pedido, há uma imposição que há uma imposição que obriga Deus a perdoar o obriga Deus a perdoar o pecador. Vieira lança mão pecador. Vieira lança mão do mesmo recurso do mesmo recurso parapara persuadir seus ouvintes. persuadir seus ouvintes.

          SAIBA MAIS SAIBA MAIS

RELAÇÕES LÓGICAS

RELAÇÕES LÓGICAS

As frases podem ser articuladas por mecanismos lógicos, como a pressuposição, a dedução e a indução. As frases podem ser articuladas por mecanismos lógicos, como a pressuposição, a dedução e a indução.

39 39 GE GEPORTUGUÊSPORTUGUÊS�������� PINTURA PINTURA CONEXÕES CONEXÕES

Enquanto os poetas barrocos dispunham de figuras de

Enquanto os poetas barrocos dispunham de figuras de

linguagem (antíteses e paradoxos) para imprimir os

linguagem (antíteses e paradoxos) para imprimir os

contrastes típicos do período, pintores como o italiano

contrastes típicos do período, pintores como o italiano

Caravaggio, autor de

Caravaggio, autor deDavid Vencedor de GoliasDavid Vencedor de Golias ( (no altono alto),),

trabalharam os mesmos conflitos com base na dualidade

trabalharam os mesmos conflitos com base na dualidade

claro/escuro e na dramaticidade das imagens.

claro/escuro e na dramaticidade das imagens.

No período neoclássico ou árcade, as contradições e

No período neoclássico ou árcade, as contradições e

os excessos do Barroco são substituídos pelos ideais

os excessos do Barroco são substituídos pelos ideais

de harmonia, suavidade e equilíbrio. Como na

de harmonia, suavidade e equilíbrio. Como na pinturapintura

Cristo Crucificado

Cristo Crucificado ( (acimaacima), do espanhol Francisco Goya,), do espanhol Francisco Goya,

que explora a temática religiosa,

que explora a temática religiosa, recorrente no Barroco,recorrente no Barroco,

mas com outra abordagem. Note as linhas serenas

mas com outra abordagem. Note as linhas serenas

e harmoniosas de um corpo limpo, sem sangue,

e harmoniosas de um corpo limpo, sem sangue,

que transmitem a sensação de que

que transmitem a sensação de que a morte é dor,a morte é dor,

não agonia. Os traços fortes e as abundantes

não agonia. Os traços fortes e as abundantes

sombras do Barroco dão lugar a um dramatismo sutil,

sombras do Barroco dão lugar a um dramatismo sutil,

sem emoções exageradas.

sem emoções exageradas.

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��� CARAVAGGIO/MUSEU DO PRADO CARAVAGGIO/MUSEU DO PRADO ������ FRANCISCO GOYA/MUSEU DO PRADO FRANCISCO GOYA/MUSEU DO PRADO

Nesta crônica, o leitor é levado a refletir sobre o

Nesta crônica, o leitor é levado a refletir sobre o

sentimento de culpa na sociedade atual. O colunista

sentimento de culpa na sociedade atual. O colunista

sugere que a culpa interna e a vergonha são os agentes

sugere que a culpa interna e a vergonha são os agentes

mais eficazes para o cumprimento das regras sociais.

mais eficazes para o cumprimento das regras sociais.

 A questão da culpa apar

 A questão da culpa aparece tanto no poema deece tanto no poema de

Gregório de Matos como no

Gregório de Matos como no sermão de Padre Vieira.sermão de Padre Vieira.

No poema de Gregório de Matos, a

No poema de Gregório de Matos, a culpa seria expiadaculpa seria expiada

pelo perdão divino. No sermão de Padre Vieira, os vícios

pelo perdão divino. No sermão de Padre Vieira, os vícios

seriam redimidos por meio da adesão ao

seriam redimidos por meio da adesão ao cristianismo.cristianismo.

 A questão religiosa é e

 A questão religiosa é evocada para jvocada para justificar a presençaustificar a presença

dos sentimento de culpa.

dos sentimento de culpa.

Em toda a argumentação há um

Em toda a argumentação há um conflito: de um lado,conflito: de um lado,

a ideia de culpa teria sido

a ideia de culpa teria sido reforçada pela moralreforçada pela moral

repressora da Igreja – este é o aspecto moralizante

repressora da Igreja – este é o aspecto moralizante

dos sermão de Vieira; do outro, a religião também

dos sermão de Vieira; do outro, a religião também

pode proporcionar o perdão – este é o aspecto

pode proporcionar o perdão – este é o aspecto piedosopiedoso

presente no poema de Matos.

presente no poema de Matos.

