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De acordo com Giancarlo Trombini (2004), o estresse se define psicologicamente, de forma complexa, assumindo uma significação variada, de acordo com o contexto que é inserido.

Trombini (2004) diz que a palavra estresse, é comum em nosso linguajar do dia-a-dia, tendo seu significado alterado no decorrer dos anos. Em primeira instância, o estresse significava uma adversidade ou dificuldade, mais adiante uma força instintiva ou um mal-estar, projetado à um objeto ou a um organismo vivo.

Atualmente, o estresse no ser humano e nos animais é entendido como sendo uma situação de mal-estar orgânico, quando age em defesa do organismo diante de uma situação ameaçadora. A palavra estresse pode ser utilizada como um sinônimo de estímulo ambiental nocivo, para transmitir uma consequência orgânica quando

exposto a varias demandas, sendo elas internas ou externas. O estresse se torna agudo, de acordo com a circunstância vivenciada quando esta é intensa e transitória, ou crônico quando se torna prolongado.

O estresse tem suas variações significativas, podendo ser positivo, sendo conceituado como (eustress) quando diz respeito a vivências satisfatórias e maduras, ou podendo ser chamado de (distress) que é um modo negativo, trazendo ao indivíduo dificuldade e sofrimento. Nos dois casos, a pessoa vivencia de forma defensiva comportamental, sendo de modo psicológico e biológico quando a situação que passou é intensa e prolongada, isso favorece o início de um adoecimento. Sendo o estresse considerado de forma genuína como o causador de mal-estares psicológicos e/ou físicos, torna-se arriscado uma criação de desculpa, para não haver o enfrentamento dos reais problemas, deixando de lado a automaticamente, tendo como resposta aumento do batimento cardíaco, pressão sanguínea, aumento de gordura glicose hemática, insônia e agitação. O mesmo pesquisador usou a palavra homeostase para caracterizar a manutenção do equilíbrio interno do organismo, que quando submetido à situações estressantes, se obtém diante a atividade do coração, rins, pulmões, glândulas endócrinas e sistema nervoso autônomo (TROMBINI, 2004).

Segundo Vieira (2010), o estresse, ao incitar o aparecimento de emoções, contém resultados complexos de resposta biologicamente e psicologicamente falando, que depende do que significa a situação vivida pelo indivíduo.

Cognitivamente, os aspectos do estresse foram estudados recentemente. Situações similares de estresse vivenciadas podem acarretar resultados variados, significando de modo alternativo, como cada indivíduo percebe e sente a situação vivenciada, pois pode surtir consequências negativas somente para algumas pessoas. Podendo ser separado em duas categorias de eventos estressores, sendo eles:

• Situações vivenciadas de maneira imprevista, bem identificadas, e com tempo limitado, tendo para a pessoa resultados de grande importância. Tratando-se de situações vivenciadas individualmente.

• Dificuldades do cotidiano, onde se depara com trabalho, família, sociedade, o estresse do dia-a-dia é mais dificultoso em seu reconhecimento, porém, não menos importante, mesmo que seja subvalorizado.

Segundo Limongi (2008), o estresse é mensurado, na interligação entre homem, meio e adaptação. Resultando em elevações e desgastes, além de ser vinculado a condição de modo de vida.

Tem-se o conhecimento de que no decorrer da vida existem circunstâncias que instabilizam a pessoa emocionalmente. Dessa forma, diz-se que a análise de tal situação a define como estressora (BRITTO, E CARVALHO, 2004).

Lipp (2001) define estresse como uma resposta complexa do organismo, em cujo contexto estão presentes reações físicas, psicológicas, mentais e hormonais diante de qualquer situação que seja interpretada pelo indivíduo como desafiante.

Para Britto e Carvalho (2004), o termo estresse tem significado algo que remete ao desconforto, desse modo, é crescente o número de indivíduos que se dizem estressados ou falam sobre outros que também o são. O estresse, na maioria das vezes, é percebido como algo negativo que prejudica a pessoa em sua vida de um modo geral. O fator estressor é tido como uma ocorrência ou situação vivenciada que causa sensação de ansiedade, ameaça, medo, tensão interna ou externa.

