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Excesso de confiança

No documento Razão 2D:4D e as decisões de investimento (páginas 68-79)

5 CAPÍTULO 3 – EXPERIMENTO “OVERCONFIDENCE”

5.2.1 Excesso de confiança

Fischhoff (1982) tentou eliminar o excesso de confiança através de vários métodos, tais como: dar recompensas, esclarecer instruções, alertar sobre o assunto da pesquisa com antecedência, todas sem sucesso. Von Winterfeldt e Edwards (1986) concordaram que o excesso de confiança é um achado reprodutivo confiável, no entanto, necessitam de análises estatísticas mais robustas. Assim, para comprovar os resultados deste experimento e torná-lo robusto, utilizamos regressões econométricas e testes de similaridade através de médias e medianas chegando a resultados significantes estatísticamente.

Gigerenzer et al. (1991) propuseram a teoria dos modelos mentais probabilísticos (PMM). Explicam, entre outras coisas, que o excesso de confiança acontece quando a média de confiança é mais elevada do que a porcentagem de respostas corretas a um quetionário proposto. Assim eles confirmam que o excesso de confiança ocorre quando os julgamentos de confiança são excessivamente maiores do que as frequências relativas de respostas corretas.

Economistas comportamentais começaram então a estudar qual o efeito do excesso de confiança no mercado econômico e finaceiro. Camerer e Lovallo (1999) relacionaram falências de empresas ao execesso de confiança, Grinblatt e Keloharju (2009), às bolhas do mercado de ações.

Odean (1998) analisou os mercados em que os investidores são racionais em todos os aspectos, exceto com o valor da informação. Os investidores têm excesso de confiança em suas percepções e não analisaram corretamente a fonte da informação, estabelecendo assim suas carteiras de investimento. Mostrou que investidores confiantes demais também têm carteiras mais arriscadas que os investidores racionais com o mesmo grau de aversão ao risco.

Vários fatores influenciam o excesso de confiança e um deles, sugerido na literatura, é o sexo. Barber & Odean (2001) analisaram uma carteira de investimentos e encontraram em seus estudos que os homens negociam 45% a mais do que as mulheres, e, como conseqüência, as suas carteiras têm retornos mais baixos ajustados ao risco. Dessa forma, um dos objetivos deste artigo é verificar se o fator biológico testosterona interfere nesta relação de excesso de confiança entre homens e mulheres.

Fellner et al. (2004) mostraram que na tomada de decisões financeiras as pessoas preferem suas próprias carteiras às disponíveis no mercado, mesmo se estas forem formadas por um perito, embora a evidência não é a de que suas decisões sejam melhores do que a média.

Neste experimento, assim como Bengtsson et al (2005) que estudaram o excesso de confiança utilizando dados dos resultados das avaliações em uma universidade, também buscamos identificar o excesso de confiança através das notas obtidas por alunos de graduação. Bengtsson et al. (2005) chegam à conclusão que os homens são mais propensos a ter um maior nível de excesso de confiança.

Berg e Lein (2005) mostraram que o excesso de confiança na maneira de medir e crer nas habilidades dos experts faz com que surja um círculo virtuoso de negociação que, por sua vez, melhora a liquidez, reduzindo custos de transação no mercado e isso pode ter um aspecto positivo, beneficiando a sociedade. Entretanto, Malmendier e Tate (2005) mediram o exesso de confiança dos 500 maiores CEOs segundo a revista Forbes. Encontraram uma forte relação positiva entre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e excesso de confiança dos executivos. Porém, não identificaram que o excesso de confiança tenha melhorado o processo e ainda inferem que o conselho de administração necessita acionar medidas disciplinares para restringir o excesso de confiança dos seus CEOs.

Este trabalho teve como motivador entender se o excesso de confiança pode realmente tornar os indivíduos mais eficientes. Assim, o presente trabalho busca entender se os alunos com excesso de confiança vão realmente obter notas mais altas nas provas e com isso se beneficiarem deste vies.