Já no Arcadismo (

Já no Arcadismo (veja a pág. 40veja a pág. 40), a busca por uma), a busca por uma

existência simples, voltada para o prazer (

existência simples, voltada para o prazer (carpe diemcarpe diem))

e livre de preocupações atenuou o sentimento de

e livre de preocupações atenuou o sentimento de

culpa. A preocupação com a felicidade conduziu a uma

culpa. A preocupação com a felicidade conduziu a uma

estética baseada na exaltação dos

estética baseada na exaltação dos prazeres terrenos.prazeres terrenos.

CULPAS E REGRAS CULPAS E REGRAS Contardo Calligaris Contardo Calligaris (...) (...)

No movimento gay entre os anos 1960 e os 1980, a No movimento gay entre os anos 1960 e os 1980, a estratégia de “coming out” (de se revelar ou se des- estratégia de “coming out” (de se revelar ou se des- mascarar) não era tanto uma provocação contra uma mascarar) não era tanto uma provocação contra uma sociedade repressora quanto uma declaração pública sociedade repressora quanto uma declaração pública para acabar com a culpa interna.

para acabar com a culpa interna.

Sem a culpa interna e a vergonha que ela produz, Sem a culpa interna e a vergonha que ela produz, o poder de uma lei repressora é mínimo – ele acaba o poder de uma lei repressora é mínimo – ele acaba valendo apenas como um exercício de

valendo apenas como um exercício de força, sem au-força, sem au- toridade simbólica.

toridade simbólica.

A culpa, em suma, não é o efeito de nossas trans- A culpa, em suma, não é o efeito de nossas trans- gressões da regra social. Ao contrário, a regra social gressões da regra social. Ao contrário, a regra social aproveita a culpa para poder se impor. Ou seja, a culpa aproveita a culpa para poder se impor. Ou seja, a culpa interna é uma condição, não

interna é uma condição, não um efeito, da repressão.um efeito, da repressão. Em outras palavras ainda, minha culpa e minha Em outras palavras ainda, minha culpa e minha vergonha servem para instituir e sustentar a regra vergonha servem para instituir e sustentar a regra que parece (mas só parece) motivá-las. Como em “O que parece (mas só parece) motivá-las. Como em “O Processo”, de Kafka: primeiro sinta-se culpado, logo Processo”, de Kafka: primeiro sinta-se culpado, logo lhe diremos de quê.

lhe diremos de quê.

Há os casos em que a culpa interna e a repressão Há os casos em que a culpa interna e a repressão que ela permite são

que ela permite são necessárias para o convívio socialnecessárias para o convívio social – por exemplo, para que a gente não

– por exemplo, para que a gente não se mate em cadase mate em cada esquina. Mas, em geral, o que acontece é que nossa esquina. Mas, em geral, o que acontece é que nossa neurose média nos leva a oferecer nossa

neurose média nos leva a oferecer nossa culpa comoculpa como um sacrifício aos deuses da cidade, como se nós um sacrifício aos deuses da cidade, como se nós esti-esti- véssemos sempre pedindo: “Me reprimam, por favor”. véssemos sempre pedindo: “Me reprimam, por favor”.

(...) (...) Folha de S.Paulo, 28/1/2016  Folha de S.Paulo, 28/1/2016  SAIU NA IMPRENSA SAIU NA IMPRENSA

2

2

COLONIALCOLONIALARCADISMOARCADISMO

O

O

movimento árcade também pode sermovimento árcade também pode ser chamado de “neoclassicista”, pois retoma chamado de “neoclassicista”, pois retoma elementos da tradição greco-latina. A elementos da tradição greco-latina. A  busca

 busca de de equilíbrio equilíbrio e e de de simplicidade simplicidade formalformal (por oposição ao rebuscamento barroco) ca- (por oposição ao rebuscamento barroco) ca- racteriza os textos que, no

racteriza os textos que, no período iluministaperíodo iluminista,,  valorizavam a razão

 valorizavam a razão e e o aproveitamento doso aproveitamento dos prazeres terrenos.

prazeres terrenos.

