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A frase acima significa quase a mesma coisa que She doesn’t understand the difference between still and yet yet (Ela não entende a diferença entre

P. S.: Se você não “captou” a mensagem, aí vai uma breve tradução: “Concordo

2. A frase acima significa quase a mesma coisa que She doesn’t understand the difference between still and yet yet (Ela não entende a diferença entre

still e yet ainda). Se você está se sentindo “levemente” confuso pelo uso

do yet/yet neste exemplo, lamento informá-lo que, apesar da brincadeira, a frase é correta, embora (admito) um pouco forçada.

3. “Where are you going for your vacation?”/“We don’t know yet. Perhaps Cancun.” (“Onde vocês vão passar as férias?”/“Não sabemos ainda.

Talvez Cancun.”)

4. “Have you finished reading that great book by Michael Jacobs I lent you yet?”/“No, not yet. I’m still reading it. Can’t put it down.” (“Você já ter-

minou de ler aquele livro que lhe emprestei?”/Não, ainda não. Estou len- do-o ainda. Não consigo largar.”) O leitor atento já terá percebido neste

exemplo que, em português, mudamos de “ainda” para “já”, sem que o sentido seja alterado. Coisas da língua portuguesa que ajudam a entender inglês. E olhe a “brilhante” frase que criei na resposta do exemplo 4, usando yet na pergunta e still na resposta.Tento de tudo para ajudar você!

Embora quase todos os livros de gramática citem yet como descrevi acima, a minha percepção me diz que é mais comum vê-lo em perguntas negativas do que em perguntas simples. Veja a diferença: Are they ready to leave yet? (pergunta fei- ta em tom normal: “Já estão prontos para ir?”); Aren’t they ready to leave yet? (pergunta feita com uma certa irritação: “Não estão prontos para ir ainda?”). Outro exemplo: Have they arrived yet? (demonstra simples curiosidade: “Já che- garam?”); Haven’t they arrived yet? (pergunta feita com irritação: “Ainda não chegaram?”).

Vamos examinar mais algumas frases que demonstram a sutileza entre yet e

still nesta tabela (na qual o querido present perfect está perfeitamente bem pre-

sente, por sinal). A única diferença entre as frases a seguir é que as com still trans- mitem um sentido menos otimista; o fato ainda não aconteceu e, possivelmente, não acontecerá.

Yet Still

I haven’t read Michael’s books yet. (Cá entre nós, uma lástima – não o exemplo, o fato.)

I still haven’t read Michael’s books.

We don’t know yet. We still don’t know. The police haven’t caught the

killer yet.

(Outra opção: The police haven’t yet caught the killer.)

The police still haven’t caught the killer.

Usando yet, tenho a impressão de que a probabilidade de o fato se realizar pa- rece um pouco (embora muito pouco) maior.

Como você viu, é difícil generalizar com “Osama” e “Saddam”, digo, com

still e yet. Quando esta explicação me foi solicitada, pensei: “’Xá comigo!” Aí,

sentei-me frente ao computador e... nada! Concentrei-me mais, tanto que até quase começou a sair sangue pela testa! Cada caso parecia confirmar o contrário do que eu queria dizer, não é?

Bem, inglês é isso aí, gente. É trabalho duro! Os livros de gramática inglesa, que explicam as “regras”, estão recheados de palavras como but, often, normally,

not normally, usually, can use, possible, sometimes, most etc. E estas palavras cer-

tamente se aplicam para yet e still.

Difícil de entender? Talvez. Agora, explicar... Meu amigo... É dureza! Se você por acaso ainda não entendeu as diferenças (If you still haven’t understood

the differences; If you haven’t yet understood the differences; If you haven’t un- derstood the differences yet – sim, todas as opções são corretas), ou achou a mi-

nha explicação um pouco, digamos, complexa, incompleta ou até irônica, só pos- so usar uma expressão que aprendi há muito tempo: “Se quiser brigar ou discu- tir, é melhor mudar de assunto.”

Fique, inclusive, à vontade para me enviar uma explicação melhor, para que eu possa tirar de vez esse “leve” ar de desconfiança de queainda (essa é pra você:

still ou yet? Se acertar, considero a minha missão cumprida) percebo no rosto da

minha amiga.