Menkhoff et al. (2006) estudaram o impacto do grau de experiência no aumento de riscos, comportamento de rebanho e excesso de confiança dos gestores de fundos alemães e descobriram que uma maior experiência implica um menor grau de imitação no mercado. Mas, as evidências sobre o excesso de confiança é ambígua. Há ainda um impacto negativo sobre o aumento de riscos. Em outras palavras, quando os gestores têm mais experiência os riscos são menores.

Outra maneira de identificar o excesso de confiança é solicitar aos indivíduos para estimar intervalos de confiança sobre um determinado tipo de variável econômica que é difícil de prever. Pequenos intervalos de confiança indicam um nível mais alto de confiança. Dessa forma, Tabak et al. (2010) concluem que os indivíduos têm excesso de confiança em suas próprias habilidades de analisar o mercado, sem considerar o verdadeiro grau de incerteza que existe no processo. Eles têm uma capacidade de superestimar suas análises e opiniões sobre o contexto em que ela aparece.

Oberlechner e Osler (2012) testaram a hipótese de que os investidores irracionais saem dos mercados financeiros por perdas comerciais. Testaram duas formas de overconfidence: aqueles que subestimam a incerteza e aqueles que superestimam seu sucesso profissional. Concluíram que os investidores com overconfidence permanecem no mercado, visto que tem acesso às informações completas e uma vasta experiência de mercado.

Gudmundsson e Lechner (2013) analisaram o excesso de confiança e qual seria a sua influência na organização e na sobrevivência de empresas irlandesas através de uma pesquisa com os gestores dessas empresas. Como resultado obtiveram que outros vieses cognitivos são relacionados positivamente com o excesso de confiança, sendo, portanto, este viés o que apresenta a mais importante influência negativa para a sobrevivência das empresas analisadas.

Breuer, et al. (2014) realizaram um experimento na Alemanha e Cingapura no qual aplicaram um questionário a 449 estudantes de economia. Analisaram os resultados através de uma regressão via OLS – Mínimos quadrados ordinários. A variável dependente foi o “risco”. Assim, buscaram capturar as atitudes individuais

em relação ao risco do investimento. Os autores relacionam o individualismo com o excesso de confiança.

Breuer, et al. (2014) como resultados obtiveram que alguns fatores psicológicos culturalmente enraizados afetam a escolha do portfólio sendo que as características individuais (overconfidence) tiveram um efeito significantemente positivo em relação à atitude em relação ao risco.

Assim como estes autores esta pesquisa realizou regressões via OLS – Mínimos Quadrados Ordinários. O presente trabalho contribui para a literatura demonstrando que a exposição à testosterona medida pela razão 2D:4D exerce grande influência no comportamento das pessoas. O principal resultado obtido foi que os indivíduos, independente do sexo, com razão 2D:4D maior que 1, isto é, com menor exposição à testosterona, não exibem um comportamento de excesso de confiança.

5.2.2 Razão 2D:4D e testosterona no comportamento de risco

Estudos demonstram que a exposição a andrógenos pré-natais, especialmente a testosterona, causam diferenciação sexual (MANNING ET AL. 1998). Dixson (1998) e Wingfield et al. (1990) afirmam que a testosterona é um hormônio que influência não só a masculidade mas também desempenham um papel importante na explicação de certos comportamentos masculinos.

A testosterona tem sido associada a traços de personalidade, tais como: aumento da agressividade (ACHER 2006), neuroticismo, extroversão, conscienciosidade e afabilidade (FINK ET AL. 2004). Também a comportamentos sociais como maior fertilidade (MANNING ET AL. 1998); boa saúde (MANNING ET AL. 2002); maior habilidade esportiva e para a música (MANNING ET AL. 2001; 2002); competitividade (CROSSON & GNEEZY, 2009); infrações de transito (SCHWERDTFEGER ET AL., 2010); depressão (SMEDLEY ET AL., 2014) e outros.

[BROWN ET AL. (2002A, 2002B), LUTCHMAYA ET AL. (2004), ÖKTEN ET AL. (2002), APICELLA ET AL. (2008), COATES & RUSTICHINI (2009), SAPIENZA & MAESTRIPIERI (2009) GARBARINO & SYDNOR (2011)] e outros, relacionaram a exposição ao hormônio testosterona, ao comportamento das pessoas.

