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2 ORGANIZAÇÕES, A TOMADA DE DECISÃO E O PROCESSO

2.2 Processo Decisório

2.2.2 Etapas do Processo Decisório

Atualmente, inúmeras pesquisas vêm enriquecendo a experiência dos estudiosos sobre processo decisório e a literatura sobre esse assunto. Novas visões vêm sendo dadas ao tema, e as mais modernas são resultados das contribuições da Psicologia, da Sociologia, da Antropologia e da Gestão do Conhecimento (PRÉVE; MORITZ; PEREIRA, 2010).

Com o intuito de reunir em uma única obra os principais modelos de tomada de decisão Bethlem (1987) desenvolveu um estudo acerca destes modelos que se encontravam dispersos em diversas obras. Ele identificou que variados autores abordam o processo da tomada de decisão sob os mais diversos enfoques, criando modelos e roteiros diferentes. O referido autor destacou os seguintes: o modelo de Simon; o modelo Militar; o modelo de Kepner & Tregoe; o modelo de Pesquisa Operacional; o modelo CPSI (Creative Problem Solving Institute); o modelo de Guilford; e o modelo de Mintzberg.

Segundo Freitas et al. (1997, p. 41), todos esses modelos “são bastante conhecidos e, se for feita uma análise um pouco mais detalhada, serão encontradas algumas fases comuns ou fases que agrupem mais de uma fase de outro modelo”. Por isso, Bethlem (1987), em seu artigo Modelos de processo decisório, sugeriu um modelo genérico composto de quatro etapas:

1ª Etapa: Decisão de decidir:

Nesta etapa o decisor precisa assumir um comportamento que leve a uma decisão qualquer é sempre uma decisão;

2ª Etapa: Definição sobre o que vamos decidir:

Há ocasiões em que se trabalha na solução de problemas que não foram definidos, mas ocorrem;

3ª Etapa: Formulação de alternativas:

Momento em que se trabalha nas diversas soluções possíveis para a resolução de um problema ou as crises ou as alternativas que vão permitir o aproveitamento das oportunidades;

4ª Etapa: Escolha de alternativas:

Este é o momento de tomada de decisão propriamente dito. Além deste modelo genérico,

1987), existem outros modelos de processo decisório que são identificados através de etapas ou fases, variando de acordo com o entendimento de cada autor. A Figura 02 evidencia este processo.

Figura

Para Simon (1979

várias alternativas disponíveis do curso de ação que o indivíduo deverá seguir, ou seja, são as escolhas que procuram resolver problemas e aproveitar as oportunidades. O referido

decisões:

Tomador de decisão:

O decisor é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação; • Objetivos:

Os quais o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações; • Preferências:

São critérios que o decisor utiliza para fazer sua escolha; • Estratégia:

Representa o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os objetivos, considerando os recursos que lhes estão disponíveis

Situação:

Caracteriza os aspectos do muitos dos quais se

compreensão e que afetam sua escolha;

Identificar o problema ou a oportunidade

Obter informações

Identificar ou gerar alternativas

Decidir pela melhor alternativa

Implementar a alternativa

Escolha de alternativas:

Este é o momento de tomada de decisão propriamente dito. Além deste modelo genérico, como já citado anteriormente

existem outros modelos de processo decisório que são identificados através de etapas ou fases, variando de acordo com o entendimento de cada

evidencia este processo.

Figura 02 – Etapas do processo decisório.

Fonte: Elaborada pelo autor.

9), a decisão é um processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de ação que o indivíduo deverá seguir, ou seja, são as escolhas que procuram resolver problemas e aproveitar as oportunidades. O referido autor ainda aponta seis elementos da tomada de

Tomador de decisão:

O decisor é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação;

Os quais o tomador de decisão pretende alcançar com suas ações;

São critérios que o decisor utiliza para fazer sua escolha;

Representa o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os objetivos, considerando os recursos que lhes estão disponíveis;

aracteriza os aspectos do ambiente no qual o tomador de decisão está inserido, se encontram fora do seu controle, do seu conhecimento ou da sua compreensão e que afetam sua escolha;