No Brasil, essa mesma mentalidade, aliada No Brasil, essa mesma mentalidade, aliada a acontecimentos como a independência dos a acontecimentos como a independência dos Estados Unidos, motiva jovens estudantes e Estados Unidos, motiva jovens estudantes e poetas de Vila Rica (atual Ouro Preto, em Minas poetas de Vila Rica (atual Ouro Preto, em Minas Gerais) a promover uma nova estética na produ- Gerais) a promover uma nova estética na produ- ção poética, ao mesmo tempo qu

ção poética, ao mesmo tempo que organizam ae organizam a Inconfidência Mineira, a fim de libertar o Brasil Inconfidência Mineira, a fim de libertar o Brasil do domínio português.

do domínio português.

Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), poeta Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), poeta que adotou as convenções pastoris e bucólicas do que adotou as convenções pastoris e bucólicas do  Arcadi

 Arcadismo, smo, compôs compôs um um longo longo poema poema dedicadedicado do àà amada Marília, no qual exalta a

amada Marília, no qual exalta a vida campestrevida campestre e constrói uma argumentação que convida, de e constrói uma argumentação que convida, de acordo com a ideia do

acordo com a ideia do carpe diemcarpe diem (viver o dia (viver o dia intensamente), a aproveitar os momentos breves intensamente), a aproveitar os momentos breves e efêmeros da vida.

e efêmeros da vida.

A inspiração

A inspiração

da natureza

da natureza

  

LirasLiras

Tomás Antônio GonzagaTomás Antônio Gonzaga

 Lira

 Lira I I 

 Eu, M

 Eu, Marília, não sou arília, não sou algum vaqualgum vaqueiro,eiro, que viva de guardar alheio gado, que viva de guardar alheio gado, de tosco trato, de expressões grosseiro, de tosco trato, de expressões grosseiro, dos frios gelos e dos sóis queimado. dos frios gelos e dos sóis queimado. Tenho próprio casal e nele assisto; Tenho próprio casal e nele assisto; dá-me vinho, legume, fruta, azeite; dá-me vinho, legume, fruta, azeite; das brancas ovelhinhas tiro o leite, das brancas ovelhinhas tiro o leite, e mais as finas lãs, de

e mais as finas lãs, de que me visto.que me visto. Graças, Marília bela.

Graças, Marília bela. Graças à minha Estrela! Graças à minha Estrela!  Eu vi o meu

 Eu vi o meu semblante nusemblante numa fonte:ma fonte: dos anos inda não está

dos anos inda não está cortado;cortado; os Pastores que habitam este monte os Pastores que habitam este monte respeitam o poder do meu cajado. respeitam o poder do meu cajado. Com tal destreza toco a

Com tal destreza toco a sanfoninha,sanfoninha, que inveja até me tem

que inveja até me tem o próprio Alceste:o próprio Alceste: ao som dela concerto a voz celeste ao som dela concerto a voz celeste nem canto letra, que não seja minha. nem canto letra, que não seja minha. (...)

(...)

 Lira

 Lira XIII XIII 

Ornemos nossas testas com as flores. Ornemos nossas testas com as flores.  E façamos de

 E façamos de feno um brfeno um brando leito,ando leito,  Pre

 Prendamo-ndamo-nos, nos, MaMarília, rília, em laem laço estço estreitreito,o,

Gozemos do prazer de sãos Amores.

Gozemos do prazer de sãos Amores.

 Sobre as

 Sobre as nossas cabeçasnossas cabeças,,  Sem que o possa

 Sem que o possam determ deter, o tempo corr, o tempo corre;e;  E par

 E para nós o tempoa nós o tempo, que se passa, que se passa,, Também, Marília, morre

Também, Marília, morre

Com os anos, Marília, o gosto falta, Com os anos, Marília, o gosto falta,  E se entorpece o corpo

 E se entorpece o corpo já cansado;já cansado; triste o

triste o velho cordeiro está deitado,velho cordeiro está deitado, e o leve filho sempre alegre salta. e o leve filho sempre alegre salta.  A mesma form

 A mesma formosuraosura (...)

(...)  Ah! N

 Ah! Não, minha Mão, minha Marília,arília,  Aprove

 Aproveite-se o tempoite-se o tempo, antes que faça, antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças O estrago de roubar ao corpo as forças  E ao sembla

 E ao semblante a grnte a graça.aça.

www.dominiopublico.gov.br www.dominiopublico.gov.br SIMPLICIDADE SIMPLICIDADE Os versos revelam a Os versos revelam a condição superior do condição superior do

eu lírico (que expressa

eu lírico (que expressa

os sentimentos do

os sentimentos do

autor), que não cuida de

autor), que não cuida de

gado alheio, tem casa

gado alheio, tem casa

própria e possui bens.

própria e possui bens.