Para medir a exposição ao hormônio testosterona, a literatura aponta diversos marcadores biológicos. Já foram utilizados, por exemplo, o líquido amniótico (JUDD ET AL.,1976), o sangue do cordão umbilical ( MACCOBY ET AL., 1979), o sangue da mulher grávida (DOKRAS ET AL., 2003) entre outros.

Outro marcador de testosterona pré-natal intensamente estudado atualmente, é a razão 2D:4D, isto é, a razão entre os comprimentos do dedo indicador (2D) e o dedo anelar (4D). A razão 2D:4D é sexualmente diferenciada, de modo que os homens tendem a ter menor razão 2D:4D do que as mulheres. Essa sutil diferença na anatomia da mão humana já era conhecida no final do século 19. (PETERS ET AL., 2002; VORACEK ET AL., 2008).

Manning et al. (1998) aplicaram a técnica 2D:4D, para medir a exposição do feto ao hormônio testosterona. Esta técnica tem como premissa, medir o comprimento do segundo dedo (Indicador) e do quarto dedo (Anelar). A razão entre eles determina o quanto o feto foi exposto à testosterona no útero materno. Uma razão menor que 1, isto é, o comprimento do dedo indicador menor que o comprimento do dedo anelar indica uma maior exposição e, quanto menor esta razão, maior foi a exposição do feto à testosterona. De forma semelhante uma razão igual ou maior que 1, assim sendo, o comprimento do dedo indicador maior ou igual ao do anelar, indica uma menor exposição à testosterona e, quanto maior a razão, menor foi a exposição à testosterona. Os autores inferem que a testosterona é um fator importante no controle dos órgãos do corpo humano assegurando um bom funcionamento. Manning et al. (1998) e Manning (2002) confirmaram a existência de um padrão de dimorfismo sexual entre os sexos, indicando que os homens têm uma razão menor 2D: 4D do que as mulheres.

No presente trabalho, foi aplicado este mesmo método por se tratar de uma maneira menos invasiva e mais acessível de obter o grau de exposição à testosterona, que as pessoas foram expostas. Além disso, vários pesquisadores tem

utlizado este método em suas pesquisas como, por exemplo, os estudos de Brown et al. (2002a, 2002b), Lutchmaya et al. (2004), Ökten et al. (2002), encontraram evidências para a hipótese de que a razão 2D:4D esteja relacionada com andrógenos pré-natais. Estes estudos mostram que uma menor razão 2D:4D está associada a maior exposição à testosterona pré-natal. Apicella et al. (2008), Sapienza e Maestripieri (2009) Garbarino e Sydnor (2011) inferem que um indivíduo que recebeu uma maior exposição à testosterona tem maior propensão ao risco, mostrando que os homens têm maior propensão ao risco do que as mulheres.

O presente artigo procura fazer um estudo sobre os determinantes do excesso de confiança (overconfidence), usando uma abordagem experimental por meio de questionário. O objetivo principal é investigar a proporção de indivíduos que têm o viés do excesso de confiança, bem como analisar a influência que o fator biológico testosterona, medido pela razão 2D:4D, pode exercer sobre o comportamento de excesso de confiança. Entre os resultados encontrados, destacamos que, independente do sexo, indivíduos com razão 2D:4D maior que 1, isto é com menor exposição à testosterona, não exibem um comportamento de excesso de confiança.

5.3 METODOLOGIA

Para a realização do experimento foram recrutados alunos de graduação de duas faculdades na cidade de Brasília, no Distrito Federal. A UNIPLAN (Centro Universitário Planalto do Distrito Federal) e IESB (Instituto de Ensino Superior de Brasília). A pesquisa contou com elevado grau de heterogeneidade. Os voluntários eram de cursos de várias áreas do conhecimento, como engenharias civil e elétrica (exatas), gestão em recursos humanos (humanas), gestão empresarial (negócios) e gestão hospitalar (saúde).

A participação foi voluntária e os alunos foram estimulados a participar da pesquisa mediante uma recompensa, receber 10 pontos - em 100 possíveis no semestre - em uma disciplina que estavam cursando no momento (show up fees).