And now for my next trick… (portanto, para a minha próxima proeza...) vou

explicar os usos do... present perfect! Mas esta explicação de still e yet acabou co- migo! Então, vou lhe poupar... mas só até o próximo texto, logo aí embaixo. Não, pensando melhor... vou continuar. É o meu papel.

So now for my next trick… (e agora, para a minha próxima proeza...) eu que-

ria explicar os usos de... still e yet em conjunto com o tempo verbal present perfect, que é bastante “interessante” (just kidding), mas – para sorte sua – o meu gás está acabando. Então, vou poupá-lo até o próximo texto.

Afinal, depois de todo este trabalho – e o pior: sem saber ao certo se realmen- te ajudei –, vou parar por aqui e fazer um cafezinho gostoso.

Acho que eu mereço.

Those prepositions! When to use “at”, “in” and “on”… and “for”, and

“to”, and “above”, and “over”, and… (Essas preposições! Quando usar

at, in e on... e for, e to, e above, e over e...)

Há certos fatos que não posso mais ignorar. Eu até tento. Mas, como eu não consigo fugir da raia, talvez tenha chegado a hora de assumir de vez aquilo que faço, ou pelo menos tento fazer – ajudar o aluno brasileiro no seu aprendizado de inglês.

Recebi mais um e-mail de um leitor agradecendo um esclarecimento anterior e pedindo uma orientação a respeito das prepositions at, in e on. Não quis dizer com isso que recebi mais um e-mail cheio de agradecimentos. Quis dizer que acabou de chegar para mim MAIS uma solicitação sobre preposições.

Aliás, pensando bem, acho que recebo mais correspondência sobre preposi- ções do que contendo agradecimentos. Muito mais! Não estou me queixando, não. São os ossos do ofício. (Aposto que agora você está querendo saber como se diz “ossos do ofício” em inglês, certo? Eu uso duas expressões: it comes with the

job ou it’s all in a day’s work.)

No mesmo dia, recebi outra solicitação a respeito das regras de for e to. O meu leitor usou um exemplo bem simples: “Michael, posso dizer I bought a pre-

sent to you, ou preciso dizer I bought a present for you? Qual é o certo e por quê?”

A resposta à primeira parte da pergunta – “qual é o certo?” – é I bought a pre-

sent for you. Entretanto, para justificar o uso de for em vez de I bought a present

to you, fica muito mais difícil. Para ser honesto, eu precisaria entrar em campos

tão minados e em explicações tão complicadas que nem vale a pena tentar. Nas minhas palestras, eu tento – à minha maneira – mostrar que to é uma preposition que indica “direção”, enquanto for indica “em beneficio de algo ou alguém”. E com isso praticamente encerro o assunto. (Mas lembre-se: ao entregar o presen- te, você pode dizer I am giving this present to you).

No entanto, quando vejo meus leitores e alunos em geral às turras com as preposições inglesas, sou obrigado a parar para pensar sobre os motivos que os levam a sentir tanta dificuldade com elas. Afinal,eu não sinto tanta dificul- dade assim. Sempre sei qual usar. E, a julgar pela quantidade de livros de gra- mática inglesa que há por aí, livros que analisam profundamente e em tantos detalhes as prepositions, com centenas de – não, minto –, com milhares de exemplos e exercícios, por que ainda há alunos e estudantes que manifestam esta dificuldade?

Será que os autores e as editoras não conseguem fazer um trabalho sério, de- cente? Ou será que são os alunos que não fazem seu dever de casa? Não, não pode ser. Peço desculpas por ter mencionado esta hipótese tão radical. Retiro o que eu disse. Já, imediatamente.

Mas ainda me pergunto: “Por que os meus alunos esperam de mim a explica- ção de algo que as publicações mundiais aparentemente não conseguem expli- car? Quem sou eu para conseguir fazer melhor?” Mas, já que a demanda existe e as dúvidas permanecem, vamos ver o que posso fazer para ajudar.

Em primeiro lugar, um conselho. Há tempos que oriento meus alunos a ten- tar desvincular as prepositions do “monstro” gramático. Desvincular é modo de dizer. Há tempos proponho a eles que pensem nas preposições como simples vocabulário, pois, para muitos, a palavra “gramática” representa desafios ex- traordinários – quando não um poço sem fundo ou até um buraco negro. (Para as pessoas que adoram gramática, fiquem à vontade para seguir ou não o meu conselho.)