Esses versos são típicos

Esses versos são típicos

do

do convencionaliconvencionalismosmo

e do artificialismo

e do artificialismo

árcades, em defesa

árcades, em defesa

de uma vida pastoril

de uma vida pastoril

e de uma paisagem

e de uma paisagem

europeia (acentuada por

europeia (acentuada por

elementos como “azeite”

elementos como “azeite”

e “vinho”), distante da

e “vinho”), distante da

realidade da cidade

realidade da cidade

de Vila Rica. Apesar da

de Vila Rica. Apesar da

descrição de aspectos

descrição de aspectos

da vida burguesa, o ideal

da vida burguesa, o ideal

exaltado se refere a uma

exaltado se refere a uma

vida simples, ligada ao

vida simples, ligada ao

desprezo pelos bens

desprezo pelos bens

materiais. materiais. INSTANTES INSTANTES PASSAGEIROS PASSAGEIROS  A experimentaçã

 A experimentação doso dos

prazeres materiais não

prazeres materiais não

é vista sob o signo do

é vista sob o signo do

pecado e não causa

pecado e não causa

arrependimento.

arrependimento.

 A existência é

 A existência é

formada por instantes

formada por instantes

passageiros, e o tempo

passageiros, e o tempo

deve ser

deve ser aproveitadoaproveitado

para desfrutar a para desfrutar a felicidade terrena felicidade terrena (atualiza-se a expressão (atualiza-se a expressão clássica do

clássica docarpe diemcarpe diem).).

 VALORIZ

 VALORIZAÇÃOAÇÃO

DA NATUREZA 

DA NATUREZA  Dirceu propõe a sua

Dirceu propõe a sua

amada uma ida ingênua

amada uma ida ingênua

ao campo. O tema da

ao campo. O tema da

fuga da cidade atualiza a

fuga da cidade atualiza a

expressão clássica

expressão clássica fugere fugere

urbem

urbem. A natureza passa. A natureza passa

a ser vista como o lugar

a ser vista como o lugar

ideal e

ideal e privilegiado paraprivilegiado para

os idílios amorosos e

os idílios amorosos e

para uma vida amena.

para uma vida amena.

PRAZERES TERRENOS

PRAZERES TERRENOS  A simplicidade e a pur

 A simplicidade e a purezaeza

do comportamento

do comportamento

inocente dos pastores

inocente dos pastores

são reforçadas pela

são reforçadas pela

amenização do discurso amenização do discurso erótico, disfarçado em erótico, disfarçado em imagens bucólicas imagens bucólicas e descrições de e descrições de travessur

travessuras as infantis.infantis.

No entanto, por detrás

No entanto, por detrás

da suposta pureza e

da suposta pureza e

contemplação

contemplação, há , há oo

desejo de

desejo de concreticoncretizaçãozação

dos prazeres do corpo.

dos prazeres do corpo.

PERSUASÃO

PERSUASÃO

O uso de

O uso de uma linguagem simples, sem construçõesuma linguagem simples, sem construções

sintáticas sofisticadas, chama atenção para os ideais

sintáticas sofisticadas, chama atenção para os ideais

de simplicidade defendidos pelo

de simplicidade defendidos pelo movimentomovimento..

O processo persuasivo acontece sob a forma de

O processo persuasivo acontece sob a forma de umum

convite – e

convite – e não necessariamente de um não necessariamente de um convencimenconvencimentoto

direto e explícito. direto e explícito.         

O QUE ISSO TEM A VER COM A HISTÓRIAO QUE ISSO TEM A VER COM A HISTÓRIA

Iluminismo é a

Iluminismo é a corrente de pensamento dominantecorrente de pensamento dominante na Europa, no século XVIII

na Europa, no século XVIII (conhecido como “século(conhecido como “século das luzes”), e defende o

das luzes”), e defende o predomínio da razão e dapredomínio da razão e da ciência sobre a fé, representando a visão de mundo ciência sobre a fé, representando a visão de mundo da burguesia. Os

da burguesia. Os ideais iluministas foram reunidosideais iluministas foram reunidos na

na Enciclopédia Enciclopédia, organizada pelos filósofos , organizada pelos filósofos DiderotDiderot e D’Alembert. Para saber mais, veja o GUIA DO e D’Alembert. Para saber mais, veja o GUIA DO ESTUDANTE HISTÓRIA.

ESTUDANTE HISTÓRIA.

No Arcadismo

No Arcadismo (1768-(1768-1836),1836),

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