Este estímulo se justifica para um maior comprometimento dos voluntários, conforme o artigo Pay - But do not pay too much: An experimental study on de Impact off incentives (POKORNY, K. 2008).

Foram excluídas da amostra as observações com valores ausentes de qualquer das variáveis utilizadas neste trabalho. Para garantir a não influência de um grupo de alunos com outro, os experimentos foram realizados em dias diferentes. A amostra contém 130 voluntários, sendo 67 homens e 63 mulheres, (Idade M = 29,6 e DP = 7,1).

O experimento aconteceu no horário normal de aula. Os alunos foram avisados que, nos dias das provas semestrais, seriam convidados a participar de uma pesquisa minutos antes da realização destas. Desta forma, aqueles que aceitarem participar deveriam chegar 15 minutos antes do horário marcado para as provas e após a realização deveriam ficar por mais alguns minutos para procedimentos formais.

Ao chegarem à sala, os alunos que aceitaram participar do experimento eram conduzidos aos seus assentos e orientados a desligar todos os aparelhos eletrônicos tais como celulares, computadores, tablets, etc. Dessa forma, pudemos evitar algum tipo de ruído externo que pudesse comprometer as respostas dadas, conforme Davis & Holt (1993). Os alunos presentes receberam as informações relativas ao experimento impressas e verbalmente. Todos alunos assinaram o Termo de Consentimento esclarecido.

O experimento foi dividido em três fases. Na primeira fase, os alunos responderam ao questionário proposto quanto as suas expectativas em relação à prova. Na segunda fase, os alunos realizaram suas provas normalmente. Já na última fase, os alunos responderam a um questionário com perguntas sobre alguns traços biológicos e sociais e foram convidados a tirar a fotocópia das mãos direita e esquerda.

Para a retirada das cópias de ambas as mãos dos voluntários foi utilizado um scanner da marca HP Scanjet G4050, com resolução de digitalização de até 4800 x 9600 dpi. Para evitar distorções antes de colocar a mão no scanner foi solicitado ao voluntário a retirada de quaisquer objetos ou adornos nas mãos. Este procedimento

de fotocopiar as mãos dos voluntários é amplamente utilizado na literatura e não faz mal à saúde.

Para a aferição das medidas do comprimento dos dedos utilizamos uma técnica à luz do software desenvolvido DeBruine (2004), que fornece uma melhor precisão nos resultados. A duração média de cada sessão foi 50 minutos excetuando o tempo para a realização da prova que foi de 60 minutos.

O presente experimento foi inspirado no experimento clássico da literatura sobre o excesso de confiança (MCCORMICK 1986), que pede para que os motoristas respondam se eles estão acima ou abaixo da média dos outros motoristas em suas habilidades de condução. Os alunos foram convidados a responderem a um questionário onde perguntamos se o aluno estudou para a prova e em caso afirmativo, por quanto tempo.

O questionário solicitava ainda para que o aluno respondesse qual a nota que ele esperava tirar na prova e se sua nota ficaria “abaixo”, “acima” ou “igual” a média da turma. Assim como McCormick, encontramos excesso de confiança entre a maioria dos alunos.

5.4 RESULTADOS

A figura 1 reporta a estimativa do histograma e a densidade de kernel da razão 2D:4D em nossa amostra. Os resultados são apresentados tanto para a mão dirieta quanto para a mão esquerda e separadamente para homens ( n = 67 ) e mulheres ( n = 63 ).

Figura 1 - Distribuição razão 2D:4D e Densidade de Kernel.

Fonte: Elaborado pelo autor

A esquerda da figura encontra-se a distribuição da mão direita e da esquerda dos homens e à direita a distribuição das mãos das mulheres.

O histograma, conjuntamente com a Densidade de Kernel, mostra que a distribuição das medidas das mãos das mulheres e dos homens é bastante similar para ambas às mãos. Densidade de Kernel é um método estatístico não paramétrico de estimação de curvas de densidade, também podendo ser utilizado como uma medida de similaridade entre amostras. Neste método, cada uma das observações é ponderada pela distância em relação a um valor central, o núcleo. É geralmente utilizado na suavização de um histograma. A partir dos trabalhos de Rosenblatt (1956) e Parzen (1962), o estimador Kernel tem sido bastante estudado.