E, sabe o porquê da minha recomendação? Porque não há regras para ajudar o aluno a determinar qual preposition usar. Há o que chamamos de usage, ou seja, a maneira como certas palavras e expressões são usadas na prática e não de- terminadas especificamente por normas gramaticais. Usage é o nome do jogo, e não podia deixar de ser, pois, que eu saiba, a The Universal English Language

Academy, aquela que supostamente dita as regras de como o inglês “tem” de ser,

anda mal das pernas ultimamente – desacreditada, até.

Para mostrar a verdade disso, vamos examinar um excelente livro de gramáti- ca, que eu até já citei: o Practical English Usage (Oxford University Press), de Michael Swan. Aliás, menciono esse livro por dois motivos. O primeiro é que tive a honra de conhecer Swan pessoalmente em 2002, aqui no Brasil. Batendo um papo, contei-lhe que eu chegava a achar que as prepositions poderiam ser consi- deradas vocabulário em vez de parte da gramática – e ele concordou! O segundo motivo é que ele escreveu essa obra-prima, em que explica como usar inglês cor- retamente.

Agora, convido-o, querido leitor, a pensar: “Para quem será que ele escreveu o livro? Para os native speakers melhorarem seu inglês e evitarem cair em armadi- lhas?” A resposta é: de jeito nenhum! Michael Swan, bem como outros tantos au- tores, explica o uso da gramática inglesa para o estudante de inglês, aquele que está aprendendo inglês como uma segunda língua (ESL – English as a Second

Language) ou como língua estrangeira (EFL – English as a Foreign Language).

Para quem não entende a diferença entre ESL e EFL, é simples. A meu ver, a única diferença existente é que a segunda categoria serve a quem já tem uma se- gunda língua e está aprendendo uma terceira, ou até vigésima, língua. Já vi um monte de explicações pormenorizadas a respeito das sutilezas entre as duas si- glas, mas ainda não consigo entender as distinções e não sei se perco algo com isso. Deixo os detalhes para os experts. Quem sabe um dia eu aprendo!

Então, continuando. Todos os livros de gramática inglesa para estrangeiros se incumbem de explicar aquilo que já existe. São, na linguagem técnica,

pós-escritos e não pré-escritos. Quer dizer, explicam como a língua é usada na prática – pelo usage. As regras, se é que devemos chamá-las assim, ou normas, ou – talvez o termo mais apropriado – as convenções vieram depois, para ajudar o estudante estrangeiro da língua, não os nativos. Não custa repetir: estes já sabem. Os livros escritos por pessoas como Michael (Swan, não eu. Poderia cha- má-lo de “Miguel Cisne”, para não confundir) explicam a gramática inglesa para o estudanteestrangeiro da língua. Para os nativos que se interessam pela gramá- tica sem fins educacionais, este tipo de publicação raramente seria útil.

Não estou querendo dizer que o estudo da gramática seja negligenciado pe- los nativos da língua. Apenas digo que o tipo de dúvida e consulta é diferente. Ge- ralmente, são dúvidas e/ou consultas mais profundas e complexas, pois normal- mente o objetivo é outro. As questões gramaticais tratadas nos livros para estu- dantes estrangeiros de inglês jamais seriam cogitadas e – para falar a verdade – dificilmente seriam interessantes para nativos. Afinal, como eu disse, estes já sa- bem falar inglês. Já sabem, em geral, o que é certo e errado. Podem não saber ex- plicar os motivos, pois não têm a experiência de ministrar aulas, mas sabem o que é certo. Podem não ter tido uma boa educação formal, acadêmica – como podem não ter educação nenhuma –, mas já sabem usar o future perfect, o past perfect e até o querido present perfect sem pensar. Nem precisam esquentar a cabeça com as diferenças entre do e make, nem qual modal verb é mais adequado. E, prova- velmente, nunca ouviram falar de phrasal verbs! Nem com isso, nem com aquilo, nem com tanta coisa.E nem com prepositions!

E então voltamos ao X da questão! Prepositions não seguem e não obedecem a regras. E, de volta ao quesito vocabulário: vocabulário segue regras? Claro que não, ou melhor, parece até uma pergunta boba, concorda? Existe a palavra certa para expressar aquilo que você quer expressar. Você não diria “coloque o açúcar na mesa” se estivesse querendo que seu filho “subisse num elefante”. Você diria apenas “suba no elefante”. Se eu quiser tomar um suco de laranja, pedirei um suco de laranja, e não um “ocus de ajnaral”. Palavras são o que são, ou melhor, representam certas coisas. E qualquer coincidência com preposições e prepositi-

ons é pura semelhança. (Gostei do trocadilho!)