O ambiente de trabalho atualmente, se apresenta como um forte gerador de fatores estressantes. No local laboral, é preciso um enfrentamento, de um jeito facilitador, gerando benefícios para o indivíduo e o grupo. O estresse não é definido facilmente, e pode haver varias formas de entendê-lo (BRITTO, E CARVALHO, 2004).

De acordo com Stacciarini e Tróccoli (2001), têm-se duas formas de conceitualização: Sendo o primeiro, o estímulo como resposta, interação e o segundo é a transação em local externo e interno do indivíduo. Observam-se essas três questões, em diferentes formas, conforme a abordagem.

• Sendo ele um estimulo, com foco no impacto do fator estressor;

• Sendo resposta, na analise da tensão causada pelos estressores;

• Sendo processo, no entendimento a seguir de uma interação pessoa-ambiente.

As diferentes formas de contextualizar o estresse tem levantado a dúvida se o estresse advém do ambiente, de uma característica da pessoa ou de uma interação entre pessoa e ambiente; Entretanto, este acontecimento não se encontra certamente concluído. Sendo o estresse de cunho psicológico e o entendimento dos acontecimentos estressantes é permeado por variáveis cognitivas; não é um acontecimento causal nem a reação da pessoa que conceitua o estresse, mas o modo de ver da pessoa sobre o vivenciado (STACCIARINI E TRÓCCOLI, 2001).

No que diz respeito ao estresse ocupacional, se verifica de igual forma um alongamento na falta de definição na caracterização do estresse. Sendo este, um tópico complexo, estudado atualmente, por causa de doenças alienadas ao estresse em local de trabalho, como: hipertensão, úlcera e outras (FIORELLI, 2003).

O estresse tem se mostrado como uma problematização negativa, de cunho perceptivo, consequência da falta de capacidade de administrar as variadas facetas de pressão enquanto se trabalha. Sendo consequentes alterações na saúde física, mental, de forma que comprometa a pessoa e o trabalho (FIORELLI, 2003).

Segatin e Maia (2007) apontam algumas causas que levam ao estresse no trabalho, estas são classificadas em seis grupos:

• Más condições de trabalho: Turno, carga horaria, acréscimo no pagamento, riscos, tecnologia nova, viagem;

• Papéis estressores: Ambiguidade no papel, conflito entre papéis, nível de responsabilidade para com pessoas e coisas;

• Relacionamento no trabalho: Relacionamento dificultoso com colegas, chefia, subordinados, associada clientela direta ou indiretamente;

• Estressores na carreira: Falta de progressão na carreira, falta de segurança no trabalho, causado pela nova configuração ou ate mesmo, falência da indústria;

• Estrutura organizacional: Modo de gerenciar, pouca participação, comunicação ineficiente;

• Interação entre trabalho e casa: Administração dificultosa desta interação.

Para Segantin e Maia (2007) a perda da qualidade de vida é notada de vários modos, ressaltando o aparecimento de novas tecnologias, em meio a eles se destaca o estresse.

Dessa forma, observa-se ser de grande valia, desenvolver uma pesquisa dos causadores do estresse, onde o profissional da saúde realiza seu trabalho, e no que isto intervém na saúde mental integral do indivíduo que é cuidado, levando em conta que os causadores de estresse devem ser identificados e considerados, de modo funcional, na intenção de alterar ou diminuir suas manifestações negativas (SEGANTIN e MAIA, 2007).

É perceptível que o estresse tem relação significativa com o sistema psicológico do indivíduo. Dessa forma, a pessoa que está sob estresse, não percebe o peso psicológico que carrega, passando para um estado de confusão mental, causando um desequilíbrio do trabalho que o organismo realiza. Consequentemente, a pessoa tem a frequência das reações psicológicas perdida (SEGANTIN e MAIA, 2007).

Dessa forma, se entende o estresse como o limiar, onde não se consegue exercer o controle mediante os conflitos internos, ocasionando uma energia em excesso, gerando, desse modo um estado de cansaço, fadiga, euforia, tristeza, sofrendo transformações em seu organismo, mediante as alterações químicas sofridas por conta da situação emocional que se encontra (SEGANTIN e MAIA, 2007).

No documento FAA FACULDADE ANGLO-AMERICANO (páginas 11-15)

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