Porém, para termos significância estatística, realizamos o teste de Mann- Whitney (U) para a mão direita e esquerda de todos os voluntários e não foi possível rejeitar a hipótese de que elas são estatisticamente iguais. Como não houve diferença significativa para as mãos direita e esquerda, apesar de fazermos os

testes para ambas as mãos, neste trabalho, apresentam-se os resultados apenas da mão direita.

Tabela 1 – Teste Mann-Whitney para mãos direita e esquerda.

Variable Count Median Median Mean Rank Mean Score

D2D4DIR 130 0.95 60 124.6462 -0.101161

D2D4ESQ 130 0.9525 67 136.3538 0.10033

p = 0.2097

Fonte: Elaborado pelo autor

As estatísticas descritivas da razão 2D:4D são apresentadas na tabela 2. Os resultados são apresentados separadamente para homens e para mulheres e para as mãos direita e esquerda

Tabela 2 – Estatística descritiva da razão 2D:4D de ambas mãos .

Direita Esquerda Direita Esquerda

Mean 0.9468 0.9600 0.9630 0.9641 Median 0.9440 0.9530 0.9580 0.9520 Maximum 1.0350 1.0660 1.0280 1.0400 Minimum 0.8590 0.8890 0.8970 0.9070 Std. Dev. 0.0381 0.0371 0.0394 0.0365 Skewness 0.3605 1.3573 -0.1236 0.3241 Kurtosis 3.8824 5.3771 1.9526 1.989 Jarque-Bera 3.4090 34.178 3.0398 3.7858 Probability 0.1818 0.000 0.2187 0.1506 Homens Mulheres

Fonte: Elaborado pelo autor

Os resultados obtidos estão de acordo com Manning et al. (1998) e McIntyre (2006), uma vez que, as mulheres apresentaram uma razão 2D:4D maior que dos homens. A média para a mão direita as mulheres foi de 0.963, enquanto para a dos homens foi de 0.946. Não houve mudança significativa no resultado para a mão esquerda visto que para as mulheres foi de 0,964 e para os homens foi de 0,960.

Para aferir se a diferença entre as medidas dos homens e das mulheres foram estatísicamente sigificantes, foram realizados o teste de Mann-Whitney (U)

(tabela 3) e o resultado mostrou uma diferença significativa com p-valor de 0,0056 que representa um nível de significancia 1%.

Tabela 3 – Resultado do teste de Mann-Whitney (U) 2D:4D mão direita homens e mulheres

Variable Count Median Median Mean Rank Mean Score D2D4DIR_HOMENS 67 0.944 19 56.6194 -0.196462 D2D4DIR_MULHER 63 0.958 41 74.94444 0.207136 p = 0.0056

Fonte: Elaborado pelo autor

Foi realizado também o teste t (tabela 4), o resultado mostrou uma diferença significativa com p-valor de 0,0193 ao nível de significancia de 5%.

Tabela 4 – Resultado do teste t 2D:4D mão direita homens e mulheres

Variable Count Mean Std. Dev. of Mean

D2D4DIR_HOMENS 67 0.94706 0.037402 0.004569

D2D4DIR_MULHER 63 0.963032 0.039472 0.004973

p = 0.0193

Fonte: Elaborado pelo autor

Dessa forma, comprovou-se estatisticamente nesse estudo que a razão 2D:4D dos homens é menor do que a das mulheres da mesma forma dos resultados da literatura [MANNING ET AL., (1998); MANNING, (2002)] .

Dos 130 alunos pesquisados, 79% tem a relação 2D:4D menor que 1, indicando uma maior exposição ao hormônio testosterona, isto é, são considerados pela literatura como menos avessos ao risco. Em relação aos homens, este percentual sobe para 88% e para as mulheres diminui para 70% consonante com a literatura, pois nas mulheres a tendência é para a relação 2D:4D maior que 1 indicando uma menor exposição ao hormônio testosterona. (MANNING , 2002)

No documento Razão 2D:4D e as decisões de investimento (páginas 68-79)