Admito que me ponho a rir quando os alunos dizem que têm dificuldades com prepositions devido à sua complexidade, falta de lógica e de regras. (Quero dizer que são as prepositions que têm, ou deixam de ter, estas qualidades, não os alunos. Mas, pensando bem... Ah! Deixa pra lá!) E sabe por que dou risadas? Porque os mesmos alunos que acham que falta lógica às prepositions acreditam

que há lógica nas “preposições”. Claro, não há dificuldade com preposições (para os brasileiros) pelos mesmos motivos que não há mistérios nas prepositions para o nativo da língua inglesa.

Todos nós – brasileiros e ingleses – aprendemos com nossas mães (ou com alguém) o certo e o errado das prepositions e das preposições – e, tomara, outras coisas mais também. Na maioria dos casos, trata-se de um processo indolor.

Lembro-me agora de quando fazia traduções do inglês para a língua portu- guesa. Sempre tinha o cuidado de, antes de entregar o trabalho final ao cliente, passá-lo por um revisor brasileiro, qualificado. E não é que minhas traduções sempre voltavam com as preposições corrigidas?

Para mostrar por que isto pode acontecer, vou mencionar um exemplo bem simples, de um gringo que chega ao Brasil pronto para começar a aprender por- tuguês. Acontece que, já no primeiro dia, ele é acometido com uma baita dor de cabeça. Pode ser então que “dor de cabeça” seja a primeira coisa que ele vá aprender a dizer em português (antes mesmo de “caipirinha” ou “mulheres”).

Curado, já no segundo dia ele descobre algum incômodo no dedo mindinho, procura no seu dicionário e descobre que finger é “dedo”. Vira para um amigo brasileiro e reclama: “tenho um dor de dedo”. O brasileiro, sempre solícito, cor- rige: “Não, John. Não é dorde dedo. É dor no dedo”.

E o nosso gringo, querendo entender as sutilezas da língua portuguesa, per- gunta: “Por quê? Por quê? Se é dor ‘de’ cabeça, não devia ser também dor ‘de’ dedo? Por que é ‘no dedo’ e não ‘de’ dedo? Será que devo dizer também dor ‘na’ cabeça? As duas dores não estão dentro? Dor dentro da cabeça. Dor dentro do dedo?” (Logicamente, o nosso gringo não estaria dizendo tudo isso em português ainda, mas a comunicação se deu porque o amigo dele fala muito bem inglês.)

Podemos até imaginar as mesmas perguntas com dores “de” costas, dor “de” perna... dor “de” cotovelo... Aliás, sabemos que este último refere-se a algo bem di- ferente, mas o nosso gringo, já no terceiro dia acometido agora com a pain in the

elbow, não sabe ainda. Portanto, podemos entender que teve o azar de se apaixonar

por uma brasileira (o que, diga-se de passagem, é muito fácil de acontecer...) em vez de ter problemas na junta de articulação do braço, dor “no” cotovelo.

Coloque-se você no lugar do brasileiro. Aliás, já está no lugar dele! Consegue explicar o porquê de “no” em vez de “de”? Se for craque, talvez até consiga, mas pode imaginar as justificativas que será necessário dar? E sem a garantia de que será compreendido, diga-se de passagem. E vai-se tempo, muito tempo! E lem- bre-se que está dando estas explicações em português para alguém que ainda não

domina a língua! Uma pergunta séria, bem, bem séria, seria: “Será que ele vai en- tender suas tentativas de explicar, mesmo que você saiba os motivos?”

Este exemplo que usei é apenas uma simples demonstração de como a falta de lógica invade as preposições mais simples do português. Pelo menos eu vejo assim, apesar dos meus 36 anos de Brasil, boa parte dedicada a tentar melhorar meu português.

