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FR FRANCISCO DE S JOSÉ, PP (1758-61) – N.º

CONGRECAÇÃO DE S BENTO DE PORTUGAL

FR FRANCISCO DE S JOSÉ, PP (1758-61) – N.º

Francisco de Sousa Ribeiro nasceu em Aveiro no mês de Janeiro 1701, †Tibães 3/I/1772. Baptizado a 3/II/1701, filho de Manuel de Sousa Ribeiro e D.ª Maria de Oliveira da Fonseca (Inquirições, ADB-UM – CSB 40, 86-90), foi admitido pelo Geral Fr. Pedro dos

Mártires a 4/XI/1717; tomou Hábito em SBVPorto a 21/XII/1717. Ouviu Artes em Refojos de Basto e Teologia. Em 1742 era Prior da Foz, em 1754 Definidor, em 1755 Abade de Refo- jos de Basto, onde deu início à Igreja e ele a benzeu certamente 1760 (?) e não em 1766, como escrevem (Fr. Francisco de S. Luís – Apontamentos beneditinos, Ms. Singeverga, fl. 101; Elogios, 374-379). Eleito Geral 1758, restaurou as perdas do Terramoto de 1/XI/1755: na Estrela fez o dormitório de nascente, em SBSLisboa levantou as abóbadas que tinham caído, fortificou os dormitórios, reparou a sacristia e a livraria, construiu numa horta do mosteiro casas para rendimento do mosteiro; em Santarém iniciou as obras da igreja nova. Mostrou zelo em Tibães, onde mandou dourar a tribuna e retábulos, fez o coro da capela-mor e em SBVPorto, onde fez o refeitório, etc. A 4/V/1760 foi assistente no Porto à sagração de Fr. João de S. José Queirós como Bispo do Grão Pará e toda a festa fez correr a expensas da Congre- gação. «Hum dos mayores Prelados, que illustrarão esta Congregação» (Elogios, 374).

Quadro do Capítulo Geral de Tibães: «O N. Rm.º F. Francisco de S. Jozé N.al da cid.e de Aveiro, foi eleito Geral no anno de 1758 Jaz em Tib.s» (Quadro em casa da prima de D. Gabriel de Sousa, D.ª Maria da Graça. Lisboa).

Fr. Thomaz de Aquino – Elogios. Porto 1767, 374-379.

FR. FERNANDO DE JESUS, MARIA, JOSÉ, PMDr (1761-64; 1770-73) – N.º 69, 72

Fernando Correia de Sá, do Lugar das Regadas, Sanfins, Vila da Feira, 22/XII/1711, †Rendufe 18/VI/1773. Baptizado a 31/XII, filho de Francisco Correia de Sá, Capitão-mor de Vila Pereira de Jusã, isto é, S. Vicente de Pereira e Couto de Cortegaça, e de D.ª Marcela da Costa Marques (Inquirições, ADB-UM – CSB 40, 94), pais muito nobres por geração; neto paterno de Manuel Gomes dos Santos e de Madalena Correia de Sá, e neto materno de António da Costa e de Maria da Costa. Era sobrinho neto de Salvador Correia de Sá e Benevides, restaurador de Angola. Admitido pelo Geral Fr. José de Santa Maria a 25/I/1729, tomou Hábito em Tibães 13/II/1729 (Livro do Noviciado, ADB-UM – CSB, 25, 180). Fez Estudos maiores em 1734, ouviu Artes em Refojos de Basto, Teologia em S. Bento de Coim- bra, e findos os estudos foi eleito Mestre. Frequentou a Universidade e Doutorou-se. Leitor de Filosofia em Palme, e de Teologia na Estrela. Em Junta de 4/VIII/1749 foi eleito Abade da Estrela. Em 1752 era Secretário da Congregação, em 1755 foi escolhido Compa- nheiro do Geral, Fr. F. Manuel de S. Tomás, e com os que se seguiram no triénio: Fr. Paulo de S. José, Fr. António de St.ª Clara. Em 1758 Abade de Rendufe, onde promoveu a Filoso- fia, sendo Eleito Geral em 1761; 2.ª vez Geral em 1770, depois retirou-se para Rendufe. Chegou a ser nomeado Arcebispo da Baía, mas não aceitou.