Identificar o problema ou a oportunidade

Obter informações

Identificar ou gerar alternativas

Decidir pela melhor alternativa

Implementar a alternativa

como já citado anteriormente (BETHLEM; existem outros modelos de processo decisório que são identificados através de etapas ou fases, variando de acordo com o entendimento de cada

, a decisão é um processo de análise e escolha entre várias alternativas disponíveis do curso de ação que o indivíduo deverá seguir, ou seja, são as escolhas que procuram resolver problemas e aproveitar as autor ainda aponta seis elementos da tomada de

O decisor é a pessoa que faz uma escolha ou opção entre várias alternativas de ação;

Representa o curso da ação que o tomador de decisão escolhe para atingir os

tomador de decisão está inserido, encontram fora do seu controle, do seu conhecimento ou da sua

Resultado:

É a consequência ou a resultante da estratégia de decisão adotada.

De acordo com diversos autores (STONER; FREEMAN, 1999; MORGAN, 2007; MOTTA; VASCONCELOS, 2006), o processo decisório que antecede a maioria das tomadas decisões nas organizações envolvem os seguintes passos:

1ª Etapa: Identificar a situação (problema ou oportunidade):

A partir de uma situação de frustração, desafio, curiosidade ou irritação, ou um fato que exige algum tipo de ação, ou oportunidade para atingir um objetivo. Ainda que nesta etapa, seja identificada a essência da situação, destacando-se subproblemas ou aspectos da oportunidade, deve-se considerar a situação na sua totalidade e não apenas uma parte dela;

2ª Etapa: Estruturar a situação (problema ou oportunidade):

Nesta etapa, buscam-se dados, fatos e informações (internas e externas) a respeito da situação enfrentada;

3ª Etapa: Gerar soluções alternativas:

A partir da criatividade e inovação, nesta etapa são desenvolvidas alternativas de solução, avaliando a relação custo/benefício de cada uma delas;

4ª Etapa: Escolher a melhor alternativa:

Pode-se adotar uma escala de pontos para avaliar e decidir qual alternativa será escolhida. A partir do custo, tempo e eficácia, procede-se a escolha de qual alternativa é a mais adequada para a situação;

5ª Etapa: Implementar a solução na organização:

Pensando na totalidade e não apenas nos detalhes, implementa-se a alternativa escolhida e todas as ações decorrentes desta;

6ª Etapa: Avaliar os resultados:

Por fim, monitora-se o andamento da solução implementada, verificando se a situação foi totalmente atendida, avaliando seus resultados e consequências. Segundo Prève, Moritz e Pereira (2010), um processo de decisão é iniciado pela identificação das necessidades, passando pelo que é possível ser realizado, considerando qual informação está disponível e de qual comunicação precisa ser efetuada. Espera-se que estes elementos, uma vez ordenados e estruturados logicamente, resultem na possibilidade de uma melhor decisão. Os referidos autores ainda ressaltam que o gestor tem como função específica desenvolver e regular o processo de tomada de decisão da maneira mais eficaz possível. Para ele, a função do gestor não é exclusivamente tomar decisões, mas também tomar providências para que o processo de decisão se realize de maneira eficaz.

Chiavenato (2011) apresenta, também, sete etapas para estruturação do processo decisório:

• Percepção da situação que envolve o problema; • Análise e definição do problema;

• Definição dos objetivos;

• Busca de alternativas para solução; • Avaliação e comparação das alternativas; • Seleção da(s) alternativa(s) adequada(s); • Implementação da alternativa escolhida.

A estruturação permite que um modelo decisório seja formalizado e aceito pelos atores do processo decisório, pois, representa e organiza os elementos da avaliação, servindo de base à aprendizagem, investigação e discussão interativa entre os envolvidos neste processo (BANA; COSTA, 1993).

Os processos decisórios são constantes no dia-a-dia organizacional. Cotidianamente, as pessoas são colocadas em situações em que precisam decidir, sendo necessário, portanto analisar, investigar, optar e agir, considerando as opções (poucas ou muitas) que lhes são disponibilizadas. Assim, o gestor organizacional é direcionado à tomada de decisões, independentemente do ambiente, cujo resultado final, bem como seus efeitos positivos ou negativos, futuramente serão comprovados.