Já fiz esta mesma pergunta a platéias durante as minhas palestras, e acho até divertido ouvir as tentativas de explicar. Claro, certas pessoas podem explicar as preposições em português, bem como há também as que explicam em inglês. Mas será que o aprendizado ganha alguma coisa com os pormenores? Por que não aceitar simplesmente as prepositions como elas são, aprendendo-as como se aprende qualquer outra coisa, em vez de procurar regras para se orientar? Sem- pre tenho a impressão de que a decoreba de regras torna-se mais trabalhosa e pe- nosa do que o simples ato de aprender. E mesmo a decoreba das novas palavras e suas associações é mais fácil, pois, mesmo se conseguisse decorar as regras (se existissem), teria ainda mais trabalho pela frente para decorar as próprias prepo-

sitions, depois. Não seria trabalho em dobro? Eu acho que, aprendendo assim,

sem regras, é muito mais gostoso e, quiçá, mais eficaz.

Finalmente, para responder ao meu leitor a respeito de in, at e on – e a outros tantos que já fizeram o mesmo tipo de pergunta referente a muitas outras propo- sições, só tenho para oferecer este texto como resposta (e posso aproveitar para mencionar aqui os temidos phrasal verbs. Quer uma dica? É só substituir, ao lon- go deste texto, a palavra preposition(s) por phrasal verb(s) e terá também uma resposta. Assim, vai me economizar um bocado de trabalho).

Em tempo: hoje consultei o Ron Martinez – autor da série Como Dizer

Tudo em várias línguas – para ver se ele sabia me dizer quantas prepositions há

em inglês, pois tinha me cansado de procurar. Ele, com sua sabedoria invejá- vel, logo me retornou com a resposta, e uma lista. Vou me limitar ao número. São apenas 95. Deixe-me repetir isto por extenso – noventa e cinco. Apenas. Se quiser decorar mais ou menos dez por dia, logo estará tinindo. Se decorar cinco por dia, também.

Posso ouvir você pensando: “Vou pedir para o Michael me enviar esta tal lis- ta. Deve ser bárbara! Quero, quero, quero!” Mas, pense bem: será que ela vai aju- dá-lo em alguma coisa pra valer? Não vou negar fogo se realmente quiser a rela- ção, mas só lhe peço para pensar a respeito da sua real utilidade, a de saber todas as prepositions, no aprendizado de inglês. Pode trazer apenas frustração.

Você é quem sabe. Agora, se quiser me enviar uma relação completa daspre-

posições e suas colocações, serei eternamente agradecido, pois reconheço que

colocar as prepositions junto com as outras palavras é que é o grande desafio, como o é também em português, mas não conheço atalhos. Sorry.

Tenho muito receio de parecer indelicado quando faço colocações como esta que vou fazer agora, mas sinceramente não vejo muita opção. Quero, com toda humildade, sugerir a você que procure essa resposta nos livros que já existem. Estes já fazem algo que, sinceramente, não poderia duplicar, nem melhorar.

E para que é que eu vou ficar aqui, inventando a roda?

¢Below e bellow

Que errinho mais engraçado. Já o vi inúmeras vezes e sempre dou uma risadinha, pois, dependendo das circunstâncias, o sentido muda e daí fica um barato.

Creio que você concordará comigo quando se der conta que below, com ape- nas um “l”, é o advérbio que significa “abaixo”, em lugar inferior, para baixo; e, como preposição, é o mesmo que “sob”, ou seja, abaixo, mais baixo que, menos que. Até aí, nada de mais. Mas, quando examinamos bellow, agora com dois “eles” (não sei escrever dois “ls”; escreve-se dois “Ls”? Será?), tudo muda. Um

bellow é um “berro”, um urro, um grito; e o verbo to bellow é berrar, urrar, voci-

ferar, uivar, gritar, ulular.

Claro que estou usando meus dicionários para fazer todas essas compara- ções, afinal, a palavra “ulular” não faz parte do meu vocabulário ativo. (Pare- ce-me algo que um francês diria ao visitar pela primeira vez uma famosa casa de cabaré em Paris. “U-la-lá!”). Aliás, nem do meu “vocabulário anual”, para ser mais honesto ainda – e quem me conhece pode testemunhar a meu favor. Como tantas vezes eu afirmo, não sou um dicionário ambulante.

E por já ter falado duas vezes a palavra “dicionários” (agora três), foge da mi- nha compreensão como pode existir uma linha de ensino que proíba o uso do di- cionário como ferramenta de aprendizado de uma língua. Sem ter um dicionário