4 PLANO DE AÇÃO EDUCACIONAL: UMA PROPOSTA DE AÇÕES
4.2 FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES PARA O TRABALHO
COLABORATIVO: ATUAÇÃO CONJUNTA DO PROFESSOR REGENTE E PROFESSOR DE APOIO
A pesquisa de campo evidenciou a necessidade de ações regionais que visem a formação continuada de Professores do AEE e também dos Professores Regentes, com foco no processo de inclusão escolar e ensino-aprendizagem dos estudantes público alvo da Educação Especial.
Os dados também indicaram que esses profissionais realizam uma atuação simultânea em sala de aula, que caracteriza a bidocência, porém, sem um trabalho colaborativo ou coensino.
Dessa forma, a implantação de um processo sistemático de formação continuada, com a participação conjunta do Professor de Apoio e do Professor Regente é uma ação que visa fortalecer os conceitos e benefícios dessa prática.
Tendo em vista que geralmente a SRE/SEE promove capacitações destinadas aos Professores do AEE, o diferencial que se propõe, neste PAE, é o estudo conjunto dos dois profissionais que realizam a bidocência. Assim, os professores entrarão em contato com as questões gerais do ensino-aprendizagem, do atendimento à diversidade na prática pedagógica, das questões específicas da Educação Especial Inclusiva e das práticas que caracterizam o ensino colaborativo.
Pretende-se que a formação seja coordenada pela equipe SAI da SRE Pouso Alegre, com a participação de outros servidores da instituição e de Instituições de
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Ensino Superior parceiras. Com metodologia que envolva a Educação à Distância (EAD) e as tecnologias de ensino remoto, a participação da equipe do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) é de fundamental importância.
Os momentos destinados a atividades extraclasse e Módulo II deverão ser utilizados para a participação nas ações de formação, tendo em vista que são remunerados e destinados a esse tipo de atividade.
O Quadro 4 descreve as ações propostas para a implementação de formação continuada de docentes para o trabalho colaborativo.
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Quadro 4 – Formação Continuada de Docentes para o Trabalho Colaborativo
(continua)
5W2H Ações Propostas
What – O que será feito? Curso semipresencial sobre Trabalho Colaborativo na Educação Especial Inclusiva
Why – Por que será feito?
Devido à necessidade de ações regionais que visem a formação continuada de Professores do AEE e também dos Professores Regentes, com foco no processo de inclusão escolar e ensino-aprendizagem dos estudantes público alvo da Educação Especial, contemplando o trabalho colaborativo entre esses profissionais como essencial para a garantia da permanência com qualidade dos estudantes nas escolas comuns.
Where – Onde será feito? Nas escolas estaduais da SRE Pouso Alegre.
When – Quando será
feito?
De setembro/2020 a dezembro/2020: elaboração dos materiais e gravação das vídeoaulas pelas equipes da SRE e parceiros; De abril a novembro de 2021: realização do curso pelos participantes e acompanhamento das ações pelas equipes da SRE. Who – Por quem será
feito?
Coordenado pelas equipes SAI e NTE. Participantes: Professores Regentes, Professores de Apoio, Intérpretes de Libras e Especialistas.
How – Como será feito?
1 – As equipes SAI e NTE produzirão videoaulas, encontros ao vivo por videoconferência, material de estudo e atividades teóricas e práticas com os seguintes temas:
Histórico da Educação Especial;
Educação Especial na Perspectiva Inclusiva;
Panorama da Educação Especial no Brasil e Minas Gerais: aspectos legais Público Alvo da Educação Especial
AEE – Atendimento Educacional Especializado Trabalho Colaborativo na Educação Especial Inclusiva Plano de Ação para o Trabalho Colaborativo na Escola Implementação do Trabalho Colaborativo na Escola
Para o desenvolvimento das vídeoaulas e videoconferências, poderão participar profissionais das escolas, das instituições de ensino superior parceiras da SRE, outras equipes da SRE e da SEE.
2 – Outros temas poderão ser abordados de acordo com as necessidades identificadas pelas equipes. 3 – A SRE fará a convocação para a participação dos profissionais das escolas estaduais.
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Quadro 4 – Formação Continuada de Docentes para o Trabalho Colaborativo
(conclusão)
5W2H Ações Propostas
How – Como será feito?
4 – A apresentação do curso será feita aos gestores escolares no 1º Encontro do Projeto “Gestores para Inclusão”, para que estes esclareçam os profissionais da escola quanto à participação e funcionamento do curso.
5 – O Especialista – EEB será o coordenador local do curso, visando o alinhamento das ações em cada escola.
6 – Os momentos de módulo II e atividades extraclasse serão utilizados para a participação no curso. Durante eles, o grupo de profissionais assistirá às vídeoaulas, participará das videoconferências,realizará as leituras solicitadas e fará as atividades propostas.
7 – A maioria das atividades contemplará a realização de alguma prática de sala de aula, que será acompanhada pelos EEB da escola.
8 – O curso terá 8 módulos, que culminarão com o “Seminário Regional de Educação Especial Inclusiva: fortalecendo o trabalho colaborativo na escola regular”. Nesse seminário, serão apresentadas práticas exitosas implementadas pelas escolas durante o curso, que fortaleceram ou deram início ao trabalho colaborativo entre profissionais do AEE e professores regentes. A avaliação do curso também será realizada nesse evento, visando a reestruturação ou manutenção do mesmo para os próximos anos.
9 – A carga horária do curso será de 120 horas, incluindo os momentos presenciais das reuniões de módulo e aplicação prática em sala de aula.
How Much – Quanto
custa?
Produção de vídeoaulas e material de estudo: Aproximadamente R$2.000,00
Realização de Seminário: pagamento de diárias e transporte para a participação na sede da SRE: aproximadamente R$ 9.000,00 Realização de atividades nas escolas (material, cópias, livros): aproximadamente R$ 300,00 por escola.
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A proposta apresentada no Quadro 04 procura romper com a regra geral de capacitar os principais sujeitos do processo educacional e de inclusão, de forma individual e separada. A partir deste estudo, percebemos que as ações realizadas pela SEE/SRE são, em sua maioria, destinadas ao professor especialista, com foco nas diversas deficiências que possam ser apresentadas pelos alunos com NEE. Pensando, então, que para o trabalho colaborativo, Professor de Apoio e Professor Regente devem definir juntos as melhores práticas a serem adotadas com toda turma, faz-se necessária também a formação conjunta dos dois e também dos demais profissionais de AEE das escolas. Pois como dito por Mantoan (2015),
A inclusão não prevê a utilização de práticas de ensino escolar especificas para esta ou aquela deficiência e/ou dificuldade de aprender. Os alunos aprendem nos seus limites e se o ensino for de fato, de boa qualidade, o professor levará em conta esses limites e explorará convenientemente as possibilidades de cada um (MANTOAN, 2015, p.67).
Assim, pretende-se que a ação proposta seja uma formação que possibilitará maior segurança aos docentes e que, assim, passem a responsabilizar-se conjuntamente pelos processos cognitivos de todos os estudantes.