No quadro do Capítulo Geral de Tibães há a legenda: «O N. Rm.º P.M.D. F. Fernando de Jesus M.ª n.al da Villa da Fr.ª. Elleito em G.al no anno de 1761. Jaz em Rendufe». (Qua- dro em casa de D.ª Maria da Graça, Lisboa, prima de D. Gabriel de Sousa).

Fr. Thomaz de Aquino – Elogios. Porto, 1767, 380-383.

FR. JOÃO BAPTISTA DA GAMA, PPG (1764-67; 1773-76) – N.º 70, 73

João da Gama, natural de Canas de Senhorim, 23/V/1717, †SBSLisboa 29/VI/1775. Baptizado a 30/V/1717, filho de António de Abreu da Gama, da Vila de Oliveirinha, Fidalgo da Casa de Sua Majestade, Capitão-mor da Vila de Canas de Senhorim, e de D.ª Eugénia Maria de Figueiredo, Canas de Senhorim, neto paterno de Lucas de Abreu da Gama e de D.ª Ana Teresa de Castro, de Oliveirinha, neto materno de João de Sobral de Figueiredo (Canas) e de Ana Maria da Fonseca (Vila Chã), sempre tidos e havidos por principais pes- soas desta Província (Inquirições, ADB-UM – CSB. 40, fl.100; Livro do Noviciado de Tibães, ADB-UM – CSB 25, 190v). Admitido por Fr. Manuel dos Serafins, I, a 12/XI/ 1731, tomou Hábito em Tibães a 11/XII/1731. Frequentou Artes no Colégio de Rendufe, Teologia no Colégio de Coimbra. Foi Pregador e Abade de Alpendurada em 1755; Secretário do Geral Fr. Francisco de S. José 1758; Abade S. Tirso em 1761 e, a 23/VI/1761, sagrou a igreja nova de S. João da Foz. Eleito Geral a 1.ª vez em 1764. Abade de SBSLisboa em 1770. Eleito Geral 2.ª vez em 1773. Resistiu aos intentos do Marquês de Pombal para extinguir vários mos- teiros, e demorou em ir à Corte, «o que lhe granjeou com efeito o desagrado do dito minis- tro, cujas demonstrações, juntas com outras causas que devem ficar em eterno esqueci- mento, causaram por fim a morte ao Rm.º» (Fr. Francisco de S. Luís – L. de Óbitos de Tibães, Ms. Singeverga, fl. 19 (Publicado por RAMOS, Luís A. de Oliveira – Inéditos do Car- deal Saraiva. Separata da «Bracara Augusta», 1976; Idem – Problemas e Virtualidades da Congregação de S. Bento nos fins do século XVIII. «Actas do Colóquio de História local e regional». Santo Tirso, 1982, 123).

Fr. Thomaz de Aquino – Elogios, 1767, 384-386 (1.º generalato, ao qual é dedicado o livro); Fr. Francisco S. Luís – Apontamentos beneditinos, Ms. Singeverga, 167v (2.º gene- ralato).

FR. MANUEL CAETANO DO LORETO, PMDr (1767-70;1792-95) – N.º 71, 80

Manuel Caetano, nasceu em S. Tiago de Beduído, Estarreja, 25/XII/1724, Baptizado a 1/I/1725, †Cucujães 1797. Filho de Manuel Pires de Almeida e D.ª Brígida Josefa Valente. Admitido pelo Geral Fr. Tomás do Sacramento, tomou Hábito em Santo Tirso a 2/VIII/1742 (Fr. Francisco de S. Luís – Apontamentos beneditinos, Ms. Singeverga). Ouviu Artes em S. Romão do Neiva e Teologia no Colégio de Coimbra. Aplicado e perspicaz, fre- quentou a Universidade e doutorou-se a 9/X/1755, fazendo oposição à Cadeira de Prima em 6/III/1765. Eleito seis anos sucessivos Secretário da Congregação e, em 1764, Secretário do Abade Geral. Eleito Geral em 1767, com dispensa de haver sido Secretário e falta de anos de profissão. Coube-lhe indicar ao Secretário da Universidade os 10 monges jacobeus, que seriam votados à morte civil. Terminado o triénio em 1770, foi conventual para Alpendu- rada. Eleito pela 2.ª vez Geral em 1792. Faleceu no Couto de Cucujães.

FR. FERNANDO DE JESUS MARIA JOSÉ, PMDr (1770-1773) N.º 69, 72

Eleito Geral 2.ª vez em 1770. Cfr. N.º 69. Fr.; Thomaz de Aquino – Elogios, 380-383.